Grilo Falante não faz apologia ao medo
e nem tão pouco papel de marionete
como cavaleiro aprendeu desde cedo
usar bem a coragem, a ética e o florete.
Um cavaleiro não fica do lado do mal,
nem tão pouco ajuda-o disseminá-lo,
para o Grilo é um instinto bem natural
defender o mais fracos e ampará-lo.
Os deuses jamais praticam bruxarias,
aliás são combatem veemente a elas
utilizando as suas poderosas magias.
Eleição não é o mal, é sim democracia,
O eleito evita que quaisquer sequelas
Tragam de volta o egoísmo e a tirania.
(O FILHO DA POETISA)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
PROCURA-SE: FADA AZUL E FADA MENINA
CAPÍTULO UM – FADA AZUL E FADA MENINA SUMIRAM
Grilo Falante, oh, meu amigo Grilo Falante!
Venha até aqui rápido só por um instante!
Eu preciso de uma ajuda de sua amiga Diana!
A Fada Azul e Fada Menina ... já tem uma semana
que elas sumiram, se esconderam lá na floresta.
Como é que é Fada Arco-Íris? Que estória é esta?
Estou pedindo a ajuda à sua amiga deusa da caça
com medo que possa acontecer a elas alguma desgraça!
Você sabe me dizer o que as motivou tomar tal decisão?
Ah, grilo Falante, elas devem estar fugindo de uma punição!
Quem irá puni-las? Por quê? Não me esconda nada!
Grilo! Conto-lhe se tiver tempo, pois é uma estória bem complicada.
CAPÍTULO DOIS - O PRIMEIRO PORQUÊ DO SUMIÇO
Você sabe que a Fada menina é muito travessa,
porém nada agora lhe tira da dura cabeça
a ideia absurda e ridícula de ter um pai.
Já tentei de tudo, mas esta bizarrice de sua cabeça não sai.
Um dia gritei com ela: chega! Não fale mais desse assunto comigo!
Se você insistir ,vou colocá-la no seu quarto e de castigo!
Não sei de onde ela tirou esta grande loucura.
O pior é que a Fada Azul dá à Fada Menina cobertura...
Isto me deixa possessa! Para lhe honesta, deixa-me pê da vida,
daí acabo punindo as duas por estar muito enfurecida!
A primeira coloco de castigo por não ter nenhum juízo
e a segunda é punida por ter e não usá-lo no momento preciso.
CAPÍTULO TRÊS – O SEGUNDO PORQUÊ DO SUMIÇO
Insisto! Como se não bastasse a ideia bizarra da figura paterna,
a Fada Menina veio com a estória de ter uma paixão eterna
por um menino que é um diabo em forma de gente...
além do mais a fada menina é uma criança inocente;
saiu do cueiro outro dia mesmo, apesar de precoce...
a Fada Azul apóia o namoro dos dois como se natural fosse.
Se pra gente que é adulto o namoro é algo bem complicado,
quem dirá para duas crianças que num recém- passado
estavam ainda engatinhando pelo chão da casa inteira.
Para mim, a Fada Azul está me saindo uma bela alcoviteira.
Não tem cabimento consentir o namoro daqueles dois.
Meu anjinho não combinou com o do fedelho, não será agora e nem depois!
CAPÍTULO QUATRO – ESTÁ TUDO ERRADO!
Vamos por parte, como afirma um frio esquartejador...
Fada Arco-Íris, ouça-me com atenção, por favor!
Não posso chamar a deusa Diana para lhe ajudar,
a sua causa não é humanitária, nem universal e sim particular.
A gente tem o respeito de terceiro não imposto através do medo
E sim porque eles nos amam, é aí que está o grande segredo.
Quando a gente ama alguém, não queremos vê-lo triste.
O sofrimento dele (ser amado) é a dor mais dolorosa que existe.
Fazemos de tudo, o possível e o impossível, para ver o ente amado feliz,
inclusive internalizando e cumprindo tudo com carinho o que ele diz.
Abrimos mãos dos nossos desejos para realizar o sonho da pessoa amada,
fazemos isto com infinita alegria e o que é melhor: sem cobrar nada!
CAPÍTULO CINCO – NEM TUDO ESTÁ ERRADO
Quanto ao fato da Fada Menina ter um pai, contar-lhe-ei a verdade.
Não me esconda nada, Grilo! ... ela ainda não tem para isso maturidade...
se você usar de amor e sinceridade, ela aceitará o fato mesmo sem compreendê-lo,
caso você omita isto, o que é real mais tarde se transformará num grande pesadelo,
fazendo com que as depois venham sofrer muito recíproca e respectivamente.
Então para que jogar para o futuro um problema do nosso presente?
No que diz respeito à Fada Azul, pode ficar bastante tranquila,
ela está agindo corretamente. Se a fada Menina errar, ela está lá para corrigi-la,
mas não transmitindo medo e sim muito amor e muita confiança;
com isto a Fada Menina crescerá sem o temor de errar e com muita segurança.
Se errou, peça desculpa, e se for possível, conserte ou repare o seu erro
para mais tarde não ficar com a horrível cara de enterro.
CAPÍTULO SEIS – EXPLICAÇÃO À FADA ARCO-ÍRIS E AO LEITOR
De onde a Fada Menina tirou a ideia de ter pai, criatura?
Fácil de responder. Lembra quando ela teve comigo sua última aventura?
Lembro. Foi quando você, ela, a Fada Sol e a Fada Azul trouxeram uma cria humana
aqui ao nosso Portal. Correto! O nome da criança era lindo, Joanna,
e ela para entrar no Portal foi transformada numa joaninha...
Os humanos para nascerem precisam ter mãe e pai. Foi daí que a pequena fada danadinha...
Faço uma pequena pausa na estória, pois creio que o leiro deve estar furioso
comigo porque até agora só afirmei que as fadas nascem e aí bastante curioso
deve estar pensando: o autor desta estória vai explicar ou não
de como nascem as fadas? Calma pessoal! Darei sim uma explicação,
não vou dar a você o trabalho exaustivo de pesquisar,
portanto deixemos de blá-blá-blá e vamos ao próximo capítulo para clarear.
CAPÍTULO SETE – COMO NASCEM AS FADAS...
Vou explicar, mas eu não sou fada, apenas o Grilo Falante,
então vou contar a estória de como nasceu as fadas, consoante
O que li no livro de Peter pan, conhecida estória infantil,
portanto se for mentira, a culpa não é minha, viu!
Quando um bebê pela primeira vez na vida vai sorrir,
o sorriso dele em milhares de pedaços irá partir,
estes milhares de pedaços irão livremente se espalhar
e magicamente estes pedaços começarão do nada a saltar.
Quando a nossa curiosidade nos chama lá para ver,
milhares de lindas fadinhas acabaram de nascer.
Depois surge a fada Rhiannon e recolhe toda fadinha bebê,
leva para o mundo mágico, lá elas crescerão, para uma tomar conta de você.
CAPÍTULO OITO – ENCONTRANDO-SE COM A VERDADE
Pensando carinhosamente em tudo que o Grilo Falante lhe dissera
A fada Arco-Íris se sente uma terrível bruxa e se desespera.
Grilo, você tem toda razão! Estou com tanto remorso do que eu fiz.
Buááá! Eu não sou má! Tudo o que eu quero é que a Fada Menina cresça feliz!
Ah, meu pai! Quanto tempo eu venho sendo com a Fada Azul injusta...
Precisamos encontrá-las para eu pedir mil desculpas para me sentir justa!
Só que o senso de justiça não pode só no pedido de desculpas ficar,
você terá que modificar radicalmente a sua forma das duas tratar.
Deixa totalmente para trás a terrível ideia de punição
e busque com as duas ter mais diálogo e esforço de compreensão.
O namoro da Fada Menina é puro fogo de palha, acabará passando,
percebendo que a ama, o amor que sente pelo guri, a você estará voltando.
CAPÍTULO NOVE – ORAÇÃO AO DEUS HORUS
Vamos encontrar nossas amigas? Como, grilo, se eu não sei onde elas estão?
Bem, neste caso, para encontrá-las, repita comigo esta forte oração:
Poderoso deus Horus, deus mitológico egípcio do mundo dos vivos,
Dê-me uma visão de águia, uma visão de olhos super-ativos,
Pois tenho, para ser bem honesto, nesta hora exata,
duas grandes amigas que se encontram escondidas na mata.
Faça com que eu, deus poderoso e meu honroso amigo,
Encontre-as primeiro do que qualquer um temeroso perigo.
Na mesma hora, o Grilo Falante tem de toda floresta a real visão.
Fada Arco-Íris, ajude-me aqui, pois já tenho a localização.
Grilinho danado, depois fala que não tem poderes... vai eu acreditar...
Anda Grilinho, não demore! Diga-me onde é que é o tal lugar!
CAPÍTULO DEZ – ENCONTRANDO AS FUJONAS
A partir do meio da floresta, a três quilômetros da mesma, porém no sul,
lá nós vamos encontrar as duas fadas, próximas a uma árvore mágica azul.
Elas estão se divertindo, jogando uma emocionante partida de queimada.
As fadas não estão sozinhas, elas estão praticando esse esporte com a bicharada.
Num passe de mágica, as duas fadas fazem uma esquisita cara de terror.
Foi você, não é Grilo, que a trouxe aqui! Sua dinda não conhecia este seu lado traidor!
Calma, Fada Azul, não fale assim com o seu querido afilhado...
Você não tem a noção de como esta criaturinha nos tem ajudado...
Estou aqui não para puni-las e sim para levá-las alegremente à nossa casa;
você não sabe que depois da conversa com o Grilo, meu coração ficou em brasa,
agora para evitar que o remorso me queime , só há uma solução:
contar generosamente que as duas fadinhas me concedam o perdão.
CAPÍTULO ONZE – O AZUL DA BONANÇA
Fada Azul e a Fada Menina correm para abraçarem a amiga.
Minhas queridas amigas, vamos fazer um acordo aqui: nada de briga!
Quando uma de nós percebermos que vamos o rumo das brigas tomar,
Contaremos de um a três, chamaremos a que ofendida para conversar;
Assim procedendo não haverá castigo, não haverá medo, ninguém ficará magoada.
Desde jeito a nossa verdadeira amizade não ficará mais desgastada.
Grilo Falante,traga o livro com a estória ilustrada de Peter Pan até aqui, por favor!
O livro é colocado no colo da Fada- Menina. Não sabe ler, mas vê desenhos... Viu, meu amor!
Entendeu agora por que não temos pai? Faz parte da nossa natureza...
Já que é assim, tia, não quero mais saber de pai, com certeza!
Já que a senhola está boazinha hoje, quelo fazer outro pedido neste momento...
Já sei, pode namorar sim! Desde que o seu namoradinho me peça consentimento.
( O FILHO DA POETISA)
Grilo Falante, oh, meu amigo Grilo Falante!
Venha até aqui rápido só por um instante!
Eu preciso de uma ajuda de sua amiga Diana!
A Fada Azul e Fada Menina ... já tem uma semana
que elas sumiram, se esconderam lá na floresta.
Como é que é Fada Arco-Íris? Que estória é esta?
Estou pedindo a ajuda à sua amiga deusa da caça
com medo que possa acontecer a elas alguma desgraça!
Você sabe me dizer o que as motivou tomar tal decisão?
Ah, grilo Falante, elas devem estar fugindo de uma punição!
Quem irá puni-las? Por quê? Não me esconda nada!
Grilo! Conto-lhe se tiver tempo, pois é uma estória bem complicada.
CAPÍTULO DOIS - O PRIMEIRO PORQUÊ DO SUMIÇO
Você sabe que a Fada menina é muito travessa,
porém nada agora lhe tira da dura cabeça
a ideia absurda e ridícula de ter um pai.
Já tentei de tudo, mas esta bizarrice de sua cabeça não sai.
Um dia gritei com ela: chega! Não fale mais desse assunto comigo!
Se você insistir ,vou colocá-la no seu quarto e de castigo!
Não sei de onde ela tirou esta grande loucura.
O pior é que a Fada Azul dá à Fada Menina cobertura...
Isto me deixa possessa! Para lhe honesta, deixa-me pê da vida,
daí acabo punindo as duas por estar muito enfurecida!
A primeira coloco de castigo por não ter nenhum juízo
e a segunda é punida por ter e não usá-lo no momento preciso.
CAPÍTULO TRÊS – O SEGUNDO PORQUÊ DO SUMIÇO
Insisto! Como se não bastasse a ideia bizarra da figura paterna,
a Fada Menina veio com a estória de ter uma paixão eterna
por um menino que é um diabo em forma de gente...
além do mais a fada menina é uma criança inocente;
saiu do cueiro outro dia mesmo, apesar de precoce...
a Fada Azul apóia o namoro dos dois como se natural fosse.
Se pra gente que é adulto o namoro é algo bem complicado,
quem dirá para duas crianças que num recém- passado
estavam ainda engatinhando pelo chão da casa inteira.
Para mim, a Fada Azul está me saindo uma bela alcoviteira.
Não tem cabimento consentir o namoro daqueles dois.
Meu anjinho não combinou com o do fedelho, não será agora e nem depois!
CAPÍTULO QUATRO – ESTÁ TUDO ERRADO!
Vamos por parte, como afirma um frio esquartejador...
Fada Arco-Íris, ouça-me com atenção, por favor!
Não posso chamar a deusa Diana para lhe ajudar,
a sua causa não é humanitária, nem universal e sim particular.
A gente tem o respeito de terceiro não imposto através do medo
E sim porque eles nos amam, é aí que está o grande segredo.
Quando a gente ama alguém, não queremos vê-lo triste.
O sofrimento dele (ser amado) é a dor mais dolorosa que existe.
Fazemos de tudo, o possível e o impossível, para ver o ente amado feliz,
inclusive internalizando e cumprindo tudo com carinho o que ele diz.
Abrimos mãos dos nossos desejos para realizar o sonho da pessoa amada,
fazemos isto com infinita alegria e o que é melhor: sem cobrar nada!
CAPÍTULO CINCO – NEM TUDO ESTÁ ERRADO
Quanto ao fato da Fada Menina ter um pai, contar-lhe-ei a verdade.
Não me esconda nada, Grilo! ... ela ainda não tem para isso maturidade...
se você usar de amor e sinceridade, ela aceitará o fato mesmo sem compreendê-lo,
caso você omita isto, o que é real mais tarde se transformará num grande pesadelo,
fazendo com que as depois venham sofrer muito recíproca e respectivamente.
Então para que jogar para o futuro um problema do nosso presente?
No que diz respeito à Fada Azul, pode ficar bastante tranquila,
ela está agindo corretamente. Se a fada Menina errar, ela está lá para corrigi-la,
mas não transmitindo medo e sim muito amor e muita confiança;
com isto a Fada Menina crescerá sem o temor de errar e com muita segurança.
Se errou, peça desculpa, e se for possível, conserte ou repare o seu erro
para mais tarde não ficar com a horrível cara de enterro.
CAPÍTULO SEIS – EXPLICAÇÃO À FADA ARCO-ÍRIS E AO LEITOR
De onde a Fada Menina tirou a ideia de ter pai, criatura?
Fácil de responder. Lembra quando ela teve comigo sua última aventura?
Lembro. Foi quando você, ela, a Fada Sol e a Fada Azul trouxeram uma cria humana
aqui ao nosso Portal. Correto! O nome da criança era lindo, Joanna,
e ela para entrar no Portal foi transformada numa joaninha...
Os humanos para nascerem precisam ter mãe e pai. Foi daí que a pequena fada danadinha...
Faço uma pequena pausa na estória, pois creio que o leiro deve estar furioso
comigo porque até agora só afirmei que as fadas nascem e aí bastante curioso
deve estar pensando: o autor desta estória vai explicar ou não
de como nascem as fadas? Calma pessoal! Darei sim uma explicação,
não vou dar a você o trabalho exaustivo de pesquisar,
portanto deixemos de blá-blá-blá e vamos ao próximo capítulo para clarear.
CAPÍTULO SETE – COMO NASCEM AS FADAS...
Vou explicar, mas eu não sou fada, apenas o Grilo Falante,
então vou contar a estória de como nasceu as fadas, consoante
O que li no livro de Peter pan, conhecida estória infantil,
portanto se for mentira, a culpa não é minha, viu!
Quando um bebê pela primeira vez na vida vai sorrir,
o sorriso dele em milhares de pedaços irá partir,
estes milhares de pedaços irão livremente se espalhar
e magicamente estes pedaços começarão do nada a saltar.
Quando a nossa curiosidade nos chama lá para ver,
milhares de lindas fadinhas acabaram de nascer.
Depois surge a fada Rhiannon e recolhe toda fadinha bebê,
leva para o mundo mágico, lá elas crescerão, para uma tomar conta de você.
CAPÍTULO OITO – ENCONTRANDO-SE COM A VERDADE
Pensando carinhosamente em tudo que o Grilo Falante lhe dissera
A fada Arco-Íris se sente uma terrível bruxa e se desespera.
Grilo, você tem toda razão! Estou com tanto remorso do que eu fiz.
Buááá! Eu não sou má! Tudo o que eu quero é que a Fada Menina cresça feliz!
Ah, meu pai! Quanto tempo eu venho sendo com a Fada Azul injusta...
Precisamos encontrá-las para eu pedir mil desculpas para me sentir justa!
Só que o senso de justiça não pode só no pedido de desculpas ficar,
você terá que modificar radicalmente a sua forma das duas tratar.
Deixa totalmente para trás a terrível ideia de punição
e busque com as duas ter mais diálogo e esforço de compreensão.
O namoro da Fada Menina é puro fogo de palha, acabará passando,
percebendo que a ama, o amor que sente pelo guri, a você estará voltando.
CAPÍTULO NOVE – ORAÇÃO AO DEUS HORUS
Vamos encontrar nossas amigas? Como, grilo, se eu não sei onde elas estão?
Bem, neste caso, para encontrá-las, repita comigo esta forte oração:
Poderoso deus Horus, deus mitológico egípcio do mundo dos vivos,
Dê-me uma visão de águia, uma visão de olhos super-ativos,
Pois tenho, para ser bem honesto, nesta hora exata,
duas grandes amigas que se encontram escondidas na mata.
Faça com que eu, deus poderoso e meu honroso amigo,
Encontre-as primeiro do que qualquer um temeroso perigo.
Na mesma hora, o Grilo Falante tem de toda floresta a real visão.
Fada Arco-Íris, ajude-me aqui, pois já tenho a localização.
Grilinho danado, depois fala que não tem poderes... vai eu acreditar...
Anda Grilinho, não demore! Diga-me onde é que é o tal lugar!
CAPÍTULO DEZ – ENCONTRANDO AS FUJONAS
A partir do meio da floresta, a três quilômetros da mesma, porém no sul,
lá nós vamos encontrar as duas fadas, próximas a uma árvore mágica azul.
Elas estão se divertindo, jogando uma emocionante partida de queimada.
As fadas não estão sozinhas, elas estão praticando esse esporte com a bicharada.
Num passe de mágica, as duas fadas fazem uma esquisita cara de terror.
Foi você, não é Grilo, que a trouxe aqui! Sua dinda não conhecia este seu lado traidor!
Calma, Fada Azul, não fale assim com o seu querido afilhado...
Você não tem a noção de como esta criaturinha nos tem ajudado...
Estou aqui não para puni-las e sim para levá-las alegremente à nossa casa;
você não sabe que depois da conversa com o Grilo, meu coração ficou em brasa,
agora para evitar que o remorso me queime , só há uma solução:
contar generosamente que as duas fadinhas me concedam o perdão.
CAPÍTULO ONZE – O AZUL DA BONANÇA
Fada Azul e a Fada Menina correm para abraçarem a amiga.
Minhas queridas amigas, vamos fazer um acordo aqui: nada de briga!
Quando uma de nós percebermos que vamos o rumo das brigas tomar,
Contaremos de um a três, chamaremos a que ofendida para conversar;
Assim procedendo não haverá castigo, não haverá medo, ninguém ficará magoada.
Desde jeito a nossa verdadeira amizade não ficará mais desgastada.
Grilo Falante,traga o livro com a estória ilustrada de Peter Pan até aqui, por favor!
O livro é colocado no colo da Fada- Menina. Não sabe ler, mas vê desenhos... Viu, meu amor!
Entendeu agora por que não temos pai? Faz parte da nossa natureza...
Já que é assim, tia, não quero mais saber de pai, com certeza!
Já que a senhola está boazinha hoje, quelo fazer outro pedido neste momento...
Já sei, pode namorar sim! Desde que o seu namoradinho me peça consentimento.
( O FILHO DA POETISA)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A VOLTA DO GRILO FALANTE
CAPÍTULO I - ACABOU
Abro os meus olhos, ainda que muito sonolento,
vou até à beira do rio lavar meu pequeno rosto.
Bom dia Grilo, eu ouvi de todos a todo momento
que cumprimentei. Como é assim tão sem gosto
essa brincadeira boba da bicharada aqui do Portal!
Será que eles não percebem que isso me faz sofrer?
Por que não falam, bom dia Lagarta, de um jeito natural
evitando que com eles eu venha ainda me aborrecer?
Chego à beira do rio. Ao ver na água do mesmo meu reflexo,
vejo que... é verdade!Não há razão de manter o complexo
porque felizmente o cruel castigo que me fora imposto acabou!
Corro desembestado para olhar a flor,o cravo de defunto,
encontro-o seco, morto. A sua morte também levou junto
toda a maldade de quando era bruxa este cravo disseminou.
CAPÍTULO II - O GRILO FALANTE VOLTOU...
Percebendo que o encantamento de Afrodite chegara ao fim,
choro de tanta felicidade e um choro bastante compulsivo,
que todos que se aproximaram ternamente de mim
insistiram para eu parar de chorar, pois agora não há mais motivo.
No lugar do choro deveria dar evasão ao canto, ao sorriso e a alegria
por deixar de ser lagarta. Agora novamente o Grilo Falante eu sou.
Para me dar o bom exemplo, os animais todos cantam em harmonia:
Ô Grilo falante voltou! Grilo falante voltou! Grilo Falante voltou...
No embalo da turma, a tal musiquinha vou alegremente cantando,
cada vez que a frase "o Grilo Fante voltou" minha voz vai pronunciando
chega ao meu ouvido não como canção e sim meu lindo hino de louvor.
Por mais que eu a cante, dessa musica não fico nem um pouco enjoado
e todos que a ouvem pela minha voz vem ser gentilmente incorporado
ao grande coral que se transformou a bicharada neste gesto de amor.
CAPÍTULO III - UMA FESTA IMPROVISADA
Entendendo que o Portal transformou-se numa gigantesca algazarra,
as fadinhas vão se aproximando curiosas em busca de explicação.
Quando elas se aproximam do epicentro de toda aquela imensa farra,
não só concordam com a bagunça e cantam feliz a repetida canção.
O Grilo Falante estava que só sorrisos, exalando a mais pura felicidade,
o seu corpinho estava pequeno para o tamanho do seu feliz coração,
deliciando-se a cada minuto por estar de volta a sua real realidade,
não aquela que vivera num corpo de um inseto que causa repugnação.
Aquela festa mesmo que desorganizada era uma verdeira demonstração
de como ele era uma criatura amada, por todos do Portal, de montão,
deixando-o com verdadeiro aspecto de um ser em pleno e encantado.
Cada fadinha abraçou o Grilo Falante, sentindo-se bastante aliviadas.
Tudo agora voltara a normalidade no maravilhoso mundo das fadas.
As estórias da lagarta Falante a partir de hoje fazem parte do passado.
CAPÍTULO IV - OUTRA FESTA... PORÉM ORGANIZADA .
Gente! Ouvi-me aqui, por favor! somente por alguns minutinhos.
Tá lindo, confesso! Só que não acham que podia ser mais organizado?!
Grilo Falante! A Fada Menina até lhe ensinou alguns passinhos...
Agora e o momento ideal de você mostrar como foi o aprendizado.
Pessoal, a fada Azul tem razão! Vamos fazer uma festa de arromba,
afinal o nosso amigo "Grilarta", ou melhor dizendo "Grilante", merece.
Isto Fada Arco-Íris! Zomba do seu amigo aqui todo feliz, zomba!
Nada do que acontecer comigo de ruim hoje, minha intenção carece.
Quer dizer seu Grilo falante que eu sou uma coisa ruim para você...
Perdão, Fada Arco-Íris, expressei-me mal! Não me interprete assim!
Queria só ouvir você me retrucar... estava disto com muita saudade,
afinal de contas essa estória da festa, vou ser honesto: A-DO-REI!
Principalmente porque todos aqui sabem o quanto que eu custei
aceitar viver num corpo de um outro com o qual não tinha identidade.
CAPÍTULO V - "POR FORA BELA VIOLA, POR DENTRO..."
Uma festa organizada começa pela seleção dos seus convidados.
Todos os entes queridos das Fadas e do Grilo receberam o convite,
mas o que deixou os habitantes do Portal bastante contrariados
é que na lista do Grilo constava o nome da maldita deusa Afrodite.
Grilo Falante! A festa é sua! Você convida quem quiser!
Na minha opinião você está bancando o retardado mental...
Como pode chamar à sua festa aquela deusinha qualquer,
responsável por tudo de ruim que lhe acontecera afinal?
Deusa da beleza, sei! "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"!
Descontar a ira sobre alguém mais fraco, isto sim é que é nojento!
Deusa do amor! Que amor é este que vira num átimo um ódio mortal?
O amor é um sentimento nobre e não em algo assim tão rancoroso,
é compreensivo, parceiro, encantador, recíproco e muito respeitoso,
não alguma coisa que cause a pessoa amada um grande mal.
CAPÍTULO VI - O RACIONAL GRILO FALANTE
Fada Cigana do Amor, segundo a riquíssima mitologia greco-romana
sabe qual a diferença entre os grandes deuses e os seres mortais?
Vou lhe dar uma prova que a minha racionalidade não me engana!
Os mortais morrem e não tem poderes, eles os têm e são imortais.
Os deuses trazem consigo todos sentimentos que qualquer ser vivo:
ódio, amor, orgulho, vingança, compaixão, alegria, raiva e até ciúme.
Todo ser vivo age assim: quem nos dá prazer, tratamo-nos super-bem;
quem nos causa desprazer merece ser destruído ou um monte de estrume.
Garanto-lhe! Ninguém mesmo aprovou a atitude da deusa da beleza...
se eu agir com estupidez e ódio me igualarei a ela, com certeza,
e assim sendo, não há o porquê de todos ficarem a meu favor!
Olhando por este ângulo, dou-lhe agora a razão, Grilo Falante,
e sendo ela sem "desconfiômetro" e completamente arrogante,
é certo que virá à festa com o nariz empinado e arzinho de superior.
CAPÍTULO VII - A REUNIÃO DOS DEUSES
Festa organizada. Comes e bebes prontos. O dia tão desejado chegou!
Todos que foram convidados compareceram, sem nenhuma exceção.
No Portal dos Sonhos e Magia a festa do Grilo Falante iniciou.
O inseto recebeu todos um por um como manda um bom anfitrião.
Durante a boa e animada festa uma coisa chamou de muitos atenção
e atiçou uma curiosidade incrível que precisava também ser saciada.
Todos os deuses se reuniram num canto, parecendo-se em reunião
onde uma decisão séria e importante estava sendo ali tomada.
Estava havendo uma reunião mesmo ou era um mal entendido?
Caso fosse uma reunião, o que realmente esta sendo decidido?
A decisão seria prejudicial a todos ou seria favorável?
Aquilo que parecia uma reunião depois de algumas horas foi encerrada.
De repente a música que tocava muito alto na festa foi encerrada
e no Portal dos Sonhos e magia se fez um silêncio inenarrável.
CAPÍTULO VIII - O COMUNICADO DOS DEUSES
A escolhida para ser o porta-voz dos deuses foi a deusa Afrodite.
Quem não era deus sentiu um terrível e forte frio na espinha
e sobre eles era uníssono o seguinte e fadítico palpite:
prepara-se que um chumbo bem grosso sobre nós vinha.
A festa está boa. Lamentamos interrompê-la por um instante,
mas é que temos um comunicado urgente a lhes fazer.
Fizemos uma reunião ali num cantinho de emergência e importante
e o que ficou decidido entre nós, vocês agora irão saber.
Grilo Falante! Temos uma proposta nova a lhe fazer
e não vamos impor nada, será você é quem irá escolher;
a sua escolha sobre ela todos nós aqui assinamos.
Você pode continuar sendo o nosso amado Grilo falante,
ou será do mundo das fadas um mago de agora em diante,
ou o sacerdote do deuses. O que você tem a falar? Ouçamos!
CAPÍTULO IX - UM POUCO DE ESCLARECIMENTO
O que eu ganho ou perco continuando a ser o Grilo Falante?
O que eu ganho ou perco sendo o mago do mundo das fadas?
A mesma pergunta serve caso seja o sacerdote dos deuses? É interessante
saber os pontos negativos e positivos das opções que me foram dadas.
Sendo Grilo falante, a sua atual situação você a mantém,
entrando numa enrascada maior terá que nos pedir uma mãozinha.
Você disse a outros, e acredita nisso, que magia não tem.
E a capacidade de escrever qualquer tipo de texto, refletir e argumentar?
Sendo mago das fadas, você deixará de ser um cavaleiro errante
porque terá que fixar sua residência aqui, entendeu Grilo falante!
Você será um dos guardião e o protetor desta linda terra encantada.
Não poderá usar seus poderes como arma de vingança ou para o mal.
Você só poderá usá-lo para o bem e proteger este encantador Portal,
para qualquer outra situação a sua magia será totalmente inutilizada.
CAPÍTULO X - UM PLEBISCITO
Sendo sacerdote dos deuses, você será o mediador entre nós e qualquer mortal,
terá também poderes e caso queira pode aqui continuar morando,
só que constantemente você será obrigado a sair deste Portal
porque sempre para algum de nós, deuses, há um ser vivo orando.
Caso tenha uma outra opção melhor a fazer, agora é o momento,
pode rasgar o verbo conosco, não precisa ficar acanhado.
Amados deuses, o assunto é muito complexo. O que dizer sem discernimento?
Preciso de um tempo maior para refletir. Terei todo esse tempo por vocês dado?
Grilo Falante, já que para você está difícil de tomar a decisão sozinho,
traga essa decisão para o coletivo! Indicamos a você este caminho.
Divida esta responsabilidade com seus amigos. A ideia não é coerente?
Claro que sim! Como poderemos concretizar essa ótima ideia então?
Colocaremos as três opções numa cédula e realizaremos uma eleição.
Concordo sim! A partir daí Afrodite dá o seguinte veridito:pessoal, toque a festa em frente!
(O FILHO DA POETISA)
Abro os meus olhos, ainda que muito sonolento,
vou até à beira do rio lavar meu pequeno rosto.
Bom dia Grilo, eu ouvi de todos a todo momento
que cumprimentei. Como é assim tão sem gosto
essa brincadeira boba da bicharada aqui do Portal!
Será que eles não percebem que isso me faz sofrer?
Por que não falam, bom dia Lagarta, de um jeito natural
evitando que com eles eu venha ainda me aborrecer?
Chego à beira do rio. Ao ver na água do mesmo meu reflexo,
vejo que... é verdade!Não há razão de manter o complexo
porque felizmente o cruel castigo que me fora imposto acabou!
Corro desembestado para olhar a flor,o cravo de defunto,
encontro-o seco, morto. A sua morte também levou junto
toda a maldade de quando era bruxa este cravo disseminou.
CAPÍTULO II - O GRILO FALANTE VOLTOU...
Percebendo que o encantamento de Afrodite chegara ao fim,
choro de tanta felicidade e um choro bastante compulsivo,
que todos que se aproximaram ternamente de mim
insistiram para eu parar de chorar, pois agora não há mais motivo.
No lugar do choro deveria dar evasão ao canto, ao sorriso e a alegria
por deixar de ser lagarta. Agora novamente o Grilo Falante eu sou.
Para me dar o bom exemplo, os animais todos cantam em harmonia:
Ô Grilo falante voltou! Grilo falante voltou! Grilo Falante voltou...
No embalo da turma, a tal musiquinha vou alegremente cantando,
cada vez que a frase "o Grilo Fante voltou" minha voz vai pronunciando
chega ao meu ouvido não como canção e sim meu lindo hino de louvor.
Por mais que eu a cante, dessa musica não fico nem um pouco enjoado
e todos que a ouvem pela minha voz vem ser gentilmente incorporado
ao grande coral que se transformou a bicharada neste gesto de amor.
CAPÍTULO III - UMA FESTA IMPROVISADA
Entendendo que o Portal transformou-se numa gigantesca algazarra,
as fadinhas vão se aproximando curiosas em busca de explicação.
Quando elas se aproximam do epicentro de toda aquela imensa farra,
não só concordam com a bagunça e cantam feliz a repetida canção.
O Grilo Falante estava que só sorrisos, exalando a mais pura felicidade,
o seu corpinho estava pequeno para o tamanho do seu feliz coração,
deliciando-se a cada minuto por estar de volta a sua real realidade,
não aquela que vivera num corpo de um inseto que causa repugnação.
Aquela festa mesmo que desorganizada era uma verdeira demonstração
de como ele era uma criatura amada, por todos do Portal, de montão,
deixando-o com verdadeiro aspecto de um ser em pleno e encantado.
Cada fadinha abraçou o Grilo Falante, sentindo-se bastante aliviadas.
Tudo agora voltara a normalidade no maravilhoso mundo das fadas.
As estórias da lagarta Falante a partir de hoje fazem parte do passado.
CAPÍTULO IV - OUTRA FESTA... PORÉM ORGANIZADA .
Gente! Ouvi-me aqui, por favor! somente por alguns minutinhos.
Tá lindo, confesso! Só que não acham que podia ser mais organizado?!
Grilo Falante! A Fada Menina até lhe ensinou alguns passinhos...
Agora e o momento ideal de você mostrar como foi o aprendizado.
Pessoal, a fada Azul tem razão! Vamos fazer uma festa de arromba,
afinal o nosso amigo "Grilarta", ou melhor dizendo "Grilante", merece.
Isto Fada Arco-Íris! Zomba do seu amigo aqui todo feliz, zomba!
Nada do que acontecer comigo de ruim hoje, minha intenção carece.
Quer dizer seu Grilo falante que eu sou uma coisa ruim para você...
Perdão, Fada Arco-Íris, expressei-me mal! Não me interprete assim!
Queria só ouvir você me retrucar... estava disto com muita saudade,
afinal de contas essa estória da festa, vou ser honesto: A-DO-REI!
Principalmente porque todos aqui sabem o quanto que eu custei
aceitar viver num corpo de um outro com o qual não tinha identidade.
CAPÍTULO V - "POR FORA BELA VIOLA, POR DENTRO..."
Uma festa organizada começa pela seleção dos seus convidados.
Todos os entes queridos das Fadas e do Grilo receberam o convite,
mas o que deixou os habitantes do Portal bastante contrariados
é que na lista do Grilo constava o nome da maldita deusa Afrodite.
Grilo Falante! A festa é sua! Você convida quem quiser!
Na minha opinião você está bancando o retardado mental...
Como pode chamar à sua festa aquela deusinha qualquer,
responsável por tudo de ruim que lhe acontecera afinal?
Deusa da beleza, sei! "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"!
Descontar a ira sobre alguém mais fraco, isto sim é que é nojento!
Deusa do amor! Que amor é este que vira num átimo um ódio mortal?
O amor é um sentimento nobre e não em algo assim tão rancoroso,
é compreensivo, parceiro, encantador, recíproco e muito respeitoso,
não alguma coisa que cause a pessoa amada um grande mal.
CAPÍTULO VI - O RACIONAL GRILO FALANTE
Fada Cigana do Amor, segundo a riquíssima mitologia greco-romana
sabe qual a diferença entre os grandes deuses e os seres mortais?
Vou lhe dar uma prova que a minha racionalidade não me engana!
Os mortais morrem e não tem poderes, eles os têm e são imortais.
Os deuses trazem consigo todos sentimentos que qualquer ser vivo:
ódio, amor, orgulho, vingança, compaixão, alegria, raiva e até ciúme.
Todo ser vivo age assim: quem nos dá prazer, tratamo-nos super-bem;
quem nos causa desprazer merece ser destruído ou um monte de estrume.
Garanto-lhe! Ninguém mesmo aprovou a atitude da deusa da beleza...
se eu agir com estupidez e ódio me igualarei a ela, com certeza,
e assim sendo, não há o porquê de todos ficarem a meu favor!
Olhando por este ângulo, dou-lhe agora a razão, Grilo Falante,
e sendo ela sem "desconfiômetro" e completamente arrogante,
é certo que virá à festa com o nariz empinado e arzinho de superior.
CAPÍTULO VII - A REUNIÃO DOS DEUSES
Festa organizada. Comes e bebes prontos. O dia tão desejado chegou!
Todos que foram convidados compareceram, sem nenhuma exceção.
No Portal dos Sonhos e Magia a festa do Grilo Falante iniciou.
O inseto recebeu todos um por um como manda um bom anfitrião.
Durante a boa e animada festa uma coisa chamou de muitos atenção
e atiçou uma curiosidade incrível que precisava também ser saciada.
Todos os deuses se reuniram num canto, parecendo-se em reunião
onde uma decisão séria e importante estava sendo ali tomada.
Estava havendo uma reunião mesmo ou era um mal entendido?
Caso fosse uma reunião, o que realmente esta sendo decidido?
A decisão seria prejudicial a todos ou seria favorável?
Aquilo que parecia uma reunião depois de algumas horas foi encerrada.
De repente a música que tocava muito alto na festa foi encerrada
e no Portal dos Sonhos e magia se fez um silêncio inenarrável.
CAPÍTULO VIII - O COMUNICADO DOS DEUSES
A escolhida para ser o porta-voz dos deuses foi a deusa Afrodite.
Quem não era deus sentiu um terrível e forte frio na espinha
e sobre eles era uníssono o seguinte e fadítico palpite:
prepara-se que um chumbo bem grosso sobre nós vinha.
A festa está boa. Lamentamos interrompê-la por um instante,
mas é que temos um comunicado urgente a lhes fazer.
Fizemos uma reunião ali num cantinho de emergência e importante
e o que ficou decidido entre nós, vocês agora irão saber.
Grilo Falante! Temos uma proposta nova a lhe fazer
e não vamos impor nada, será você é quem irá escolher;
a sua escolha sobre ela todos nós aqui assinamos.
Você pode continuar sendo o nosso amado Grilo falante,
ou será do mundo das fadas um mago de agora em diante,
ou o sacerdote do deuses. O que você tem a falar? Ouçamos!
CAPÍTULO IX - UM POUCO DE ESCLARECIMENTO
O que eu ganho ou perco continuando a ser o Grilo Falante?
O que eu ganho ou perco sendo o mago do mundo das fadas?
A mesma pergunta serve caso seja o sacerdote dos deuses? É interessante
saber os pontos negativos e positivos das opções que me foram dadas.
Sendo Grilo falante, a sua atual situação você a mantém,
entrando numa enrascada maior terá que nos pedir uma mãozinha.
Você disse a outros, e acredita nisso, que magia não tem.
E a capacidade de escrever qualquer tipo de texto, refletir e argumentar?
Sendo mago das fadas, você deixará de ser um cavaleiro errante
porque terá que fixar sua residência aqui, entendeu Grilo falante!
Você será um dos guardião e o protetor desta linda terra encantada.
Não poderá usar seus poderes como arma de vingança ou para o mal.
Você só poderá usá-lo para o bem e proteger este encantador Portal,
para qualquer outra situação a sua magia será totalmente inutilizada.
CAPÍTULO X - UM PLEBISCITO
Sendo sacerdote dos deuses, você será o mediador entre nós e qualquer mortal,
terá também poderes e caso queira pode aqui continuar morando,
só que constantemente você será obrigado a sair deste Portal
porque sempre para algum de nós, deuses, há um ser vivo orando.
Caso tenha uma outra opção melhor a fazer, agora é o momento,
pode rasgar o verbo conosco, não precisa ficar acanhado.
Amados deuses, o assunto é muito complexo. O que dizer sem discernimento?
Preciso de um tempo maior para refletir. Terei todo esse tempo por vocês dado?
Grilo Falante, já que para você está difícil de tomar a decisão sozinho,
traga essa decisão para o coletivo! Indicamos a você este caminho.
Divida esta responsabilidade com seus amigos. A ideia não é coerente?
Claro que sim! Como poderemos concretizar essa ótima ideia então?
Colocaremos as três opções numa cédula e realizaremos uma eleição.
Concordo sim! A partir daí Afrodite dá o seguinte veridito:pessoal, toque a festa em frente!
(O FILHO DA POETISA)
O DEMÔNIO DOS SONHOS
CAPÍTULO UM – O “PITÍ” DA LAGARTA FALANTE
Fada dos Sonhos, eu realmente não acredito!
Eu já estou até me benzendo por completo!
Que estória é essa d’eu me virar outro inseto,
só deixando de ser feio para ser um inseto bonito?
Insisto! Chega, Fada dos Sonhos, eu não admito
de virar um outro animal, mesmo que não abjeto!
Qualquer dia virá alguém e me transformar em objeto
e vai ficar por isto mesmo, ninguém vai achar esquisito!
Sei que estou num mundo mágico e não tenho magia
e por isto vem um ser encantado com a sua tirania
transformando-me em que ele quiser, a seu bel- prazer.
Chega! Chega de me pegarem assim para Cristo!
Já estou realmente de saco cheio com isto,
não suportarei mais se isso de novo acontecer!
CAPÍTULO DOIS – “DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE”
Todo o mundo sabe que fui em Lagarta transformado
porque escrevi um poema exaltando a beleza da Fada Bel,
eis que surge irada na minha frente vindo lá do céu
a deusa da beleza com a sentença a qual fui condenado.
A deusa mitológica Afrodite já veio de caso pensado
em me dar um castigo assim de forma tão cruel.
O assunto em questão era beleza, a minha foi pro beleléu
transformando-me neste inseto pela feiúra vitimado.
Se meu castigo é ser uma criatura feia e não linda
essa estória de ser uma borboleta fica sem sentido ainda
contrariando a punição que a deusa me tenha dado.
Casando-me com outra borboleta e sendo feliz, só aumenta a contradição.
tornando mais ainda incoerente tal esquisita situação,
portanto concluo que nesta estória há algo de errado.
CAPÍTULO TRÊS – ORÁCULO DE DELFOS
Só de pensar que esse fato seja verdade passo a temê-lo
e o meu peito é habitado por uma imensa amargura,
só a hipótese de ser transformado em nova criatura
já é para mim em vida outro horrível pesadelo.
Temendo o que a Fada dos Sonhos me disse venha acontecê-lo
vou ao Oráculo de Delfos ver qual será minha ventura
para que eu possa hoje através desta visão futura
no meu destino já no presente, agora, possa mexê-lo .
O Oráculo de Delfos me afirmara com toda certeza:
Fada não traz pesadelo, isto seria um tipo de malvadeza,
quando ela cuida dos sonhos, sonhamos é com coisas boas da vida...
Segundo o oráculo, não fui visitado pela Fada dos Sonhos
e que a verdadeira causa de meus sonhos serem medonhos
é um demônio que vem aparecendo na forma da tal Fada querida.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA MEDIEVAL
Esse demônio somente à noite é que ele aparece.
É chamado de Súcubo se esse capeta for feminino
Ou de Íncubo, caso esse satanás seja masculino.
É por causa dele que o pesadelo então acontece.
De noite, quando ele vem, o sono reparador desaparece,
esse demônio vem montado num cavalo de fogo. Traquino,
faz com que o sonho da gente tenha um terrível destino...
às vezes é tão cruel que o sonho não tem fim, acordamos e vamos à prece,
de tanto que ficamos bastante impressionados;
chegamos até ficarmos mesmo dormindo bem suados
de tamanho enorme que é o nosso susto.
Se fosse a Fada dos Sonhos teríamos sonhado com anjinho
e cada sonho na verdade seria um ótimo caminho
de alívio ao nosso estresse e assim teríamos o sono do justo.
CAPÍTULO CINCO – SOBRE O PODER DO ÍNCUBO
Nossa, meu pai! O meu caso é ainda mais aterrorizador,
pois estou tendo esses pesadelos mesmo estando acordado,
a culpa só podia ser desse demônio que de mim tem apossado!
Disseram-me o que tenho é depressão, mas não é não senhor...
Agora entendo o porquê da minha vida não ter mais sabor
e o porquê de andar cada vez mais e mais desanimado.
A cada aparição sua, ele rouba minha energia, sinto-me esgotado,
sem a força nenhuma, não há como ser um grande guerreiro lutador.
Se essa situação continuar procurarei com os meus próprios pés a morte,
porque não havendo como vencer um inimigo tão forte,
não darei ao meu adversário o gostinho de tirar a minha vida.
Garanto que a idéia de suicidar-me este demônio aprova
quer saber? Eu? Tirar a minha vida? Uma ova!
Vou reunir minhas poucas forças e encontrar uma saída!
CAPÍTULO SEIS – FADA SONHO VERSUS ÍNCUBO
Com o pressentimento de que algo ruim está acontecendo
a Fada dos Sonhos sai para olhar como está os sonos das fadas e o meu,
avistando o íncubo sobre mim sugando minhas forças ela entendeu
do grande risco que o Portal dos Sonhos e da Magia estava correndo.
Com toda coragem e magia, a Fada dos Sonhos vai me defendendo
e o demônio dos sonhos então interrompe o trabalho seu
ao ver que o seu adversário é uma pequenina fada percebeu
que nenhum sério risco ele, o íncubo, estava tendo.
Dizendo umas palavras impossíveis de a gente entender
o capeta dos sonhos lança um pouco do seu enorme poder
sobre a Fada dos Sonhos, arremessando-a com força ao chão.
O tinhoso dos sonhos deixa-me e parte em direção da Fada;
fico muito desesperado pois não tenho forças para fazer nada,
nem para tentar salvar a Fada dos Sonhos desta horrenda situação.
CAPÍTULO SETE - A SALVAÇÃO
Quando o demônio sobe na Fada para sugar dela toda energia,
não teve tempo nem de começar o serviço. Ouvira em alto e claro som:
Deixe a Fada e a Lagarta falante em paz! Quem lhe fala é a Fada Rhiannon,
a rainha das fadas, dona desse mundo chamado Portal de Sonhos e Magia.
O diabo olha para Rhiannon com toda fúria que no olhar possuía,
grita inconformado para rainha das fadas: tá bom! Tá bom!
E a deusa das fadas se mantém enérgica sem perder o tom
disse para o chifrudo dos sonhos: também sou a sua rainha, sabia?
Vamos, íncubo, me obedeça! Ajoelha-se diante de sua soberana!
O demônio se curva mesmo com ódio que de sua visão emana
diante da rainha dos infernos, a esposa de Hades ou Plutão.
Obedeça-me, volte para o inferno com o rabinho entre as pernas
ou você irá querer enfrentar as minhas fúrias que são eternas
e elas serão as responsáveis pela sua deliciosa extinção.
CAPÍTULO OITO – A PAZ DE VOLTA AO PORTAL...
Do embate com o satã, a Fada teve as asas e as costelas quebradas,
enquanto a Lagarta Falante que estava da morte por um triz
de tão fraquinha que estava o pequenino inseto infeliz,
ambos tiveram seus problemas resolvidos pela deusa das fadas.
Fada dos Sonhos e Lagarta Falante não fiquem mais preocupadas,
o íncubo está de volta ao inferno aonde lá o malvado criará raiz,
o Portal dos Sonhos e Magia a partir de agora voltará a ser feliz
porque os problemas causados pelo íncubo são águas passadas.
Amiguinhas, tenho que partir, pois há outras coisas a fazer...
fiquei orgulhosa em vê-la sua amiga Lagarta Falante defender
apesar de saber que o seu oponente fosse infinitamente superior.
Quanto a você, Lagarta falante, demonstrou ser bem resistente
não só no corpo, mas também ser muito forte a sua mente...
Parabéns a vocês duas. Deram o que tinham de melhor!
(O FILHO DA POETISA)
Fada dos Sonhos, eu realmente não acredito!
Eu já estou até me benzendo por completo!
Que estória é essa d’eu me virar outro inseto,
só deixando de ser feio para ser um inseto bonito?
Insisto! Chega, Fada dos Sonhos, eu não admito
de virar um outro animal, mesmo que não abjeto!
Qualquer dia virá alguém e me transformar em objeto
e vai ficar por isto mesmo, ninguém vai achar esquisito!
Sei que estou num mundo mágico e não tenho magia
e por isto vem um ser encantado com a sua tirania
transformando-me em que ele quiser, a seu bel- prazer.
Chega! Chega de me pegarem assim para Cristo!
Já estou realmente de saco cheio com isto,
não suportarei mais se isso de novo acontecer!
CAPÍTULO DOIS – “DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE”
Todo o mundo sabe que fui em Lagarta transformado
porque escrevi um poema exaltando a beleza da Fada Bel,
eis que surge irada na minha frente vindo lá do céu
a deusa da beleza com a sentença a qual fui condenado.
A deusa mitológica Afrodite já veio de caso pensado
em me dar um castigo assim de forma tão cruel.
O assunto em questão era beleza, a minha foi pro beleléu
transformando-me neste inseto pela feiúra vitimado.
Se meu castigo é ser uma criatura feia e não linda
essa estória de ser uma borboleta fica sem sentido ainda
contrariando a punição que a deusa me tenha dado.
Casando-me com outra borboleta e sendo feliz, só aumenta a contradição.
tornando mais ainda incoerente tal esquisita situação,
portanto concluo que nesta estória há algo de errado.
CAPÍTULO TRÊS – ORÁCULO DE DELFOS
Só de pensar que esse fato seja verdade passo a temê-lo
e o meu peito é habitado por uma imensa amargura,
só a hipótese de ser transformado em nova criatura
já é para mim em vida outro horrível pesadelo.
Temendo o que a Fada dos Sonhos me disse venha acontecê-lo
vou ao Oráculo de Delfos ver qual será minha ventura
para que eu possa hoje através desta visão futura
no meu destino já no presente, agora, possa mexê-lo .
O Oráculo de Delfos me afirmara com toda certeza:
Fada não traz pesadelo, isto seria um tipo de malvadeza,
quando ela cuida dos sonhos, sonhamos é com coisas boas da vida...
Segundo o oráculo, não fui visitado pela Fada dos Sonhos
e que a verdadeira causa de meus sonhos serem medonhos
é um demônio que vem aparecendo na forma da tal Fada querida.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA MEDIEVAL
Esse demônio somente à noite é que ele aparece.
É chamado de Súcubo se esse capeta for feminino
Ou de Íncubo, caso esse satanás seja masculino.
É por causa dele que o pesadelo então acontece.
De noite, quando ele vem, o sono reparador desaparece,
esse demônio vem montado num cavalo de fogo. Traquino,
faz com que o sonho da gente tenha um terrível destino...
às vezes é tão cruel que o sonho não tem fim, acordamos e vamos à prece,
de tanto que ficamos bastante impressionados;
chegamos até ficarmos mesmo dormindo bem suados
de tamanho enorme que é o nosso susto.
Se fosse a Fada dos Sonhos teríamos sonhado com anjinho
e cada sonho na verdade seria um ótimo caminho
de alívio ao nosso estresse e assim teríamos o sono do justo.
CAPÍTULO CINCO – SOBRE O PODER DO ÍNCUBO
Nossa, meu pai! O meu caso é ainda mais aterrorizador,
pois estou tendo esses pesadelos mesmo estando acordado,
a culpa só podia ser desse demônio que de mim tem apossado!
Disseram-me o que tenho é depressão, mas não é não senhor...
Agora entendo o porquê da minha vida não ter mais sabor
e o porquê de andar cada vez mais e mais desanimado.
A cada aparição sua, ele rouba minha energia, sinto-me esgotado,
sem a força nenhuma, não há como ser um grande guerreiro lutador.
Se essa situação continuar procurarei com os meus próprios pés a morte,
porque não havendo como vencer um inimigo tão forte,
não darei ao meu adversário o gostinho de tirar a minha vida.
Garanto que a idéia de suicidar-me este demônio aprova
quer saber? Eu? Tirar a minha vida? Uma ova!
Vou reunir minhas poucas forças e encontrar uma saída!
CAPÍTULO SEIS – FADA SONHO VERSUS ÍNCUBO
Com o pressentimento de que algo ruim está acontecendo
a Fada dos Sonhos sai para olhar como está os sonos das fadas e o meu,
avistando o íncubo sobre mim sugando minhas forças ela entendeu
do grande risco que o Portal dos Sonhos e da Magia estava correndo.
Com toda coragem e magia, a Fada dos Sonhos vai me defendendo
e o demônio dos sonhos então interrompe o trabalho seu
ao ver que o seu adversário é uma pequenina fada percebeu
que nenhum sério risco ele, o íncubo, estava tendo.
Dizendo umas palavras impossíveis de a gente entender
o capeta dos sonhos lança um pouco do seu enorme poder
sobre a Fada dos Sonhos, arremessando-a com força ao chão.
O tinhoso dos sonhos deixa-me e parte em direção da Fada;
fico muito desesperado pois não tenho forças para fazer nada,
nem para tentar salvar a Fada dos Sonhos desta horrenda situação.
CAPÍTULO SETE - A SALVAÇÃO
Quando o demônio sobe na Fada para sugar dela toda energia,
não teve tempo nem de começar o serviço. Ouvira em alto e claro som:
Deixe a Fada e a Lagarta falante em paz! Quem lhe fala é a Fada Rhiannon,
a rainha das fadas, dona desse mundo chamado Portal de Sonhos e Magia.
O diabo olha para Rhiannon com toda fúria que no olhar possuía,
grita inconformado para rainha das fadas: tá bom! Tá bom!
E a deusa das fadas se mantém enérgica sem perder o tom
disse para o chifrudo dos sonhos: também sou a sua rainha, sabia?
Vamos, íncubo, me obedeça! Ajoelha-se diante de sua soberana!
O demônio se curva mesmo com ódio que de sua visão emana
diante da rainha dos infernos, a esposa de Hades ou Plutão.
Obedeça-me, volte para o inferno com o rabinho entre as pernas
ou você irá querer enfrentar as minhas fúrias que são eternas
e elas serão as responsáveis pela sua deliciosa extinção.
CAPÍTULO OITO – A PAZ DE VOLTA AO PORTAL...
Do embate com o satã, a Fada teve as asas e as costelas quebradas,
enquanto a Lagarta Falante que estava da morte por um triz
de tão fraquinha que estava o pequenino inseto infeliz,
ambos tiveram seus problemas resolvidos pela deusa das fadas.
Fada dos Sonhos e Lagarta Falante não fiquem mais preocupadas,
o íncubo está de volta ao inferno aonde lá o malvado criará raiz,
o Portal dos Sonhos e Magia a partir de agora voltará a ser feliz
porque os problemas causados pelo íncubo são águas passadas.
Amiguinhas, tenho que partir, pois há outras coisas a fazer...
fiquei orgulhosa em vê-la sua amiga Lagarta Falante defender
apesar de saber que o seu oponente fosse infinitamente superior.
Quanto a você, Lagarta falante, demonstrou ser bem resistente
não só no corpo, mas também ser muito forte a sua mente...
Parabéns a vocês duas. Deram o que tinham de melhor!
(O FILHO DA POETISA)
sábado, 16 de janeiro de 2010
JOANNA, A JOANINHA
CAPÍTULO I – UMA NOVA FÃ
Lagarta Falante, tem uma amiguinha querendo lhe conhecer!
Quem é Fada Sol? Estou emocionado! Que legal! Que legal!
Traga-a então, querida amiga Fada Sol, para me ver!
Isto não acontecerá, pois ela é uma deficiente visual;
quanto a isto não tem problema, a gente dá um jeito...
para querer me conhecer essa pessoa deve ser bem bacana.
Você é muito convencida, mas dessa vez como verdade aceito.
A sua nova fã tem seis anos de idade e o nome dela é Joanna.
CAPÍTULO II – GRANDES DIFICULDADES
Para Joanna lhe conhecer aqui muita coisa assim emperra,
vou citá-las pra você: primeiramente ela não mora no Portal;
segundo Joanna mora lá no planeta dos humanos : a Terra,
nosso poder de fadas não dá para trazer alguém tão real;
terceiro ela não enxerga, como irá lhe ver?
quarto será que os familiares da menina vão deixar
ela vir aqui? Se for a resposta sim, como iremos saber?
Não olhe as dificuldades, se não o sonho dela não ira realizar!
CAPÍTULO III – QUEM PODERÁ REALIZAR O DESEJO DA FÃ?
Coincidentemente a Deusa Íris apareceu neste dia para visitar
sua amiga nova, Fada Arco-Íris, ou seja a fadinha xará.
Depois da visita à fada, a deusa foi com a Lagarta conversar,
saber do seu amiguinho se alguma novidade para levar há.
A Lagarta Falante falou que sim e queria a deusa um favor pedir,
disse que não era nada em relação aos deuses e sim uma humana.
Conta-me tudo o que você sabe para que eu possa realmente decidir.
Ao ouvir a história a deusa não pensou duas vezes: vamos trazer a Joanna!
CAPÍTULO IV – RETORNANDO À TERRA
Deusa Íris, eu posso ir á Terra com você e a Lagarta Falante?
Claro que sim Fadinha, afinal de contas ela é a sua amiga!
Então vamos! Através do Arco-Íris chegaremos lá num instante.
Andar de arco-íris é como escorregar em tobogã: da um frio na barriga.
De repente a menina percebe a presença de três seres no local
e mesmo com medo pergunta quem está no seu quarto.
Não se assuste menina, aqui só tem gente muito legal:
eu, deusa Íris, a Lagarta Falante e sua amiga Fada Sol. Reparto
CAPÍTULO V – A JOANINHA JOANNA
com você a mesma alegria que vai sentir ao realizar o seu desejo.
Vamos agora rápido para o Portal dos Sonhos e da magia.
Seus pais não sentirão sua ausência, pois o tempo a eles será um lampejo,
mesmo você, menininha, ficando lá no Portal todo o dia .
Como humana você não irá aproveitar a terra encantada,
por você ter seis anos e ser uma criatura bem pequeninha,
caso me consinta, você será magicamente transformada
num pequeno inseto xará seu: você será uma linda joaninha.
CAPÍTULO V I– O SIM DA JOANNA
Como inseto você enxergará o mundo através de duas anteninhas
queira através de vibrações conhecer, enxergar a terra das fadas,
assim você poderá ver suas novas e lindas amiguinhas
e garanto-lhe que ao conhecê-la todas ficarão consigo fascinadas
como eu estou sinceramente me sentindo agora.
Será que ouvi direito? A sua resposta é mesmo sim?!
Então venha e suba no arco-íris e vamos embora
e imediatamente chegaremos ao mundo das fadas enfim.
CAPÍTULO VII – NO PORTAL DAS FADAS
Ao perceberem gente nova aparecendo, todas as fadas
e acharam o novo inseto um ser colorido e bonitinho.
As anfitriãs ficaram pela joaninha muito encantadas
e a visitante foi coberta por todas com amor e carinho.
Ganhou abraços, sorrisos, beijinhos e um monte de presente
para ela não mais esquecer que teve naquele mágico lugar.
Joanna joaninha era só dentes, de tanto que estava contente.
O que ela mais adorou foi a Fada menina com quem amou brincar.
CAPÍTULO VIII – TUDO A NORMALIDADE
Infelizmente tudo que é muito bom parece que dura pouco,
pelo menos é assim que se sentem os nossos queridos personagens.
Ao saber que é o momento de regressar, o pequenino inseto fica louco
porque a Joaninha queria aproveitar o máximo e das coisas tira vantagens.
Vamos Joanna, seu tempo expirou e cada um de nós tem que voltar ao seu mundo,
despede-se de todas que o meu arco-íris para gente ir embora já estou formando.
Vamos Joanna, não posso esperar de jeito nenhum se quer mais um segundo.
Assim que chega ao seu quarto o inseto na menina de antes vai retornando.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Poema dedicado à minha amiguinha oculta de nome JOANNA
Lagarta Falante, tem uma amiguinha querendo lhe conhecer!
Quem é Fada Sol? Estou emocionado! Que legal! Que legal!
Traga-a então, querida amiga Fada Sol, para me ver!
Isto não acontecerá, pois ela é uma deficiente visual;
quanto a isto não tem problema, a gente dá um jeito...
para querer me conhecer essa pessoa deve ser bem bacana.
Você é muito convencida, mas dessa vez como verdade aceito.
A sua nova fã tem seis anos de idade e o nome dela é Joanna.
CAPÍTULO II – GRANDES DIFICULDADES
Para Joanna lhe conhecer aqui muita coisa assim emperra,
vou citá-las pra você: primeiramente ela não mora no Portal;
segundo Joanna mora lá no planeta dos humanos : a Terra,
nosso poder de fadas não dá para trazer alguém tão real;
terceiro ela não enxerga, como irá lhe ver?
quarto será que os familiares da menina vão deixar
ela vir aqui? Se for a resposta sim, como iremos saber?
Não olhe as dificuldades, se não o sonho dela não ira realizar!
CAPÍTULO III – QUEM PODERÁ REALIZAR O DESEJO DA FÃ?
Coincidentemente a Deusa Íris apareceu neste dia para visitar
sua amiga nova, Fada Arco-Íris, ou seja a fadinha xará.
Depois da visita à fada, a deusa foi com a Lagarta conversar,
saber do seu amiguinho se alguma novidade para levar há.
A Lagarta Falante falou que sim e queria a deusa um favor pedir,
disse que não era nada em relação aos deuses e sim uma humana.
Conta-me tudo o que você sabe para que eu possa realmente decidir.
Ao ouvir a história a deusa não pensou duas vezes: vamos trazer a Joanna!
CAPÍTULO IV – RETORNANDO À TERRA
Deusa Íris, eu posso ir á Terra com você e a Lagarta Falante?
Claro que sim Fadinha, afinal de contas ela é a sua amiga!
Então vamos! Através do Arco-Íris chegaremos lá num instante.
Andar de arco-íris é como escorregar em tobogã: da um frio na barriga.
De repente a menina percebe a presença de três seres no local
e mesmo com medo pergunta quem está no seu quarto.
Não se assuste menina, aqui só tem gente muito legal:
eu, deusa Íris, a Lagarta Falante e sua amiga Fada Sol. Reparto
CAPÍTULO V – A JOANINHA JOANNA
com você a mesma alegria que vai sentir ao realizar o seu desejo.
Vamos agora rápido para o Portal dos Sonhos e da magia.
Seus pais não sentirão sua ausência, pois o tempo a eles será um lampejo,
mesmo você, menininha, ficando lá no Portal todo o dia .
Como humana você não irá aproveitar a terra encantada,
por você ter seis anos e ser uma criatura bem pequeninha,
caso me consinta, você será magicamente transformada
num pequeno inseto xará seu: você será uma linda joaninha.
CAPÍTULO V I– O SIM DA JOANNA
Como inseto você enxergará o mundo através de duas anteninhas
queira através de vibrações conhecer, enxergar a terra das fadas,
assim você poderá ver suas novas e lindas amiguinhas
e garanto-lhe que ao conhecê-la todas ficarão consigo fascinadas
como eu estou sinceramente me sentindo agora.
Será que ouvi direito? A sua resposta é mesmo sim?!
Então venha e suba no arco-íris e vamos embora
e imediatamente chegaremos ao mundo das fadas enfim.
CAPÍTULO VII – NO PORTAL DAS FADAS
Ao perceberem gente nova aparecendo, todas as fadas
e acharam o novo inseto um ser colorido e bonitinho.
As anfitriãs ficaram pela joaninha muito encantadas
e a visitante foi coberta por todas com amor e carinho.
Ganhou abraços, sorrisos, beijinhos e um monte de presente
para ela não mais esquecer que teve naquele mágico lugar.
Joanna joaninha era só dentes, de tanto que estava contente.
O que ela mais adorou foi a Fada menina com quem amou brincar.
CAPÍTULO VIII – TUDO A NORMALIDADE
Infelizmente tudo que é muito bom parece que dura pouco,
pelo menos é assim que se sentem os nossos queridos personagens.
Ao saber que é o momento de regressar, o pequenino inseto fica louco
porque a Joaninha queria aproveitar o máximo e das coisas tira vantagens.
Vamos Joanna, seu tempo expirou e cada um de nós tem que voltar ao seu mundo,
despede-se de todas que o meu arco-íris para gente ir embora já estou formando.
Vamos Joanna, não posso esperar de jeito nenhum se quer mais um segundo.
Assim que chega ao seu quarto o inseto na menina de antes vai retornando.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Poema dedicado à minha amiguinha oculta de nome JOANNA
LAGARTA FALANTE ACABRUNHADA
Querida Fada Menina, sei que vou lhe decepcionar
e que você vai me considerar uma pessoa careta,
confesso-lhe envergonhadamente que não sei dançar
e nem tão pouco sei andar em qualquer bicicleta.
Quando vou pra dança o meu esqueleto não quer balançar
pareço estar com uma armadura medieval toda completa
agora sobre o veículo de duas rodas que não sei pedalar
quando fui aprender, caí no chão, considerei-a obra do capeta.
Desde já considere o seu convite para dançar negado
e o fato de você ter uma bicicleta eu mesmo não a invejo.
De novo lhe peço que não me considere um ser enjoado...
Dei-me um sinal que não ficou chateada!Faça-me um gracejo
para que eu não fique no meu cantinho assim acabrunhado.
Sou um animalzinho que não preciso de bicicleta, pois sou andejo.
(O FILHO DA POETISA)
e que você vai me considerar uma pessoa careta,
confesso-lhe envergonhadamente que não sei dançar
e nem tão pouco sei andar em qualquer bicicleta.
Quando vou pra dança o meu esqueleto não quer balançar
pareço estar com uma armadura medieval toda completa
agora sobre o veículo de duas rodas que não sei pedalar
quando fui aprender, caí no chão, considerei-a obra do capeta.
Desde já considere o seu convite para dançar negado
e o fato de você ter uma bicicleta eu mesmo não a invejo.
De novo lhe peço que não me considere um ser enjoado...
Dei-me um sinal que não ficou chateada!Faça-me um gracejo
para que eu não fique no meu cantinho assim acabrunhado.
Sou um animalzinho que não preciso de bicicleta, pois sou andejo.
(O FILHO DA POETISA)
MAIS UM APURO DA LAGARTA FALANTE
Queridas fadinhas! Queridas fadinhas! Socorro!
Tem uma ave faminta querendo me devorar!
Ai meu deus, será que é hoje que eu morro,
pelo jeito comida dessa ave eu vou virar!
Corro demais... demais... e mais ainda eu corro
e do terrível pássaro eu não consigo me livrar,
não sei mais agora mesmo a quem recorro,
de tão desesperado ,eu não consigo pensar.
Grande deus Thot, risque já da lista dos mortos
meu nome , por favor! Meus pés semimortos
parecem, mas a minha vontade de viver existe.
Ouço uma voz pueril: passarinho, aqui alpiste!
E o bicho que me olhava com olhares absortos
vai atrás da comida fácil e de me comer desiste.
(O FILHO DA POETISA)
Tem uma ave faminta querendo me devorar!
Ai meu deus, será que é hoje que eu morro,
pelo jeito comida dessa ave eu vou virar!
Corro demais... demais... e mais ainda eu corro
e do terrível pássaro eu não consigo me livrar,
não sei mais agora mesmo a quem recorro,
de tão desesperado ,eu não consigo pensar.
Grande deus Thot, risque já da lista dos mortos
meu nome , por favor! Meus pés semimortos
parecem, mas a minha vontade de viver existe.
Ouço uma voz pueril: passarinho, aqui alpiste!
E o bicho que me olhava com olhares absortos
vai atrás da comida fácil e de me comer desiste.
(O FILHO DA POETISA)
O GÊNIO VINGATIVO
CAPÍTULO I - A GARRAFA MÁGICA
Creio que devo mesmo estar com estafa
ou então, ainda cedo estou endoidando,
escuto alguém muito longe chorando
e o pior é que o choro vem daquela garrafa.
Não aquento mais, a voz desabafa!
A minha família perigo está passando,
enquanto isto o tempo continua voando
e esta agonia no meu peito que me abafa.
Pego a garrafa, percebo que ela é diferente,
não dá pra ver nada lá dentro, pois ela não é transparente
faz-me lembrar àquelas garrafas das estórias do oriente.
Seguindo o meu instinto as patinhas na garrafa esfrego,
imediatamente vem em mim um desejo enorme e cego
de ter que ser realizado três pedidos meus e nesta fé me apego.
CAPÍTULO II - CADÊ O GÊNIO?
Depois de sair da garrafa muita fumaça
percebo que estava havendo algum engano
ao invés de aparecer um gênio, apareceu-me um humano
para você vê o meu azar, a minha desgraça.
Ao me ver o ser humano acha muita graça
bate nele um certo ar de desengano:
agora mesmo é que minha sorte entrou pelo cano.
O que fazer agora para livrar minha família da ameaça?
Mesmo me sentindo muito desrespeitada
falei para o ser humano que não estava entendendo nada
e perguntei o porquê da família dele estava sendo ameaçada.
O homem permanecia ainda com o problema atordoado
Olhava-me com um jeito totalmente desconfiado,
mas fazer o quê o humano deve ter pensado...
CAPÍTULO III – O COMEÇO DA ESTÓRIA
Vamos nos apresentar?! Eu me chamo Abdala
e você inseto, como se chama? Eu me chamo Grilo Falante.
O humano de novo ri. O quê,Grilo ? Você é lagarta, sua ignorante!
Nesta hora um ódio de mim e daquele homem no meu olhar exala.
Bem, Lagarta! Ouviu! La-gar-ta! O homem fala,
sou árabe e filho de um grande comerciante.
Lá na Arábia Saudita minha família é importante,
comercializamos todo tipo de tecido como opala...
Desde de pequeno que ouvi falar em gênios. São entidades boas ou más...
Pois bem! Há muito tempo, para ser mais preciso, oitocentos anos atrás
meu ancestral Rachid de aprisionar um gênio mal numa garrafa foi capaz.
Rachid além de ser muito esperto, era também corajoso,
não é qualquer um que enfrenta um gênio maldoso
e graças essas duas qualidades do embate ele saiu vitorioso.
Em pleno século vinte e um, anteontem para ser bem exato
encontro na beira da praia um estranho e bonito artefato,
rapidamente esfrego a garrafa para o gênio sair de imediato.
CAPÍTULO IV - EIS O GÊNIO
E não é que um grande gênio surge à minha frente,
pensando que fosse do bem, fui logo fazendo os meus desejos.
O gênio olha para mim com ódio e me diz em tons de gracejos:
Errou de gênio! Nada de pedidos! Tenho outra coisa em mente!
Ah, até que enfim! Estou livre, livre novamente!
Os meus primeiros dias na garrafa, a vingança era apenas lampejos,
depois dos meus poderes mágicos serviçais tive grandes pejos
e a ira pelo que Rachid me fizera foi me dominando totalmente.
Então o sentimento de vingança começou a falar por mim
e eu jurei : as gerações de Rachid, atuais e futuras, terão o mesmo fim
que ele me impusera; de ficar preso numa garrafa eternamente sim!
Todo gênio tem um amo. O meu é este grande ódio mortal
que sinto por Rachid e seus descendentes. Só descansarei afinal
quando as gerações, futuras e atuais, do Rachid estiverem nesta garrafa infernal.
CAPÍTULO V – DENTRO DA GARRAFA
Já falei demais seu mísero humano! Chega de lero-lero!
Como pra mim você é inútil, dou-lhe o privilégio de ser o primeiro
a ficar dentro da garrafa como infinito prisioneiro,
enquanto eu, vou realizar o meu desejo que tanto quero.
Com um simples estalar de dedos e para o meu desespero,
já estava dentro da garrafa rápido e rasteiro;
um grande pavor tomou conta de mim por inteiro
e aí comecei a chorar por estar em estaca zero.
Dois dias depois ser na garrafa aprisionado,
você me aparece e faz com que eu seja libertado,
sendo meu libertador um pequeno inseto fiquei de novo decepcionado.
CAPÍTULO VI – A FRUSTAÇÃO DE ABDALA
Se o meu libertador fosse um homem bastante inteligente,
ou um general de um grande exército, ou um bravo guerreiro,
ou se fosse um grande sacerdote, ou um bom feiticeiro,
aí sim teria esperança de engarrafar o gênio novamente.
E quem é meu libertador?! Uma Lagarta falante e demente
que acredita ser um grilo, o que não é verdadeiro
e um gênio do mal que tem meus parentes como alvo certeiro...
Oh, grande Alá, você poderia ser mim condescendente!
A Lagarta Falante chocada com que ouvira fica completamente muda.
Como pode um ser precisando demais de uma ajuda
ofender alguém assim de forma tão aguda?!
Como diz o ditado: quem está perdido não caça caminho!
É melhor ter alguém, por pequenino que seja, do que sozinho
ir enfrentar um inimigo tão perigoso e tão mesquinho.
CAPÍTULO VII – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA
Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!
Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!
Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...
Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.
CAPÍTULO VIII – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE
Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.
Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...
A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.
Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.
CAPÍTULO IX – NO TAPETE VOADOR
Olha, o gênio tem dois dias na nossa frente,
só que um tempinho ainda ele vai precisar
para suas vítimas ele poder identificar,
não pode sair vitimando qualquer tipo de gente.
Não sei como, mas temos que chegar lá bem de repente
e o nosso convercê para mais tarde deve ficar...
seu país é longe daqui, como podemos rápido lá chegar?!
Abdala assobia e um tapete mágico aparece simplesmente.
Fiquei realmente com um olhar encantador!
Nunca vi na vida um tapete voador,
continuei olhando para ele com estupor.
Vamos minha amiga, suba logo no tapete voador...
mudei de ideia, fique no meu bolso, por favor,
deixe comigo porque sou um bom condutor.
CAPÍTULO X – INIMIGO À VISTA
Depois de horas no tapete chegaram a tal terra distante
e a Lagarta observava tudo sem dizer nada,
até que chegou a hora por eles tão esperada;
afinal não é difícil encontrar um gênio gigante!
A capital da Arábia, Riad, vivia um clima de terror constante
onde cada pessoa local se sentia muito ameaçada.
O gênio vê o tapete e a pessoa que deveria estar na garrafa aprisionada
e se dirige ao humano com uma voz firme e ameaçante:
Abdala! Abdala! Seu humano burro e insignificante!
Como você se atravesse vir atrás de mim! Só pode ser idiota bastante,
Acreditando que possa me enfrentar e sair deste confronto triunfante!
Aliás, quem foi o imbecil que lhe tirou daquela garrafa estressante?
Vou dar a este intrometido um final triste e agonizante...
O gênio cai na gargalhada ao saber que fora por uma lagarta Falante.
CAPÍTULO XI – DE FOCINHO E CARA COM O SEU ALGOZ
Como você se atreve ficar de mim zombando!
Lógico que você está protegendo o seu libertador!
não adianta! Vou arrancar-lhe o nome e seja quem for
já pode começar ir desde já rezando!
Não é zombaria não! E do bolso a Lagarta foi tirando.
Eis aqui quem da garrafa me tirou. Não é um ser assustador
mas devo a este inseto esse grandíssimo favor.
Insisto! É pura verdade o que estou lhe falando.
Ao ver o enorme gênio rancoroso volta para si
deu na Lagarta uma forte dor de barriga de piriri,
mas agora é muito tarde, não há como fugi.
Todavia a coragem da Lagarta é superior ao seu medo
e controla a sua dor de barriga. Eis aí revelado o seu segredo
e se tivesse mão, garanto-lhe que no nariz do gênio encostaria o dedo.
CAPÍTULO XII – A VITÓRIA DA LAGARTA
Já que vocês querem brincar, vou levar esta brincadeira até o fim!
Lagarta Falante, você quer me derrotar com que magia?
Vou lhe dar a chance de me atacar para não disserem que usei de covardia...
mas a lagarta assume que não tem poder nenhum e me enfrentaria mesmo assim.
Eu quero lhe mostrar que a sua magia não tem nenhum efeito sobre mim.
Oitocentos anos na garrafa e seus poderem acabaram a bateria,
sem suas mágicas nenhum mal alguém você faria,
portanto não seja ridículo e caia na real enfim!
Ao ouvir as palavras da lagarta o gênio fica entediado
dispara raios e mais raio para tudo quanto é lado
e fala à Lagarta: seu caso agora ficou ainda mais complicado.
O gênio parte sobre a Lagarta bem possesso
envia-lhe várias magias e todas sem sucesso
e o gênio então de choro tem acesso
CAPÍTULO XIII – DE VOLTA PARA A GARRAFA
O gênio volta à garrafa sentindo-se humilhado
perder para alguém minúsculo e nem magia tinha.
Qual é o segredo que aquela pequena criatura continha
que me fez sair daquele fatídico duela derrotado?
Perdoe-me grande Ala por não ter em você acreditado,
isso demonstra que tenho no senhor era pequenininha...
se o senhor me enviou a Lagarta Falante é porque ela seria minha
solução para este caso tão incrivelmente complicado.
O senhor , Alá, me ouviu e veio me ajudar por eu ter tanto orado
pedindo-lhe que interceda por este servo que estava condenado
a ficar preso numa garrafa mágica até tudo estar consumado.
Enquanto isso o gênio tenta achar uma resposta
para entender o motivo de ter perdido a aposta
e não a encontrado, cada vez mais se desgosta.
CAPÍTULO XIV – O SEGREDO QUE O GÊNIO NÃO SABIA
Com um aspecto muito feliz e cheio de curiosidade,
Abdala quer saber em detalhes qual a magia usada
para que as do gênio não valessem de nada
e que a lagarta lhe contasse toda verdade.
Eu do começo ao fim sempre usei da sinceridade,
não sou uma lagarta. Estou assim porque fui castigada
por uma deusa que por mim sentiu-se insultada.
Sou um Grilo Falante e não uma Lagarta. Esta é minha realidade.
A magia do gênio não teve sobre mim nenhuma utilidade
porque ele, o gênio, queria ter a minha forma modificada
e isto já tinha sido feito pela deusa lá no terra encantada
onde o encontrei na garrafa em plena infelicidade.
Sabia que o gênio possui uma magia bem maior
enquanto eu não possuo nenhuma magia, o que é pior,
porém a magia de um deus em relação ao gênio é bem superior.
Se em vez de me transformar numa outra coisa ou ser
e me desse um chá de sumiço, grande êxito ele iria ter
pois continuo insistindo que nenhuma magia afirmo ter.
CAPÍTULO XV – A SAGACIDADE DA LAGARTA FALANTE
Quer dizer então que o gênio ainda tem sua magia?
Correto! Como ele usou a tática errada eu blefei,
o genial é que ele acreditou em mim. Agora não sei
quanto tempo a mentira vai durar. Pode ser dias ou dia...
Então ainda estamos correndo risco, sabia?
Jurava que tudo estava resolvido,pensei...
Porque você não resolveu o problema de vez, não sei,
só sei que se dependesse de mim este gênio nunca mais aparecia.
Como o devolvi para a garrafa, sou do gênio agora o dono,
não vou deixá-lo em momento algum no abandono...
Você Abdala, pode ficar tranquilo, não precisa perder o sono.
Vou resolver este problema de uma vez por toda sim!
Peço a você duas coisas: primeiro confie em mim
e segundo, sabe onde mora o meu amigo Aladim?
CAPÍTULO XVI – O DESTINO DO GÊNIO
Mais um amigo que se assusta com minha nova aparência.
Não tem outro jeito! Parece que com isto já estou acostumando...
Novamente a estória de como virei Lagarta para ele vou contando.
É meu querido só há duas soluções: cumprir o castigo e ter paciência.
Mas vamos o que interessa. O que traz você à minha residência?
Está vendo essa garrafa que Abdala está segurando?
Dentro dela tem um gênio que há oitocentos anos vem se alimentando
de rancor, vingança, está quase batendo a porta da demência.
Ele não é um ser mal, só traz consigo este grande defeito
e como você, Aladim, tem um gênio que anda direito
talvez ele conversando com o outro gênio pudesse dar um jeito.
Quando o meu gênio não tiver mais consigo esta negatividade
então que seja cumprido o meu desejo: dê a ele liberdade
para que este gênio possa ir em busca de sua felicidade.
(O FILHO DA POETISA)
Creio que devo mesmo estar com estafa
ou então, ainda cedo estou endoidando,
escuto alguém muito longe chorando
e o pior é que o choro vem daquela garrafa.
Não aquento mais, a voz desabafa!
A minha família perigo está passando,
enquanto isto o tempo continua voando
e esta agonia no meu peito que me abafa.
Pego a garrafa, percebo que ela é diferente,
não dá pra ver nada lá dentro, pois ela não é transparente
faz-me lembrar àquelas garrafas das estórias do oriente.
Seguindo o meu instinto as patinhas na garrafa esfrego,
imediatamente vem em mim um desejo enorme e cego
de ter que ser realizado três pedidos meus e nesta fé me apego.
CAPÍTULO II - CADÊ O GÊNIO?
Depois de sair da garrafa muita fumaça
percebo que estava havendo algum engano
ao invés de aparecer um gênio, apareceu-me um humano
para você vê o meu azar, a minha desgraça.
Ao me ver o ser humano acha muita graça
bate nele um certo ar de desengano:
agora mesmo é que minha sorte entrou pelo cano.
O que fazer agora para livrar minha família da ameaça?
Mesmo me sentindo muito desrespeitada
falei para o ser humano que não estava entendendo nada
e perguntei o porquê da família dele estava sendo ameaçada.
O homem permanecia ainda com o problema atordoado
Olhava-me com um jeito totalmente desconfiado,
mas fazer o quê o humano deve ter pensado...
CAPÍTULO III – O COMEÇO DA ESTÓRIA
Vamos nos apresentar?! Eu me chamo Abdala
e você inseto, como se chama? Eu me chamo Grilo Falante.
O humano de novo ri. O quê,Grilo ? Você é lagarta, sua ignorante!
Nesta hora um ódio de mim e daquele homem no meu olhar exala.
Bem, Lagarta! Ouviu! La-gar-ta! O homem fala,
sou árabe e filho de um grande comerciante.
Lá na Arábia Saudita minha família é importante,
comercializamos todo tipo de tecido como opala...
Desde de pequeno que ouvi falar em gênios. São entidades boas ou más...
Pois bem! Há muito tempo, para ser mais preciso, oitocentos anos atrás
meu ancestral Rachid de aprisionar um gênio mal numa garrafa foi capaz.
Rachid além de ser muito esperto, era também corajoso,
não é qualquer um que enfrenta um gênio maldoso
e graças essas duas qualidades do embate ele saiu vitorioso.
Em pleno século vinte e um, anteontem para ser bem exato
encontro na beira da praia um estranho e bonito artefato,
rapidamente esfrego a garrafa para o gênio sair de imediato.
CAPÍTULO IV - EIS O GÊNIO
E não é que um grande gênio surge à minha frente,
pensando que fosse do bem, fui logo fazendo os meus desejos.
O gênio olha para mim com ódio e me diz em tons de gracejos:
Errou de gênio! Nada de pedidos! Tenho outra coisa em mente!
Ah, até que enfim! Estou livre, livre novamente!
Os meus primeiros dias na garrafa, a vingança era apenas lampejos,
depois dos meus poderes mágicos serviçais tive grandes pejos
e a ira pelo que Rachid me fizera foi me dominando totalmente.
Então o sentimento de vingança começou a falar por mim
e eu jurei : as gerações de Rachid, atuais e futuras, terão o mesmo fim
que ele me impusera; de ficar preso numa garrafa eternamente sim!
Todo gênio tem um amo. O meu é este grande ódio mortal
que sinto por Rachid e seus descendentes. Só descansarei afinal
quando as gerações, futuras e atuais, do Rachid estiverem nesta garrafa infernal.
CAPÍTULO V – DENTRO DA GARRAFA
Já falei demais seu mísero humano! Chega de lero-lero!
Como pra mim você é inútil, dou-lhe o privilégio de ser o primeiro
a ficar dentro da garrafa como infinito prisioneiro,
enquanto eu, vou realizar o meu desejo que tanto quero.
Com um simples estalar de dedos e para o meu desespero,
já estava dentro da garrafa rápido e rasteiro;
um grande pavor tomou conta de mim por inteiro
e aí comecei a chorar por estar em estaca zero.
Dois dias depois ser na garrafa aprisionado,
você me aparece e faz com que eu seja libertado,
sendo meu libertador um pequeno inseto fiquei de novo decepcionado.
CAPÍTULO VI – A FRUSTAÇÃO DE ABDALA
Se o meu libertador fosse um homem bastante inteligente,
ou um general de um grande exército, ou um bravo guerreiro,
ou se fosse um grande sacerdote, ou um bom feiticeiro,
aí sim teria esperança de engarrafar o gênio novamente.
E quem é meu libertador?! Uma Lagarta falante e demente
que acredita ser um grilo, o que não é verdadeiro
e um gênio do mal que tem meus parentes como alvo certeiro...
Oh, grande Alá, você poderia ser mim condescendente!
A Lagarta Falante chocada com que ouvira fica completamente muda.
Como pode um ser precisando demais de uma ajuda
ofender alguém assim de forma tão aguda?!
Como diz o ditado: quem está perdido não caça caminho!
É melhor ter alguém, por pequenino que seja, do que sozinho
ir enfrentar um inimigo tão perigoso e tão mesquinho.
CAPÍTULO VII – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA
Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!
Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!
Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...
Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.
CAPÍTULO VIII – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE
Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.
Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...
A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.
Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.
CAPÍTULO IX – NO TAPETE VOADOR
Olha, o gênio tem dois dias na nossa frente,
só que um tempinho ainda ele vai precisar
para suas vítimas ele poder identificar,
não pode sair vitimando qualquer tipo de gente.
Não sei como, mas temos que chegar lá bem de repente
e o nosso convercê para mais tarde deve ficar...
seu país é longe daqui, como podemos rápido lá chegar?!
Abdala assobia e um tapete mágico aparece simplesmente.
Fiquei realmente com um olhar encantador!
Nunca vi na vida um tapete voador,
continuei olhando para ele com estupor.
Vamos minha amiga, suba logo no tapete voador...
mudei de ideia, fique no meu bolso, por favor,
deixe comigo porque sou um bom condutor.
CAPÍTULO X – INIMIGO À VISTA
Depois de horas no tapete chegaram a tal terra distante
e a Lagarta observava tudo sem dizer nada,
até que chegou a hora por eles tão esperada;
afinal não é difícil encontrar um gênio gigante!
A capital da Arábia, Riad, vivia um clima de terror constante
onde cada pessoa local se sentia muito ameaçada.
O gênio vê o tapete e a pessoa que deveria estar na garrafa aprisionada
e se dirige ao humano com uma voz firme e ameaçante:
Abdala! Abdala! Seu humano burro e insignificante!
Como você se atravesse vir atrás de mim! Só pode ser idiota bastante,
Acreditando que possa me enfrentar e sair deste confronto triunfante!
Aliás, quem foi o imbecil que lhe tirou daquela garrafa estressante?
Vou dar a este intrometido um final triste e agonizante...
O gênio cai na gargalhada ao saber que fora por uma lagarta Falante.
CAPÍTULO XI – DE FOCINHO E CARA COM O SEU ALGOZ
Como você se atreve ficar de mim zombando!
Lógico que você está protegendo o seu libertador!
não adianta! Vou arrancar-lhe o nome e seja quem for
já pode começar ir desde já rezando!
Não é zombaria não! E do bolso a Lagarta foi tirando.
Eis aqui quem da garrafa me tirou. Não é um ser assustador
mas devo a este inseto esse grandíssimo favor.
Insisto! É pura verdade o que estou lhe falando.
Ao ver o enorme gênio rancoroso volta para si
deu na Lagarta uma forte dor de barriga de piriri,
mas agora é muito tarde, não há como fugi.
Todavia a coragem da Lagarta é superior ao seu medo
e controla a sua dor de barriga. Eis aí revelado o seu segredo
e se tivesse mão, garanto-lhe que no nariz do gênio encostaria o dedo.
CAPÍTULO XII – A VITÓRIA DA LAGARTA
Já que vocês querem brincar, vou levar esta brincadeira até o fim!
Lagarta Falante, você quer me derrotar com que magia?
Vou lhe dar a chance de me atacar para não disserem que usei de covardia...
mas a lagarta assume que não tem poder nenhum e me enfrentaria mesmo assim.
Eu quero lhe mostrar que a sua magia não tem nenhum efeito sobre mim.
Oitocentos anos na garrafa e seus poderem acabaram a bateria,
sem suas mágicas nenhum mal alguém você faria,
portanto não seja ridículo e caia na real enfim!
Ao ouvir as palavras da lagarta o gênio fica entediado
dispara raios e mais raio para tudo quanto é lado
e fala à Lagarta: seu caso agora ficou ainda mais complicado.
O gênio parte sobre a Lagarta bem possesso
envia-lhe várias magias e todas sem sucesso
e o gênio então de choro tem acesso
CAPÍTULO XIII – DE VOLTA PARA A GARRAFA
O gênio volta à garrafa sentindo-se humilhado
perder para alguém minúsculo e nem magia tinha.
Qual é o segredo que aquela pequena criatura continha
que me fez sair daquele fatídico duela derrotado?
Perdoe-me grande Ala por não ter em você acreditado,
isso demonstra que tenho no senhor era pequenininha...
se o senhor me enviou a Lagarta Falante é porque ela seria minha
solução para este caso tão incrivelmente complicado.
O senhor , Alá, me ouviu e veio me ajudar por eu ter tanto orado
pedindo-lhe que interceda por este servo que estava condenado
a ficar preso numa garrafa mágica até tudo estar consumado.
Enquanto isso o gênio tenta achar uma resposta
para entender o motivo de ter perdido a aposta
e não a encontrado, cada vez mais se desgosta.
CAPÍTULO XIV – O SEGREDO QUE O GÊNIO NÃO SABIA
Com um aspecto muito feliz e cheio de curiosidade,
Abdala quer saber em detalhes qual a magia usada
para que as do gênio não valessem de nada
e que a lagarta lhe contasse toda verdade.
Eu do começo ao fim sempre usei da sinceridade,
não sou uma lagarta. Estou assim porque fui castigada
por uma deusa que por mim sentiu-se insultada.
Sou um Grilo Falante e não uma Lagarta. Esta é minha realidade.
A magia do gênio não teve sobre mim nenhuma utilidade
porque ele, o gênio, queria ter a minha forma modificada
e isto já tinha sido feito pela deusa lá no terra encantada
onde o encontrei na garrafa em plena infelicidade.
Sabia que o gênio possui uma magia bem maior
enquanto eu não possuo nenhuma magia, o que é pior,
porém a magia de um deus em relação ao gênio é bem superior.
Se em vez de me transformar numa outra coisa ou ser
e me desse um chá de sumiço, grande êxito ele iria ter
pois continuo insistindo que nenhuma magia afirmo ter.
CAPÍTULO XV – A SAGACIDADE DA LAGARTA FALANTE
Quer dizer então que o gênio ainda tem sua magia?
Correto! Como ele usou a tática errada eu blefei,
o genial é que ele acreditou em mim. Agora não sei
quanto tempo a mentira vai durar. Pode ser dias ou dia...
Então ainda estamos correndo risco, sabia?
Jurava que tudo estava resolvido,pensei...
Porque você não resolveu o problema de vez, não sei,
só sei que se dependesse de mim este gênio nunca mais aparecia.
Como o devolvi para a garrafa, sou do gênio agora o dono,
não vou deixá-lo em momento algum no abandono...
Você Abdala, pode ficar tranquilo, não precisa perder o sono.
Vou resolver este problema de uma vez por toda sim!
Peço a você duas coisas: primeiro confie em mim
e segundo, sabe onde mora o meu amigo Aladim?
CAPÍTULO XVI – O DESTINO DO GÊNIO
Mais um amigo que se assusta com minha nova aparência.
Não tem outro jeito! Parece que com isto já estou acostumando...
Novamente a estória de como virei Lagarta para ele vou contando.
É meu querido só há duas soluções: cumprir o castigo e ter paciência.
Mas vamos o que interessa. O que traz você à minha residência?
Está vendo essa garrafa que Abdala está segurando?
Dentro dela tem um gênio que há oitocentos anos vem se alimentando
de rancor, vingança, está quase batendo a porta da demência.
Ele não é um ser mal, só traz consigo este grande defeito
e como você, Aladim, tem um gênio que anda direito
talvez ele conversando com o outro gênio pudesse dar um jeito.
Quando o meu gênio não tiver mais consigo esta negatividade
então que seja cumprido o meu desejo: dê a ele liberdade
para que este gênio possa ir em busca de sua felicidade.
(O FILHO DA POETISA)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A ESTÓRIA QUE SEI DA DEUSA DAS FADAS RHIANNON
O que vocês chamam de Rainha das Fadas, Rhiannon,
conheço-a pelos outros nomes que você não faz idéia...
no mundo que sei da mitologia greco-romana, bom!
Ela é chamada de Perséfone, Prosérpina ou Coreia..
Perséfone e nessa mitologia a jovem deusa da fertilidade,
filha da deusa Deméter ou Ceres, deusa da agricultura,
com o deus Júpiter ou Zeus, o deus supremo da divindade;
Prosérpina passou na sua vida uma triste ventura.
Num belo dia quando Coreia estava colhendo lindas flores
ela fora raptada pelo deus do inferno, Hades ou Plutão;
o que fez a sua mãe Deméter ou Ceres sofrer horrores.
Ceres pediu a Zeus que tirasse Perséfone lá do inferno,
como a moça comeu seis grãos de romã ferindo a condição
dada por Zeus à libertá-la foi condena ser esposa de Hades por todo eterno.
(O FILHO DA POETISA)
conheço-a pelos outros nomes que você não faz idéia...
no mundo que sei da mitologia greco-romana, bom!
Ela é chamada de Perséfone, Prosérpina ou Coreia..
Perséfone e nessa mitologia a jovem deusa da fertilidade,
filha da deusa Deméter ou Ceres, deusa da agricultura,
com o deus Júpiter ou Zeus, o deus supremo da divindade;
Prosérpina passou na sua vida uma triste ventura.
Num belo dia quando Coreia estava colhendo lindas flores
ela fora raptada pelo deus do inferno, Hades ou Plutão;
o que fez a sua mãe Deméter ou Ceres sofrer horrores.
Ceres pediu a Zeus que tirasse Perséfone lá do inferno,
como a moça comeu seis grãos de romã ferindo a condição
dada por Zeus à libertá-la foi condena ser esposa de Hades por todo eterno.
(O FILHO DA POETISA)
OS TRÊS PORQUINHOS
CAPÍTULO I – UMA POBRE FAMÍLIA
Era uma vez... era uma vez...
uns meninos bem porquinhos,
na quantidade eram três;
eles viviam largadinhos
assim o três pobres coitadinhos
ficavam no mundo largados,
pois seus pais viviam alcoolizados,
torravam todo dinheiro em bebida
e com isso viviam endividados
não pagando qualquer dívida,
nem tão pouco colocavam em casa comida.
CAPÍTULO II – LAR AMARGO LAR
Na casa dessa família não tinha iluminação,
não tinha água... faltava tudo!
Não tendo luz, não há como assistir televisão
e o rádio deles ficava praticamente mudo.
Não tendo água os meninos viviam imundos,
também seus pais pareciam dois vagabundos;
para ser mais franco, pareciam moradores de ruas,
os filhos deles viviam mendigando
na tentativa de matarem a fome suas
e muitos nãos eles iam escutando
de gente que de sentimentos vivem nuas.
CAPÍTULO III – O CAÇULA
Os três meninos não tinham certidão de nascimento,
nem o nome deles era na verdade conhecido...
eles eram chamados a todo momento
somente através de apelidos (cada um tinha um apelido).
O caçula tinha o alcunha de Palhaço
porque apenas uma boa palha de aço
para tirar do corpo dele toda a sujeira
e dar a ele a boa sensação verdadeira
do frescor de um belo e gostoso banho,
mas para ele isso não passa de uma brincadeira,
brincadeira de um mau gosto que não tem tamanho!
CAPÍTULO IV – O IRMÃO DO MEIO
O apelido do menino do meio também não era bonito
era mesmo daqueles apelidos bem exóticos, diferentes...
O menino do meio era chamado de Palito
por trazer sempre consigo um graveto limpando unhas ou dentes.
Não! Palito não era, apesar do apelido, magrelo
e como os dois irmãos também não era belo.
Sentia-se incomodado com as unhas e boca sujas,
desejava ter a boca bem escovada
e as unhas limpas, transparentes cujas
mãos sonhavam em tocar uma boa viola
para acompanhá-lo na sua cantarola.
CAPÍTULO V – O IRMÃO MAIS VELHO
Como primogênito dos irmãos “sem nomes”
o apelido do mesmo era Pedrito.
Era tão sujo que só várias pedras- pomes
para deixá-lo próximo de bonito.
Por estar mais tempo nesta vida dura
trazia o coração cheio de amargura.
Culpava seus pais por ele ter uma vida maldita,
amabilidade era uma fantasia pura
somente daqueles que não tem a mesma desdita
que ele, vivendo num mundo cheio de ilusão
até o momento em que o infortúnio venha lhe dar a mão.
CAPÍTULO VI – A DEUSA ÍSIS
Sabendo que a vida das crianças não era maravilha
assim como era também triste a vida daqueles pais.
A deusa egípcia Isis, a deusa da família,
resolve interceder por aqueles pobres mortais,
por isto ela vai ao Portal dos Sonhos e Magia
acreditando que seu amigo Grilo Falante poderia
ajudar-lhe a resolver aquela terrível situação.
Chegando lá quase que a deusa se enfarta
ao ver o seu amigo transformado em uma lagarta.
Depois do susto mantém o pedido de ajuda ao seu amigo
que aceita ajudá-la mesmo estando sob castigo.
CAPÍTULO VII – O QUADRADO MÁGICO
A Lagarta Falante entende todo sentimento de dó
que a deusa egípcia traz no seu bondoso coração,
só que o inseto diz que não pode ir só
para cumprir com sucesso aquela missão.
Obtendo da deusa Ísis a branca carta
para lhe ajudar nesta tarefa a Falante Lagarta
pede auxílio as fadas Dos Sonhos, Menina e Azul (sua dindinha),
que ficaram felizes em poder dar uma mãozinha;
enquanto que a tristeza do Grilo Falante pra longe fora,
pois a condição de ser lagarta neste instante o Grilo ignora
porque o inseto se preocupa em ajudar a deusa egípcia agora.
CAPÍTULO VIII – NA HUMANIDADE
A deusa Ísis deixou os seres fantásticos no terreiro
da pobre família, que era um imenso matagal,
naquele lugar seria até costumeiro
ter lagarta e insetos naquele quintal.
Quando os três meninos chegaram da rua, seu segundo lar,
enxergaram no mato a horrível Lagarta Falante
e tiveram o desejo cruel e assassino de nela pisar.
A vontade dos meninos só não foi avante
porque a Fada Azul lançou sua poderosa magia
sobre a Lagarta e sua amiga das crianças protegia.
Os malvadinhos perceberam que algo diferente lá acontecia.
CAPÍTULO IX – TRÊS POR QUATRO
O menino mais velho percebeu que o fato era sobrenatural
se benzeu todo, chegando a sentir muito medo
e para ele a Lagarta falante abriu a boca final
pedindo-lhe para que ele guardasse este segredo.
Os outros dois irmãos tiveram também a mesma sina.
Passando o choque e os meninos cada vez mais curiosos,
foram apresentados a eles as fadas Do Sonho, Azul e Menina
e olhavam para a Lagarta que fala... Nossa!Quanto dinheiro poderia ganhar
só com o raro animal, bastando apenas aquela Lagarta falar
e nesta miséria que eles vivem, jamais iriam ficar!
CAPÍTULO X – O DESEJO DESCOBERTO
Obrigada, Fada Azul, pelo alerta,
as carinhas deles de jeito nenhum me convence.
Pode tirar da cabeça esta ideia, pois ela não dará certa
de me transformar numa incrível atração circense.
A madrasta má da Branca de Neve tentou e se deu mal...
eles esqueceram que venho do mundo encantado e não do mundo real;
eu vim com o objetivo de torná-los felizes
missão esta a mim confiada pela deusa Ísis,
a minha ajuda não será de ter em mim uma fonte de ganhar dinheiro
e sim em mudar o modo de viver seus por inteiro.
CAPÍTULO XI – CONVERSA SINCERA
Como vocês têm oito, sete e seis anos, respectivamente,
é necessário que vocês sejam reconhecidos como cidadãos,
só assim terão os seus direitos resguardados e existirão legalmente
e para isso é necessário que cada um tenha o registro de nascimento em mãos.
Primeiramente, nossos pais terão que parar de beber,
disse tristemente o irmão porquinho caçula,
para que a nossa vida não seja assim tão chula
e a gente possa então atrás dos nossos sonhos correr...
Correto, disse Fada Azul! Mas não é pedindo esmola
que vocês algum dia alguém poderão sonhar a ser,
mas sim através da educação, através de uma boa escola!
CAPÍTULO XII – UMA GOTA DE FELICIDADE
Enquanto a Fada Azul e a Lagarta Falante conversam seriamente e sem frescura,
a Fada menina vinha fazendo uma nova travessura
para alegrar aquele sem colorido e sóbrio ambiente,
remedando a Fada Azul e a Lagarta falante
arrancando risos de todos, virando mais tarde gargalhadas espontaneamente,
chegando a amolecer o coração e a face do irmão mais velho
que de tanto rir ficava igual tomate(vermelho).
pena que naquele instante não havia ali se quer um espelho
a fim de que o irmão mais velho pudesse com os seus próprios olhos ver
que feliz, qualquer um, até ele mesmo pode ser,
mas para isto a amargura do seu peito terá que desaparecer.
CAPÍTULO XIII – OTRABALHO DA FADA DOS SONHOS
Aproveitando-se de que os pais das crianças viviam apagados,
pois eles estavam constantemente sobre efeito da bebida,
a Fada dos Sonhos começou a dar os seus recados
nos sonhos deles de como eles podem melhorar de vida.
Ao acordarem e contarem os seus sonhos e veem que eles foram iguais,
ambos se convencem de que cada vez mais
os seus sonhos não são simplesmente sonhos e sim
de que eles estão recebendo mensagens divinas com o fim
de deixarem de lado aquela vida tão ruim
e possam viver, quem sabe, uma outra realidade
que lhes permitem ir em busca da felicidade.
CAPÍTULO XIV – O NOME DAS CRIANÇAS
Sonhar o mesmo sonho a semana inteira não pode ser coincidência...
com a mesma linda moça alada enchendo-lhe de esperanças...
os pais resolvem por a mão na consciência
e num deste despertar vai ao cartório registrar as crianças.
O mais velho recebeu o nome de Radamés, o do meio Isidro e o caçula Isidoro,
nomes estes que foram ditos pela moça alada dos sonhos de um jeito bem canoro,
mesmo os pais das crianças não sabendo os seus significados,
Obedecendo os seus sonhos esse foram os nomes aos filhos dados.
Todos os três nomes possuem os seguintes significados e raízes:
Radamés (egípcio) = filho dos deuses; Isidoro e Isidro (gregos) = dádiva de Ísis.
A nova esperança dos pais era de que a vida de seus filhos tivesse novas diretrizes.
CAPÍTULO XV – PESADELO
Dois dias seguintes, os pais das crianças tiveram o seguinte pesadelo...
quando eles foram secamente beber um copo de cachaça
viram o líquido se transformar em algo horrendo, que qualquer um rechaça,
chegando a arrepiar do corpo todo o cabelo;
do vasilhame da bebida saía uma Lagarta Falante
com um olhar monstruoso e dizia num tom delirante:
quando você toma “da água que o passarinho não bebe”
é a mim na verdade que o seu corpo recebe
e uma vez alojado no seu interior, a cada gole
que você dá, a minha boca um pedaço da sua saúde engole
e depois lá na frente vem a morte que o console.
CAPÍTULO XVI – ADEUS AO MUNDO DO VÍCIO
Abandonar a bebida é a nova decisão a ser tomada
porque os pais das crianças ficaram impressionados de tal maneira
com o pesadelo que resolveram não beber mais nada
que tivesse álcool, para não tornar verdadeira
a profecia dada pelo mundo onírico,
mostrando-lhes que o fim dos mesmos será trágico e não lírico.
Como parar de beber não é uma decisão fácil, pelo contrário difícil,
os dois resolvem abandonar o ócio e para não ficar vulnerável ao vício
vão trabalhar. A mãe vai trabalhar de diarista,
o pai, como tem carteira de habilitação, de motorista,
além de “pegar como bico o serviço” de eletricista.
CAPÍTULO XVII – O FIM DA MARGINALIDADE
Vendo que aquela família está mudando de verdade,
o presidente da associação do bairro convoca a comunidade
para ajudar a família dos meninos Isidro, Isidoro e Radamés,
e todos propõem ajudá-la para que ela não caia outra vez.
As vizinhanças lhe dão água, cestas básicas e roupas usadas,
festanças na comunidade foram organizadas
para que essa família possa pôr suas contas de água e luz em dia;
enquanto a Fada Menina vai distribuindo alegria
àquelas crianças que antes da chegada dela nada disto conhecia.
A Fada Azul vai acompanhando a todos e tudo bem atenta,
já a Lagarta Falante vendo seus planos dando certo se contenta.
CAPÍTULO XVIII – DE VOLTA À DIGNIDADE
Água em casa, luz também. Agora podem ouvir rádio e ver televisão.
A situação dos meninos nunca estivera tão legal!
Na casa deles já não estava faltando mais pão
e o terreiro estava bem limpo, não havia mais o matagal.
As crianças estão matriculadas na escola e os pais agora trabalhando,
o grupo dos Alcoólicos Anônimos a família está de perto acompanhando.
A missão dos nossos amiguinhos já está bem no final
pouquíssima coisa agora existe para fazer.
A Lagarta Falante pede gentilmente à Fada dos Sonhos fornecer
belos sonhos e o mundo inteiro naquele momento adormecer,
mesmo não tendo explicação atende ao amigo sem nada entender.
CAPÍTULO XIX – RETORNO D DEUSA ÍSIS
A deusa Ísis aparece de repente, vê tudo praticamente solucionado,
fica orgulhosa e muito feliz das amigas terem êxito na missão.
Cada menino daquela família não mais de porquinho será chamado
e os pais dela para o vício da bebida voltam mais não.
A Fada menina toma a palavra e diz de forma tão descarada:
- Ei, deusa, você mesma que veio lá do alto, do céu,
tá na cara que a senhora não é o Papai Noel,
mas não dá para dar brinquedos para a garotada?!
As Fada Azul, dos Sonhos e a Lagarta Falante pedem desculpas à deusa egípcia.
Ísis disse que não há do que desculpar e achou a ideia uma delícia
e que este será o jeito de dizer às amigas MUITO OBRIGADA.
(O FILHO DA POETISA)
Era uma vez... era uma vez...
uns meninos bem porquinhos,
na quantidade eram três;
eles viviam largadinhos
assim o três pobres coitadinhos
ficavam no mundo largados,
pois seus pais viviam alcoolizados,
torravam todo dinheiro em bebida
e com isso viviam endividados
não pagando qualquer dívida,
nem tão pouco colocavam em casa comida.
CAPÍTULO II – LAR AMARGO LAR
Na casa dessa família não tinha iluminação,
não tinha água... faltava tudo!
Não tendo luz, não há como assistir televisão
e o rádio deles ficava praticamente mudo.
Não tendo água os meninos viviam imundos,
também seus pais pareciam dois vagabundos;
para ser mais franco, pareciam moradores de ruas,
os filhos deles viviam mendigando
na tentativa de matarem a fome suas
e muitos nãos eles iam escutando
de gente que de sentimentos vivem nuas.
CAPÍTULO III – O CAÇULA
Os três meninos não tinham certidão de nascimento,
nem o nome deles era na verdade conhecido...
eles eram chamados a todo momento
somente através de apelidos (cada um tinha um apelido).
O caçula tinha o alcunha de Palhaço
porque apenas uma boa palha de aço
para tirar do corpo dele toda a sujeira
e dar a ele a boa sensação verdadeira
do frescor de um belo e gostoso banho,
mas para ele isso não passa de uma brincadeira,
brincadeira de um mau gosto que não tem tamanho!
CAPÍTULO IV – O IRMÃO DO MEIO
O apelido do menino do meio também não era bonito
era mesmo daqueles apelidos bem exóticos, diferentes...
O menino do meio era chamado de Palito
por trazer sempre consigo um graveto limpando unhas ou dentes.
Não! Palito não era, apesar do apelido, magrelo
e como os dois irmãos também não era belo.
Sentia-se incomodado com as unhas e boca sujas,
desejava ter a boca bem escovada
e as unhas limpas, transparentes cujas
mãos sonhavam em tocar uma boa viola
para acompanhá-lo na sua cantarola.
CAPÍTULO V – O IRMÃO MAIS VELHO
Como primogênito dos irmãos “sem nomes”
o apelido do mesmo era Pedrito.
Era tão sujo que só várias pedras- pomes
para deixá-lo próximo de bonito.
Por estar mais tempo nesta vida dura
trazia o coração cheio de amargura.
Culpava seus pais por ele ter uma vida maldita,
amabilidade era uma fantasia pura
somente daqueles que não tem a mesma desdita
que ele, vivendo num mundo cheio de ilusão
até o momento em que o infortúnio venha lhe dar a mão.
CAPÍTULO VI – A DEUSA ÍSIS
Sabendo que a vida das crianças não era maravilha
assim como era também triste a vida daqueles pais.
A deusa egípcia Isis, a deusa da família,
resolve interceder por aqueles pobres mortais,
por isto ela vai ao Portal dos Sonhos e Magia
acreditando que seu amigo Grilo Falante poderia
ajudar-lhe a resolver aquela terrível situação.
Chegando lá quase que a deusa se enfarta
ao ver o seu amigo transformado em uma lagarta.
Depois do susto mantém o pedido de ajuda ao seu amigo
que aceita ajudá-la mesmo estando sob castigo.
CAPÍTULO VII – O QUADRADO MÁGICO
A Lagarta Falante entende todo sentimento de dó
que a deusa egípcia traz no seu bondoso coração,
só que o inseto diz que não pode ir só
para cumprir com sucesso aquela missão.
Obtendo da deusa Ísis a branca carta
para lhe ajudar nesta tarefa a Falante Lagarta
pede auxílio as fadas Dos Sonhos, Menina e Azul (sua dindinha),
que ficaram felizes em poder dar uma mãozinha;
enquanto que a tristeza do Grilo Falante pra longe fora,
pois a condição de ser lagarta neste instante o Grilo ignora
porque o inseto se preocupa em ajudar a deusa egípcia agora.
CAPÍTULO VIII – NA HUMANIDADE
A deusa Ísis deixou os seres fantásticos no terreiro
da pobre família, que era um imenso matagal,
naquele lugar seria até costumeiro
ter lagarta e insetos naquele quintal.
Quando os três meninos chegaram da rua, seu segundo lar,
enxergaram no mato a horrível Lagarta Falante
e tiveram o desejo cruel e assassino de nela pisar.
A vontade dos meninos só não foi avante
porque a Fada Azul lançou sua poderosa magia
sobre a Lagarta e sua amiga das crianças protegia.
Os malvadinhos perceberam que algo diferente lá acontecia.
CAPÍTULO IX – TRÊS POR QUATRO
O menino mais velho percebeu que o fato era sobrenatural
se benzeu todo, chegando a sentir muito medo
e para ele a Lagarta falante abriu a boca final
pedindo-lhe para que ele guardasse este segredo.
Os outros dois irmãos tiveram também a mesma sina.
Passando o choque e os meninos cada vez mais curiosos,
foram apresentados a eles as fadas Do Sonho, Azul e Menina
e olhavam para a Lagarta que fala... Nossa!Quanto dinheiro poderia ganhar
só com o raro animal, bastando apenas aquela Lagarta falar
e nesta miséria que eles vivem, jamais iriam ficar!
CAPÍTULO X – O DESEJO DESCOBERTO
Obrigada, Fada Azul, pelo alerta,
as carinhas deles de jeito nenhum me convence.
Pode tirar da cabeça esta ideia, pois ela não dará certa
de me transformar numa incrível atração circense.
A madrasta má da Branca de Neve tentou e se deu mal...
eles esqueceram que venho do mundo encantado e não do mundo real;
eu vim com o objetivo de torná-los felizes
missão esta a mim confiada pela deusa Ísis,
a minha ajuda não será de ter em mim uma fonte de ganhar dinheiro
e sim em mudar o modo de viver seus por inteiro.
CAPÍTULO XI – CONVERSA SINCERA
Como vocês têm oito, sete e seis anos, respectivamente,
é necessário que vocês sejam reconhecidos como cidadãos,
só assim terão os seus direitos resguardados e existirão legalmente
e para isso é necessário que cada um tenha o registro de nascimento em mãos.
Primeiramente, nossos pais terão que parar de beber,
disse tristemente o irmão porquinho caçula,
para que a nossa vida não seja assim tão chula
e a gente possa então atrás dos nossos sonhos correr...
Correto, disse Fada Azul! Mas não é pedindo esmola
que vocês algum dia alguém poderão sonhar a ser,
mas sim através da educação, através de uma boa escola!
CAPÍTULO XII – UMA GOTA DE FELICIDADE
Enquanto a Fada Azul e a Lagarta Falante conversam seriamente e sem frescura,
a Fada menina vinha fazendo uma nova travessura
para alegrar aquele sem colorido e sóbrio ambiente,
remedando a Fada Azul e a Lagarta falante
arrancando risos de todos, virando mais tarde gargalhadas espontaneamente,
chegando a amolecer o coração e a face do irmão mais velho
que de tanto rir ficava igual tomate(vermelho).
pena que naquele instante não havia ali se quer um espelho
a fim de que o irmão mais velho pudesse com os seus próprios olhos ver
que feliz, qualquer um, até ele mesmo pode ser,
mas para isto a amargura do seu peito terá que desaparecer.
CAPÍTULO XIII – OTRABALHO DA FADA DOS SONHOS
Aproveitando-se de que os pais das crianças viviam apagados,
pois eles estavam constantemente sobre efeito da bebida,
a Fada dos Sonhos começou a dar os seus recados
nos sonhos deles de como eles podem melhorar de vida.
Ao acordarem e contarem os seus sonhos e veem que eles foram iguais,
ambos se convencem de que cada vez mais
os seus sonhos não são simplesmente sonhos e sim
de que eles estão recebendo mensagens divinas com o fim
de deixarem de lado aquela vida tão ruim
e possam viver, quem sabe, uma outra realidade
que lhes permitem ir em busca da felicidade.
CAPÍTULO XIV – O NOME DAS CRIANÇAS
Sonhar o mesmo sonho a semana inteira não pode ser coincidência...
com a mesma linda moça alada enchendo-lhe de esperanças...
os pais resolvem por a mão na consciência
e num deste despertar vai ao cartório registrar as crianças.
O mais velho recebeu o nome de Radamés, o do meio Isidro e o caçula Isidoro,
nomes estes que foram ditos pela moça alada dos sonhos de um jeito bem canoro,
mesmo os pais das crianças não sabendo os seus significados,
Obedecendo os seus sonhos esse foram os nomes aos filhos dados.
Todos os três nomes possuem os seguintes significados e raízes:
Radamés (egípcio) = filho dos deuses; Isidoro e Isidro (gregos) = dádiva de Ísis.
A nova esperança dos pais era de que a vida de seus filhos tivesse novas diretrizes.
CAPÍTULO XV – PESADELO
Dois dias seguintes, os pais das crianças tiveram o seguinte pesadelo...
quando eles foram secamente beber um copo de cachaça
viram o líquido se transformar em algo horrendo, que qualquer um rechaça,
chegando a arrepiar do corpo todo o cabelo;
do vasilhame da bebida saía uma Lagarta Falante
com um olhar monstruoso e dizia num tom delirante:
quando você toma “da água que o passarinho não bebe”
é a mim na verdade que o seu corpo recebe
e uma vez alojado no seu interior, a cada gole
que você dá, a minha boca um pedaço da sua saúde engole
e depois lá na frente vem a morte que o console.
CAPÍTULO XVI – ADEUS AO MUNDO DO VÍCIO
Abandonar a bebida é a nova decisão a ser tomada
porque os pais das crianças ficaram impressionados de tal maneira
com o pesadelo que resolveram não beber mais nada
que tivesse álcool, para não tornar verdadeira
a profecia dada pelo mundo onírico,
mostrando-lhes que o fim dos mesmos será trágico e não lírico.
Como parar de beber não é uma decisão fácil, pelo contrário difícil,
os dois resolvem abandonar o ócio e para não ficar vulnerável ao vício
vão trabalhar. A mãe vai trabalhar de diarista,
o pai, como tem carteira de habilitação, de motorista,
além de “pegar como bico o serviço” de eletricista.
CAPÍTULO XVII – O FIM DA MARGINALIDADE
Vendo que aquela família está mudando de verdade,
o presidente da associação do bairro convoca a comunidade
para ajudar a família dos meninos Isidro, Isidoro e Radamés,
e todos propõem ajudá-la para que ela não caia outra vez.
As vizinhanças lhe dão água, cestas básicas e roupas usadas,
festanças na comunidade foram organizadas
para que essa família possa pôr suas contas de água e luz em dia;
enquanto a Fada Menina vai distribuindo alegria
àquelas crianças que antes da chegada dela nada disto conhecia.
A Fada Azul vai acompanhando a todos e tudo bem atenta,
já a Lagarta Falante vendo seus planos dando certo se contenta.
CAPÍTULO XVIII – DE VOLTA À DIGNIDADE
Água em casa, luz também. Agora podem ouvir rádio e ver televisão.
A situação dos meninos nunca estivera tão legal!
Na casa deles já não estava faltando mais pão
e o terreiro estava bem limpo, não havia mais o matagal.
As crianças estão matriculadas na escola e os pais agora trabalhando,
o grupo dos Alcoólicos Anônimos a família está de perto acompanhando.
A missão dos nossos amiguinhos já está bem no final
pouquíssima coisa agora existe para fazer.
A Lagarta Falante pede gentilmente à Fada dos Sonhos fornecer
belos sonhos e o mundo inteiro naquele momento adormecer,
mesmo não tendo explicação atende ao amigo sem nada entender.
CAPÍTULO XIX – RETORNO D DEUSA ÍSIS
A deusa Ísis aparece de repente, vê tudo praticamente solucionado,
fica orgulhosa e muito feliz das amigas terem êxito na missão.
Cada menino daquela família não mais de porquinho será chamado
e os pais dela para o vício da bebida voltam mais não.
A Fada menina toma a palavra e diz de forma tão descarada:
- Ei, deusa, você mesma que veio lá do alto, do céu,
tá na cara que a senhora não é o Papai Noel,
mas não dá para dar brinquedos para a garotada?!
As Fada Azul, dos Sonhos e a Lagarta Falante pedem desculpas à deusa egípcia.
Ísis disse que não há do que desculpar e achou a ideia uma delícia
e que este será o jeito de dizer às amigas MUITO OBRIGADA.
(O FILHO DA POETISA)
sábado, 2 de janeiro de 2010
COMUNICADO AOS NETINHOS DA FADA AZUL
Meus leitores mirins, João Victor e Anna Victória,
tenho que contar para vocês a seguinte estória,
pois sei que não devem estar entendendo nadinha:
escolhi a avó de vocês para ser minha fada madrinha!
Confesso que Isso jamais passou pela minha memória,
mas querem saber a verdade? Para mim isto é uma glória!
Já que era um direito que no mundo encantado eu tinha
podia escolher quem eu quisesse e escolhi de vocês a avozinha.
Vocês não sabem o quanto que para mim é tão importante
já que não tenho magia, ter uma fadinha para me proteger
e também por eu ser um pequenino e indefeso inseto falante
vocês sabem fui castigado e serei lagarta por período de um mês
que é o tempo que um cravo defunto (a bruxa) consegue viver
e depois segundo a deusa Afrodite voltarei ser Grilo Falante outra vez.
(O FILHO DA POETISA)
P.S. : Fada Azul, na passagem de ano, os meus familiares fazem o AMIGO OCULTO. Este é um presentinho meu de amigo oculto para você, João Victor e Anna Victória.
tenho que contar para vocês a seguinte estória,
pois sei que não devem estar entendendo nadinha:
escolhi a avó de vocês para ser minha fada madrinha!
Confesso que Isso jamais passou pela minha memória,
mas querem saber a verdade? Para mim isto é uma glória!
Já que era um direito que no mundo encantado eu tinha
podia escolher quem eu quisesse e escolhi de vocês a avozinha.
Vocês não sabem o quanto que para mim é tão importante
já que não tenho magia, ter uma fadinha para me proteger
e também por eu ser um pequenino e indefeso inseto falante
vocês sabem fui castigado e serei lagarta por período de um mês
que é o tempo que um cravo defunto (a bruxa) consegue viver
e depois segundo a deusa Afrodite voltarei ser Grilo Falante outra vez.
(O FILHO DA POETISA)
P.S. : Fada Azul, na passagem de ano, os meus familiares fazem o AMIGO OCULTO. Este é um presentinho meu de amigo oculto para você, João Victor e Anna Victória.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
LAGARTA FALANTE
Querida amiga Fada Arco-Íris, credo em cruz!
Terei que viver mais ou menos um mês
na pele deste inseto asqueroso.
Creio que se no lugar da Fada Mão de Luz
e através do deus Hermes consultasse o Apolo de uma vez
não aconteceria conosco nada de perigoso.
Já lhe disse que Apolo é o deus da ciência divinatória
é só procurar uma de suas belas sacerdotisas,
principalmente lá em Delfos, seu templo mais consagrado.
Não adianta nada agora. Paciência! Esta verdade fugiu de sua memória
e a deusa Afrodite descarregou sobre mim suas fúrias tão precisas
deixando –me com ela bastante magoado.
Já é tarde!Não tem mais jeito! Não há mais nada o que fazer
com os deuses não há meio termo: é oito ou oitenta.
como garante o velho e sábio provérbio popular.
O que um deus fez outro deus não pode desfazer.
Esta é uma lei que em harmonia o sustenta,
portanto é cumprir o castigo até acabar.
Não tive a pretensão alguma em desrespeitar a deusa Afrodite,
faço poesia através de um método totalmente empírico
e só quis ser um gentil com a nova “falsa” fada.
Apesar da deusa não acreditar espero que você acredite
pois todo poeta traz consigo um eu – lírico,
que às vezes escreve sobre o próprio poeta ou uma situação por ele imaginada.
(O FILHO DA POETISA)
Terei que viver mais ou menos um mês
na pele deste inseto asqueroso.
Creio que se no lugar da Fada Mão de Luz
e através do deus Hermes consultasse o Apolo de uma vez
não aconteceria conosco nada de perigoso.
Já lhe disse que Apolo é o deus da ciência divinatória
é só procurar uma de suas belas sacerdotisas,
principalmente lá em Delfos, seu templo mais consagrado.
Não adianta nada agora. Paciência! Esta verdade fugiu de sua memória
e a deusa Afrodite descarregou sobre mim suas fúrias tão precisas
deixando –me com ela bastante magoado.
Já é tarde!Não tem mais jeito! Não há mais nada o que fazer
com os deuses não há meio termo: é oito ou oitenta.
como garante o velho e sábio provérbio popular.
O que um deus fez outro deus não pode desfazer.
Esta é uma lei que em harmonia o sustenta,
portanto é cumprir o castigo até acabar.
Não tive a pretensão alguma em desrespeitar a deusa Afrodite,
faço poesia através de um método totalmente empírico
e só quis ser um gentil com a nova “falsa” fada.
Apesar da deusa não acreditar espero que você acredite
pois todo poeta traz consigo um eu – lírico,
que às vezes escreve sobre o próprio poeta ou uma situação por ele imaginada.
(O FILHO DA POETISA)
A MADASTRA DA BRANCA DE NEVE
CAPÍTULO I – CONSULTANDO O ESPELHO
Espelho, espelho meu,
há alguém mais bonita do que eu?
Dê-me a resposta e seja breve!
Não me venha dizer que é Branca de Neve,
afinal muito tempo já se passou
e a beleza da Branca de Neve já acabou,
pois ela é mortal; quanto a mim sempre estou
bela e jovem graças as minhas mágicas poções
que agrada aos meus olhos e dos mais lindos rapagões...
CAPÍTULO II – VICE NA BELEZA DE NOVO!
Sua Alteza, não fique brava comigo,
pois somente é verdade o que lhe digo:
há sim alguém mais bela que você, acredite,
não é Branca de Neve e sim Vênus ou Afrodite.
Por favor, minha rainha, comigo não se irrite!
Este ser é a deusa grega do amor e da beleza
e qualquer deus ou mortal, com certeza,
fica por ela totalmente fascinado
desejando ser dela amante ou namorado.
CAPÍTULO III – O ÓDIO DA RAINHA
Mil diabos! Você me deixou irada, espelho mágico!
A minha vontade é de lhe fazer algo bem trágico
como lhe arremessar com violência esta cadeira,
mas como sei que você não pode falar asneira
tenho que ouvir esta barbaridade, queira ou não queira
e o que é pior: aceitar este absurdo como verdade!
Agora a situação ganhou maior complexidade
pelo fato de ser uma deusa a minha nova adversária;
neste caso não posso cometer nenhuma falha primária.
CAPÍTULO IV – COMO ENTRAR EM CONTATO COM A DEUSA
Que pretensão! Ser deusa da beleza enquanto que a mais bela sou eu!
Se dizer deusa do amor coisa que a muito tempo morreu.
No coração de todo ser da humanidade
atualmente só pensa em materialidade
onde o dinheiro é capaz de tornar real a nossa necessidade...
Espelho mágico! Como faço para encontrar essa talzinha?
Há no Portal dos Sonhos e da Magia, minha rainha,
um Grilo Falante que veio de lá , deste mundo mitológico,
somente ele pode ser a nossa via... é lógico!
CAPÍTULO V – IDEIA MAQUIAVÉLICA
Já que somente o Grilo Falante é a nossa via
terei que mantê-lo vinte quatro horas em vigia
até que arranje um meio de entrar em contato
com a minha inimiga. Aí sim, neste caso, de fato
saberei quando enfrentá-la no momento exato.
Como o Grilo Falante mora com as fadas, me transformarei também numa
e assim não levantarei suspeita nenhuma
da minha real e malvada identidade
e darei ao inseto a minha falsa amizade.
CAPÍTULO VI – A FADA BEL
A bruxa fica bastante feliz com o seu plano cruel,
faz uma poção e a toma, transformando-se numa fada de codinome Bel.
A feiticeira má escolheu este nome não foi em vão
e sim prestar homenagem por quem tem admiração:
Belzebu, que do inferno é o capeta chefão.
Terceiros pensarão que Bel vem da palavra bela,
pois a bruxa virou uma linda fada -caindo no truque dela -
não percebendo nesse nome nenhuma maldade
e continuarão diante da Fada Bel na maior ingenuidade.
CAPÍTULO VII – NO MUNDO DAS FADAS
Com carinho de sempre a nova fada foi assim recebida
com as fadinhas contentes, felizes da vida,
em ter nova amiga no Portal dos Sonhos e Magia.
As fadas perguntaram à Fada Bel se ela gostava de poesia
porque lá no mundo delas tinha alguém que tal texto escrevia .
A Fada Bel mentiu falando que de poemas era amante
e aproveitando este motivo ela fora apresentada ao Grilo Falante
que com naturalidade a presenteou com um poema
exaltando a beleza da mesma como tema.
CAPÍTULO VIII – NA COLA DO GRILO FALANTE
Você quer encontrar a Fada Bel? É só ir atrás do Grilo Falante
que você encontrará a fada de beleza radiante
e ambos entre conversas, declamação de poemas e risadas,
chegando a despertar imenso ciúme nas fadas,
acreditando que o Grilo Falante as haviam abandonadas,
vivendo agora só para a recém-chegada Fada Bel
deixando-as com uma inveja muito cruel
daquela fada que o Grilo Falante não se desgruda;
se o grilo some um pouco, Fada Bel vê na situação como um Deus nos acuda.
CAPÍTULO IX – A MISSÃO DE HERMES
Hermes ou Mercúrio é um deus mensageiro
da mitologia greco-romana. Ele fora enviado pelo companheiro
e protetor do Grilo Falante, o deus Apolo ou Febo.
- Hermes, há muitos dias que eu não recebo
a notícia do meu querido inseto, por isto lhe concebo
a missão de lá no Portal para ver como ele está passando
e se por acaso de minha ajuda estiver precisando,
venha imediatamente trazer-me tal recado
para que este meu querido amigo seja por mim ajudado.
CAPÍTULO X – A VISITA DE HERMES
O deus mensageiro parte para cumprir a sua missão,
mal consegue falar com o grilo porque sua atenção
está voltada para a beleza e formosura da Fada Bel.
Hermes, ao olhar para nova fada, sentiu-se está no céu,
dentro de si está no maior escarcéu
pois no que está vendo não está acreditando:
a encantadora fada intencionalmente está se aproximando...
Deus Hermes, você poderia fazer um grande favor para mim?
Você, fada, quer dar um recado para algum deus? Claro que sim!
CAPÍTULO XI – O RECADO DA FADA BEL
Depois de passar primeiro no Apolo e lhe informar tudo que acontecera,
Hermes entrega à Afrodite o recado que a Fada bel lhe escrevera.
Deusa Afrodite, você que se diz deusa do amor e da beleza,
trago-lhe uma notícia que causará enorme tristeza;
como pode ver está no fim a sua realeza.
Leia este poema que o Grilo Falante fez a mim, Fada Bel,
e se conscientize que o seu reinado já foi pro beleléu.
Quer me encontrar? Estou no mundo da fada,
lá você constatará que sua beleza diante da minha não é nada!
CAPÍTULO XII – A CÓLERA DE AFRODITE
Por Zeus, jamais recebera de alguém tal afronta!
A Fada Bel acredita que é tão bela que está pronta
até para me desafiar! Até um poema do Grilo Falante a fada recebeu!
Deixa-a! Vou agora ao mundo encantado mostrar quem sou eu,
que continuo sendo de todas a mais bela e o meu reinado não morreu!
E esse grilo idiota! Terá que me explicar este poema!
Tomara que deus Apolo não compre as dores do seu amigo,
uma vez que esse inseto está merecendo um belo castigo!
CAPÍTULO XIII - AFRODITE VERSUS FADA BEL
A deusa Afrodite aparece rapidamente no mundo encantado
e mesmo cheio de cólera e com o semblante fechado,
a deusa da beleza era cada vez mais linda em toda plenitude
e a Fada Bel então cheia de atitude
deixa de ser fada e volta a ser bruxa, a madrasta rude
da estória da Branca de Neve e os Sete Anões...
Bruxa convencida! Você só é apresentável assim graças as suas poções
que fazem com que você tenha esta beleza temporária;
se não tomá-las, você se torna a criatura mais ordinária
que existe em toda face do planeta Terra.
Quem é você, ser horrendo, para vir me declarar guerra?
CAPÍTULO XIV – AINDA O DUELO DA BRUXA COM A DEUSA
Como quero um julgamento com toda honestidade
convoco neste momento o seu espelho mágico,pois ele só diz a verdade,
para dizer qual entre nós é a mais formosa, a mais linda
e eu deixo você tomar as suas porções ainda
para que o confronto seja igual, já que estamos na berlinda.
Tomando todas as porções de beleza que trazia consigo
a bruxa má sentiu-se tão confiante e fora de perigo,
ainda mais sendo o juiz o espelho mágico de quem era detentora...
Claro! Tomando todas as poções ficaria mais linda e seria dada como vencedora.
CAPÍTULO XV – A PLATEIA
No mundo das fadas todos estavam bem excitados,
jamais teria acontecido fatos que lhes deixassem tão impressionados
como este que agora que estava acontecendo naquele momento...
Era um duela de beldades que terá o julgamento
de um espelho que não pode falar mentira consoante o encantamento
e todos os presentes querendo saber do resultado,
torcendo, óbvio, para a deusa e não para o ser malvado,
que ela ganhe a competição e derrote de novo a força do mal.
Vamos escritor? Diga para nós quem venceu o duelo afinal?
CAPÍTULO XVI – SUPREMACIA DA AFRODITE
O espelho então solta afinal o veredicto,
não há nenhuma dúvida, disto ele está convicto,
Afrodite é a mais bela de todas as criaturas.
Sinto muito minha rainha, mesmo que lhe traga amarguras
só posso dizer verdades, por mais que elas sejam duras...
outra coisa: a beleza de Afrodite perto da sua está a ano-luz!
Ao ouvir a sentença final, a deusa Afrodite reduz
a bruxa em pó e a espalha na terra co o recado que a megera lhe enviara junto
Da combinação dos dois, a bruxa é transformada num cravo de defunto.
CAPÍTULO XVII – O CASTIGO DO GRILO FALANTE
A deusa Afrodite agora se dirige ao Grilo Falante
e diz ao inseto num tom não só ameaçante:
- Como, seu infeliz, você pode escrever tamanha heresia?
As fadinhas queriam salvar o amigo, porém a magia
delas contra uma deusa poderosa não tinha nenhuma valia...
- Já que você escreve coisas tão lindas e possui uma mente farta
vou castigá-lo transformando-o numa horrorosa lagarta
e quando, a ex-bruxa, o cravo de defunto morrer
novamente num Grilo Falante você voltará ser.
CAPÍTULO XVIII – AS COMPAIXÕES DAS FADINHAS
As fadinhas queriam o cravo de defunto, ex-bruxa, destruir
para que o castigo da Afrodite o grilo pudesse sair,
porém a Fada das Flores não aceitou e interveio
achando que as amiguinhas iriam praticar um gesto feio
de tirar a vida de uma planta que no mundo veio
através da deusa Afrodite. Amigas, não adianta,
como Fada das Flores é meu dever proteger esta planta,
enquanto o Grilo Falante, nosso amigo pequenino,
infelizmente terá que cumprir o seu triste destino.
(O FILHO DA POETISA)
Espelho, espelho meu,
há alguém mais bonita do que eu?
Dê-me a resposta e seja breve!
Não me venha dizer que é Branca de Neve,
afinal muito tempo já se passou
e a beleza da Branca de Neve já acabou,
pois ela é mortal; quanto a mim sempre estou
bela e jovem graças as minhas mágicas poções
que agrada aos meus olhos e dos mais lindos rapagões...
CAPÍTULO II – VICE NA BELEZA DE NOVO!
Sua Alteza, não fique brava comigo,
pois somente é verdade o que lhe digo:
há sim alguém mais bela que você, acredite,
não é Branca de Neve e sim Vênus ou Afrodite.
Por favor, minha rainha, comigo não se irrite!
Este ser é a deusa grega do amor e da beleza
e qualquer deus ou mortal, com certeza,
fica por ela totalmente fascinado
desejando ser dela amante ou namorado.
CAPÍTULO III – O ÓDIO DA RAINHA
Mil diabos! Você me deixou irada, espelho mágico!
A minha vontade é de lhe fazer algo bem trágico
como lhe arremessar com violência esta cadeira,
mas como sei que você não pode falar asneira
tenho que ouvir esta barbaridade, queira ou não queira
e o que é pior: aceitar este absurdo como verdade!
Agora a situação ganhou maior complexidade
pelo fato de ser uma deusa a minha nova adversária;
neste caso não posso cometer nenhuma falha primária.
CAPÍTULO IV – COMO ENTRAR EM CONTATO COM A DEUSA
Que pretensão! Ser deusa da beleza enquanto que a mais bela sou eu!
Se dizer deusa do amor coisa que a muito tempo morreu.
No coração de todo ser da humanidade
atualmente só pensa em materialidade
onde o dinheiro é capaz de tornar real a nossa necessidade...
Espelho mágico! Como faço para encontrar essa talzinha?
Há no Portal dos Sonhos e da Magia, minha rainha,
um Grilo Falante que veio de lá , deste mundo mitológico,
somente ele pode ser a nossa via... é lógico!
CAPÍTULO V – IDEIA MAQUIAVÉLICA
Já que somente o Grilo Falante é a nossa via
terei que mantê-lo vinte quatro horas em vigia
até que arranje um meio de entrar em contato
com a minha inimiga. Aí sim, neste caso, de fato
saberei quando enfrentá-la no momento exato.
Como o Grilo Falante mora com as fadas, me transformarei também numa
e assim não levantarei suspeita nenhuma
da minha real e malvada identidade
e darei ao inseto a minha falsa amizade.
CAPÍTULO VI – A FADA BEL
A bruxa fica bastante feliz com o seu plano cruel,
faz uma poção e a toma, transformando-se numa fada de codinome Bel.
A feiticeira má escolheu este nome não foi em vão
e sim prestar homenagem por quem tem admiração:
Belzebu, que do inferno é o capeta chefão.
Terceiros pensarão que Bel vem da palavra bela,
pois a bruxa virou uma linda fada -caindo no truque dela -
não percebendo nesse nome nenhuma maldade
e continuarão diante da Fada Bel na maior ingenuidade.
CAPÍTULO VII – NO MUNDO DAS FADAS
Com carinho de sempre a nova fada foi assim recebida
com as fadinhas contentes, felizes da vida,
em ter nova amiga no Portal dos Sonhos e Magia.
As fadas perguntaram à Fada Bel se ela gostava de poesia
porque lá no mundo delas tinha alguém que tal texto escrevia .
A Fada Bel mentiu falando que de poemas era amante
e aproveitando este motivo ela fora apresentada ao Grilo Falante
que com naturalidade a presenteou com um poema
exaltando a beleza da mesma como tema.
CAPÍTULO VIII – NA COLA DO GRILO FALANTE
Você quer encontrar a Fada Bel? É só ir atrás do Grilo Falante
que você encontrará a fada de beleza radiante
e ambos entre conversas, declamação de poemas e risadas,
chegando a despertar imenso ciúme nas fadas,
acreditando que o Grilo Falante as haviam abandonadas,
vivendo agora só para a recém-chegada Fada Bel
deixando-as com uma inveja muito cruel
daquela fada que o Grilo Falante não se desgruda;
se o grilo some um pouco, Fada Bel vê na situação como um Deus nos acuda.
CAPÍTULO IX – A MISSÃO DE HERMES
Hermes ou Mercúrio é um deus mensageiro
da mitologia greco-romana. Ele fora enviado pelo companheiro
e protetor do Grilo Falante, o deus Apolo ou Febo.
- Hermes, há muitos dias que eu não recebo
a notícia do meu querido inseto, por isto lhe concebo
a missão de lá no Portal para ver como ele está passando
e se por acaso de minha ajuda estiver precisando,
venha imediatamente trazer-me tal recado
para que este meu querido amigo seja por mim ajudado.
CAPÍTULO X – A VISITA DE HERMES
O deus mensageiro parte para cumprir a sua missão,
mal consegue falar com o grilo porque sua atenção
está voltada para a beleza e formosura da Fada Bel.
Hermes, ao olhar para nova fada, sentiu-se está no céu,
dentro de si está no maior escarcéu
pois no que está vendo não está acreditando:
a encantadora fada intencionalmente está se aproximando...
Deus Hermes, você poderia fazer um grande favor para mim?
Você, fada, quer dar um recado para algum deus? Claro que sim!
CAPÍTULO XI – O RECADO DA FADA BEL
Depois de passar primeiro no Apolo e lhe informar tudo que acontecera,
Hermes entrega à Afrodite o recado que a Fada bel lhe escrevera.
Deusa Afrodite, você que se diz deusa do amor e da beleza,
trago-lhe uma notícia que causará enorme tristeza;
como pode ver está no fim a sua realeza.
Leia este poema que o Grilo Falante fez a mim, Fada Bel,
e se conscientize que o seu reinado já foi pro beleléu.
Quer me encontrar? Estou no mundo da fada,
lá você constatará que sua beleza diante da minha não é nada!
CAPÍTULO XII – A CÓLERA DE AFRODITE
Por Zeus, jamais recebera de alguém tal afronta!
A Fada Bel acredita que é tão bela que está pronta
até para me desafiar! Até um poema do Grilo Falante a fada recebeu!
Deixa-a! Vou agora ao mundo encantado mostrar quem sou eu,
que continuo sendo de todas a mais bela e o meu reinado não morreu!
E esse grilo idiota! Terá que me explicar este poema!
Tomara que deus Apolo não compre as dores do seu amigo,
uma vez que esse inseto está merecendo um belo castigo!
CAPÍTULO XIII - AFRODITE VERSUS FADA BEL
A deusa Afrodite aparece rapidamente no mundo encantado
e mesmo cheio de cólera e com o semblante fechado,
a deusa da beleza era cada vez mais linda em toda plenitude
e a Fada Bel então cheia de atitude
deixa de ser fada e volta a ser bruxa, a madrasta rude
da estória da Branca de Neve e os Sete Anões...
Bruxa convencida! Você só é apresentável assim graças as suas poções
que fazem com que você tenha esta beleza temporária;
se não tomá-las, você se torna a criatura mais ordinária
que existe em toda face do planeta Terra.
Quem é você, ser horrendo, para vir me declarar guerra?
CAPÍTULO XIV – AINDA O DUELO DA BRUXA COM A DEUSA
Como quero um julgamento com toda honestidade
convoco neste momento o seu espelho mágico,pois ele só diz a verdade,
para dizer qual entre nós é a mais formosa, a mais linda
e eu deixo você tomar as suas porções ainda
para que o confronto seja igual, já que estamos na berlinda.
Tomando todas as porções de beleza que trazia consigo
a bruxa má sentiu-se tão confiante e fora de perigo,
ainda mais sendo o juiz o espelho mágico de quem era detentora...
Claro! Tomando todas as poções ficaria mais linda e seria dada como vencedora.
CAPÍTULO XV – A PLATEIA
No mundo das fadas todos estavam bem excitados,
jamais teria acontecido fatos que lhes deixassem tão impressionados
como este que agora que estava acontecendo naquele momento...
Era um duela de beldades que terá o julgamento
de um espelho que não pode falar mentira consoante o encantamento
e todos os presentes querendo saber do resultado,
torcendo, óbvio, para a deusa e não para o ser malvado,
que ela ganhe a competição e derrote de novo a força do mal.
Vamos escritor? Diga para nós quem venceu o duelo afinal?
CAPÍTULO XVI – SUPREMACIA DA AFRODITE
O espelho então solta afinal o veredicto,
não há nenhuma dúvida, disto ele está convicto,
Afrodite é a mais bela de todas as criaturas.
Sinto muito minha rainha, mesmo que lhe traga amarguras
só posso dizer verdades, por mais que elas sejam duras...
outra coisa: a beleza de Afrodite perto da sua está a ano-luz!
Ao ouvir a sentença final, a deusa Afrodite reduz
a bruxa em pó e a espalha na terra co o recado que a megera lhe enviara junto
Da combinação dos dois, a bruxa é transformada num cravo de defunto.
CAPÍTULO XVII – O CASTIGO DO GRILO FALANTE
A deusa Afrodite agora se dirige ao Grilo Falante
e diz ao inseto num tom não só ameaçante:
- Como, seu infeliz, você pode escrever tamanha heresia?
As fadinhas queriam salvar o amigo, porém a magia
delas contra uma deusa poderosa não tinha nenhuma valia...
- Já que você escreve coisas tão lindas e possui uma mente farta
vou castigá-lo transformando-o numa horrorosa lagarta
e quando, a ex-bruxa, o cravo de defunto morrer
novamente num Grilo Falante você voltará ser.
CAPÍTULO XVIII – AS COMPAIXÕES DAS FADINHAS
As fadinhas queriam o cravo de defunto, ex-bruxa, destruir
para que o castigo da Afrodite o grilo pudesse sair,
porém a Fada das Flores não aceitou e interveio
achando que as amiguinhas iriam praticar um gesto feio
de tirar a vida de uma planta que no mundo veio
através da deusa Afrodite. Amigas, não adianta,
como Fada das Flores é meu dever proteger esta planta,
enquanto o Grilo Falante, nosso amigo pequenino,
infelizmente terá que cumprir o seu triste destino.
(O FILHO DA POETISA)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
SONETO PÓS-NATALINO
Espero que o seu natal tenha sido magnífico
assim como maravilhoso natal foi o meu,
pousou sobre os meus um clima pacífico,
também um sagrado amor prevaleceu.
Tive uma linda e bem caprichada ceia
trocamos entre nós os natalinos presentes
a casa da gente querida estava bem cheia
e todos estavam satisfeitos e contentes.
Lembramos de Cristo o principal aniversariante
que é a causa maior de existir este grande dia, o natal
e a Ele nos dirigimos com humildade impressionante
Agradecemos com fé o gesto divino Dele para nós
e pedimos que a paz, o amor, a fé Nele seja uma constante
em nossas vidas e que Ele seja diante de Deus o nosso porta-voz.
(O FILHO DA POETISA)
assim como maravilhoso natal foi o meu,
pousou sobre os meus um clima pacífico,
também um sagrado amor prevaleceu.
Tive uma linda e bem caprichada ceia
trocamos entre nós os natalinos presentes
a casa da gente querida estava bem cheia
e todos estavam satisfeitos e contentes.
Lembramos de Cristo o principal aniversariante
que é a causa maior de existir este grande dia, o natal
e a Ele nos dirigimos com humildade impressionante
Agradecemos com fé o gesto divino Dele para nós
e pedimos que a paz, o amor, a fé Nele seja uma constante
em nossas vidas e que Ele seja diante de Deus o nosso porta-voz.
(O FILHO DA POETISA)
INSEGURANÇA
Vejam só, meto-me em cada enrascada
que ninguém jamais um dia imagina,
não é que no mundo encantado da fada
apareceu –me outra de nome Fada Menina!
Já conversei com deuses, meninos, bruxa malvada...
e agora estou diante desta estranhíssima sina
o que vou conversar com ela se não sei de nada
que passa na mente de uma criança feminina.
O que vou conversar com uma garota?
Estou me sentindo um tremendo idiota
diante desta que pra mim é inusitada situação.
Alguma fada do mundo encantado socorra-me,
não me deixe, por favor, que sobre nós derrame
a ausência total entre eu e ela de comunicação.
(O FILHO DA POETISA)
que ninguém jamais um dia imagina,
não é que no mundo encantado da fada
apareceu –me outra de nome Fada Menina!
Já conversei com deuses, meninos, bruxa malvada...
e agora estou diante desta estranhíssima sina
o que vou conversar com ela se não sei de nada
que passa na mente de uma criança feminina.
O que vou conversar com uma garota?
Estou me sentindo um tremendo idiota
diante desta que pra mim é inusitada situação.
Alguma fada do mundo encantado socorra-me,
não me deixe, por favor, que sobre nós derrame
a ausência total entre eu e ela de comunicação.
(O FILHO DA POETISA)
DEUS E PAPAI NOEL
No mundo da fantasia acredito em Papai Noel,
agora no mundo real acredito em Papai do Céu.
Ao Papai Noel eu peço qualquer tipo de presente,
já ao Papai do Céu peço saúde, paz e fartura pra gente.
O querido Papai do Noel entra em minha casa pela chaminé
e ele só vem no dia de natal quando já estou até sonhando
por sua vez o Papai do céu vem à minha casa pela minha fé
e inclusive todo santo dia quando estou silenciosamente orando.
Papai Noel é um ser mágico, um ser a muito tempo lendário
que reside ternamente no meu belo infantil imaginário
embeleza encantadoramente a minha difícil realidade.
Já o Papai do Céu é real não é nenhuma ficção,
reside divinamente no meu pequenino coração
santificando a minha humilde vida de verdade.
(O FILHO DA POETISA)
agora no mundo real acredito em Papai do Céu.
Ao Papai Noel eu peço qualquer tipo de presente,
já ao Papai do Céu peço saúde, paz e fartura pra gente.
O querido Papai do Noel entra em minha casa pela chaminé
e ele só vem no dia de natal quando já estou até sonhando
por sua vez o Papai do céu vem à minha casa pela minha fé
e inclusive todo santo dia quando estou silenciosamente orando.
Papai Noel é um ser mágico, um ser a muito tempo lendário
que reside ternamente no meu belo infantil imaginário
embeleza encantadoramente a minha difícil realidade.
Já o Papai do Céu é real não é nenhuma ficção,
reside divinamente no meu pequenino coração
santificando a minha humilde vida de verdade.
(O FILHO DA POETISA)
CONHECENDO A FADA LUZ
Vi uma luz vindo justamente para o meu lado.
Não era Fada Mão de Luz, porque o brilho era diferente,
com medo de que fosse algum veículo desgovernado,
claro que saí da direção dessa luz bem rapidamente.
A partir deste momento ouço um riso gostoso encantado
que chega bem rápido nas minhas antenas docemente
além da seguinte voz: Grilo Falante, não fique assustado!
eu sou a Fada Luz e cheguei aqui no Portal recentemente...
Prazer em conhecê-la Fada Luz! Como sabe quem eu sou
se você mesmo diz que Aqui no Portal recentemente chegou?
Por que da desconfiança! Acha que vou lhe fazer algum mal?
Não é nada disso fadinha! Quero saber por que curioso estou!
Olha, Grilo Falante, no mundo encantado isso é supernormal
saber o nome de todos os seres, até de um querido animal.
(O FILHO DA POETISA)
Não era Fada Mão de Luz, porque o brilho era diferente,
com medo de que fosse algum veículo desgovernado,
claro que saí da direção dessa luz bem rapidamente.
A partir deste momento ouço um riso gostoso encantado
que chega bem rápido nas minhas antenas docemente
além da seguinte voz: Grilo Falante, não fique assustado!
eu sou a Fada Luz e cheguei aqui no Portal recentemente...
Prazer em conhecê-la Fada Luz! Como sabe quem eu sou
se você mesmo diz que Aqui no Portal recentemente chegou?
Por que da desconfiança! Acha que vou lhe fazer algum mal?
Não é nada disso fadinha! Quero saber por que curioso estou!
Olha, Grilo Falante, no mundo encantado isso é supernormal
saber o nome de todos os seres, até de um querido animal.
(O FILHO DA POETISA)
SONETO DE NATAL
Hoje não é um dia comum e sim muito especial
é um dia que tem um gesto divino de amor
hoje é simplesmente o lindo dia de natal
dia do nascimento do nosso Salvador.
Só podia mesmo vir do Deus, Nosso Criador,
com a missão de nos livrarmos de todo mal,
por isso a Jesus Cristo sempre damos louvor,
porque sem ele nossa vida seria infernal.
É para Jesus que caminho as minhas orações
que no seu templo sagrado toco e canto canções,
como uma forma de agradecê-lo pelo que fez por nós.
Esforço-me em seguir seus exemplos e cumprir a sua lei
como um humilde súdito se alegra em servir o seu rei...
Em todo lugar que vou tenho a pretensão de ser seu porta-voz!
(O FILHO DA POETISA)
é um dia que tem um gesto divino de amor
hoje é simplesmente o lindo dia de natal
dia do nascimento do nosso Salvador.
Só podia mesmo vir do Deus, Nosso Criador,
com a missão de nos livrarmos de todo mal,
por isso a Jesus Cristo sempre damos louvor,
porque sem ele nossa vida seria infernal.
É para Jesus que caminho as minhas orações
que no seu templo sagrado toco e canto canções,
como uma forma de agradecê-lo pelo que fez por nós.
Esforço-me em seguir seus exemplos e cumprir a sua lei
como um humilde súdito se alegra em servir o seu rei...
Em todo lugar que vou tenho a pretensão de ser seu porta-voz!
(O FILHO DA POETISA)
O PRECAVIDO GRILO FALANTE
Fada Arco-Íris, falo pra você somente agora,
por favor, não entendo isto como desculpa,
pois quando a caixa foi aberta, nesta hora,
sobre você poderia ser jogado a tal culpa.
Para tirar o dela da reta a jovem Pandora
e para livrar do castigo dos deuses o marido seu
ela diria que por você ser estrangeira e de propósito fora
desvendar um segredo que Zeus ao seu amado concedeu.
Você seria acorrentada injustamente no lugar do Prometeu
e uma querida águia de Zeus viria e jamais iria embora
a todo instante surgiria um fígado no lugar deste que a ave comeu
e novamente pousaria sobre você e a águia o novo fígado devora.
Enquanto Pandora seria considerada santa, inocente,
como um ser que jamais desrespeitou a ordem de um deus
a bela mocinha sairia da estória impunemente
sendo ignorado por todos, todos os argumentos meus.
Você então se transformaria num bode expiatório
e a última coisa que você queria era ver a face de Zeus
acredito que durante o julgamento e no interrogatório
ser-lhe-iam imputado todos os pecados que não são seus.
(O FILHO DA POETISA)
por favor, não entendo isto como desculpa,
pois quando a caixa foi aberta, nesta hora,
sobre você poderia ser jogado a tal culpa.
Para tirar o dela da reta a jovem Pandora
e para livrar do castigo dos deuses o marido seu
ela diria que por você ser estrangeira e de propósito fora
desvendar um segredo que Zeus ao seu amado concedeu.
Você seria acorrentada injustamente no lugar do Prometeu
e uma querida águia de Zeus viria e jamais iria embora
a todo instante surgiria um fígado no lugar deste que a ave comeu
e novamente pousaria sobre você e a águia o novo fígado devora.
Enquanto Pandora seria considerada santa, inocente,
como um ser que jamais desrespeitou a ordem de um deus
a bela mocinha sairia da estória impunemente
sendo ignorado por todos, todos os argumentos meus.
Você então se transformaria num bode expiatório
e a última coisa que você queria era ver a face de Zeus
acredito que durante o julgamento e no interrogatório
ser-lhe-iam imputado todos os pecados que não são seus.
(O FILHO DA POETISA)
domingo, 20 de dezembro de 2009
NAS GARRAS DA BRUXA MALVADA
CAPÍTULO I – EIS QUE SURGE A BRUXA
Ouvi dos céus um monte de risada
que me deixou assim transparente,
na mesma hora pedi a Zeus que nada
de ruim acontecesse comigo de repente.
Para completar, a dona da gargalhada
apareceu tão rápido na minha frente;
era uma terrível bruxa pra lá de malvada
e eu olhava para ela assustadoramente.
Não vou lhe matar inseto, fique tranquilo,
é que estou preparando uma nova porção
e nela pede três patinhas de um jovem grilo.
Na mesma hora gelou meu coração.
Pela primeira vez sentira aquilo.
Pensei comigo: estou sem salvação...
CAPÍTULO II – A BRUXA TAMBÉM É VAIDOSA
Uma mulher sempre bonita aparecer deve
faz parte do seu ego sentir-se sempre bela
quero ser mais linda que a madrasta da Branca de Neve
e um rostinho mais jovial do que o da própria Cinderela.
Quero que um príncipe que ao me olhar mesmo de leve
e pense consigo extasiado: nossa,que beleza é aquela!
e por mais que não queira o seu olhar ainda se atreve
ver somente a linda jovem: exclusivamente ela.
Se você fosse igual a mim sentiria na pele o que é ser feia
e os homens ao olharem para você a visão deles odeia,
é triste seu grilo, dói muito, é muito deprimente!
Olha só! Eu devo mesmo estar é variando!
veja só com quem simplesmente estou conversando,
com um ser que é um inseto e não gente!
CAPÍTULO III – ATREVIMENTO DO GRILO FALANTE
O grilo não gostou do comentário da asquerosa senhora
e não aquentando a ofensa, soltou a língua naquele momento:
olha dona bruxa, pede-me desculpa, pois você me ofendeu agora,
eu não sou humano, mas como todo ser vivo tenho sentimento!
A bruxa malvada soltou um berro horrível na hora
que paralisou sincronicamente um forte vento
e falou para o grilo com uma voz ameaçadora:
como pode um grilo cometer tal atrevimento!
Ao ouvir o urro da bruxa o grilo viu o erro que cometera
mas agora já era tarde. Voltara ficar branco como cera
e pelo seu ato terá que aquentar a triste conseqüência.
Inseto sem desconfiômetro! Bichinho mais do que insignificante!
você tem sorte em ser um animal raro, um grilo falante,
se não iria fazê-lo pagar caro pela sua insolência.
CAPÍTULO IV – A PRISÃO DO GRILO
Como você, Grilo Falante, é um animal incomum
não vou usá-lo nessa porção que estou fazendo
não posso desperdiçá-lo de jeito nenhum
se um grilo normal serve para o que estou querendo.
Minhas amigas não acreditarão de modo algum
que eu tenho um raro grilo falante e morrendo
de inveja vão me pedir para vê-lo porque um
grilo falante, para acreditar, só mesmo vendo!
Quer saber de uma coisa! Chega de ladainha!
vamos, não me estressa mais e pule para a caixinha
que agora você é o meu novo e especial ingrediente.
O grilo não obedeceu à bruxa e fugiu desesperadamente,
por ser um animal pequeno, por isto mesmo ter patinha,
o nosso querido inseto não conseguiu ir muito em frente.
CAPÍTULO V – NA CASA DA BRUXA
Chegando a casa, a bruxa colocou o Grilo Falante numa dispensa
onde só havia mesmo animais raros e bem exóticos
animais que de tão incomum ninguém neles pensa
inclusive há alguns que são dos mundos mitológicos.
Que chato! O mundo encantado não tem imprensa!
Os animais quando somem podem estar em circos, zoológicos,
ou até na casa de uma malvada bruxa dentro de uma dispensa,
ou então em outros lugares ainda mais ilógicos.
Os animais que estavam na dispensa, todos enfeitiçados,
ficavam lá dentro parecendo estátuas, paralisados,
exceto o Grilo Falante, pois ele ainda não fora exibido
para outras bruxas ficarem com muita inveja
a tal ponto que diante deste pecado capital
as malvadas iriam ficar que é só brotoeja.
CAPÍTULO VI – O PLANO DO GRILO FALANTE
A bruxa malvada chamou tudo que é coleguinha
e elas vieram para verem e ouvirem um grilo que fala,
porém o Grilo montou um plano de não falar nadinha
e diante de todas as bruxas que apareceram o grilo se cala.
A bruxa malvada parece que no corpo o diabo tinha
vendo a mudez do Grilo e as desconfianças das amigas em sua sala
soltou cada palavrão cabeludo que na sua boca continha
palavra feia essa que nenhuma pessoa ousaria pronunciá-la.
As bruxas visitantes com a cena patética ficaram irritadas
vendo que o grilo não falava chamaram a amiga de loroteira
e não acreditaram que o Grilo viera do mundo das fadas.
Amigas bruxas, você estão sendo é muito bem enganadas!
Este grilo falante só pode estar conosco de brincadeira
se ele continuar assim, nele, várias pragas por mim serão rogadas.
CAPÍTULO VII – A DECEPÇÃO DAS BRUXAS
Mesmo sentindo o seu coraçãozinho pra lá de apertado
e sabendo que a bruxa má estava cada vez mais irada
o Grilo falante continuou o seu plano calado;
por mais que as bruxas insistissem, ele não dizia nada.
Acreditando que aquilo fora um caso mal simulado
e que a mentira agora foi completamente desmascarada,
cada bruxa pegou a sua vassoura e saiu voando cada um para o seu lado
deixando em casa a amiga bruxa má ainda mais desconsolada.
Depois de ter passado por todo aquele cruel vexame
a bruxa malvada resolver fazer da consciência um exame
e chega tristemente na seguinte conclusão...
Quer saber de uma coisa: tive mesmo foi uma alucinação!
espero que o que aconteceu aqui não me difame
no mundo da bruxaria. Diabos! Que situação!
CAPÍTULO VIII – VOLTANDO PARA CASA
Eu já arranjei um outro grilo. O que fazer com este?
Ah, já sei! Pegou o Grilo Falante e o jogou pela janela.
Vai embora! Não quero vê-lo mais na minha vida, peste!
Percebendo que já ganhara a rua o Grilo passou o sebo na canela.
Para onde o focinho apontou, foi; não querendo saber se era norte ou leste...
só queria sair dali e daquela bruxa também queria esquecê-la
mas o medo do inseto estava ainda fresquinho no corpo deste
e ele temia que a noite , no seu sonho, o acontecido trouxesse sequela.
E o Grilo Falante só parou quando se sentiu em segurança,
pois já tinha chegado ao portal dos Sonhos e da magia,
então encosta na árvore e todo esbaforido senta e descansa.
Nossa meu pai! Como foi apavorante hoje o meu dia!
ainda bem que não perdi em momento algum a esperança
de sair daquela situação que tanto me afligia.
(O FILHO DA POETISA)
Ouvi dos céus um monte de risada
que me deixou assim transparente,
na mesma hora pedi a Zeus que nada
de ruim acontecesse comigo de repente.
Para completar, a dona da gargalhada
apareceu tão rápido na minha frente;
era uma terrível bruxa pra lá de malvada
e eu olhava para ela assustadoramente.
Não vou lhe matar inseto, fique tranquilo,
é que estou preparando uma nova porção
e nela pede três patinhas de um jovem grilo.
Na mesma hora gelou meu coração.
Pela primeira vez sentira aquilo.
Pensei comigo: estou sem salvação...
CAPÍTULO II – A BRUXA TAMBÉM É VAIDOSA
Uma mulher sempre bonita aparecer deve
faz parte do seu ego sentir-se sempre bela
quero ser mais linda que a madrasta da Branca de Neve
e um rostinho mais jovial do que o da própria Cinderela.
Quero que um príncipe que ao me olhar mesmo de leve
e pense consigo extasiado: nossa,que beleza é aquela!
e por mais que não queira o seu olhar ainda se atreve
ver somente a linda jovem: exclusivamente ela.
Se você fosse igual a mim sentiria na pele o que é ser feia
e os homens ao olharem para você a visão deles odeia,
é triste seu grilo, dói muito, é muito deprimente!
Olha só! Eu devo mesmo estar é variando!
veja só com quem simplesmente estou conversando,
com um ser que é um inseto e não gente!
CAPÍTULO III – ATREVIMENTO DO GRILO FALANTE
O grilo não gostou do comentário da asquerosa senhora
e não aquentando a ofensa, soltou a língua naquele momento:
olha dona bruxa, pede-me desculpa, pois você me ofendeu agora,
eu não sou humano, mas como todo ser vivo tenho sentimento!
A bruxa malvada soltou um berro horrível na hora
que paralisou sincronicamente um forte vento
e falou para o grilo com uma voz ameaçadora:
como pode um grilo cometer tal atrevimento!
Ao ouvir o urro da bruxa o grilo viu o erro que cometera
mas agora já era tarde. Voltara ficar branco como cera
e pelo seu ato terá que aquentar a triste conseqüência.
Inseto sem desconfiômetro! Bichinho mais do que insignificante!
você tem sorte em ser um animal raro, um grilo falante,
se não iria fazê-lo pagar caro pela sua insolência.
CAPÍTULO IV – A PRISÃO DO GRILO
Como você, Grilo Falante, é um animal incomum
não vou usá-lo nessa porção que estou fazendo
não posso desperdiçá-lo de jeito nenhum
se um grilo normal serve para o que estou querendo.
Minhas amigas não acreditarão de modo algum
que eu tenho um raro grilo falante e morrendo
de inveja vão me pedir para vê-lo porque um
grilo falante, para acreditar, só mesmo vendo!
Quer saber de uma coisa! Chega de ladainha!
vamos, não me estressa mais e pule para a caixinha
que agora você é o meu novo e especial ingrediente.
O grilo não obedeceu à bruxa e fugiu desesperadamente,
por ser um animal pequeno, por isto mesmo ter patinha,
o nosso querido inseto não conseguiu ir muito em frente.
CAPÍTULO V – NA CASA DA BRUXA
Chegando a casa, a bruxa colocou o Grilo Falante numa dispensa
onde só havia mesmo animais raros e bem exóticos
animais que de tão incomum ninguém neles pensa
inclusive há alguns que são dos mundos mitológicos.
Que chato! O mundo encantado não tem imprensa!
Os animais quando somem podem estar em circos, zoológicos,
ou até na casa de uma malvada bruxa dentro de uma dispensa,
ou então em outros lugares ainda mais ilógicos.
Os animais que estavam na dispensa, todos enfeitiçados,
ficavam lá dentro parecendo estátuas, paralisados,
exceto o Grilo Falante, pois ele ainda não fora exibido
para outras bruxas ficarem com muita inveja
a tal ponto que diante deste pecado capital
as malvadas iriam ficar que é só brotoeja.
CAPÍTULO VI – O PLANO DO GRILO FALANTE
A bruxa malvada chamou tudo que é coleguinha
e elas vieram para verem e ouvirem um grilo que fala,
porém o Grilo montou um plano de não falar nadinha
e diante de todas as bruxas que apareceram o grilo se cala.
A bruxa malvada parece que no corpo o diabo tinha
vendo a mudez do Grilo e as desconfianças das amigas em sua sala
soltou cada palavrão cabeludo que na sua boca continha
palavra feia essa que nenhuma pessoa ousaria pronunciá-la.
As bruxas visitantes com a cena patética ficaram irritadas
vendo que o grilo não falava chamaram a amiga de loroteira
e não acreditaram que o Grilo viera do mundo das fadas.
Amigas bruxas, você estão sendo é muito bem enganadas!
Este grilo falante só pode estar conosco de brincadeira
se ele continuar assim, nele, várias pragas por mim serão rogadas.
CAPÍTULO VII – A DECEPÇÃO DAS BRUXAS
Mesmo sentindo o seu coraçãozinho pra lá de apertado
e sabendo que a bruxa má estava cada vez mais irada
o Grilo falante continuou o seu plano calado;
por mais que as bruxas insistissem, ele não dizia nada.
Acreditando que aquilo fora um caso mal simulado
e que a mentira agora foi completamente desmascarada,
cada bruxa pegou a sua vassoura e saiu voando cada um para o seu lado
deixando em casa a amiga bruxa má ainda mais desconsolada.
Depois de ter passado por todo aquele cruel vexame
a bruxa malvada resolver fazer da consciência um exame
e chega tristemente na seguinte conclusão...
Quer saber de uma coisa: tive mesmo foi uma alucinação!
espero que o que aconteceu aqui não me difame
no mundo da bruxaria. Diabos! Que situação!
CAPÍTULO VIII – VOLTANDO PARA CASA
Eu já arranjei um outro grilo. O que fazer com este?
Ah, já sei! Pegou o Grilo Falante e o jogou pela janela.
Vai embora! Não quero vê-lo mais na minha vida, peste!
Percebendo que já ganhara a rua o Grilo passou o sebo na canela.
Para onde o focinho apontou, foi; não querendo saber se era norte ou leste...
só queria sair dali e daquela bruxa também queria esquecê-la
mas o medo do inseto estava ainda fresquinho no corpo deste
e ele temia que a noite , no seu sonho, o acontecido trouxesse sequela.
E o Grilo Falante só parou quando se sentiu em segurança,
pois já tinha chegado ao portal dos Sonhos e da magia,
então encosta na árvore e todo esbaforido senta e descansa.
Nossa meu pai! Como foi apavorante hoje o meu dia!
ainda bem que não perdi em momento algum a esperança
de sair daquela situação que tanto me afligia.
(O FILHO DA POETISA)
A VIAGEM DA FADA ARCO-ÍRIS
CAPÍTULO I – O DESEJO
Quer saber de uma coisa, Grilo Falante!
Quando você fala do mundo mitológico
considero esse assunto tão interessante,
sinto uma enorme vontade de ir lá, lógico,
não para morar e sim como uma visitante;
se isto um dia acontecer será algo incrível,
mas quando isto mesmo será possível?
CAPÍTULO II – O CONVITE DO GRILO FALANTE
E o Grilo Falante ouvindo tudo sem perder nada
disse com tranqüilidade à sua amiga sem demora:
se você que ir mesmo ao Monte Olimpo, minha fada,
nós podemos ir já, neste instante e quero dizer agora;
Como já lhe disse, lá eu sou muito bem respeitado,
posso entrar e sair do Olimpo a qualquer hora
que eu bem quiser, levando ou não convidado.
CAPÍTULO III - A FADA SE MOSTRA SURPRESA
Nossa Grilo, você me pegou assim de supetão
que eu não sei o que dizer! Ora Fada, diga sim...
Tá bom, vou só pegar minha varinha de condão!
Nossa! Que legal! Eu estou mesmo muito a fim
de conhecer o local de onde você, amigo, veio
e pelo que me fala, deve ser lindo e não feio.
CAPÍTULO IV – A VIAGEM
É claro que foi somente através de magia
que os dois puderam fazer a tal viagem
entrando já no universo da mitologia.
Através de uma secreta e estranha passagem
que o Grilo Falante acidentalmente havia achado
permitiram eles irem a um outro mundo encantado.
CAPÍTULO V – A SEGUNDA SURPRESA DA FADA ARCO-ÍRIS
Chegando lá na morada dos deuses, outra surpresa
teve a nossa querida amiga Fada Arco - Íris.
Ela fora apresentada à uma deusa de igual beleza
que é a mensageira dos deuses gregos, chamada Íris.
Que tem as duas em comum que não falei até agora?
Elas são mestras em colocar o arco-íris no céu fora a fora.
CAPÍTULO VI – A DEUSA ARCO –ÍRIS
Toda vez que olhar pro céu e ver um arco-íris no ar
é sinal que tenho mensagem de uma das divindades
para um outro deus ou um ser humano a levar.
Ás vezes são recados para trazer a eles felicidades
ou então um outro recadinho simples qualquer.
Há outro deus mensageiro, mas a esposa de Zeus,
chamada Hera, prefere mesmo os serviços meus
acredito pelo fato de ser igual a ela: mulher.
CAPÍTULO VII - A CONVERSA DA DEUSA COM A FADA
Era bonita a cena: uma deusa conversando com uma fada
e o papo entre as duas era longo e muito descontraído
e de vez em quando ouvia-se bem alto uma risaiada,
pareciam que as duas antes já haviam se conhecido.
Falaram de si mesmas e não havendo nada mais interessante
foram falar de mim, o amigo de ambas: Grilo Falante.
CAPÍTULO VIII – GRILO FALANTE NA BERLINDA
Ainda bem que os insetos não possuem orelhas,
nós temos antenas que fazem o papel de ouvido
porque senão ,elas iam ficar bastante vermelhas
e se falaram só bem de mim, eu realmente duvido!
Para os deuses eu tenho um grande defeito:
o meu desconfiômetro não funciona direito.
CAPÍTULO IX – O GRILO AINDA NA BERLINDA
Por causa disso me meto em várias enrascadas
e o que é pior, levo comigo os que estão perto de mim
você não vê aquele caso do sumiço das fadas...
os deuses sabiam que eu fora o pivô da estória sim.
A Fada Arco-Íris não disse nada para me defender
e a minha anteninha estava prestes a derreter.
CAPÍTULO X - O GUIA TURÍSTICO GRILO FALANTE
Depois de ambas conversarem bastante sem a boca ressecar
levei a Fada Arco – Íris para outros lugares conhecer
Que pena! Só o inferno para ela não pude mostrar
porque esta gentileza, o deus Hades,o deus de lá,
não concordou e sem a permissão dele não dá.
E não adianta! Uma vez que ele não quis conceder,
nem mesmo os deuses entram no lá sem a sua permissão;
caso aconteça, eternamente no inferno eles também ficarão.
CAPÍTULO XI – DE VOLTA PRA CASA
Depois de ter procedido como um excelente guia
e de ver a minha amiga satisfeita com a viagem
retornamos ao Portal do Mundo dos Sonhos e Magia
através da mesma e já por conhecida passagem.
Depois de estar em casa com a expressão fascinada
a Fada Arco-Íris deu-me um beijo doce no rosto
e soltou com um lindo sorriso e um agradável gosto
me disse: amigo grilante, muito, mas muito obrigada.
(O FILHO DA POETISA)
Quer saber de uma coisa, Grilo Falante!
Quando você fala do mundo mitológico
considero esse assunto tão interessante,
sinto uma enorme vontade de ir lá, lógico,
não para morar e sim como uma visitante;
se isto um dia acontecer será algo incrível,
mas quando isto mesmo será possível?
CAPÍTULO II – O CONVITE DO GRILO FALANTE
E o Grilo Falante ouvindo tudo sem perder nada
disse com tranqüilidade à sua amiga sem demora:
se você que ir mesmo ao Monte Olimpo, minha fada,
nós podemos ir já, neste instante e quero dizer agora;
Como já lhe disse, lá eu sou muito bem respeitado,
posso entrar e sair do Olimpo a qualquer hora
que eu bem quiser, levando ou não convidado.
CAPÍTULO III - A FADA SE MOSTRA SURPRESA
Nossa Grilo, você me pegou assim de supetão
que eu não sei o que dizer! Ora Fada, diga sim...
Tá bom, vou só pegar minha varinha de condão!
Nossa! Que legal! Eu estou mesmo muito a fim
de conhecer o local de onde você, amigo, veio
e pelo que me fala, deve ser lindo e não feio.
CAPÍTULO IV – A VIAGEM
É claro que foi somente através de magia
que os dois puderam fazer a tal viagem
entrando já no universo da mitologia.
Através de uma secreta e estranha passagem
que o Grilo Falante acidentalmente havia achado
permitiram eles irem a um outro mundo encantado.
CAPÍTULO V – A SEGUNDA SURPRESA DA FADA ARCO-ÍRIS
Chegando lá na morada dos deuses, outra surpresa
teve a nossa querida amiga Fada Arco - Íris.
Ela fora apresentada à uma deusa de igual beleza
que é a mensageira dos deuses gregos, chamada Íris.
Que tem as duas em comum que não falei até agora?
Elas são mestras em colocar o arco-íris no céu fora a fora.
CAPÍTULO VI – A DEUSA ARCO –ÍRIS
Toda vez que olhar pro céu e ver um arco-íris no ar
é sinal que tenho mensagem de uma das divindades
para um outro deus ou um ser humano a levar.
Ás vezes são recados para trazer a eles felicidades
ou então um outro recadinho simples qualquer.
Há outro deus mensageiro, mas a esposa de Zeus,
chamada Hera, prefere mesmo os serviços meus
acredito pelo fato de ser igual a ela: mulher.
CAPÍTULO VII - A CONVERSA DA DEUSA COM A FADA
Era bonita a cena: uma deusa conversando com uma fada
e o papo entre as duas era longo e muito descontraído
e de vez em quando ouvia-se bem alto uma risaiada,
pareciam que as duas antes já haviam se conhecido.
Falaram de si mesmas e não havendo nada mais interessante
foram falar de mim, o amigo de ambas: Grilo Falante.
CAPÍTULO VIII – GRILO FALANTE NA BERLINDA
Ainda bem que os insetos não possuem orelhas,
nós temos antenas que fazem o papel de ouvido
porque senão ,elas iam ficar bastante vermelhas
e se falaram só bem de mim, eu realmente duvido!
Para os deuses eu tenho um grande defeito:
o meu desconfiômetro não funciona direito.
CAPÍTULO IX – O GRILO AINDA NA BERLINDA
Por causa disso me meto em várias enrascadas
e o que é pior, levo comigo os que estão perto de mim
você não vê aquele caso do sumiço das fadas...
os deuses sabiam que eu fora o pivô da estória sim.
A Fada Arco-Íris não disse nada para me defender
e a minha anteninha estava prestes a derreter.
CAPÍTULO X - O GUIA TURÍSTICO GRILO FALANTE
Depois de ambas conversarem bastante sem a boca ressecar
levei a Fada Arco – Íris para outros lugares conhecer
Que pena! Só o inferno para ela não pude mostrar
porque esta gentileza, o deus Hades,o deus de lá,
não concordou e sem a permissão dele não dá.
E não adianta! Uma vez que ele não quis conceder,
nem mesmo os deuses entram no lá sem a sua permissão;
caso aconteça, eternamente no inferno eles também ficarão.
CAPÍTULO XI – DE VOLTA PRA CASA
Depois de ter procedido como um excelente guia
e de ver a minha amiga satisfeita com a viagem
retornamos ao Portal do Mundo dos Sonhos e Magia
através da mesma e já por conhecida passagem.
Depois de estar em casa com a expressão fascinada
a Fada Arco-Íris deu-me um beijo doce no rosto
e soltou com um lindo sorriso e um agradável gosto
me disse: amigo grilante, muito, mas muito obrigada.
(O FILHO DA POETISA)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
FOFOCA NATALINA
O que você vai me contar que eu não sei?
Contaram-me jurando que Papai Noel é gay
e que no natal sai frajola rodeado de veadinho!
Que isto cara,não fale assim do Bom Velhinho!
Para lhe dizer a verdade bem que eu suspeitei:
aquela roupa dele, vermelho bem cheguei,
vive sem mulher , filhos, parecendo sozinho
e igual Branca de Neve é rodeado de anãozinho.
Nossa cara, como a sua língua é muito perigosa!
Como pode falar assim de uma pessoa tão bondosa!
Tudo que você falou, cara, foi uma tremenda asneira!
Na verdade sou eu que contarei para você um segredo!
O Papai Noel não tem filhos não por ter uma companheira
e sim porque o saco que o Bom Velhinho tem é de brinquedo.
(O FILHO DA POETISA)
Contaram-me jurando que Papai Noel é gay
e que no natal sai frajola rodeado de veadinho!
Que isto cara,não fale assim do Bom Velhinho!
Para lhe dizer a verdade bem que eu suspeitei:
aquela roupa dele, vermelho bem cheguei,
vive sem mulher , filhos, parecendo sozinho
e igual Branca de Neve é rodeado de anãozinho.
Nossa cara, como a sua língua é muito perigosa!
Como pode falar assim de uma pessoa tão bondosa!
Tudo que você falou, cara, foi uma tremenda asneira!
Na verdade sou eu que contarei para você um segredo!
O Papai Noel não tem filhos não por ter uma companheira
e sim porque o saco que o Bom Velhinho tem é de brinquedo.
(O FILHO DA POETISA)
TROCADILHO À ROSE FURTADO
Quem furtou a bela rosa daquele jardim?
E fez isto para atingir qual fim?
Será que a planta foi roubada
para ser entre à pessoa amada?
Será que a rosa foi pega por uma gente
para que fosse enfeitado o seu ambiente?
Será que a rosa foi retirada em nome da ciência
servindo no laboratório à alguma importante experiência?
Será que a rosa do jardim foi levada por alguém
com a intenção de suavizar a ida daquele para o além?
Olha só que gesto bem encantador!
A rosa foi despojada do jardim pelo meu amor.
Ela me entregou a flor com toda sua paixão;
e sabe o que fiz com a rosa? Plantei-a no meu coração!
(O FILHO DA POETISA)
E fez isto para atingir qual fim?
Será que a planta foi roubada
para ser entre à pessoa amada?
Será que a rosa foi pega por uma gente
para que fosse enfeitado o seu ambiente?
Será que a rosa foi retirada em nome da ciência
servindo no laboratório à alguma importante experiência?
Será que a rosa do jardim foi levada por alguém
com a intenção de suavizar a ida daquele para o além?
Olha só que gesto bem encantador!
A rosa foi despojada do jardim pelo meu amor.
Ela me entregou a flor com toda sua paixão;
e sabe o que fiz com a rosa? Plantei-a no meu coração!
(O FILHO DA POETISA)
RESOLUÇÃO DO SUMIÇO DAS FADAS
CAPÍTULO I – SHERLOCK HOLMES
Meu amigo inseto, Grilo Falante,
apesar de o caso ser muito intrigante
mas lamento muito em entristecê-lo,
pois o sumiço das fadas... não conseguirei resolvê-lo!
Por mais que eu use o raciocínio lógico
o fato, para o meu intelecto, é ilógico
e com isto não consigo obter a solução
do problema. Lamento causar-lhe tal decepção,
porém sou humano e como você sou mortal;
concluí-lo... só através de alguém que conheça o sobrenatural.
CAPÍTULO II – O MAGO MERLIN
Meu amigo Grilo! Meu amigo Grilo!
A notícia que lhe trago não vai deixá-lo tranquilo.
Sinto muito, amigo, por lhe aborrecer,
Todavia o sumiço das fadas não consigo resolver.
A minha magia só tem efeito no mundo dos mortais ou fantástico
e esse caso parece pra lá de drástico,
parece-me estar relacionado a alguma divindade
causando, portanto, em mim a incapacidade
de resolver este problema. Mais uma vez eu lamento,
contudo você pode contar comigo num outro momento.
Bye, bye. Vou para o meu mundo; o meu aposento.
CAPÍTULO III – O GRILO FALANTE
Inveja entre fadas por receberem os meus textos...
Já fiz vários outros poemas e elas não mudaram de contextos.
você precisa ver! Fiz cada poesia mais linda
para trazer as fadas e elas continuam sumidas ainda.
Até a menininha que encontrei chorando triste
por perder a sua fada disse para mim: Grilo, desiste!
Mas lá no fundo da minha alma ainda persiste
que a solução para o sumiço das fadas ainda existe.
CAPÍTULO IV – O SUCESSO DA DEUSA DIANA
Ouvindo a voz de Diana, nem olhei para ela por estar chateado.
Meu amigo Grilo, o sumiço das fadas já está solucionado.
Deusa Diana! Como é que é? Você resolveu o caso?!
Disse eu ainda descrente. Sim! Elas estavam no Monte Parnaso.
Ao escutar isto na mesma hora chorei e saí me beliscando
para ter a plena certeza de que não estava sonhando.
Enfiei com cuidado a minha pata no meu ouvido
para ter certeza de que ele não estava entupido
e o que eu escutara, não era uma ilusão que eu tinha tido.
Ao ver em mim um certo grau de desconfiança
Misturada com uma alegria incontida de criança
ela falou: Grilo, sinto em você uma grande satisfação,
mas agora contenha-se! Ouça-me com atenção!
CAPÍTULO V – A VILÃ DA ESTÓRIA
Pensei comigo: o que aconteceu de diferente
neste mundo encantado? Um grilo de repente
surge e não sendo possuidor de nenhuma magia
dispara a escrever todo tipo de poesia
e deste talento lhe concedido pelo meu irmão abusa
Sem invocar para a inspiração se quer Erato, a musa
da poesia; ela ficou bastante enciumada
e armou um plano de raptar fada por fada
levando-as para o Monte Parnaso, uma mitológica região,
onde os poetas convivem com as musas para ter inspiração
e obter cada vez mais belas poesias: poesia atrás de poesia.
CAPÍTULO VI – AS FADAS NO MONTE PARNASO
Lá com as fadas os poetas eram inspirados a escrever elegia,
que é um poema que só fala de tristeza, de agonia.
Há uma elegia chamada de nênia ou epicédio
que é um excelente e verdadeiro remédio
para levar qualquer um a sentir um terrível tédio,
pois fala da tristeza causada pela morte ou coisa e tal;
com este tipo de poesia as fadas iam se sentido mal.
Também os poetas escreviam outro tipo de elegia
Cujo o tema é uma profunda e enorme melancolia
Em diversas coisas, chamado de endecha ou romancilho.
Com tanta tristeza em versos as fadas foram perdendo o brilho.
CAPÍTULO VII – O DESENCANTO DAS FADAS
Sabe, o que enfraquece muito mesmo qualquer fada
é não acreditar nela e deixá-la bem impressionada
em saber que há tristeza, pois isto não existe aqui nesta terra encantada.
e desde jeito maldoso a fada, pobrezinha,
vai ficando no Monte Parnaso sem qualquer energia
e por isto então para ela não havia
meios de fugir do monte onde se faz poesia.
É como se fosse uma verdadeira lavagem cerebral
deixando as fadas num completo baixo-astral.
CAPÍTULO VIII – O CASTIGO DE ERATO, A MUSA DA POESIA
Puxa vida! Que plano mais mirabolante!
por isto que Sherlock não conseguiu ir adiante
no caso. E o coitado do mago Merlin então...
no mundo da mitologia a mágica dele não funciona não!
Acredito que as outras musas não falaram nada da intriga
em respeito e por medo de perder a Erato como amiga.
E agora? O que vai acontecer com musa malvada?
Como castigo Erato vai virar uma fada
e vai ter como afilhado um menino bem malvado,
que com certeza irá trazê-la de canto chorado
e o castigo só cessará quando esse menino for transformado
num garoto bonzinho, de bom caráter e bem – educado.
CAPÍTULO IX – A RECUPERAÇÃO DAS FADAS
Para que as fadinhas recuperassem suas energias
Apolo mandou outras musas vir recolher suas lindas poesias
que você carinhosamente escreveu para elas,
ao ouvir os seus versos, as fadas tornaram-se novamente belas
e em alguns minutos elas voltaram ao seu normal:
alegres, encantadoras, iluminadas, num maior alto-astral.
Agora aguarde que as fadas já estão de volta, a caminho...
O Grilo Falante então virou para a menina triste com jeitinho:
fique alegre que sua fada já está voltando, meu benzinho!
CAPÍTULO X – AGRADECIMENTO A DEUSA DIANA
Diana, como eu e as fadas poderemos lhe agradecer?
Bem! Você continue escrevendo cada vez mais poesia
fazendo com que meu irmão tenha a cada dia
o orgulho de ser o seu eterno protetor.
Quanto as fadinhas... que elas continuem com amor
espalhando alegria, esperança e solidariedade
a todos os humanos, não só crianças, que na verdade
precisarem dessas energias delas para encarar a realidade.
(O FILHO DA POETISA)
Meu amigo inseto, Grilo Falante,
apesar de o caso ser muito intrigante
mas lamento muito em entristecê-lo,
pois o sumiço das fadas... não conseguirei resolvê-lo!
Por mais que eu use o raciocínio lógico
o fato, para o meu intelecto, é ilógico
e com isto não consigo obter a solução
do problema. Lamento causar-lhe tal decepção,
porém sou humano e como você sou mortal;
concluí-lo... só através de alguém que conheça o sobrenatural.
CAPÍTULO II – O MAGO MERLIN
Meu amigo Grilo! Meu amigo Grilo!
A notícia que lhe trago não vai deixá-lo tranquilo.
Sinto muito, amigo, por lhe aborrecer,
Todavia o sumiço das fadas não consigo resolver.
A minha magia só tem efeito no mundo dos mortais ou fantástico
e esse caso parece pra lá de drástico,
parece-me estar relacionado a alguma divindade
causando, portanto, em mim a incapacidade
de resolver este problema. Mais uma vez eu lamento,
contudo você pode contar comigo num outro momento.
Bye, bye. Vou para o meu mundo; o meu aposento.
CAPÍTULO III – O GRILO FALANTE
Inveja entre fadas por receberem os meus textos...
Já fiz vários outros poemas e elas não mudaram de contextos.
você precisa ver! Fiz cada poesia mais linda
para trazer as fadas e elas continuam sumidas ainda.
Até a menininha que encontrei chorando triste
por perder a sua fada disse para mim: Grilo, desiste!
Mas lá no fundo da minha alma ainda persiste
que a solução para o sumiço das fadas ainda existe.
CAPÍTULO IV – O SUCESSO DA DEUSA DIANA
Ouvindo a voz de Diana, nem olhei para ela por estar chateado.
Meu amigo Grilo, o sumiço das fadas já está solucionado.
Deusa Diana! Como é que é? Você resolveu o caso?!
Disse eu ainda descrente. Sim! Elas estavam no Monte Parnaso.
Ao escutar isto na mesma hora chorei e saí me beliscando
para ter a plena certeza de que não estava sonhando.
Enfiei com cuidado a minha pata no meu ouvido
para ter certeza de que ele não estava entupido
e o que eu escutara, não era uma ilusão que eu tinha tido.
Ao ver em mim um certo grau de desconfiança
Misturada com uma alegria incontida de criança
ela falou: Grilo, sinto em você uma grande satisfação,
mas agora contenha-se! Ouça-me com atenção!
CAPÍTULO V – A VILÃ DA ESTÓRIA
Pensei comigo: o que aconteceu de diferente
neste mundo encantado? Um grilo de repente
surge e não sendo possuidor de nenhuma magia
dispara a escrever todo tipo de poesia
e deste talento lhe concedido pelo meu irmão abusa
Sem invocar para a inspiração se quer Erato, a musa
da poesia; ela ficou bastante enciumada
e armou um plano de raptar fada por fada
levando-as para o Monte Parnaso, uma mitológica região,
onde os poetas convivem com as musas para ter inspiração
e obter cada vez mais belas poesias: poesia atrás de poesia.
CAPÍTULO VI – AS FADAS NO MONTE PARNASO
Lá com as fadas os poetas eram inspirados a escrever elegia,
que é um poema que só fala de tristeza, de agonia.
Há uma elegia chamada de nênia ou epicédio
que é um excelente e verdadeiro remédio
para levar qualquer um a sentir um terrível tédio,
pois fala da tristeza causada pela morte ou coisa e tal;
com este tipo de poesia as fadas iam se sentido mal.
Também os poetas escreviam outro tipo de elegia
Cujo o tema é uma profunda e enorme melancolia
Em diversas coisas, chamado de endecha ou romancilho.
Com tanta tristeza em versos as fadas foram perdendo o brilho.
CAPÍTULO VII – O DESENCANTO DAS FADAS
Sabe, o que enfraquece muito mesmo qualquer fada
é não acreditar nela e deixá-la bem impressionada
em saber que há tristeza, pois isto não existe aqui nesta terra encantada.
e desde jeito maldoso a fada, pobrezinha,
vai ficando no Monte Parnaso sem qualquer energia
e por isto então para ela não havia
meios de fugir do monte onde se faz poesia.
É como se fosse uma verdadeira lavagem cerebral
deixando as fadas num completo baixo-astral.
CAPÍTULO VIII – O CASTIGO DE ERATO, A MUSA DA POESIA
Puxa vida! Que plano mais mirabolante!
por isto que Sherlock não conseguiu ir adiante
no caso. E o coitado do mago Merlin então...
no mundo da mitologia a mágica dele não funciona não!
Acredito que as outras musas não falaram nada da intriga
em respeito e por medo de perder a Erato como amiga.
E agora? O que vai acontecer com musa malvada?
Como castigo Erato vai virar uma fada
e vai ter como afilhado um menino bem malvado,
que com certeza irá trazê-la de canto chorado
e o castigo só cessará quando esse menino for transformado
num garoto bonzinho, de bom caráter e bem – educado.
CAPÍTULO IX – A RECUPERAÇÃO DAS FADAS
Para que as fadinhas recuperassem suas energias
Apolo mandou outras musas vir recolher suas lindas poesias
que você carinhosamente escreveu para elas,
ao ouvir os seus versos, as fadas tornaram-se novamente belas
e em alguns minutos elas voltaram ao seu normal:
alegres, encantadoras, iluminadas, num maior alto-astral.
Agora aguarde que as fadas já estão de volta, a caminho...
O Grilo Falante então virou para a menina triste com jeitinho:
fique alegre que sua fada já está voltando, meu benzinho!
CAPÍTULO X – AGRADECIMENTO A DEUSA DIANA
Diana, como eu e as fadas poderemos lhe agradecer?
Bem! Você continue escrevendo cada vez mais poesia
fazendo com que meu irmão tenha a cada dia
o orgulho de ser o seu eterno protetor.
Quanto as fadinhas... que elas continuem com amor
espalhando alegria, esperança e solidariedade
a todos os humanos, não só crianças, que na verdade
precisarem dessas energias delas para encarar a realidade.
(O FILHO DA POETISA)
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