Que foi menina? Por que você está chorando?
É que eu quero a minha mãe?
Como é que chama a sua mãe?
Minha mãe chama ... MÃE!
Não é isso, menina!
Eu me chamo Paulo.
Como você se chama?
Meu nome é Graciela.
Beleza, Graciela!
Agora me diz, queridinha!
Qual é o nome de sua mãezinha?
Minha mãezinha se chama... MÃE!
Não tem outro nome a não ser ...MÃE!
Meu nome é Íris.
Eu passeava com meu sorriso de boneca,
embelezando a rua como se fosse festa.
Eu tinha sonho dourado
de uma vida bela
e um mundo de paz.
Hoje já não canto mais!
Minha mãe sumiu na floresta.
Acho que foi a minha procura,
mas eu passeava nos jardins.
Estou chorando a procura de minha MÃE!
Por favor, senhores Paulo e Graciela,
Ajudem-me a encontrar minha MÃE.
(O Filho da Poetisa e Graciela da Cunha)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ILHA DE PAQUETÁ E O ROMANCE "A MORENINHA"
Solicitaram-me fazer um poema sobre a Ilha de Paquetá.
O que escrever sobre esse local se jamais estive por lá?
A princípio o tema estava mesmo fora do meu alcance
até que me lembrei da leitura de um encantador romance
escrito no século dezenove pelo escritor fluminense Joaquim manuel de Macedo
e apresenta a estória de um amor de uma morena adolescente como enredo.
Esse romance fora escrito na época em que o estilo literário era o Romantismo
e tirou Joaquim Manuel de Macedo e a Ilha de Paquetá do total ostracismo.
Ah, perdão! Até agora não citei o nome do livro. Ele chama A MORENINHA.
A estória se passa na Ilha de Paquetá. Carolina e Augusto desde criancinha,
ao se conhecerem, de maneiras ingênuas, trocam presentes e juras de amor infindo.
Ao se reencontrarem, passando por várias intrigas e inúmeras provações,
o jovem casal concretiza a promessa infantil unindo para sempre seu corações;
imortalizando a citada Ilha e o escritor por apresentarem ao Brasil um romance lindo.
(O FILHO DA POETISA)
O que escrever sobre esse local se jamais estive por lá?
A princípio o tema estava mesmo fora do meu alcance
até que me lembrei da leitura de um encantador romance
escrito no século dezenove pelo escritor fluminense Joaquim manuel de Macedo
e apresenta a estória de um amor de uma morena adolescente como enredo.
Esse romance fora escrito na época em que o estilo literário era o Romantismo
e tirou Joaquim Manuel de Macedo e a Ilha de Paquetá do total ostracismo.
Ah, perdão! Até agora não citei o nome do livro. Ele chama A MORENINHA.
A estória se passa na Ilha de Paquetá. Carolina e Augusto desde criancinha,
ao se conhecerem, de maneiras ingênuas, trocam presentes e juras de amor infindo.
Ao se reencontrarem, passando por várias intrigas e inúmeras provações,
o jovem casal concretiza a promessa infantil unindo para sempre seu corações;
imortalizando a citada Ilha e o escritor por apresentarem ao Brasil um romance lindo.
(O FILHO DA POETISA)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BODAS DE OURO
Pois é! São cinqüenta anos de casamento. São muitos anos de companheirismo, amor, cumplicidade, fidelidade, respeito e coragem. Graças a estes ingredientes superaram vários obstáculos e jamais se intimidaram diante deles.
Convém lembrar que tudo isto não seria assim se a união de vocês não tivesse sido abençoada por Deus e que vocês não aceitassem de coração aceitado as graças de Jesus Cristo. Também vale ressaltar que a fé de vocês tornou-lhes dignos de tal graça divina.
Pois é, cinquenta anos! Parece que foi ontem. O que desmente esta sensação são os filhos crescidos, os netos chegando, os cabelos de vocês tornando-se brancos e as rugas em seus rostos. Tudo isto é o sinônimo de medalhas adquiridos pelo ato de bravura em transpor várias adversidades e com isto adquirir de seus filhos o orgulho e a felicidade em tê-los como pais.
Pois é, cinquenta anos de vida conjugal! E tem gente que anda pregando que o casamento é uma instituição falida e que a família está em extinção. Vocês nos dão o exemplo de que quem defende está idéia sofista, não deve levá-la a serio, pois agem como fariseus...
Pois é, cinqüenta anos! Um parabéns especialíssimo e que Jesus continue abençoando a união de vocês por toda eternidade.
(O FILHO DA POETISA)
Convém lembrar que tudo isto não seria assim se a união de vocês não tivesse sido abençoada por Deus e que vocês não aceitassem de coração aceitado as graças de Jesus Cristo. Também vale ressaltar que a fé de vocês tornou-lhes dignos de tal graça divina.
Pois é, cinquenta anos! Parece que foi ontem. O que desmente esta sensação são os filhos crescidos, os netos chegando, os cabelos de vocês tornando-se brancos e as rugas em seus rostos. Tudo isto é o sinônimo de medalhas adquiridos pelo ato de bravura em transpor várias adversidades e com isto adquirir de seus filhos o orgulho e a felicidade em tê-los como pais.
Pois é, cinquenta anos de vida conjugal! E tem gente que anda pregando que o casamento é uma instituição falida e que a família está em extinção. Vocês nos dão o exemplo de que quem defende está idéia sofista, não deve levá-la a serio, pois agem como fariseus...
Pois é, cinqüenta anos! Um parabéns especialíssimo e que Jesus continue abençoando a união de vocês por toda eternidade.
(O FILHO DA POETISA)
A ESTRADA
Pois é! Nem sempre há flores nesta estrada, como também nem sempre há sol, há brisa,há canto de pássaro e a natureza enfim. Ao invés de se deparar com esses elementos encantadores e poéticos, deparamos com enormes monstros horripilantes que dia-a-dia vêm abafar o nosso desejo de viver. De vez em quando, não somos torturados pelos monstros e, sim, angustiados pelos diversos tipos de grilos.
Esta estrada que me refiro aqui, é a nossa vida e por ser a nossa vida, jamais devemos abaixar a cabeça e perder a coragem de transitá-la. Temos que ser bastante persistentes e seguros para não ser devorados por essas enormes feras que começam primeiro devorando o nosso cérebro e depois a nossa carne.
Não me considerem um autêntico pessimista, mas é tendo numa das mãos a realidade é que eu poderei com a outra (não logicamente) fazer com que esta estrada mude de aspecto e vista uma roupa tecida totalmente pela poesia e otimismo.
(O FILHO DA POETISA)
Esta estrada que me refiro aqui, é a nossa vida e por ser a nossa vida, jamais devemos abaixar a cabeça e perder a coragem de transitá-la. Temos que ser bastante persistentes e seguros para não ser devorados por essas enormes feras que começam primeiro devorando o nosso cérebro e depois a nossa carne.
Não me considerem um autêntico pessimista, mas é tendo numa das mãos a realidade é que eu poderei com a outra (não logicamente) fazer com que esta estrada mude de aspecto e vista uma roupa tecida totalmente pela poesia e otimismo.
(O FILHO DA POETISA)
O QUE IMPORTA OS OUTROS?
O que importa os outros?
Bem, eu sou eu, os outros são os outros; mas chega um momento da vida que eu terei que conhecer o ódio, o amor, a amizade, a inimizade. Chega um momento da vida que é saber distinguir o certo do errado, a verdade da mentira.
Como conseguirei isso?
Sim, através dos outros eu serei útil. Participarei de um mundo que não é só meu, mas sim de todos; da mesma maneira ajudei, eu serei ajudado; da mesma maneira que eu amei, eu serei amado; a mesma alegria que os outros encontram no viver, eu encontrarei; e a mesma revolta pela vida que os outros sentem, eu também sentirei.
Os outros são importantes, pois me mostrarão como é a prática de uma teoria cristã (como vocês sabem falar é fácil, fazer é que é difícil).
Através dos outros é que eu compreenderei o verdadeiro significado da palavra vida, do amor de Deus e de quem sou eu.
É baseado nas idéias filosóficas, na verdade dos outros, e nos erros também, que eu formarei o meu caráter.
É através dos outros que eu confirmarei estas teorias: o homem foi feito para viver em comunidade e não sozinho? Vivendo sempre aprendendo?
É através dos outros que eu ficarei sempre perto de Deus e nunca longe dele.
(O FILHO DA POETISA)
Bem, eu sou eu, os outros são os outros; mas chega um momento da vida que eu terei que conhecer o ódio, o amor, a amizade, a inimizade. Chega um momento da vida que é saber distinguir o certo do errado, a verdade da mentira.
Como conseguirei isso?
Sim, através dos outros eu serei útil. Participarei de um mundo que não é só meu, mas sim de todos; da mesma maneira ajudei, eu serei ajudado; da mesma maneira que eu amei, eu serei amado; a mesma alegria que os outros encontram no viver, eu encontrarei; e a mesma revolta pela vida que os outros sentem, eu também sentirei.
Os outros são importantes, pois me mostrarão como é a prática de uma teoria cristã (como vocês sabem falar é fácil, fazer é que é difícil).
Através dos outros é que eu compreenderei o verdadeiro significado da palavra vida, do amor de Deus e de quem sou eu.
É baseado nas idéias filosóficas, na verdade dos outros, e nos erros também, que eu formarei o meu caráter.
É através dos outros que eu confirmarei estas teorias: o homem foi feito para viver em comunidade e não sozinho? Vivendo sempre aprendendo?
É através dos outros que eu ficarei sempre perto de Deus e nunca longe dele.
(O FILHO DA POETISA)
SÃO JORGE E O DRAGÃO
CAPÍTULO UM – O INFERNO
Aaattchiimm! Pra quem espirrou, saúde! Muito obrigado!
Gente do céu! Depois do espirro bateu um cheiro forte de queimado...
Nossa, que horror! Tudo aqui no meu terreiro está tostado!
O negócio aconteceu agora! Está tão quente aqui que me sinto abrasado!
Parece que o meu terreiro virou de uma hora pra outra um inferno,
Sem capetas e aquele cheiro insuportável de enxofre eterno.
Sabe o que parece? Parece que o sol desceu para expulsar de vez o inverno.
Vendo tudo isso eu fico muito estarrecido e com esta situação me consterno.
Entrei em casa correndo e fui direto desesperado para o banheiro
visando derramar uma enxurrada de água fria em meu corpo inteiro
depois abri a geladeira, tomei água gelada e chupei o gelo bem ligeiro.
Abri a torneira por completo, enchi o balde e água no terreiro e a joguei
depois de horas e mais horas o meu terreiro todo com a água alaguei
e só assim, com muito custo,o imenso calor do meu lote, tirei.
CAPÍTULO DOIS – “SHERLOCK” GRILO FALANTE
Quem será o responsável, o causador por esse incêndio monstruoso?
Olhando minuciosamente percebe-se que o fogo surgiu por igual, o que é “cabuloso”.
Era para o fogo ter surgido num determinado local e dali ser espalhado, o curioso
é que o fogo surgiu de repente, tomando conta de tudo. Isso é muito misterioso...
Por Thot! Que coisa estranha! Próximo, não muito distante
Da minha casa o que vejo como pista? Marca de pata gigante;
Patas que, se eu não estiver enganado, é de um enorme lagarto. Interessante!
Lagarto descomunal é dragão ou animal pré-histórico. Não pode ser! É muito alucinante!
Animais pré-históricos são da época da origem do mundo. Dragão é da Era medieval.
O que esses ou um desses animais estariam fazendo aqui no mágico Portal?
Animais pré-históricos não foram extintos por um enorme meteoro que caiu na Terra afinal?
Vamos, Grilo Falante, pense! Se tenho como pista lagarto gigante e fogo, só há uma conclusão:
O único bicho enorme parecendo um lagarto e solta fogo que conheço é um dragão;
Já que ouvi espirro antes do fogaréu é lógico deduzir que esta criatura está com constipação.
CAPÍTULO TRÊS – DO IMAGINÁRIO À REALIDADE
Poderosos deuses! Será que não estou ficando amalucado? Não, não pode ser!
O meu terreiro foi vitimado pelo fogo! Está lá para quem quiser com os próprios olhos ver!
Então não estou doido de jeito nenhum, por mais incrível que possa parecer!
Há um dragão aqui no Portal. Tenho que encontrá-lo, evitar que algo terrível venha acontecer.
Quem poderia me ajudar?... O dragão é enorme e eu sou tão pequenino
que sozinho não conseguirei livrar o portal desse cruel e bizarro destino.
Como destruir tal monstro? Não tenho a menor ideia! Nem imagino!
Só sei que estamos correndo um grande perigo. “Curuz” que desatino!
O pior é que se contar pra qualquer um, na minha cara eles vão ri;
com certeza vão perguntar que se algum dragão eu realmente vi
e a zombaria aumentará quando disser que apenas deduzi.
Primeiramente terei que muita calma e muita paciência
para provar a todos dessa besta-fera a sua real existência
e mostrar que o dragão existe, não é fruto da minha demência.
CAPÍTULO QUATRO – NO CALCANHAR DO DRAGÃO
Sendo eu um dragão de tamanho descomunal, aonde iria me ficar?
Floresta ou caverna? Um animal grande assim não será difícil de encontrar.
Se ele for para a floresta ficará mais fácil, dependendo do local, de se camuflar;
por outro lado, mais exposto ao perigo e mais fácil será de capturar...
Ficando numa caverna, o dragão ficará bem mais protegido
principalmente se esta caverna estiver bem alto, lugar difícil de ser atingido,
assim poderá se sentir bem tranqüilo e tendo realmente garantido
a sua total segurança... Preferirá caverna se este bicho for sabido.
Situado bem ao norte da floresta do Portal dos sonhos e da magia
existe uma caverna que servem para os morcegos de moradia
e para expulsá-los de lá, isto para o dragão quase nada custaria.
Vou chamar a Fada Vermelha para me ajudar nesta incrível missão,
por ser minha amiga, me acompanhará ,mesmo não acreditando em dragão,
pois ela tem como teoria de vida de nunca deixar um amigo na mão.
CAPÍTULO CINCO - NA CAVERNA DO DRAGÃO
Faltando quinhentos metros para chegar à caverna, uma grande bola de fogo veio em direção
deles, oriunda de um novo e escandaloso espirro do tal não saudável dragão,
que, como suspeitara o Grilo Falante, estava com uma baita constipação.
Ele adquirira a gripe ao retornar da Lua à Terra, fugindo de uma eterna perseguição.
A Fada Vermelha transformou a imensa bola de fogo numa deliciosa maçã de amor
que deixará para usá-la quando o momento bastante oportuno for...
Graças à magia da Fada Vermelha, o Grilo não está sentindo aquele horrível calor
que o vitimara o primeiro espirro do dragão, quase lhe causando um estupor.
Grilo Falante e Fada Vermelha, não se assustem comigo, podem entrar...
Desculpe-me pelas terríveis labaredas, é que não as consigo controlar
porque estou muito gripado e os meus espirros não querem cessar.
Como você, dragão, sabia os nossos e aguardava desde já a nossa chegada,
Se eu tomei a decisão de vir aqui sem dizer pra ninguém nada
A não ser a Fada Vermelha que foi por mim na última hora convocada?
CAPÍTULO SEIS – CONHECENDO O DRAGÃO
Grilo Falante, sei que você é muito inteligente... este é o seu jeito...
mas temos que quebrar aqui um forte e horrendo preconceito
que o mundo ocidental impôs sobre nós, dragão. Segundo ele o nosso grave defeito
é de estarmos sempre a serviço do mal, idéia esta, por ser mentira, realmente não aceito.
Ouça a verdadeira verdade e guarde para si como uma legítima sabedoria.
O conceito sobre dragão é o mesmo na oriental mitologia
quanto no maravilhoso mundo da antiga alquimia:
Nós, dragões, desempenhamos funções superiores e não baixaria.
Ocupamos, por isso, a mesma posição dos deuses... isto você jamais imaginara.
Praticamos sempre o bem, não praticamos o mal, isso jamais um de nós desejara,
Porém uma imagem falsa e negativa de nós o mundo ocidental de tal forma criara.
Não cabe a mim discutir com você como e o porquê que isto acontecera...
Fada Vermelha, livra-me, por favor, desta gripe que ao meu organismo acometera.
Na mesma hora a constipação da sábia fera por completo desaparecera.
CAPÍTULO SETE – SURGE SÃO JORGE
Tatsu, seu dragão, aqui quem fala é São Jorge, o seu algoz!
Não adianta fingir que não está aí, pois já ouvi a sua voz.
Anda! Saia! Vamos resolver de vez a eterna desavença que existe entre nós,
e assim que matá-lo, arrancarei a sua cabeça com minha espada e logo após.
Se você não vier aqui fora, não tem problema, irei até aí para buscá-lo!
Você já me conhece muito bem e sabe que eu cumpro o que falo.
Vamos! Venha cá pra fora! A sua covardia nesse momento não irá salvá-lo!
Vamos acabar com isto logo, porque estou ávido para derrotá-lo!
Aguarde-me! Já estou indo para aí, uma vez que você não quer sair!
É uma pena que será somente eu que irei exclusivamente assistir
a sua asquerosa criatura diante de mim piedosamente sucumbir.
Quando olha para a caverna, São Jorge vê uma luz vermelha intensa
sair da morada do dragão. Corajosamente o santo guerreiro pensa
somente em destruir o dragão para conseguir sua divina recompensa.
CAPÍTULO OITO – NÃO SOMOS MAL
Esse trem vermelho que eu pensei que era fogo antes de entrar, não é fogo, é bruxaria.
Que estória é esta, seu santo preconceituoso! Você já está me causando antipatia!
Isso que você disse é uma inverdade porque o termo correto é magia.
Ah, não! Nova entidade pagã do mundo da fantasia...
Vou aumentar ainda mais o seu muxoxo. Conosco também está um Grilo, um Grilo Falante.
Meu Deus! Sem querer acabo de entrar no abominável inferno de Dante
e o diabo aqui assume cada forma incrível, impressionante!
Fada Vermelha, Grilo que fala, talvez até de um dragão flamejante!
Bem que o seu Deus disse uma vez que vocês são homens de cabeças duras,
tudo que não conhecem e que existem, vocês creditam ao diabo; faz parte de suas culturas,
com isto às outras realidades são destinadas a elas as demoníacas venturas.
Eu sou uma fada, um ser criado pelo cosmo só para fazer o bem!
Não conheço outra força do que realizar apenas bondade a outrem,
então não é só você que foi criado para dar felicidade a terceiros, há outras além.
CAPÍTULO NOVE – EM NOME DO BEM
Apesar de nossas culturas serem diferentes, representamos à humanidades valores iguais.
Eu sou o dragão Tatsu e sou o sinônimo de dinamismo, bravura e liderança para os mortais,
sou símbolo de abundância e prosperidade ao meu povo... de algum mal, jamais!
Se quisesse lhe fazer alguma crueldade, já lhe teria feito, sou superior a você por demais.
Fugi da Terra para a Lua levando você magicamente comigo
porque o seu desejo cego e desumano em me matar colocava em perigo
toda a humanidade da Capadócia. Eu não sou o seu inimigo,
você é que deu asas a fofoca maldosa, não conseguindo separar o joio do trigo.
O quinto mandamento do decálogo transmitido a Moisés é: não matarás.
Lá não diz que poderá matar dragão, fada ou outro ser que você se julgar capaz.
O oitavo mandamento diz: ao teu próximo (que sou eu), falso testemunho não darás.
Dei-lhe exemplos concretos de que eu, dragão Totsu, não sou um ser maligno,
por isto você acha que me destruir então é um gesto de sua parte digno?
Como pode ser chamado de bem um ser que é capaz de matar outro ser benigno?
CAPÍTULO DEZ – APERTOS DE MÃOS
Por que você acha que estou aqui residindo neste fantástico Portal?
O Pinóquio sendo um boneco de madeira não tinha mente, logo capacidade cerebral,
daí eu surgi, uma vez que ganhou vida, para fazer o papel pra ele desse maquinário mortal
e com ele fiquei até que virou ser humano e passou a ter sua mente e alma afinal.
Insisto! Como o Pinóquio deixou de ser boneco e agora virou gente
Não precisava mais de mim. Agora ele tem o seu livre-arbítrio, é independente.
Eu não possuo nenhuma magia em relação aos habitantes daqui. Sou diferente
e na verdade sou tratado com muito respeito e carinho aqui por qualquer ser vivente...
Sabe por que pedi ajuda a querida Fada Vermelha? Por vocês dois preferirem esta cor;
Oferecendo vocês dois aquilo que gostam, estava dando uma demonstração de amor
e onde há amor a violência em hipótese alguma aparecerá, porque perderá o seu vigor.
Conscientemente convencido de que os três seres mágicos estavam certos,
São Jorge guarda suas armas e num gesto de amizade começam os apertos
De mãos entre os integrantes da estória. Agora sim: Dos males os dois mundos estão libertos.
(O FILHO DA POETISA)
Aaattchiimm! Pra quem espirrou, saúde! Muito obrigado!
Gente do céu! Depois do espirro bateu um cheiro forte de queimado...
Nossa, que horror! Tudo aqui no meu terreiro está tostado!
O negócio aconteceu agora! Está tão quente aqui que me sinto abrasado!
Parece que o meu terreiro virou de uma hora pra outra um inferno,
Sem capetas e aquele cheiro insuportável de enxofre eterno.
Sabe o que parece? Parece que o sol desceu para expulsar de vez o inverno.
Vendo tudo isso eu fico muito estarrecido e com esta situação me consterno.
Entrei em casa correndo e fui direto desesperado para o banheiro
visando derramar uma enxurrada de água fria em meu corpo inteiro
depois abri a geladeira, tomei água gelada e chupei o gelo bem ligeiro.
Abri a torneira por completo, enchi o balde e água no terreiro e a joguei
depois de horas e mais horas o meu terreiro todo com a água alaguei
e só assim, com muito custo,o imenso calor do meu lote, tirei.
CAPÍTULO DOIS – “SHERLOCK” GRILO FALANTE
Quem será o responsável, o causador por esse incêndio monstruoso?
Olhando minuciosamente percebe-se que o fogo surgiu por igual, o que é “cabuloso”.
Era para o fogo ter surgido num determinado local e dali ser espalhado, o curioso
é que o fogo surgiu de repente, tomando conta de tudo. Isso é muito misterioso...
Por Thot! Que coisa estranha! Próximo, não muito distante
Da minha casa o que vejo como pista? Marca de pata gigante;
Patas que, se eu não estiver enganado, é de um enorme lagarto. Interessante!
Lagarto descomunal é dragão ou animal pré-histórico. Não pode ser! É muito alucinante!
Animais pré-históricos são da época da origem do mundo. Dragão é da Era medieval.
O que esses ou um desses animais estariam fazendo aqui no mágico Portal?
Animais pré-históricos não foram extintos por um enorme meteoro que caiu na Terra afinal?
Vamos, Grilo Falante, pense! Se tenho como pista lagarto gigante e fogo, só há uma conclusão:
O único bicho enorme parecendo um lagarto e solta fogo que conheço é um dragão;
Já que ouvi espirro antes do fogaréu é lógico deduzir que esta criatura está com constipação.
CAPÍTULO TRÊS – DO IMAGINÁRIO À REALIDADE
Poderosos deuses! Será que não estou ficando amalucado? Não, não pode ser!
O meu terreiro foi vitimado pelo fogo! Está lá para quem quiser com os próprios olhos ver!
Então não estou doido de jeito nenhum, por mais incrível que possa parecer!
Há um dragão aqui no Portal. Tenho que encontrá-lo, evitar que algo terrível venha acontecer.
Quem poderia me ajudar?... O dragão é enorme e eu sou tão pequenino
que sozinho não conseguirei livrar o portal desse cruel e bizarro destino.
Como destruir tal monstro? Não tenho a menor ideia! Nem imagino!
Só sei que estamos correndo um grande perigo. “Curuz” que desatino!
O pior é que se contar pra qualquer um, na minha cara eles vão ri;
com certeza vão perguntar que se algum dragão eu realmente vi
e a zombaria aumentará quando disser que apenas deduzi.
Primeiramente terei que muita calma e muita paciência
para provar a todos dessa besta-fera a sua real existência
e mostrar que o dragão existe, não é fruto da minha demência.
CAPÍTULO QUATRO – NO CALCANHAR DO DRAGÃO
Sendo eu um dragão de tamanho descomunal, aonde iria me ficar?
Floresta ou caverna? Um animal grande assim não será difícil de encontrar.
Se ele for para a floresta ficará mais fácil, dependendo do local, de se camuflar;
por outro lado, mais exposto ao perigo e mais fácil será de capturar...
Ficando numa caverna, o dragão ficará bem mais protegido
principalmente se esta caverna estiver bem alto, lugar difícil de ser atingido,
assim poderá se sentir bem tranqüilo e tendo realmente garantido
a sua total segurança... Preferirá caverna se este bicho for sabido.
Situado bem ao norte da floresta do Portal dos sonhos e da magia
existe uma caverna que servem para os morcegos de moradia
e para expulsá-los de lá, isto para o dragão quase nada custaria.
Vou chamar a Fada Vermelha para me ajudar nesta incrível missão,
por ser minha amiga, me acompanhará ,mesmo não acreditando em dragão,
pois ela tem como teoria de vida de nunca deixar um amigo na mão.
CAPÍTULO CINCO - NA CAVERNA DO DRAGÃO
Faltando quinhentos metros para chegar à caverna, uma grande bola de fogo veio em direção
deles, oriunda de um novo e escandaloso espirro do tal não saudável dragão,
que, como suspeitara o Grilo Falante, estava com uma baita constipação.
Ele adquirira a gripe ao retornar da Lua à Terra, fugindo de uma eterna perseguição.
A Fada Vermelha transformou a imensa bola de fogo numa deliciosa maçã de amor
que deixará para usá-la quando o momento bastante oportuno for...
Graças à magia da Fada Vermelha, o Grilo não está sentindo aquele horrível calor
que o vitimara o primeiro espirro do dragão, quase lhe causando um estupor.
Grilo Falante e Fada Vermelha, não se assustem comigo, podem entrar...
Desculpe-me pelas terríveis labaredas, é que não as consigo controlar
porque estou muito gripado e os meus espirros não querem cessar.
Como você, dragão, sabia os nossos e aguardava desde já a nossa chegada,
Se eu tomei a decisão de vir aqui sem dizer pra ninguém nada
A não ser a Fada Vermelha que foi por mim na última hora convocada?
CAPÍTULO SEIS – CONHECENDO O DRAGÃO
Grilo Falante, sei que você é muito inteligente... este é o seu jeito...
mas temos que quebrar aqui um forte e horrendo preconceito
que o mundo ocidental impôs sobre nós, dragão. Segundo ele o nosso grave defeito
é de estarmos sempre a serviço do mal, idéia esta, por ser mentira, realmente não aceito.
Ouça a verdadeira verdade e guarde para si como uma legítima sabedoria.
O conceito sobre dragão é o mesmo na oriental mitologia
quanto no maravilhoso mundo da antiga alquimia:
Nós, dragões, desempenhamos funções superiores e não baixaria.
Ocupamos, por isso, a mesma posição dos deuses... isto você jamais imaginara.
Praticamos sempre o bem, não praticamos o mal, isso jamais um de nós desejara,
Porém uma imagem falsa e negativa de nós o mundo ocidental de tal forma criara.
Não cabe a mim discutir com você como e o porquê que isto acontecera...
Fada Vermelha, livra-me, por favor, desta gripe que ao meu organismo acometera.
Na mesma hora a constipação da sábia fera por completo desaparecera.
CAPÍTULO SETE – SURGE SÃO JORGE
Tatsu, seu dragão, aqui quem fala é São Jorge, o seu algoz!
Não adianta fingir que não está aí, pois já ouvi a sua voz.
Anda! Saia! Vamos resolver de vez a eterna desavença que existe entre nós,
e assim que matá-lo, arrancarei a sua cabeça com minha espada e logo após.
Se você não vier aqui fora, não tem problema, irei até aí para buscá-lo!
Você já me conhece muito bem e sabe que eu cumpro o que falo.
Vamos! Venha cá pra fora! A sua covardia nesse momento não irá salvá-lo!
Vamos acabar com isto logo, porque estou ávido para derrotá-lo!
Aguarde-me! Já estou indo para aí, uma vez que você não quer sair!
É uma pena que será somente eu que irei exclusivamente assistir
a sua asquerosa criatura diante de mim piedosamente sucumbir.
Quando olha para a caverna, São Jorge vê uma luz vermelha intensa
sair da morada do dragão. Corajosamente o santo guerreiro pensa
somente em destruir o dragão para conseguir sua divina recompensa.
CAPÍTULO OITO – NÃO SOMOS MAL
Esse trem vermelho que eu pensei que era fogo antes de entrar, não é fogo, é bruxaria.
Que estória é esta, seu santo preconceituoso! Você já está me causando antipatia!
Isso que você disse é uma inverdade porque o termo correto é magia.
Ah, não! Nova entidade pagã do mundo da fantasia...
Vou aumentar ainda mais o seu muxoxo. Conosco também está um Grilo, um Grilo Falante.
Meu Deus! Sem querer acabo de entrar no abominável inferno de Dante
e o diabo aqui assume cada forma incrível, impressionante!
Fada Vermelha, Grilo que fala, talvez até de um dragão flamejante!
Bem que o seu Deus disse uma vez que vocês são homens de cabeças duras,
tudo que não conhecem e que existem, vocês creditam ao diabo; faz parte de suas culturas,
com isto às outras realidades são destinadas a elas as demoníacas venturas.
Eu sou uma fada, um ser criado pelo cosmo só para fazer o bem!
Não conheço outra força do que realizar apenas bondade a outrem,
então não é só você que foi criado para dar felicidade a terceiros, há outras além.
CAPÍTULO NOVE – EM NOME DO BEM
Apesar de nossas culturas serem diferentes, representamos à humanidades valores iguais.
Eu sou o dragão Tatsu e sou o sinônimo de dinamismo, bravura e liderança para os mortais,
sou símbolo de abundância e prosperidade ao meu povo... de algum mal, jamais!
Se quisesse lhe fazer alguma crueldade, já lhe teria feito, sou superior a você por demais.
Fugi da Terra para a Lua levando você magicamente comigo
porque o seu desejo cego e desumano em me matar colocava em perigo
toda a humanidade da Capadócia. Eu não sou o seu inimigo,
você é que deu asas a fofoca maldosa, não conseguindo separar o joio do trigo.
O quinto mandamento do decálogo transmitido a Moisés é: não matarás.
Lá não diz que poderá matar dragão, fada ou outro ser que você se julgar capaz.
O oitavo mandamento diz: ao teu próximo (que sou eu), falso testemunho não darás.
Dei-lhe exemplos concretos de que eu, dragão Totsu, não sou um ser maligno,
por isto você acha que me destruir então é um gesto de sua parte digno?
Como pode ser chamado de bem um ser que é capaz de matar outro ser benigno?
CAPÍTULO DEZ – APERTOS DE MÃOS
Por que você acha que estou aqui residindo neste fantástico Portal?
O Pinóquio sendo um boneco de madeira não tinha mente, logo capacidade cerebral,
daí eu surgi, uma vez que ganhou vida, para fazer o papel pra ele desse maquinário mortal
e com ele fiquei até que virou ser humano e passou a ter sua mente e alma afinal.
Insisto! Como o Pinóquio deixou de ser boneco e agora virou gente
Não precisava mais de mim. Agora ele tem o seu livre-arbítrio, é independente.
Eu não possuo nenhuma magia em relação aos habitantes daqui. Sou diferente
e na verdade sou tratado com muito respeito e carinho aqui por qualquer ser vivente...
Sabe por que pedi ajuda a querida Fada Vermelha? Por vocês dois preferirem esta cor;
Oferecendo vocês dois aquilo que gostam, estava dando uma demonstração de amor
e onde há amor a violência em hipótese alguma aparecerá, porque perderá o seu vigor.
Conscientemente convencido de que os três seres mágicos estavam certos,
São Jorge guarda suas armas e num gesto de amizade começam os apertos
De mãos entre os integrantes da estória. Agora sim: Dos males os dois mundos estão libertos.
(O FILHO DA POETISA)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O PRIMEIRO ENCONTRO
Quando os nossos olhares se encontraram,
senti toda a felicidade se apossar de mim,
as batidas do meu coração se aceleraram,
desejei que esse momento não tivesse fim.
Eu queria ouvir pela primeira vez a sua voz,
tocar suavemente os seus carnudos lábios,
sonhar com um lindo futuro dedicado a nós
onde amor e paz serão nossos entes sábios
Para te encontrar cruzara as mais distantes
fronteiras do universo e atravessara estrelas
que fulgem esquecidas da visão humana.
Enfim nos encontramos, almas irmãs constantes,
felizes viveremos nossas paixões somente por tê-las
mais uma vida linda como tantas outras se emana.
(O FILHO DA POETISA e Graciela da Cunha)
senti toda a felicidade se apossar de mim,
as batidas do meu coração se aceleraram,
desejei que esse momento não tivesse fim.
Eu queria ouvir pela primeira vez a sua voz,
tocar suavemente os seus carnudos lábios,
sonhar com um lindo futuro dedicado a nós
onde amor e paz serão nossos entes sábios
Para te encontrar cruzara as mais distantes
fronteiras do universo e atravessara estrelas
que fulgem esquecidas da visão humana.
Enfim nos encontramos, almas irmãs constantes,
felizes viveremos nossas paixões somente por tê-las
mais uma vida linda como tantas outras se emana.
(O FILHO DA POETISA e Graciela da Cunha)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A MUDEZ DE UMA POETISA
Vivo agora uma situação que me aterroriza,
não estou conseguindo os meus poemas escrever,
isto é um absurdo para quem, como eu, sou uma poetisa,
de pegar uma folha e não escrever uma linha se quer.
Sei que não sou deusa da poesia e nem tão pouco uma rainha,
acredito que para escrever eu necessite de uma inspiração.
Agora não conseguir escrever mesmo nenhuma linha
De um texto qualquer... causa-me muita frustração!
Numa situação dessa a quem devo pedir ajuda?
Aos meus amigos poetas? Ao deus grego da poesia?
O que devo fazer para que a minha inspiração deixe de ser muda?
Quem ao ficar ciente da minha história e teve de mim compaixão,
se for poeta ou um excelente leitor, que venha com toda energia
e passe-a para mim assim que me estender a sua salvadora mão.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Sendo solidário à minha amiga e poetisa Graciela da Cunha.
não estou conseguindo os meus poemas escrever,
isto é um absurdo para quem, como eu, sou uma poetisa,
de pegar uma folha e não escrever uma linha se quer.
Sei que não sou deusa da poesia e nem tão pouco uma rainha,
acredito que para escrever eu necessite de uma inspiração.
Agora não conseguir escrever mesmo nenhuma linha
De um texto qualquer... causa-me muita frustração!
Numa situação dessa a quem devo pedir ajuda?
Aos meus amigos poetas? Ao deus grego da poesia?
O que devo fazer para que a minha inspiração deixe de ser muda?
Quem ao ficar ciente da minha história e teve de mim compaixão,
se for poeta ou um excelente leitor, que venha com toda energia
e passe-a para mim assim que me estender a sua salvadora mão.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Sendo solidário à minha amiga e poetisa Graciela da Cunha.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
UMA FADA COM CIÚME
CAPÍTULO UM - A DESPEDIDA DA FADA AZUL
Meninas, lamento dizer, mas eu estou indo embora,
não aquento mais viver desse jeito assim
num lugar onde o Grilo Falante me ignora
escrevendo poesias para todos, menos para mim.
Vocês não sabem o quanto que a minha alma chora,
Ser desprezada por alguém é realmente o fim,
Confesso-lhes que não entendi nada até agora
O desprezo que tenho do Grilo, já que não fiz a ele nada de ruim.
Até lhe apresentei uma amiga e os dois já iniciaram uma amizade,
ela já virou personagem da estória dele, enquanto que na realidade
nem um verso sequer recebi do nosso ingrato poeta.
Não posso viver com um sentimento negativo nesta terra encantada
E só voltarei aqui quando eu não estiver mais magoada,
Ajo assim porque acredito que esta é a atitude mais correta.
CAPÍTULO DOIS – AINDA UMA FADA RESSENTIDA
Você já conversou diretamente com o Grilo Falante sobre isto?
Não. Ele está sempre muito ocupado. Já escrevi dois textos sobre este tema
E não obtive nenhuma resposta dele. Não tocarei mais com ele nesse assunto.Desisto.
Acredito que jamais saberei ,Fada Azul, qual é realmente o problema.
Não há nenhuma razão pro Grilo Falante me tratar assim, insisto.
Não sei o porquê que ele não escreveu para mim sequer um poema,
eu não sei de fato o motivo pelo qual ele me pegou pra Cristo
Como também não sei o porquê não faço parte do seu esquema.
Vou-me embora, amiga, a decisão já está por mim tomada
E só há um jeito dela ser radicalmente mudada,
Mas isto dependerá só do Grilo Falante exclusivamente.
Não estou pedindo nada que seja assim tão anormal,
Apenas quero que o Grilo Falante me trate igual
Ele trata todo mundo e não dessa forma excludente.
CAPÍTULO TRÊS – O RUMO DA FADA DA LUZ
Fada da Luz, para onde você vai? O lugar você já definiu?
Caso a resposta seja sim, fale! Não nos deixe assim ansiosa!
Fada jady, vou para o planeta terra, para um país de nome Brasil.
Dizem que este lugar tem cada floresta maravilhosa!
Certo! Não diga não para mim, mas eu vou com você, viu!
Fada jady, sei o quanto a nossa amizade é valiosa,
mas não foi o seu coração que o Grilo Falante partiu;
não sei se você suportará ter ao seu lado uma fada tão rancorosa.
O que você disse só reforça o que foi por mim decidido,
uma verdadeira amiga não deixa a outra num lugar desconhecido
como se nada em sua vida de anormal tivesse acontecendo;
iremos juntas. Respeitarei o seu silêncio e/ou momento de solidão,
sempre que você sentir necessidade pode abrir comigo o seu coração
e eu a ouvirei atentamente tudo que você estiver me dizendo.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA BRASILEIRA
As fadas chegaram ao Brasil. Nossa que mata mais bonita!
No princípio os indígenas acharam estranhas as criaturinhas aladas.
Como a Fada Luz do Sol era reluzente, consideraram-na filha de Coaraci,
Já que os índios não sabem o que são esses seres mágicos chamados de fadas.
De acordo com a nossa mitologia indígena tupi-guarani
O deus Coaraci é o deus sol que ilumina estas matas e estradas.
A Fada Jady Luapompom, para os índios, seria filha da deusa lua jaci
E desta forma a presença das duas fadas pelas crenças indígenas foram explicadas.
Ainda consoante os indígenas, as duas fadas eram uma da outra irmã.
Tudo estava na santa paz até que apareceu o deus Tupã
Deixando todos, eu disse todos, assustados e com o coração na mão.
Na mitologia tupi-guarani, Tupã é o deus maior
e os índios, além de respeito, sente por ele um grande temor,
pois esta divindade da mitologia brasileira é o deus do trovão.
CAPÍTULO CINCO – CONVERSANDO COM O TUPÃ
Criaturas mágicas oriundas do mundo do homem branco,
se vocês são seres de paz, podem ficar o tempo que quiser na minha terra.
Não sou de medir palavras, sou um deus bastante franco,
se vocês vieram fazer mal ao meu povo, desde já lhes declaro guerra.
Tamanho foi o susto que as fadas ficaram num tom branco
concomitantemente com o medo a voz delas emperra,
outra sensação delas é como se tivessem sido atingido no rosto por um pesado tamanco
por um excelente arremessador que jamais erra.
Dominando o seu medo a Fada da Luz se dirige ao deus maioral.
Deus Tupã, do mundo mágico que viemos só sabemos fazer o bem
nunca, jamais, nos foi ensinado praticar na vida qualquer mal.
Como criaturas mágicas, somos chamadas de fadas, somo de paz,
adeptas do amor, da harmonia, da fantasia e da felicidade;
ver o outro realizado consigo mesmo e em sintonia com o cosmo é que nos satisfaz.
CAPÍTULO SEIS – GARANTIAS DO DEUS TUPÃ
Deus Tupã, deixa-nos apresentar. Meu nome é Fada da Luz
e da minha querida amiga aqui é Fada Jady Luapompom...
A sua terra é lindíssima como eu sempre supus;
como diz os jovens de onde eu vim, ela é tudo de bom!
Pelas suas aparências físicas, ameaça a nós não se traduz.
Ouvi e guardei tudo aquilo que você disse em alto e bom tom,
dou permissão para ficarem aqui por tempo que acharem jus
e podem me chamar utilizando qualquer tipo de som.
Quaisquer seres vivos que estão nos meus domínios são protegidos meus,
não é à-toa que desse mundo aqui sou o supremo deus,
portanto podem ficar tranquilos aqui no Pindorama.
Deus Tupã se despede das duas fadas e desaparece,
os indígenas se ajoelham e dirigem a ele uma prece,
enquanto que as fadas sentem que ficaram livres de um grande drama.
CAPÍTULO SETE – ENQUANTO ISSO NO PORTAL...
Grilo falante! Grilo Falante! Ouça-me com muita atenção, por favor!
O que foi, Fada Azul? O que você tem de tão urgente para me dizer?
As fadas Da Luz e Jady Luapompom foram embora. A primeira disse que você é o causador
Uma vez que nenhum texto sequer para ela você quis escrever.
Dindinha Fada Azul, não acredito! Que coisa terrível! Que horror!
Você sabe que todos são iguais para mim. Não tenho essa de ninguém proteger
inclusive para a Fada Luz fiz um singelo soneto com muito amor.
Não fiz qualquer texto, fiz um soneto, poema que é o mais belo de todos para se fazer.
Não me esqueci dela não. A Fada da luz está mesmo é equivocada.
Ela até me apresentou uma amiga sua bem recatada
e em nós uma sólida amizade começou naturalmente a nascer.
Por tudo que falei, não posso ficar nesta estória como culpado,
sou inocente, Fada Azul! Juro por tudo que é mais sagrado!
Se a Fada da Luz está chateada comigo, é um sério problema que tenho a resolver.
CAPÍTULO OITO – FADA AZUL CONVERSA COM O DEUS TUPÃ
Fada Azul, aonde que as queridas fadas desertoras foram parar?
Pelo que a Fada da Luz me disse, elas foram para o planeta Terra e o país é o Brasil.
Nossa, que lonjura! Fazer o quê! Vou ter que ir lá! Você pode me acompanhar?
Claro que sim! Muito obrigada por me fazer o convite de forma tão gentil.
Nas matas brasileiras, os dois ficam encantados com a beleza do lugar.
Relâmpagos, estrondos fortíssimos, mas como se o céu está limpinho e na cor azul anil?
outra coisa que a Fada Azul e o Grilo Falante não saberão ainda como explicar
é de como de repente do nada um guerreiro indígena na frente deles veio aparecer.
Senhor índio, somos de paz. Eu me chamo Fada Azul e o meu amigo é o Grilo Falante.
Ah, não! De novo não! Mais uma entidade mágica dos caraíbas lá da terra distante...
O que está acontecendo com o mundo de vocês que estão vindo todos para o meu?
Quem não está entendendo nada somos nós! Como assim? O quê que há?
Que estória é esta de todos os habitantes do meu mundo virem para cá?
Tem quatro seres do meu mundo aqui, ou será que de alguém minha mente esqueceu?
CAPÍTULO NOVE – O GUIA DEUS TUPÃ
Senhor Tupã, duas amigas nossas deixaram o Portal de Sonhos e Magia
e vieram para o seu mundo com a intenção temporária de ficar,
porém quem sabe através de uma boa conversa a gente conseguiria
de fazê-las com que ao nosso mundo elas pudessem retornar...
A situação é tão complexa que para lhe explicar precisarei mais do que um dia.
Sendo nós de realidades diferentes em muitos detalhes teria que entrar,
para que o senhor deus Tupã pudesse entender o caso como deveria
a fim de que uma decisão sábia o senhor pudesse nos ajudar a tomar.
Deixa pra lá Fada Azul. Eu os levo onde estão as duas amigas fadas
e tomem as decisões de vocês ouvindo coração e não precipitadas,
só lembro a vocês que poderão ficar aqui o tempo que precisar.
Obrigada, deus Tupã! Desculpe-nos por essa grande amolação.
Acredito que depois de uma boa, madura e sincera conversação,
Tudo naturalmente voltará tranquilamente para o seu devido lugar.
CAPÍTULO DEZ – HORA DE LAVAR A ROUPA SUJA
Fada Jady Luapompom e Fada Azul, por gentileza, deixa-me com a fada da Luz a sós
Nada disso! Não tenho nada que falar com este Grilo Falante e vice-versa!
Fada da Luz, está havendo um grande mal entendido entre nós!
E ele só passará se nós tivermos uma ótima conversa.
Não temos o que conversar, Grilo! Umas das atitudes que conheço mais perversa
É o de desprezar alguém, não dando a ele sequer a vez e nem a voz
De participar do mundo no qual você está inserido, mal sabe que após
O tratamento recebido, machuca o outro, e a tristeza deste fica na mente submersa.
Você, Grilo Falante, escreveu belas estórias às fadas e até seres que nem é fada
E na hora que fui lê-las, cadê minha pessoinha? Nem fui sequer mencionada.
Com isto meu carinho por você está diminuindo assim gradativamente.
Pergunto para mim todos os dias: por que pelo Grilo Falante não sou amada,
Se tenho a plena certeza que para ele e para ninguém de mal não fiz nada?
Portanto não quero ficar mais tocando nesse assunto. É muito deprimente!
CAPÍTULO ONZE – COMO NASCE UM TEXTO
Fada da luz, esta confusão toda é por que você está com ciúme? É isso? Entendi direito?
Não me olhe assim, Grilo falante, como se eu fosse tola! Só constatei um fato!
Estou sendo bem sincero: Gosto de vocês e dos outros seres encantados do mesmo jeito!
Pelo que estou vendo terei que fazer a você um pequeno e esclarecedor relato.
Relato de quê, Grilo Falante? Lá vem você passar a lábia; este é o seu grande defeito!
Não fale assim, Fada de Luz!Ouça os meus argumentos e verá que estou sendo sensato.
Você por acaso sabe como um autor escreve o seu texto? Creio que não sabe pelo jeito!
Assim que lhe explicar vai riscar do seu coração a seguinte frase: O Grilo comigo é ingrato.
Escrever é um dom que uma pessoa recebe de um deus chamado de Febo ou Apolo.
Através de uma força iluminadora chamada no senso comum de inspiração,
o autor a recebe e assim pode escrever um texto com terceiros ou solo.
A inspiração, quando ela surge, praticamente nos entrega o texto pronto,
como fizera o arcanjo Gabriel ao ditar para o Maomé o sagrado corão.
O autor só terá o trabalho de materializar o texto no papel sem confronto.
CAPÍTULO DOZE – A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
De onde vem a inspiração? Fique tranqüila que eu vou detalhadamente lhe explicar.
Deixa-me lembrar com exatidão desta encantadora e verdadeira estória.
As musas são deusas das artes e seguidoras de Apolo vieram depois se tornar.
Em quantidade de nove, elas são filhas do grande Zeus com a deusa Memória.
Até agora está tranqüilo? Está conseguindo o meu raciocínio acompanhar?
As musas nos concedem a graça de escrever sobre um determinado assunto para nossa glória.
A sensação que temos ao produzir um texto é que ele é um filho que acabamos de ganhar.
Ir contra a inspiração para escrever sobre o tema ou um personagem seria uma luta inglória.
Você não pode me culpar pelo que escrevo. Acho que lhe demonstrei que sou inocente.
Na verdade o autor parece um médium que recebe de um espírito um texto psicografado
sendo usado como um aparelho ou meio de trazer uma mensagem à terra do vivente.
Fada da Luz, você entendeu agora qual é a, na hora de escrever, minha real situação?
Peço-lhe, por favor, que tire do seu peito a minha falsa imagem de sujeito renegado
porque sem dúvida nenhuma não há preconceito ou desigualdade dentro do meu coração.
CAPÍTULO XIII – RESOLVIDO O TAL ENTREVEIRO
Nossa! Pensei que o ato de escrever fosse complicado apenas para iniciante ou aventureiro!
Pensei que tivesse controle do que escreve, escrevesse o que quisesse, o que bem entendesse.
Jamais pensei que tivesse, na hora de escrever, o autor que se subordinar a um deus primeiro.
Pensei apenas que você não escreveu uma estória para mim por sua pura falta de interesse.
Gostaria, Grilo , que você não mais lembrasse que houve entre nós tal entreveiro
e que você me perdoasse de coração e com todo seu carinho me compreendesse.
A gente que é leiga acha que escrever é um dom e para quem escreve é algo corriqueiro.
Se soubesse dessa realidade sobre o mundo da escrita, jamais faria um julgamento desse.
Esqueça tudo isso que aconteceu, Fada da Luz. Vamos agradecer ao deus Tupã a acolhida
e retornar ao nosso aconchegante e querido Portal de Sonhos e Magia,
pois é lá que reside toda felicidade que há em nossa mágica vida.
Garanto-lhe, Fada da Luz, que você será personagem de uma estória por mim escrita,
Só não tem como lhe dizer quando isto acontecerá e marcar para você um dia;
Só posso lhe garantir que entre outras estórias que escrevi, a sua será também muito bonita.
(O FILHO DA POETISA)
Meninas, lamento dizer, mas eu estou indo embora,
não aquento mais viver desse jeito assim
num lugar onde o Grilo Falante me ignora
escrevendo poesias para todos, menos para mim.
Vocês não sabem o quanto que a minha alma chora,
Ser desprezada por alguém é realmente o fim,
Confesso-lhes que não entendi nada até agora
O desprezo que tenho do Grilo, já que não fiz a ele nada de ruim.
Até lhe apresentei uma amiga e os dois já iniciaram uma amizade,
ela já virou personagem da estória dele, enquanto que na realidade
nem um verso sequer recebi do nosso ingrato poeta.
Não posso viver com um sentimento negativo nesta terra encantada
E só voltarei aqui quando eu não estiver mais magoada,
Ajo assim porque acredito que esta é a atitude mais correta.
CAPÍTULO DOIS – AINDA UMA FADA RESSENTIDA
Você já conversou diretamente com o Grilo Falante sobre isto?
Não. Ele está sempre muito ocupado. Já escrevi dois textos sobre este tema
E não obtive nenhuma resposta dele. Não tocarei mais com ele nesse assunto.Desisto.
Acredito que jamais saberei ,Fada Azul, qual é realmente o problema.
Não há nenhuma razão pro Grilo Falante me tratar assim, insisto.
Não sei o porquê que ele não escreveu para mim sequer um poema,
eu não sei de fato o motivo pelo qual ele me pegou pra Cristo
Como também não sei o porquê não faço parte do seu esquema.
Vou-me embora, amiga, a decisão já está por mim tomada
E só há um jeito dela ser radicalmente mudada,
Mas isto dependerá só do Grilo Falante exclusivamente.
Não estou pedindo nada que seja assim tão anormal,
Apenas quero que o Grilo Falante me trate igual
Ele trata todo mundo e não dessa forma excludente.
CAPÍTULO TRÊS – O RUMO DA FADA DA LUZ
Fada da Luz, para onde você vai? O lugar você já definiu?
Caso a resposta seja sim, fale! Não nos deixe assim ansiosa!
Fada jady, vou para o planeta terra, para um país de nome Brasil.
Dizem que este lugar tem cada floresta maravilhosa!
Certo! Não diga não para mim, mas eu vou com você, viu!
Fada jady, sei o quanto a nossa amizade é valiosa,
mas não foi o seu coração que o Grilo Falante partiu;
não sei se você suportará ter ao seu lado uma fada tão rancorosa.
O que você disse só reforça o que foi por mim decidido,
uma verdadeira amiga não deixa a outra num lugar desconhecido
como se nada em sua vida de anormal tivesse acontecendo;
iremos juntas. Respeitarei o seu silêncio e/ou momento de solidão,
sempre que você sentir necessidade pode abrir comigo o seu coração
e eu a ouvirei atentamente tudo que você estiver me dizendo.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA BRASILEIRA
As fadas chegaram ao Brasil. Nossa que mata mais bonita!
No princípio os indígenas acharam estranhas as criaturinhas aladas.
Como a Fada Luz do Sol era reluzente, consideraram-na filha de Coaraci,
Já que os índios não sabem o que são esses seres mágicos chamados de fadas.
De acordo com a nossa mitologia indígena tupi-guarani
O deus Coaraci é o deus sol que ilumina estas matas e estradas.
A Fada Jady Luapompom, para os índios, seria filha da deusa lua jaci
E desta forma a presença das duas fadas pelas crenças indígenas foram explicadas.
Ainda consoante os indígenas, as duas fadas eram uma da outra irmã.
Tudo estava na santa paz até que apareceu o deus Tupã
Deixando todos, eu disse todos, assustados e com o coração na mão.
Na mitologia tupi-guarani, Tupã é o deus maior
e os índios, além de respeito, sente por ele um grande temor,
pois esta divindade da mitologia brasileira é o deus do trovão.
CAPÍTULO CINCO – CONVERSANDO COM O TUPÃ
Criaturas mágicas oriundas do mundo do homem branco,
se vocês são seres de paz, podem ficar o tempo que quiser na minha terra.
Não sou de medir palavras, sou um deus bastante franco,
se vocês vieram fazer mal ao meu povo, desde já lhes declaro guerra.
Tamanho foi o susto que as fadas ficaram num tom branco
concomitantemente com o medo a voz delas emperra,
outra sensação delas é como se tivessem sido atingido no rosto por um pesado tamanco
por um excelente arremessador que jamais erra.
Dominando o seu medo a Fada da Luz se dirige ao deus maioral.
Deus Tupã, do mundo mágico que viemos só sabemos fazer o bem
nunca, jamais, nos foi ensinado praticar na vida qualquer mal.
Como criaturas mágicas, somos chamadas de fadas, somo de paz,
adeptas do amor, da harmonia, da fantasia e da felicidade;
ver o outro realizado consigo mesmo e em sintonia com o cosmo é que nos satisfaz.
CAPÍTULO SEIS – GARANTIAS DO DEUS TUPÃ
Deus Tupã, deixa-nos apresentar. Meu nome é Fada da Luz
e da minha querida amiga aqui é Fada Jady Luapompom...
A sua terra é lindíssima como eu sempre supus;
como diz os jovens de onde eu vim, ela é tudo de bom!
Pelas suas aparências físicas, ameaça a nós não se traduz.
Ouvi e guardei tudo aquilo que você disse em alto e bom tom,
dou permissão para ficarem aqui por tempo que acharem jus
e podem me chamar utilizando qualquer tipo de som.
Quaisquer seres vivos que estão nos meus domínios são protegidos meus,
não é à-toa que desse mundo aqui sou o supremo deus,
portanto podem ficar tranquilos aqui no Pindorama.
Deus Tupã se despede das duas fadas e desaparece,
os indígenas se ajoelham e dirigem a ele uma prece,
enquanto que as fadas sentem que ficaram livres de um grande drama.
CAPÍTULO SETE – ENQUANTO ISSO NO PORTAL...
Grilo falante! Grilo Falante! Ouça-me com muita atenção, por favor!
O que foi, Fada Azul? O que você tem de tão urgente para me dizer?
As fadas Da Luz e Jady Luapompom foram embora. A primeira disse que você é o causador
Uma vez que nenhum texto sequer para ela você quis escrever.
Dindinha Fada Azul, não acredito! Que coisa terrível! Que horror!
Você sabe que todos são iguais para mim. Não tenho essa de ninguém proteger
inclusive para a Fada Luz fiz um singelo soneto com muito amor.
Não fiz qualquer texto, fiz um soneto, poema que é o mais belo de todos para se fazer.
Não me esqueci dela não. A Fada da luz está mesmo é equivocada.
Ela até me apresentou uma amiga sua bem recatada
e em nós uma sólida amizade começou naturalmente a nascer.
Por tudo que falei, não posso ficar nesta estória como culpado,
sou inocente, Fada Azul! Juro por tudo que é mais sagrado!
Se a Fada da Luz está chateada comigo, é um sério problema que tenho a resolver.
CAPÍTULO OITO – FADA AZUL CONVERSA COM O DEUS TUPÃ
Fada Azul, aonde que as queridas fadas desertoras foram parar?
Pelo que a Fada da Luz me disse, elas foram para o planeta Terra e o país é o Brasil.
Nossa, que lonjura! Fazer o quê! Vou ter que ir lá! Você pode me acompanhar?
Claro que sim! Muito obrigada por me fazer o convite de forma tão gentil.
Nas matas brasileiras, os dois ficam encantados com a beleza do lugar.
Relâmpagos, estrondos fortíssimos, mas como se o céu está limpinho e na cor azul anil?
outra coisa que a Fada Azul e o Grilo Falante não saberão ainda como explicar
é de como de repente do nada um guerreiro indígena na frente deles veio aparecer.
Senhor índio, somos de paz. Eu me chamo Fada Azul e o meu amigo é o Grilo Falante.
Ah, não! De novo não! Mais uma entidade mágica dos caraíbas lá da terra distante...
O que está acontecendo com o mundo de vocês que estão vindo todos para o meu?
Quem não está entendendo nada somos nós! Como assim? O quê que há?
Que estória é esta de todos os habitantes do meu mundo virem para cá?
Tem quatro seres do meu mundo aqui, ou será que de alguém minha mente esqueceu?
CAPÍTULO NOVE – O GUIA DEUS TUPÃ
Senhor Tupã, duas amigas nossas deixaram o Portal de Sonhos e Magia
e vieram para o seu mundo com a intenção temporária de ficar,
porém quem sabe através de uma boa conversa a gente conseguiria
de fazê-las com que ao nosso mundo elas pudessem retornar...
A situação é tão complexa que para lhe explicar precisarei mais do que um dia.
Sendo nós de realidades diferentes em muitos detalhes teria que entrar,
para que o senhor deus Tupã pudesse entender o caso como deveria
a fim de que uma decisão sábia o senhor pudesse nos ajudar a tomar.
Deixa pra lá Fada Azul. Eu os levo onde estão as duas amigas fadas
e tomem as decisões de vocês ouvindo coração e não precipitadas,
só lembro a vocês que poderão ficar aqui o tempo que precisar.
Obrigada, deus Tupã! Desculpe-nos por essa grande amolação.
Acredito que depois de uma boa, madura e sincera conversação,
Tudo naturalmente voltará tranquilamente para o seu devido lugar.
CAPÍTULO DEZ – HORA DE LAVAR A ROUPA SUJA
Fada Jady Luapompom e Fada Azul, por gentileza, deixa-me com a fada da Luz a sós
Nada disso! Não tenho nada que falar com este Grilo Falante e vice-versa!
Fada da Luz, está havendo um grande mal entendido entre nós!
E ele só passará se nós tivermos uma ótima conversa.
Não temos o que conversar, Grilo! Umas das atitudes que conheço mais perversa
É o de desprezar alguém, não dando a ele sequer a vez e nem a voz
De participar do mundo no qual você está inserido, mal sabe que após
O tratamento recebido, machuca o outro, e a tristeza deste fica na mente submersa.
Você, Grilo Falante, escreveu belas estórias às fadas e até seres que nem é fada
E na hora que fui lê-las, cadê minha pessoinha? Nem fui sequer mencionada.
Com isto meu carinho por você está diminuindo assim gradativamente.
Pergunto para mim todos os dias: por que pelo Grilo Falante não sou amada,
Se tenho a plena certeza que para ele e para ninguém de mal não fiz nada?
Portanto não quero ficar mais tocando nesse assunto. É muito deprimente!
CAPÍTULO ONZE – COMO NASCE UM TEXTO
Fada da luz, esta confusão toda é por que você está com ciúme? É isso? Entendi direito?
Não me olhe assim, Grilo falante, como se eu fosse tola! Só constatei um fato!
Estou sendo bem sincero: Gosto de vocês e dos outros seres encantados do mesmo jeito!
Pelo que estou vendo terei que fazer a você um pequeno e esclarecedor relato.
Relato de quê, Grilo Falante? Lá vem você passar a lábia; este é o seu grande defeito!
Não fale assim, Fada de Luz!Ouça os meus argumentos e verá que estou sendo sensato.
Você por acaso sabe como um autor escreve o seu texto? Creio que não sabe pelo jeito!
Assim que lhe explicar vai riscar do seu coração a seguinte frase: O Grilo comigo é ingrato.
Escrever é um dom que uma pessoa recebe de um deus chamado de Febo ou Apolo.
Através de uma força iluminadora chamada no senso comum de inspiração,
o autor a recebe e assim pode escrever um texto com terceiros ou solo.
A inspiração, quando ela surge, praticamente nos entrega o texto pronto,
como fizera o arcanjo Gabriel ao ditar para o Maomé o sagrado corão.
O autor só terá o trabalho de materializar o texto no papel sem confronto.
CAPÍTULO DOZE – A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
De onde vem a inspiração? Fique tranqüila que eu vou detalhadamente lhe explicar.
Deixa-me lembrar com exatidão desta encantadora e verdadeira estória.
As musas são deusas das artes e seguidoras de Apolo vieram depois se tornar.
Em quantidade de nove, elas são filhas do grande Zeus com a deusa Memória.
Até agora está tranqüilo? Está conseguindo o meu raciocínio acompanhar?
As musas nos concedem a graça de escrever sobre um determinado assunto para nossa glória.
A sensação que temos ao produzir um texto é que ele é um filho que acabamos de ganhar.
Ir contra a inspiração para escrever sobre o tema ou um personagem seria uma luta inglória.
Você não pode me culpar pelo que escrevo. Acho que lhe demonstrei que sou inocente.
Na verdade o autor parece um médium que recebe de um espírito um texto psicografado
sendo usado como um aparelho ou meio de trazer uma mensagem à terra do vivente.
Fada da Luz, você entendeu agora qual é a, na hora de escrever, minha real situação?
Peço-lhe, por favor, que tire do seu peito a minha falsa imagem de sujeito renegado
porque sem dúvida nenhuma não há preconceito ou desigualdade dentro do meu coração.
CAPÍTULO XIII – RESOLVIDO O TAL ENTREVEIRO
Nossa! Pensei que o ato de escrever fosse complicado apenas para iniciante ou aventureiro!
Pensei que tivesse controle do que escreve, escrevesse o que quisesse, o que bem entendesse.
Jamais pensei que tivesse, na hora de escrever, o autor que se subordinar a um deus primeiro.
Pensei apenas que você não escreveu uma estória para mim por sua pura falta de interesse.
Gostaria, Grilo , que você não mais lembrasse que houve entre nós tal entreveiro
e que você me perdoasse de coração e com todo seu carinho me compreendesse.
A gente que é leiga acha que escrever é um dom e para quem escreve é algo corriqueiro.
Se soubesse dessa realidade sobre o mundo da escrita, jamais faria um julgamento desse.
Esqueça tudo isso que aconteceu, Fada da Luz. Vamos agradecer ao deus Tupã a acolhida
e retornar ao nosso aconchegante e querido Portal de Sonhos e Magia,
pois é lá que reside toda felicidade que há em nossa mágica vida.
Garanto-lhe, Fada da Luz, que você será personagem de uma estória por mim escrita,
Só não tem como lhe dizer quando isto acontecerá e marcar para você um dia;
Só posso lhe garantir que entre outras estórias que escrevi, a sua será também muito bonita.
(O FILHO DA POETISA)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"ZOAÇÃO" INFANTIL?!
Ei, menino, quantos anos você tem?
Tenho seis anos.
Conheço uma brincadeira legal...
Você me ensina, tio? Quero aprender!
Tá bom! Dê-me a sua mãozinha.
Vou começar.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Não estava segurando nenhum toicinho, não!
Não é assim que responde, menino!
Você tem que responder que o gato comeu.
Mas tio, o gato não come toicinho não!
Gato come rato ou então ração para gato.
Isto é uma brincadeira menino!
Você tem que responder do jeito que estou falando.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Isto mesmo, menino! Respondeu certo!
Cadê o gato?
Ih, tio! Sei não! Deve está fugindo com medo de algum cachorro.
Não é assim que responde, menino!
Você tem que falar que foi pro mato.
Mas tio, gato não vai pro mato.
Quem vai pro mato é Maria Chiquinha.
Você, por acaso, não ouviu aquela música de Sandy e Junior...
“O que cê foi fazer no mato Maria Chiquinha
Eu fui no mato buscar lenha, Genaro meu bem...”
Você quer dar uma de engraçadinho, não é menino!
Não tio, não é isto não!
Tá bom! Quando eu perguntar “cadê o gato que estava aqui”
Você terá que falar que o gato foi pro mato.
Tá certo, tio!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Isto mesmo, menino! Cadê o mato?
Meu pai capinou e colocou pro lixeiro levar.
Nada disso, menino! Você tem que responder que o fogo pegou...
Mas tio, se a gente botar o fogo no mato que o meu pai capinou,
A fumaça vai parar na casa dos vizinhos e eles pode achar ruim com nós.
Você e bobo em menino!
Se eu lhe perguntar “cadê o mato”
Você terá que responder que o fogo pegou.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato?
Cadê o mato?
Meu pai... não!
O fogo pegou
Legal, menino, é isto mesmo!
Vou continuar...
Cadê o fogo?
Tio, só pode estar no fogão ou no palito de fóscri.
Ô retardado! Não é esta resposta não!
Segundo, não é fóscri e sim fósforo!
Quando lhe perguntar “cadê o fogo”
Você terá que responder que a água apagou.
Tá certo!
Vamos de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Ahn... o gato comeu.
Cadê o gato?
Está fugindo... não! Foi pro mato.
Cadê o mato?
Meu pai Ca... não! A água apagou.
Cadê a água?
Eu estava com sede e bebi ela.
Não burrinho! A resposta correta é que o boi bebeu.
Você vai deixar de me dá água para dar pro boi, tio!
Nada disso toupeirinha! É apenas uma brincadeira!
Você terá que responder quando eu perguntar que o boi bebeu.
Tá certo!
Olha, já estou com vontade de parar! De não brincar mais!
Num faz isso, tio! Me ensina!
Tá bom! Vamos lá de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo pegou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Virou carne lá no açogue.
Ah, menino, parei!
Faz isso não tio. Eu não sei!
Ah, que saco!
Quando eu disser “cadê o boi”
Você terá que responder que está amassando trigo.
Mas tio, quem amassa os trigos hoje é as máquinas, meu pai falou.
De novo, menino! Reforço: isto é uma brincadeira.
Tá certo!
Vamos de novo.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Já certei essa tio! Vamos direto no boi!
Tá bom! Cadê o boi?
Está amassando trigo.
Cadê o trigo?
Sei não, tio.
Você tem que responder que a galinha espalhou.
Que galinha, tio?
A galinha da brincadeira.
Tá certo!
Cadê a galinha?
Essa eu sei, tio. Foi botar ovo.
Ô menino inteligente! E cadê o ovo?
Ora tio, o ovo agora virou pintinho,
Só depois a gente vai saber se o pintinho vai virar galo ou galinha.
Pra mim chega, pirralho!
Você está “zoando” comigo!
Não é isto, tio. Se o ovo não virou pintinho, então está na porta da geladeira.
Cheeegaaa! Fui! Tchau, seu menino bobão!
(O FILHO DA POETISA)
Tenho seis anos.
Conheço uma brincadeira legal...
Você me ensina, tio? Quero aprender!
Tá bom! Dê-me a sua mãozinha.
Vou começar.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Não estava segurando nenhum toicinho, não!
Não é assim que responde, menino!
Você tem que responder que o gato comeu.
Mas tio, o gato não come toicinho não!
Gato come rato ou então ração para gato.
Isto é uma brincadeira menino!
Você tem que responder do jeito que estou falando.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Isto mesmo, menino! Respondeu certo!
Cadê o gato?
Ih, tio! Sei não! Deve está fugindo com medo de algum cachorro.
Não é assim que responde, menino!
Você tem que falar que foi pro mato.
Mas tio, gato não vai pro mato.
Quem vai pro mato é Maria Chiquinha.
Você, por acaso, não ouviu aquela música de Sandy e Junior...
“O que cê foi fazer no mato Maria Chiquinha
Eu fui no mato buscar lenha, Genaro meu bem...”
Você quer dar uma de engraçadinho, não é menino!
Não tio, não é isto não!
Tá bom! Quando eu perguntar “cadê o gato que estava aqui”
Você terá que falar que o gato foi pro mato.
Tá certo, tio!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Isto mesmo, menino! Cadê o mato?
Meu pai capinou e colocou pro lixeiro levar.
Nada disso, menino! Você tem que responder que o fogo pegou...
Mas tio, se a gente botar o fogo no mato que o meu pai capinou,
A fumaça vai parar na casa dos vizinhos e eles pode achar ruim com nós.
Você e bobo em menino!
Se eu lhe perguntar “cadê o mato”
Você terá que responder que o fogo pegou.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato?
Cadê o mato?
Meu pai... não!
O fogo pegou
Legal, menino, é isto mesmo!
Vou continuar...
Cadê o fogo?
Tio, só pode estar no fogão ou no palito de fóscri.
Ô retardado! Não é esta resposta não!
Segundo, não é fóscri e sim fósforo!
Quando lhe perguntar “cadê o fogo”
Você terá que responder que a água apagou.
Tá certo!
Vamos de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Ahn... o gato comeu.
Cadê o gato?
Está fugindo... não! Foi pro mato.
Cadê o mato?
Meu pai Ca... não! A água apagou.
Cadê a água?
Eu estava com sede e bebi ela.
Não burrinho! A resposta correta é que o boi bebeu.
Você vai deixar de me dá água para dar pro boi, tio!
Nada disso toupeirinha! É apenas uma brincadeira!
Você terá que responder quando eu perguntar que o boi bebeu.
Tá certo!
Olha, já estou com vontade de parar! De não brincar mais!
Num faz isso, tio! Me ensina!
Tá bom! Vamos lá de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo pegou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Virou carne lá no açogue.
Ah, menino, parei!
Faz isso não tio. Eu não sei!
Ah, que saco!
Quando eu disser “cadê o boi”
Você terá que responder que está amassando trigo.
Mas tio, quem amassa os trigos hoje é as máquinas, meu pai falou.
De novo, menino! Reforço: isto é uma brincadeira.
Tá certo!
Vamos de novo.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Já certei essa tio! Vamos direto no boi!
Tá bom! Cadê o boi?
Está amassando trigo.
Cadê o trigo?
Sei não, tio.
Você tem que responder que a galinha espalhou.
Que galinha, tio?
A galinha da brincadeira.
Tá certo!
Cadê a galinha?
Essa eu sei, tio. Foi botar ovo.
Ô menino inteligente! E cadê o ovo?
Ora tio, o ovo agora virou pintinho,
Só depois a gente vai saber se o pintinho vai virar galo ou galinha.
Pra mim chega, pirralho!
Você está “zoando” comigo!
Não é isto, tio. Se o ovo não virou pintinho, então está na porta da geladeira.
Cheeegaaa! Fui! Tchau, seu menino bobão!
(O FILHO DA POETISA)
CHUVA DE DESENCANTO
CAPÍTULO UM – VAI CHOVER...
Fada das Águas! Vamos embora para a nossa casa,
está vindo uma imensa nuvem negra tomar conta do céu
e quando tomo qualquer chuvinha vem a gripe e me arrasa,
fazendo com que a minha saúde viva num verdadeiro escarcéu.
Tá bom! Tá bom! Vamos sim, minha querida amiga! Fada melada,
estou achando essa nuvem negra muito, mas muito esquisita!
O céu estava limpo, todo azul, com nuvens brancas e de repente surge do nada
uma gigantesca nuvem negra, se assenhora do firmamento e soberana nela transita.
Outra coisa bastante estranha em relação àquela grande nuvem negra
é que ela já surgiu assim, imensa, ocupando o céu do Portal por inteiro,
não seguindo em hipótese alguma por nós a tal conhecida regra
De surgir pequenina e depois juntar as companheiras na abóbada celeste
E aí sim preparando os seres vivos para receberem o aguaceiro
Todas as vezes que acontece no céu um fenômeno tão natural como este.
CAPÍTULO DOIS – UMA CHUVA DIFERENTE
Da nuvem negra desciam, pasmem, negros corações inteiraços,
Depois que eles saíam da nuvem relampejavam muito forte.
O relâmpago partia bem no meio o coração em dois pedaços
Como se fosse um açougueiro usando uma boa faca de corte.
Após cada relâmpago é que vinha da nuvem um trovão,
De novo sendo bem diferente da chuva convencional.
Os corações negros, partidos no meio, ao tocarem os seres vivos então
Faziam com que os mesmos trancafiassem o lado bom e libertassem o mau.
Ninguém do Portal sabia dessa consequência da chuva danosa,
Apenas que estavam diante de um acontecimento surreal
E por isto mesmo cada fadinha saía de sua casa muito curiosa.
O trovão não era um som estrondoso e forte e sim parecia um grito de dor
Saltado por alguém que tivera em seu peito cravado um afiado punhal,
Apavorando quem o ouvia, seja lá ele quem for.
CAPÍTULO TRÊS – AS CONSEQUÊNCIAS DA CHUVA
A Fada Arco-Íris teve as suas sete cores restritas à só uma: cinza.
A Fada Menina de sapeca e contente tornou-se infeliz e ranzinza.
A Fada Sol consubstanciou com a Fada Jady Luapompom virando eclipse lunar.
A Fada Azul tornou-se preta para que nenhuma energia positiva pudesse sair ou entrar.
A Fada Mão de Sol transformou-se em um dedinho de breu.
A fada Dourada virou Fada de Alumínio e se enferrujou.
A Fada Vermelha cujo significado da cor é a paixão que em nosso peito encerra
Continua com a sua cor vermelha, porém para representar o ódio e a guerra.
A Fada Dama Verde rapidamente ficou tão madura que apodreceu.
A Fada Rosa, coitadinha, perdeu a sua cor e com isto empalideceu.
A Fada Melada perdeu todo o seu doce, ficando com o sabor de puro fel.
A Fada das Águas virou vapor e pela nuvem negra acabou sendo absorvida
A Fada Primavera agora é outono para toda sua vida.
A Fada das Flores agora com as flores murchas não pode ser apetecida.
CAPÍTULO QUATRO – CONTINUAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cristal tornou-se um mero plástico transparente.
A Fada dos Sonhos virou um súcubo e agora assusta muita gente.
A Fada Ruiva perdeu todo o seu cabelo, passando a ter uma careca reluzente.
A Dona Carochinha transformou-se numa rebelde “aborrecente”.
A Fada Sonson não emite mais nenhum som e sem falar, que agonia!
Ficou ruim o nosso querido e feliz Portal dos Sonhos e Magia.
Agora é uma abertura de tudo que é medonho e cruel em nosso dia-a-dia.
Toda essa negativa inversão era a colossal nuvem negra que produzia.
Todos que eram tocados pelos corações negros e partidos
que desciam da nuvem negra ao chegarem aos alvos pretendidos,
perdiam todos os encantamentos que eles tinham adquiridos.
O ambiente ruim trazia mais negatividade a todos os moradores,
o clima agora ali podia ser resumido a todos os sentimentos de horrores
que todos traziam consigo. Eles só tinham direito de sentir dissabores.
CAPÍTULO CINCO – AINDA AS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cigana de Amor se transformou numa patricinha do tédio.
Até o Grilo Falante tentou evitar os corações negros, mas não teve jeito e nem remédio;
só que ele ficou tão deprimido que perdeu o conquistado assédio
de todos do Portal. No auge da depressão sentia uma vontade enorme de pular de um prédio.
As coisas lá para o lado do Portal estavam tão esquisitas
que ninguém foi para receber as duas novas visitas
que acabaram de chegar. Cadê as coisas bonitas
que estavam nas últimas vezes que passamos aqui? E as fadas benditas?
De onde veio a nuvem que chove corações negros e estes gritos para serem partidos?
Por que as coisas aqui no Portal estão fúnebres parecendo não fazerem sentidos?
Por que será que até agora por ninguém fomos educadamente recebidos?
Perguntas e mais perguntas, hein Gênio! O pior e o mais impressionante:
até agora uma viv’alma sequer nos informou onde mora a Lagarta que agora é Grilo Falante;
se estamos perto do tal inseto ou então quem sabe dele bem distante?
CAPÍTULO SEIS – A CORDIALIDADE DA TARTARUGA
Humano! Oh, Humano! Não posso sair da minha casa, pois se estes corações tocarem em mim
Ai! AI! AI! Não quero nem pensar! Acabarei virando em alguma coisa bastante ruim
Como aconteceram a todos os seres vivos que habitam esse ex-alegre lugar.
vocês dois... Abdala e o ex-Gênio Vingativo. Encolhem-se. Tenho muita coisa para lhes contar.
O Gênio acata o pedido da tartaruga. Os dois agora dentro do casco estão.
Gênio! Abdala! Faz dias que não sei o que é uma boa alimentação.
Estou enclausurado na minha própria casa. Ela é que me protege desses malditos corações.
Podem se livrar do escudo energético. Aqui vocês não são alvos da nuvem negra. Indagações?
Dona tartaruga, antes de entrarmos, avistamos a nuvem e os corações negros descendo
Simultaneamente gritos de dores nossos ouvidos foram recebendo,
Com isto nossos sentidos de proteção viram que algo de muito estranho estava acontecendo
Assim que pisamos neste lugar, o Gênio criou uma redoma que até agora vem nos protegendo.
Num estalar de dedos o Gênio deu a tartaruga toda comida que ela precisava
Para acabar com a fome que sem piedade nenhuma lhe atacava.
Além de uma boa quantidade de água fresca que a tartaruga necessitava.
Enquanto saciava os seus desejos vitais, a tartaruga ia contando tudo em pormenores.
Abdala e o Gênio ouviam tudo atentamente com caras de horrores.
Todos os presentes achavam que o Portal vive hoje os seus momentos piores.
CAPÍTULO SETE - NOVAMENTE O GRILO FALANTE E O GÊNIO
Num estalar de dedos os três personagens foram transportados à casa do Grilo Falante
que ao ver o Gênio Vingativo não teve reação nenhuma, de tão deprimido.
Apenas diz: acabe comigo e satisfaça todo o seu ódio por mim reprimido,
aí siga sua mesquinha feliz vida por ter conseguido algo que para você era tão importante.
Calmo Grilo! Esse Gênio que você conheceu não existe mais. Vim aqui para lhe agradecer
Por tudo de bom que você fez por mim. Deu-me a liberdade e o livre arbítrio para ser feliz;
No entanto nada mais justo do que o seu direito eu possa lhe devolver
De realizar os seus três desejos, Vamos a eles. Qual será o primeiro? Você sabe? Diz!
Tá bom! Vou fingir que credito! Diz o Grilo Falante ainda descrente:
O meu primeiro desejo é que você acabe de vez com esta minha terrível depressão.
Um novo estalar de dedos e a depressão do Grilo some num passe de mágica literalmente.
O Gênio não estava blefando! O Grilo Falante fica feliz completamente.
Posso , Gênio, fazer agora o meu segundo desejo então?!
Que esta horrível nuvem, esses corações malditos e histéricos gritos sumam imediatamente!
CAPÍTULO OITO – UM DESEJO DE BRINDE
Ao som de estalar de dedos o céu volta a ficar azul e as nuvens brancas como algodão.
Terceiro desejo é que todos do Portal voltem a ser o que era antes da maldita nuvem aparecer.
Ao fechar a boca, O Grilo sente uma infinita alegria apossar de todo o seu pequenino coração
os seres vivos do Portal estavam iguais ao Grilo, tão feliz que não sabiam o que dizer.
O Portal dos Sonhos e Magia voltara a ficar novamente lindo,
as cores se destacando na natureza, as águas cristalinas correndo no rio,
a bicharada e as fadas, todos, majestosamente sorrindo.
Como é gostoso ver o Portal livre de todo aquele diabólico mal e sombrio.
Gênio, realmente não sei como lhe agradecer o inesquecível bem que você hoje nos fez.
Que isto Grilo! “Chumbo trocado não dói”! A sala se torna uma risaiada só.
O Gênio agora se sente aliviado com sua consciência tranqüila por toda de uma vez.
Estou me sentindo tão bem que vou quebrar o protocolo e lhe conceder mais um pedido.
Não precisa, obrigado. Estou bastante satisfeito. Fui nos desejos muito bem atendido.Oh,
não faça cerimônia! Sinto que você tem um desejo que é de descobrir quem é o culpado.
CAPÍTULO NOVE – O CULPADO DE TODOS OS MALES
Todos ficam estarrecidos ao descobrir quem pelo todo mal causado é responsável.
Não acredito! Quem construiu a negra nuvem foi você, grande mago Merlin?!
Totalmente sem graça, o mago assume que fora o causador de toda aquela desgraça sim.
Apesar de ser um erro primário, vou justificar o que a princípio parece injustificável.
Estava fazendo uma nova porção do amor, uma vez que a minha estava acabando...
Para nós, grandes magos, isso é corriqueiro fazer, algo assim bem banal.
Sem óculos, deixei-o na cômoda do meu quarto, pedi ao meu aprendiz os ingredientes afinal,
Só que os ingredientes estavam com os prazos de validade vencidos. Eu não sabia quando
Misturei os ingredientes exigidos pela fórmula e estes provocaram uma grande explosão
que veio formar aquela nuvem negra de grande dimensão.
Como ventava muito naquele momento, os ventos a trouxeram para este lugar.
Insisto! Juro que não sabia que os ingredientes estavam vencidos, senão não os teria colocado.
Além de bastante experiente, sou um mago altamente conceituado
e não deixaria o meu respeitado nome no lixo ir parar.
CAPÍTULO DEZ – PEDIDO DE DESCULPAS
Estou aqui neste momento pedindo a todos os seres vivos do portal, desculpa.
Os transtornos por mim causados pela nuvem negra não foi intencional.
O erro foi do meu aprendiz, mas o erro faz parte da aprendizagem, portanto a culpa
Deve ser totalmente credenciado a mim. Confiei no meu aprendiz... falhei como profissional.
Se não tivesse dado cartaz ao comodismo, pegado os meus óculos e lido o prazo de validade,
Com certeza não usaria aqueles ingredientes com o prazo de validade expirado;
Usaria os ingredientes novos, lógico, portanto não aconteceria tal calamidade.
Chamo a responsabilidade. O material é meu. Se perdeu validade deveria por mim ser trocado.
Olha, não há nada que fazer aqui, o Gênio já fez o maravilhosamente meu serviço.
Só me resta agradecer ao Gênio pelo seu gesto solidário e ter resolvido isso.
Como pedido de desculpas, deixo pequeninos e coloridos unicórnios às fadas.
Esses animaizinhos são mágicos e serão delas como novos bichinhos de estimação.
Se precisarem de mim, podem me chamar, pois estarei de vocês sempre a disposição.
Vou-me embora. Não cometerei o mesmo erro. Deixarei minhas coisas mágicas organizadas.
(O FILHO DA POETISA)
Fada das Águas! Vamos embora para a nossa casa,
está vindo uma imensa nuvem negra tomar conta do céu
e quando tomo qualquer chuvinha vem a gripe e me arrasa,
fazendo com que a minha saúde viva num verdadeiro escarcéu.
Tá bom! Tá bom! Vamos sim, minha querida amiga! Fada melada,
estou achando essa nuvem negra muito, mas muito esquisita!
O céu estava limpo, todo azul, com nuvens brancas e de repente surge do nada
uma gigantesca nuvem negra, se assenhora do firmamento e soberana nela transita.
Outra coisa bastante estranha em relação àquela grande nuvem negra
é que ela já surgiu assim, imensa, ocupando o céu do Portal por inteiro,
não seguindo em hipótese alguma por nós a tal conhecida regra
De surgir pequenina e depois juntar as companheiras na abóbada celeste
E aí sim preparando os seres vivos para receberem o aguaceiro
Todas as vezes que acontece no céu um fenômeno tão natural como este.
CAPÍTULO DOIS – UMA CHUVA DIFERENTE
Da nuvem negra desciam, pasmem, negros corações inteiraços,
Depois que eles saíam da nuvem relampejavam muito forte.
O relâmpago partia bem no meio o coração em dois pedaços
Como se fosse um açougueiro usando uma boa faca de corte.
Após cada relâmpago é que vinha da nuvem um trovão,
De novo sendo bem diferente da chuva convencional.
Os corações negros, partidos no meio, ao tocarem os seres vivos então
Faziam com que os mesmos trancafiassem o lado bom e libertassem o mau.
Ninguém do Portal sabia dessa consequência da chuva danosa,
Apenas que estavam diante de um acontecimento surreal
E por isto mesmo cada fadinha saía de sua casa muito curiosa.
O trovão não era um som estrondoso e forte e sim parecia um grito de dor
Saltado por alguém que tivera em seu peito cravado um afiado punhal,
Apavorando quem o ouvia, seja lá ele quem for.
CAPÍTULO TRÊS – AS CONSEQUÊNCIAS DA CHUVA
A Fada Arco-Íris teve as suas sete cores restritas à só uma: cinza.
A Fada Menina de sapeca e contente tornou-se infeliz e ranzinza.
A Fada Sol consubstanciou com a Fada Jady Luapompom virando eclipse lunar.
A Fada Azul tornou-se preta para que nenhuma energia positiva pudesse sair ou entrar.
A Fada Mão de Sol transformou-se em um dedinho de breu.
A fada Dourada virou Fada de Alumínio e se enferrujou.
A Fada Vermelha cujo significado da cor é a paixão que em nosso peito encerra
Continua com a sua cor vermelha, porém para representar o ódio e a guerra.
A Fada Dama Verde rapidamente ficou tão madura que apodreceu.
A Fada Rosa, coitadinha, perdeu a sua cor e com isto empalideceu.
A Fada Melada perdeu todo o seu doce, ficando com o sabor de puro fel.
A Fada das Águas virou vapor e pela nuvem negra acabou sendo absorvida
A Fada Primavera agora é outono para toda sua vida.
A Fada das Flores agora com as flores murchas não pode ser apetecida.
CAPÍTULO QUATRO – CONTINUAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cristal tornou-se um mero plástico transparente.
A Fada dos Sonhos virou um súcubo e agora assusta muita gente.
A Fada Ruiva perdeu todo o seu cabelo, passando a ter uma careca reluzente.
A Dona Carochinha transformou-se numa rebelde “aborrecente”.
A Fada Sonson não emite mais nenhum som e sem falar, que agonia!
Ficou ruim o nosso querido e feliz Portal dos Sonhos e Magia.
Agora é uma abertura de tudo que é medonho e cruel em nosso dia-a-dia.
Toda essa negativa inversão era a colossal nuvem negra que produzia.
Todos que eram tocados pelos corações negros e partidos
que desciam da nuvem negra ao chegarem aos alvos pretendidos,
perdiam todos os encantamentos que eles tinham adquiridos.
O ambiente ruim trazia mais negatividade a todos os moradores,
o clima agora ali podia ser resumido a todos os sentimentos de horrores
que todos traziam consigo. Eles só tinham direito de sentir dissabores.
CAPÍTULO CINCO – AINDA AS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cigana de Amor se transformou numa patricinha do tédio.
Até o Grilo Falante tentou evitar os corações negros, mas não teve jeito e nem remédio;
só que ele ficou tão deprimido que perdeu o conquistado assédio
de todos do Portal. No auge da depressão sentia uma vontade enorme de pular de um prédio.
As coisas lá para o lado do Portal estavam tão esquisitas
que ninguém foi para receber as duas novas visitas
que acabaram de chegar. Cadê as coisas bonitas
que estavam nas últimas vezes que passamos aqui? E as fadas benditas?
De onde veio a nuvem que chove corações negros e estes gritos para serem partidos?
Por que as coisas aqui no Portal estão fúnebres parecendo não fazerem sentidos?
Por que será que até agora por ninguém fomos educadamente recebidos?
Perguntas e mais perguntas, hein Gênio! O pior e o mais impressionante:
até agora uma viv’alma sequer nos informou onde mora a Lagarta que agora é Grilo Falante;
se estamos perto do tal inseto ou então quem sabe dele bem distante?
CAPÍTULO SEIS – A CORDIALIDADE DA TARTARUGA
Humano! Oh, Humano! Não posso sair da minha casa, pois se estes corações tocarem em mim
Ai! AI! AI! Não quero nem pensar! Acabarei virando em alguma coisa bastante ruim
Como aconteceram a todos os seres vivos que habitam esse ex-alegre lugar.
vocês dois... Abdala e o ex-Gênio Vingativo. Encolhem-se. Tenho muita coisa para lhes contar.
O Gênio acata o pedido da tartaruga. Os dois agora dentro do casco estão.
Gênio! Abdala! Faz dias que não sei o que é uma boa alimentação.
Estou enclausurado na minha própria casa. Ela é que me protege desses malditos corações.
Podem se livrar do escudo energético. Aqui vocês não são alvos da nuvem negra. Indagações?
Dona tartaruga, antes de entrarmos, avistamos a nuvem e os corações negros descendo
Simultaneamente gritos de dores nossos ouvidos foram recebendo,
Com isto nossos sentidos de proteção viram que algo de muito estranho estava acontecendo
Assim que pisamos neste lugar, o Gênio criou uma redoma que até agora vem nos protegendo.
Num estalar de dedos o Gênio deu a tartaruga toda comida que ela precisava
Para acabar com a fome que sem piedade nenhuma lhe atacava.
Além de uma boa quantidade de água fresca que a tartaruga necessitava.
Enquanto saciava os seus desejos vitais, a tartaruga ia contando tudo em pormenores.
Abdala e o Gênio ouviam tudo atentamente com caras de horrores.
Todos os presentes achavam que o Portal vive hoje os seus momentos piores.
CAPÍTULO SETE - NOVAMENTE O GRILO FALANTE E O GÊNIO
Num estalar de dedos os três personagens foram transportados à casa do Grilo Falante
que ao ver o Gênio Vingativo não teve reação nenhuma, de tão deprimido.
Apenas diz: acabe comigo e satisfaça todo o seu ódio por mim reprimido,
aí siga sua mesquinha feliz vida por ter conseguido algo que para você era tão importante.
Calmo Grilo! Esse Gênio que você conheceu não existe mais. Vim aqui para lhe agradecer
Por tudo de bom que você fez por mim. Deu-me a liberdade e o livre arbítrio para ser feliz;
No entanto nada mais justo do que o seu direito eu possa lhe devolver
De realizar os seus três desejos, Vamos a eles. Qual será o primeiro? Você sabe? Diz!
Tá bom! Vou fingir que credito! Diz o Grilo Falante ainda descrente:
O meu primeiro desejo é que você acabe de vez com esta minha terrível depressão.
Um novo estalar de dedos e a depressão do Grilo some num passe de mágica literalmente.
O Gênio não estava blefando! O Grilo Falante fica feliz completamente.
Posso , Gênio, fazer agora o meu segundo desejo então?!
Que esta horrível nuvem, esses corações malditos e histéricos gritos sumam imediatamente!
CAPÍTULO OITO – UM DESEJO DE BRINDE
Ao som de estalar de dedos o céu volta a ficar azul e as nuvens brancas como algodão.
Terceiro desejo é que todos do Portal voltem a ser o que era antes da maldita nuvem aparecer.
Ao fechar a boca, O Grilo sente uma infinita alegria apossar de todo o seu pequenino coração
os seres vivos do Portal estavam iguais ao Grilo, tão feliz que não sabiam o que dizer.
O Portal dos Sonhos e Magia voltara a ficar novamente lindo,
as cores se destacando na natureza, as águas cristalinas correndo no rio,
a bicharada e as fadas, todos, majestosamente sorrindo.
Como é gostoso ver o Portal livre de todo aquele diabólico mal e sombrio.
Gênio, realmente não sei como lhe agradecer o inesquecível bem que você hoje nos fez.
Que isto Grilo! “Chumbo trocado não dói”! A sala se torna uma risaiada só.
O Gênio agora se sente aliviado com sua consciência tranqüila por toda de uma vez.
Estou me sentindo tão bem que vou quebrar o protocolo e lhe conceder mais um pedido.
Não precisa, obrigado. Estou bastante satisfeito. Fui nos desejos muito bem atendido.Oh,
não faça cerimônia! Sinto que você tem um desejo que é de descobrir quem é o culpado.
CAPÍTULO NOVE – O CULPADO DE TODOS OS MALES
Todos ficam estarrecidos ao descobrir quem pelo todo mal causado é responsável.
Não acredito! Quem construiu a negra nuvem foi você, grande mago Merlin?!
Totalmente sem graça, o mago assume que fora o causador de toda aquela desgraça sim.
Apesar de ser um erro primário, vou justificar o que a princípio parece injustificável.
Estava fazendo uma nova porção do amor, uma vez que a minha estava acabando...
Para nós, grandes magos, isso é corriqueiro fazer, algo assim bem banal.
Sem óculos, deixei-o na cômoda do meu quarto, pedi ao meu aprendiz os ingredientes afinal,
Só que os ingredientes estavam com os prazos de validade vencidos. Eu não sabia quando
Misturei os ingredientes exigidos pela fórmula e estes provocaram uma grande explosão
que veio formar aquela nuvem negra de grande dimensão.
Como ventava muito naquele momento, os ventos a trouxeram para este lugar.
Insisto! Juro que não sabia que os ingredientes estavam vencidos, senão não os teria colocado.
Além de bastante experiente, sou um mago altamente conceituado
e não deixaria o meu respeitado nome no lixo ir parar.
CAPÍTULO DEZ – PEDIDO DE DESCULPAS
Estou aqui neste momento pedindo a todos os seres vivos do portal, desculpa.
Os transtornos por mim causados pela nuvem negra não foi intencional.
O erro foi do meu aprendiz, mas o erro faz parte da aprendizagem, portanto a culpa
Deve ser totalmente credenciado a mim. Confiei no meu aprendiz... falhei como profissional.
Se não tivesse dado cartaz ao comodismo, pegado os meus óculos e lido o prazo de validade,
Com certeza não usaria aqueles ingredientes com o prazo de validade expirado;
Usaria os ingredientes novos, lógico, portanto não aconteceria tal calamidade.
Chamo a responsabilidade. O material é meu. Se perdeu validade deveria por mim ser trocado.
Olha, não há nada que fazer aqui, o Gênio já fez o maravilhosamente meu serviço.
Só me resta agradecer ao Gênio pelo seu gesto solidário e ter resolvido isso.
Como pedido de desculpas, deixo pequeninos e coloridos unicórnios às fadas.
Esses animaizinhos são mágicos e serão delas como novos bichinhos de estimação.
Se precisarem de mim, podem me chamar, pois estarei de vocês sempre a disposição.
Vou-me embora. Não cometerei o mesmo erro. Deixarei minhas coisas mágicas organizadas.
(O FILHO DA POETISA)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O SIR GRILO FALANTE
Grilo Falante não faz apologia ao medo
e nem tão pouco papel de marionete
como cavaleiro aprendeu desde cedo
usar bem a coragem, a ética e o florete.
Um cavaleiro não fica do lado do mal,
nem tão pouco ajuda-o disseminá-lo,
para o Grilo é um instinto bem natural
defender o mais fracos e ampará-lo.
Os deuses jamais praticam bruxarias,
aliás são combatem veemente a elas
utilizando as suas poderosas magias.
Eleição não é o mal, é sim democracia,
O eleito evita que quaisquer sequelas
Tragam de volta o egoísmo e a tirania.
(O FILHO DA POETISA)
e nem tão pouco papel de marionete
como cavaleiro aprendeu desde cedo
usar bem a coragem, a ética e o florete.
Um cavaleiro não fica do lado do mal,
nem tão pouco ajuda-o disseminá-lo,
para o Grilo é um instinto bem natural
defender o mais fracos e ampará-lo.
Os deuses jamais praticam bruxarias,
aliás são combatem veemente a elas
utilizando as suas poderosas magias.
Eleição não é o mal, é sim democracia,
O eleito evita que quaisquer sequelas
Tragam de volta o egoísmo e a tirania.
(O FILHO DA POETISA)
PROCURA-SE: FADA AZUL E FADA MENINA
CAPÍTULO UM – FADA AZUL E FADA MENINA SUMIRAM
Grilo Falante, oh, meu amigo Grilo Falante!
Venha até aqui rápido só por um instante!
Eu preciso de uma ajuda de sua amiga Diana!
A Fada Azul e Fada Menina ... já tem uma semana
que elas sumiram, se esconderam lá na floresta.
Como é que é Fada Arco-Íris? Que estória é esta?
Estou pedindo a ajuda à sua amiga deusa da caça
com medo que possa acontecer a elas alguma desgraça!
Você sabe me dizer o que as motivou tomar tal decisão?
Ah, grilo Falante, elas devem estar fugindo de uma punição!
Quem irá puni-las? Por quê? Não me esconda nada!
Grilo! Conto-lhe se tiver tempo, pois é uma estória bem complicada.
CAPÍTULO DOIS - O PRIMEIRO PORQUÊ DO SUMIÇO
Você sabe que a Fada menina é muito travessa,
porém nada agora lhe tira da dura cabeça
a ideia absurda e ridícula de ter um pai.
Já tentei de tudo, mas esta bizarrice de sua cabeça não sai.
Um dia gritei com ela: chega! Não fale mais desse assunto comigo!
Se você insistir ,vou colocá-la no seu quarto e de castigo!
Não sei de onde ela tirou esta grande loucura.
O pior é que a Fada Azul dá à Fada Menina cobertura...
Isto me deixa possessa! Para lhe honesta, deixa-me pê da vida,
daí acabo punindo as duas por estar muito enfurecida!
A primeira coloco de castigo por não ter nenhum juízo
e a segunda é punida por ter e não usá-lo no momento preciso.
CAPÍTULO TRÊS – O SEGUNDO PORQUÊ DO SUMIÇO
Insisto! Como se não bastasse a ideia bizarra da figura paterna,
a Fada Menina veio com a estória de ter uma paixão eterna
por um menino que é um diabo em forma de gente...
além do mais a fada menina é uma criança inocente;
saiu do cueiro outro dia mesmo, apesar de precoce...
a Fada Azul apóia o namoro dos dois como se natural fosse.
Se pra gente que é adulto o namoro é algo bem complicado,
quem dirá para duas crianças que num recém- passado
estavam ainda engatinhando pelo chão da casa inteira.
Para mim, a Fada Azul está me saindo uma bela alcoviteira.
Não tem cabimento consentir o namoro daqueles dois.
Meu anjinho não combinou com o do fedelho, não será agora e nem depois!
CAPÍTULO QUATRO – ESTÁ TUDO ERRADO!
Vamos por parte, como afirma um frio esquartejador...
Fada Arco-Íris, ouça-me com atenção, por favor!
Não posso chamar a deusa Diana para lhe ajudar,
a sua causa não é humanitária, nem universal e sim particular.
A gente tem o respeito de terceiro não imposto através do medo
E sim porque eles nos amam, é aí que está o grande segredo.
Quando a gente ama alguém, não queremos vê-lo triste.
O sofrimento dele (ser amado) é a dor mais dolorosa que existe.
Fazemos de tudo, o possível e o impossível, para ver o ente amado feliz,
inclusive internalizando e cumprindo tudo com carinho o que ele diz.
Abrimos mãos dos nossos desejos para realizar o sonho da pessoa amada,
fazemos isto com infinita alegria e o que é melhor: sem cobrar nada!
CAPÍTULO CINCO – NEM TUDO ESTÁ ERRADO
Quanto ao fato da Fada Menina ter um pai, contar-lhe-ei a verdade.
Não me esconda nada, Grilo! ... ela ainda não tem para isso maturidade...
se você usar de amor e sinceridade, ela aceitará o fato mesmo sem compreendê-lo,
caso você omita isto, o que é real mais tarde se transformará num grande pesadelo,
fazendo com que as depois venham sofrer muito recíproca e respectivamente.
Então para que jogar para o futuro um problema do nosso presente?
No que diz respeito à Fada Azul, pode ficar bastante tranquila,
ela está agindo corretamente. Se a fada Menina errar, ela está lá para corrigi-la,
mas não transmitindo medo e sim muito amor e muita confiança;
com isto a Fada Menina crescerá sem o temor de errar e com muita segurança.
Se errou, peça desculpa, e se for possível, conserte ou repare o seu erro
para mais tarde não ficar com a horrível cara de enterro.
CAPÍTULO SEIS – EXPLICAÇÃO À FADA ARCO-ÍRIS E AO LEITOR
De onde a Fada Menina tirou a ideia de ter pai, criatura?
Fácil de responder. Lembra quando ela teve comigo sua última aventura?
Lembro. Foi quando você, ela, a Fada Sol e a Fada Azul trouxeram uma cria humana
aqui ao nosso Portal. Correto! O nome da criança era lindo, Joanna,
e ela para entrar no Portal foi transformada numa joaninha...
Os humanos para nascerem precisam ter mãe e pai. Foi daí que a pequena fada danadinha...
Faço uma pequena pausa na estória, pois creio que o leiro deve estar furioso
comigo porque até agora só afirmei que as fadas nascem e aí bastante curioso
deve estar pensando: o autor desta estória vai explicar ou não
de como nascem as fadas? Calma pessoal! Darei sim uma explicação,
não vou dar a você o trabalho exaustivo de pesquisar,
portanto deixemos de blá-blá-blá e vamos ao próximo capítulo para clarear.
CAPÍTULO SETE – COMO NASCEM AS FADAS...
Vou explicar, mas eu não sou fada, apenas o Grilo Falante,
então vou contar a estória de como nasceu as fadas, consoante
O que li no livro de Peter pan, conhecida estória infantil,
portanto se for mentira, a culpa não é minha, viu!
Quando um bebê pela primeira vez na vida vai sorrir,
o sorriso dele em milhares de pedaços irá partir,
estes milhares de pedaços irão livremente se espalhar
e magicamente estes pedaços começarão do nada a saltar.
Quando a nossa curiosidade nos chama lá para ver,
milhares de lindas fadinhas acabaram de nascer.
Depois surge a fada Rhiannon e recolhe toda fadinha bebê,
leva para o mundo mágico, lá elas crescerão, para uma tomar conta de você.
CAPÍTULO OITO – ENCONTRANDO-SE COM A VERDADE
Pensando carinhosamente em tudo que o Grilo Falante lhe dissera
A fada Arco-Íris se sente uma terrível bruxa e se desespera.
Grilo, você tem toda razão! Estou com tanto remorso do que eu fiz.
Buááá! Eu não sou má! Tudo o que eu quero é que a Fada Menina cresça feliz!
Ah, meu pai! Quanto tempo eu venho sendo com a Fada Azul injusta...
Precisamos encontrá-las para eu pedir mil desculpas para me sentir justa!
Só que o senso de justiça não pode só no pedido de desculpas ficar,
você terá que modificar radicalmente a sua forma das duas tratar.
Deixa totalmente para trás a terrível ideia de punição
e busque com as duas ter mais diálogo e esforço de compreensão.
O namoro da Fada Menina é puro fogo de palha, acabará passando,
percebendo que a ama, o amor que sente pelo guri, a você estará voltando.
CAPÍTULO NOVE – ORAÇÃO AO DEUS HORUS
Vamos encontrar nossas amigas? Como, grilo, se eu não sei onde elas estão?
Bem, neste caso, para encontrá-las, repita comigo esta forte oração:
Poderoso deus Horus, deus mitológico egípcio do mundo dos vivos,
Dê-me uma visão de águia, uma visão de olhos super-ativos,
Pois tenho, para ser bem honesto, nesta hora exata,
duas grandes amigas que se encontram escondidas na mata.
Faça com que eu, deus poderoso e meu honroso amigo,
Encontre-as primeiro do que qualquer um temeroso perigo.
Na mesma hora, o Grilo Falante tem de toda floresta a real visão.
Fada Arco-Íris, ajude-me aqui, pois já tenho a localização.
Grilinho danado, depois fala que não tem poderes... vai eu acreditar...
Anda Grilinho, não demore! Diga-me onde é que é o tal lugar!
CAPÍTULO DEZ – ENCONTRANDO AS FUJONAS
A partir do meio da floresta, a três quilômetros da mesma, porém no sul,
lá nós vamos encontrar as duas fadas, próximas a uma árvore mágica azul.
Elas estão se divertindo, jogando uma emocionante partida de queimada.
As fadas não estão sozinhas, elas estão praticando esse esporte com a bicharada.
Num passe de mágica, as duas fadas fazem uma esquisita cara de terror.
Foi você, não é Grilo, que a trouxe aqui! Sua dinda não conhecia este seu lado traidor!
Calma, Fada Azul, não fale assim com o seu querido afilhado...
Você não tem a noção de como esta criaturinha nos tem ajudado...
Estou aqui não para puni-las e sim para levá-las alegremente à nossa casa;
você não sabe que depois da conversa com o Grilo, meu coração ficou em brasa,
agora para evitar que o remorso me queime , só há uma solução:
contar generosamente que as duas fadinhas me concedam o perdão.
CAPÍTULO ONZE – O AZUL DA BONANÇA
Fada Azul e a Fada Menina correm para abraçarem a amiga.
Minhas queridas amigas, vamos fazer um acordo aqui: nada de briga!
Quando uma de nós percebermos que vamos o rumo das brigas tomar,
Contaremos de um a três, chamaremos a que ofendida para conversar;
Assim procedendo não haverá castigo, não haverá medo, ninguém ficará magoada.
Desde jeito a nossa verdadeira amizade não ficará mais desgastada.
Grilo Falante,traga o livro com a estória ilustrada de Peter Pan até aqui, por favor!
O livro é colocado no colo da Fada- Menina. Não sabe ler, mas vê desenhos... Viu, meu amor!
Entendeu agora por que não temos pai? Faz parte da nossa natureza...
Já que é assim, tia, não quero mais saber de pai, com certeza!
Já que a senhola está boazinha hoje, quelo fazer outro pedido neste momento...
Já sei, pode namorar sim! Desde que o seu namoradinho me peça consentimento.
( O FILHO DA POETISA)
Grilo Falante, oh, meu amigo Grilo Falante!
Venha até aqui rápido só por um instante!
Eu preciso de uma ajuda de sua amiga Diana!
A Fada Azul e Fada Menina ... já tem uma semana
que elas sumiram, se esconderam lá na floresta.
Como é que é Fada Arco-Íris? Que estória é esta?
Estou pedindo a ajuda à sua amiga deusa da caça
com medo que possa acontecer a elas alguma desgraça!
Você sabe me dizer o que as motivou tomar tal decisão?
Ah, grilo Falante, elas devem estar fugindo de uma punição!
Quem irá puni-las? Por quê? Não me esconda nada!
Grilo! Conto-lhe se tiver tempo, pois é uma estória bem complicada.
CAPÍTULO DOIS - O PRIMEIRO PORQUÊ DO SUMIÇO
Você sabe que a Fada menina é muito travessa,
porém nada agora lhe tira da dura cabeça
a ideia absurda e ridícula de ter um pai.
Já tentei de tudo, mas esta bizarrice de sua cabeça não sai.
Um dia gritei com ela: chega! Não fale mais desse assunto comigo!
Se você insistir ,vou colocá-la no seu quarto e de castigo!
Não sei de onde ela tirou esta grande loucura.
O pior é que a Fada Azul dá à Fada Menina cobertura...
Isto me deixa possessa! Para lhe honesta, deixa-me pê da vida,
daí acabo punindo as duas por estar muito enfurecida!
A primeira coloco de castigo por não ter nenhum juízo
e a segunda é punida por ter e não usá-lo no momento preciso.
CAPÍTULO TRÊS – O SEGUNDO PORQUÊ DO SUMIÇO
Insisto! Como se não bastasse a ideia bizarra da figura paterna,
a Fada Menina veio com a estória de ter uma paixão eterna
por um menino que é um diabo em forma de gente...
além do mais a fada menina é uma criança inocente;
saiu do cueiro outro dia mesmo, apesar de precoce...
a Fada Azul apóia o namoro dos dois como se natural fosse.
Se pra gente que é adulto o namoro é algo bem complicado,
quem dirá para duas crianças que num recém- passado
estavam ainda engatinhando pelo chão da casa inteira.
Para mim, a Fada Azul está me saindo uma bela alcoviteira.
Não tem cabimento consentir o namoro daqueles dois.
Meu anjinho não combinou com o do fedelho, não será agora e nem depois!
CAPÍTULO QUATRO – ESTÁ TUDO ERRADO!
Vamos por parte, como afirma um frio esquartejador...
Fada Arco-Íris, ouça-me com atenção, por favor!
Não posso chamar a deusa Diana para lhe ajudar,
a sua causa não é humanitária, nem universal e sim particular.
A gente tem o respeito de terceiro não imposto através do medo
E sim porque eles nos amam, é aí que está o grande segredo.
Quando a gente ama alguém, não queremos vê-lo triste.
O sofrimento dele (ser amado) é a dor mais dolorosa que existe.
Fazemos de tudo, o possível e o impossível, para ver o ente amado feliz,
inclusive internalizando e cumprindo tudo com carinho o que ele diz.
Abrimos mãos dos nossos desejos para realizar o sonho da pessoa amada,
fazemos isto com infinita alegria e o que é melhor: sem cobrar nada!
CAPÍTULO CINCO – NEM TUDO ESTÁ ERRADO
Quanto ao fato da Fada Menina ter um pai, contar-lhe-ei a verdade.
Não me esconda nada, Grilo! ... ela ainda não tem para isso maturidade...
se você usar de amor e sinceridade, ela aceitará o fato mesmo sem compreendê-lo,
caso você omita isto, o que é real mais tarde se transformará num grande pesadelo,
fazendo com que as depois venham sofrer muito recíproca e respectivamente.
Então para que jogar para o futuro um problema do nosso presente?
No que diz respeito à Fada Azul, pode ficar bastante tranquila,
ela está agindo corretamente. Se a fada Menina errar, ela está lá para corrigi-la,
mas não transmitindo medo e sim muito amor e muita confiança;
com isto a Fada Menina crescerá sem o temor de errar e com muita segurança.
Se errou, peça desculpa, e se for possível, conserte ou repare o seu erro
para mais tarde não ficar com a horrível cara de enterro.
CAPÍTULO SEIS – EXPLICAÇÃO À FADA ARCO-ÍRIS E AO LEITOR
De onde a Fada Menina tirou a ideia de ter pai, criatura?
Fácil de responder. Lembra quando ela teve comigo sua última aventura?
Lembro. Foi quando você, ela, a Fada Sol e a Fada Azul trouxeram uma cria humana
aqui ao nosso Portal. Correto! O nome da criança era lindo, Joanna,
e ela para entrar no Portal foi transformada numa joaninha...
Os humanos para nascerem precisam ter mãe e pai. Foi daí que a pequena fada danadinha...
Faço uma pequena pausa na estória, pois creio que o leiro deve estar furioso
comigo porque até agora só afirmei que as fadas nascem e aí bastante curioso
deve estar pensando: o autor desta estória vai explicar ou não
de como nascem as fadas? Calma pessoal! Darei sim uma explicação,
não vou dar a você o trabalho exaustivo de pesquisar,
portanto deixemos de blá-blá-blá e vamos ao próximo capítulo para clarear.
CAPÍTULO SETE – COMO NASCEM AS FADAS...
Vou explicar, mas eu não sou fada, apenas o Grilo Falante,
então vou contar a estória de como nasceu as fadas, consoante
O que li no livro de Peter pan, conhecida estória infantil,
portanto se for mentira, a culpa não é minha, viu!
Quando um bebê pela primeira vez na vida vai sorrir,
o sorriso dele em milhares de pedaços irá partir,
estes milhares de pedaços irão livremente se espalhar
e magicamente estes pedaços começarão do nada a saltar.
Quando a nossa curiosidade nos chama lá para ver,
milhares de lindas fadinhas acabaram de nascer.
Depois surge a fada Rhiannon e recolhe toda fadinha bebê,
leva para o mundo mágico, lá elas crescerão, para uma tomar conta de você.
CAPÍTULO OITO – ENCONTRANDO-SE COM A VERDADE
Pensando carinhosamente em tudo que o Grilo Falante lhe dissera
A fada Arco-Íris se sente uma terrível bruxa e se desespera.
Grilo, você tem toda razão! Estou com tanto remorso do que eu fiz.
Buááá! Eu não sou má! Tudo o que eu quero é que a Fada Menina cresça feliz!
Ah, meu pai! Quanto tempo eu venho sendo com a Fada Azul injusta...
Precisamos encontrá-las para eu pedir mil desculpas para me sentir justa!
Só que o senso de justiça não pode só no pedido de desculpas ficar,
você terá que modificar radicalmente a sua forma das duas tratar.
Deixa totalmente para trás a terrível ideia de punição
e busque com as duas ter mais diálogo e esforço de compreensão.
O namoro da Fada Menina é puro fogo de palha, acabará passando,
percebendo que a ama, o amor que sente pelo guri, a você estará voltando.
CAPÍTULO NOVE – ORAÇÃO AO DEUS HORUS
Vamos encontrar nossas amigas? Como, grilo, se eu não sei onde elas estão?
Bem, neste caso, para encontrá-las, repita comigo esta forte oração:
Poderoso deus Horus, deus mitológico egípcio do mundo dos vivos,
Dê-me uma visão de águia, uma visão de olhos super-ativos,
Pois tenho, para ser bem honesto, nesta hora exata,
duas grandes amigas que se encontram escondidas na mata.
Faça com que eu, deus poderoso e meu honroso amigo,
Encontre-as primeiro do que qualquer um temeroso perigo.
Na mesma hora, o Grilo Falante tem de toda floresta a real visão.
Fada Arco-Íris, ajude-me aqui, pois já tenho a localização.
Grilinho danado, depois fala que não tem poderes... vai eu acreditar...
Anda Grilinho, não demore! Diga-me onde é que é o tal lugar!
CAPÍTULO DEZ – ENCONTRANDO AS FUJONAS
A partir do meio da floresta, a três quilômetros da mesma, porém no sul,
lá nós vamos encontrar as duas fadas, próximas a uma árvore mágica azul.
Elas estão se divertindo, jogando uma emocionante partida de queimada.
As fadas não estão sozinhas, elas estão praticando esse esporte com a bicharada.
Num passe de mágica, as duas fadas fazem uma esquisita cara de terror.
Foi você, não é Grilo, que a trouxe aqui! Sua dinda não conhecia este seu lado traidor!
Calma, Fada Azul, não fale assim com o seu querido afilhado...
Você não tem a noção de como esta criaturinha nos tem ajudado...
Estou aqui não para puni-las e sim para levá-las alegremente à nossa casa;
você não sabe que depois da conversa com o Grilo, meu coração ficou em brasa,
agora para evitar que o remorso me queime , só há uma solução:
contar generosamente que as duas fadinhas me concedam o perdão.
CAPÍTULO ONZE – O AZUL DA BONANÇA
Fada Azul e a Fada Menina correm para abraçarem a amiga.
Minhas queridas amigas, vamos fazer um acordo aqui: nada de briga!
Quando uma de nós percebermos que vamos o rumo das brigas tomar,
Contaremos de um a três, chamaremos a que ofendida para conversar;
Assim procedendo não haverá castigo, não haverá medo, ninguém ficará magoada.
Desde jeito a nossa verdadeira amizade não ficará mais desgastada.
Grilo Falante,traga o livro com a estória ilustrada de Peter Pan até aqui, por favor!
O livro é colocado no colo da Fada- Menina. Não sabe ler, mas vê desenhos... Viu, meu amor!
Entendeu agora por que não temos pai? Faz parte da nossa natureza...
Já que é assim, tia, não quero mais saber de pai, com certeza!
Já que a senhola está boazinha hoje, quelo fazer outro pedido neste momento...
Já sei, pode namorar sim! Desde que o seu namoradinho me peça consentimento.
( O FILHO DA POETISA)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A VOLTA DO GRILO FALANTE
CAPÍTULO I - ACABOU
Abro os meus olhos, ainda que muito sonolento,
vou até à beira do rio lavar meu pequeno rosto.
Bom dia Grilo, eu ouvi de todos a todo momento
que cumprimentei. Como é assim tão sem gosto
essa brincadeira boba da bicharada aqui do Portal!
Será que eles não percebem que isso me faz sofrer?
Por que não falam, bom dia Lagarta, de um jeito natural
evitando que com eles eu venha ainda me aborrecer?
Chego à beira do rio. Ao ver na água do mesmo meu reflexo,
vejo que... é verdade!Não há razão de manter o complexo
porque felizmente o cruel castigo que me fora imposto acabou!
Corro desembestado para olhar a flor,o cravo de defunto,
encontro-o seco, morto. A sua morte também levou junto
toda a maldade de quando era bruxa este cravo disseminou.
CAPÍTULO II - O GRILO FALANTE VOLTOU...
Percebendo que o encantamento de Afrodite chegara ao fim,
choro de tanta felicidade e um choro bastante compulsivo,
que todos que se aproximaram ternamente de mim
insistiram para eu parar de chorar, pois agora não há mais motivo.
No lugar do choro deveria dar evasão ao canto, ao sorriso e a alegria
por deixar de ser lagarta. Agora novamente o Grilo Falante eu sou.
Para me dar o bom exemplo, os animais todos cantam em harmonia:
Ô Grilo falante voltou! Grilo falante voltou! Grilo Falante voltou...
No embalo da turma, a tal musiquinha vou alegremente cantando,
cada vez que a frase "o Grilo Fante voltou" minha voz vai pronunciando
chega ao meu ouvido não como canção e sim meu lindo hino de louvor.
Por mais que eu a cante, dessa musica não fico nem um pouco enjoado
e todos que a ouvem pela minha voz vem ser gentilmente incorporado
ao grande coral que se transformou a bicharada neste gesto de amor.
CAPÍTULO III - UMA FESTA IMPROVISADA
Entendendo que o Portal transformou-se numa gigantesca algazarra,
as fadinhas vão se aproximando curiosas em busca de explicação.
Quando elas se aproximam do epicentro de toda aquela imensa farra,
não só concordam com a bagunça e cantam feliz a repetida canção.
O Grilo Falante estava que só sorrisos, exalando a mais pura felicidade,
o seu corpinho estava pequeno para o tamanho do seu feliz coração,
deliciando-se a cada minuto por estar de volta a sua real realidade,
não aquela que vivera num corpo de um inseto que causa repugnação.
Aquela festa mesmo que desorganizada era uma verdeira demonstração
de como ele era uma criatura amada, por todos do Portal, de montão,
deixando-o com verdadeiro aspecto de um ser em pleno e encantado.
Cada fadinha abraçou o Grilo Falante, sentindo-se bastante aliviadas.
Tudo agora voltara a normalidade no maravilhoso mundo das fadas.
As estórias da lagarta Falante a partir de hoje fazem parte do passado.
CAPÍTULO IV - OUTRA FESTA... PORÉM ORGANIZADA .
Gente! Ouvi-me aqui, por favor! somente por alguns minutinhos.
Tá lindo, confesso! Só que não acham que podia ser mais organizado?!
Grilo Falante! A Fada Menina até lhe ensinou alguns passinhos...
Agora e o momento ideal de você mostrar como foi o aprendizado.
Pessoal, a fada Azul tem razão! Vamos fazer uma festa de arromba,
afinal o nosso amigo "Grilarta", ou melhor dizendo "Grilante", merece.
Isto Fada Arco-Íris! Zomba do seu amigo aqui todo feliz, zomba!
Nada do que acontecer comigo de ruim hoje, minha intenção carece.
Quer dizer seu Grilo falante que eu sou uma coisa ruim para você...
Perdão, Fada Arco-Íris, expressei-me mal! Não me interprete assim!
Queria só ouvir você me retrucar... estava disto com muita saudade,
afinal de contas essa estória da festa, vou ser honesto: A-DO-REI!
Principalmente porque todos aqui sabem o quanto que eu custei
aceitar viver num corpo de um outro com o qual não tinha identidade.
CAPÍTULO V - "POR FORA BELA VIOLA, POR DENTRO..."
Uma festa organizada começa pela seleção dos seus convidados.
Todos os entes queridos das Fadas e do Grilo receberam o convite,
mas o que deixou os habitantes do Portal bastante contrariados
é que na lista do Grilo constava o nome da maldita deusa Afrodite.
Grilo Falante! A festa é sua! Você convida quem quiser!
Na minha opinião você está bancando o retardado mental...
Como pode chamar à sua festa aquela deusinha qualquer,
responsável por tudo de ruim que lhe acontecera afinal?
Deusa da beleza, sei! "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"!
Descontar a ira sobre alguém mais fraco, isto sim é que é nojento!
Deusa do amor! Que amor é este que vira num átimo um ódio mortal?
O amor é um sentimento nobre e não em algo assim tão rancoroso,
é compreensivo, parceiro, encantador, recíproco e muito respeitoso,
não alguma coisa que cause a pessoa amada um grande mal.
CAPÍTULO VI - O RACIONAL GRILO FALANTE
Fada Cigana do Amor, segundo a riquíssima mitologia greco-romana
sabe qual a diferença entre os grandes deuses e os seres mortais?
Vou lhe dar uma prova que a minha racionalidade não me engana!
Os mortais morrem e não tem poderes, eles os têm e são imortais.
Os deuses trazem consigo todos sentimentos que qualquer ser vivo:
ódio, amor, orgulho, vingança, compaixão, alegria, raiva e até ciúme.
Todo ser vivo age assim: quem nos dá prazer, tratamo-nos super-bem;
quem nos causa desprazer merece ser destruído ou um monte de estrume.
Garanto-lhe! Ninguém mesmo aprovou a atitude da deusa da beleza...
se eu agir com estupidez e ódio me igualarei a ela, com certeza,
e assim sendo, não há o porquê de todos ficarem a meu favor!
Olhando por este ângulo, dou-lhe agora a razão, Grilo Falante,
e sendo ela sem "desconfiômetro" e completamente arrogante,
é certo que virá à festa com o nariz empinado e arzinho de superior.
CAPÍTULO VII - A REUNIÃO DOS DEUSES
Festa organizada. Comes e bebes prontos. O dia tão desejado chegou!
Todos que foram convidados compareceram, sem nenhuma exceção.
No Portal dos Sonhos e Magia a festa do Grilo Falante iniciou.
O inseto recebeu todos um por um como manda um bom anfitrião.
Durante a boa e animada festa uma coisa chamou de muitos atenção
e atiçou uma curiosidade incrível que precisava também ser saciada.
Todos os deuses se reuniram num canto, parecendo-se em reunião
onde uma decisão séria e importante estava sendo ali tomada.
Estava havendo uma reunião mesmo ou era um mal entendido?
Caso fosse uma reunião, o que realmente esta sendo decidido?
A decisão seria prejudicial a todos ou seria favorável?
Aquilo que parecia uma reunião depois de algumas horas foi encerrada.
De repente a música que tocava muito alto na festa foi encerrada
e no Portal dos Sonhos e magia se fez um silêncio inenarrável.
CAPÍTULO VIII - O COMUNICADO DOS DEUSES
A escolhida para ser o porta-voz dos deuses foi a deusa Afrodite.
Quem não era deus sentiu um terrível e forte frio na espinha
e sobre eles era uníssono o seguinte e fadítico palpite:
prepara-se que um chumbo bem grosso sobre nós vinha.
A festa está boa. Lamentamos interrompê-la por um instante,
mas é que temos um comunicado urgente a lhes fazer.
Fizemos uma reunião ali num cantinho de emergência e importante
e o que ficou decidido entre nós, vocês agora irão saber.
Grilo Falante! Temos uma proposta nova a lhe fazer
e não vamos impor nada, será você é quem irá escolher;
a sua escolha sobre ela todos nós aqui assinamos.
Você pode continuar sendo o nosso amado Grilo falante,
ou será do mundo das fadas um mago de agora em diante,
ou o sacerdote do deuses. O que você tem a falar? Ouçamos!
CAPÍTULO IX - UM POUCO DE ESCLARECIMENTO
O que eu ganho ou perco continuando a ser o Grilo Falante?
O que eu ganho ou perco sendo o mago do mundo das fadas?
A mesma pergunta serve caso seja o sacerdote dos deuses? É interessante
saber os pontos negativos e positivos das opções que me foram dadas.
Sendo Grilo falante, a sua atual situação você a mantém,
entrando numa enrascada maior terá que nos pedir uma mãozinha.
Você disse a outros, e acredita nisso, que magia não tem.
E a capacidade de escrever qualquer tipo de texto, refletir e argumentar?
Sendo mago das fadas, você deixará de ser um cavaleiro errante
porque terá que fixar sua residência aqui, entendeu Grilo falante!
Você será um dos guardião e o protetor desta linda terra encantada.
Não poderá usar seus poderes como arma de vingança ou para o mal.
Você só poderá usá-lo para o bem e proteger este encantador Portal,
para qualquer outra situação a sua magia será totalmente inutilizada.
CAPÍTULO X - UM PLEBISCITO
Sendo sacerdote dos deuses, você será o mediador entre nós e qualquer mortal,
terá também poderes e caso queira pode aqui continuar morando,
só que constantemente você será obrigado a sair deste Portal
porque sempre para algum de nós, deuses, há um ser vivo orando.
Caso tenha uma outra opção melhor a fazer, agora é o momento,
pode rasgar o verbo conosco, não precisa ficar acanhado.
Amados deuses, o assunto é muito complexo. O que dizer sem discernimento?
Preciso de um tempo maior para refletir. Terei todo esse tempo por vocês dado?
Grilo Falante, já que para você está difícil de tomar a decisão sozinho,
traga essa decisão para o coletivo! Indicamos a você este caminho.
Divida esta responsabilidade com seus amigos. A ideia não é coerente?
Claro que sim! Como poderemos concretizar essa ótima ideia então?
Colocaremos as três opções numa cédula e realizaremos uma eleição.
Concordo sim! A partir daí Afrodite dá o seguinte veridito:pessoal, toque a festa em frente!
(O FILHO DA POETISA)
Abro os meus olhos, ainda que muito sonolento,
vou até à beira do rio lavar meu pequeno rosto.
Bom dia Grilo, eu ouvi de todos a todo momento
que cumprimentei. Como é assim tão sem gosto
essa brincadeira boba da bicharada aqui do Portal!
Será que eles não percebem que isso me faz sofrer?
Por que não falam, bom dia Lagarta, de um jeito natural
evitando que com eles eu venha ainda me aborrecer?
Chego à beira do rio. Ao ver na água do mesmo meu reflexo,
vejo que... é verdade!Não há razão de manter o complexo
porque felizmente o cruel castigo que me fora imposto acabou!
Corro desembestado para olhar a flor,o cravo de defunto,
encontro-o seco, morto. A sua morte também levou junto
toda a maldade de quando era bruxa este cravo disseminou.
CAPÍTULO II - O GRILO FALANTE VOLTOU...
Percebendo que o encantamento de Afrodite chegara ao fim,
choro de tanta felicidade e um choro bastante compulsivo,
que todos que se aproximaram ternamente de mim
insistiram para eu parar de chorar, pois agora não há mais motivo.
No lugar do choro deveria dar evasão ao canto, ao sorriso e a alegria
por deixar de ser lagarta. Agora novamente o Grilo Falante eu sou.
Para me dar o bom exemplo, os animais todos cantam em harmonia:
Ô Grilo falante voltou! Grilo falante voltou! Grilo Falante voltou...
No embalo da turma, a tal musiquinha vou alegremente cantando,
cada vez que a frase "o Grilo Fante voltou" minha voz vai pronunciando
chega ao meu ouvido não como canção e sim meu lindo hino de louvor.
Por mais que eu a cante, dessa musica não fico nem um pouco enjoado
e todos que a ouvem pela minha voz vem ser gentilmente incorporado
ao grande coral que se transformou a bicharada neste gesto de amor.
CAPÍTULO III - UMA FESTA IMPROVISADA
Entendendo que o Portal transformou-se numa gigantesca algazarra,
as fadinhas vão se aproximando curiosas em busca de explicação.
Quando elas se aproximam do epicentro de toda aquela imensa farra,
não só concordam com a bagunça e cantam feliz a repetida canção.
O Grilo Falante estava que só sorrisos, exalando a mais pura felicidade,
o seu corpinho estava pequeno para o tamanho do seu feliz coração,
deliciando-se a cada minuto por estar de volta a sua real realidade,
não aquela que vivera num corpo de um inseto que causa repugnação.
Aquela festa mesmo que desorganizada era uma verdeira demonstração
de como ele era uma criatura amada, por todos do Portal, de montão,
deixando-o com verdadeiro aspecto de um ser em pleno e encantado.
Cada fadinha abraçou o Grilo Falante, sentindo-se bastante aliviadas.
Tudo agora voltara a normalidade no maravilhoso mundo das fadas.
As estórias da lagarta Falante a partir de hoje fazem parte do passado.
CAPÍTULO IV - OUTRA FESTA... PORÉM ORGANIZADA .
Gente! Ouvi-me aqui, por favor! somente por alguns minutinhos.
Tá lindo, confesso! Só que não acham que podia ser mais organizado?!
Grilo Falante! A Fada Menina até lhe ensinou alguns passinhos...
Agora e o momento ideal de você mostrar como foi o aprendizado.
Pessoal, a fada Azul tem razão! Vamos fazer uma festa de arromba,
afinal o nosso amigo "Grilarta", ou melhor dizendo "Grilante", merece.
Isto Fada Arco-Íris! Zomba do seu amigo aqui todo feliz, zomba!
Nada do que acontecer comigo de ruim hoje, minha intenção carece.
Quer dizer seu Grilo falante que eu sou uma coisa ruim para você...
Perdão, Fada Arco-Íris, expressei-me mal! Não me interprete assim!
Queria só ouvir você me retrucar... estava disto com muita saudade,
afinal de contas essa estória da festa, vou ser honesto: A-DO-REI!
Principalmente porque todos aqui sabem o quanto que eu custei
aceitar viver num corpo de um outro com o qual não tinha identidade.
CAPÍTULO V - "POR FORA BELA VIOLA, POR DENTRO..."
Uma festa organizada começa pela seleção dos seus convidados.
Todos os entes queridos das Fadas e do Grilo receberam o convite,
mas o que deixou os habitantes do Portal bastante contrariados
é que na lista do Grilo constava o nome da maldita deusa Afrodite.
Grilo Falante! A festa é sua! Você convida quem quiser!
Na minha opinião você está bancando o retardado mental...
Como pode chamar à sua festa aquela deusinha qualquer,
responsável por tudo de ruim que lhe acontecera afinal?
Deusa da beleza, sei! "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"!
Descontar a ira sobre alguém mais fraco, isto sim é que é nojento!
Deusa do amor! Que amor é este que vira num átimo um ódio mortal?
O amor é um sentimento nobre e não em algo assim tão rancoroso,
é compreensivo, parceiro, encantador, recíproco e muito respeitoso,
não alguma coisa que cause a pessoa amada um grande mal.
CAPÍTULO VI - O RACIONAL GRILO FALANTE
Fada Cigana do Amor, segundo a riquíssima mitologia greco-romana
sabe qual a diferença entre os grandes deuses e os seres mortais?
Vou lhe dar uma prova que a minha racionalidade não me engana!
Os mortais morrem e não tem poderes, eles os têm e são imortais.
Os deuses trazem consigo todos sentimentos que qualquer ser vivo:
ódio, amor, orgulho, vingança, compaixão, alegria, raiva e até ciúme.
Todo ser vivo age assim: quem nos dá prazer, tratamo-nos super-bem;
quem nos causa desprazer merece ser destruído ou um monte de estrume.
Garanto-lhe! Ninguém mesmo aprovou a atitude da deusa da beleza...
se eu agir com estupidez e ódio me igualarei a ela, com certeza,
e assim sendo, não há o porquê de todos ficarem a meu favor!
Olhando por este ângulo, dou-lhe agora a razão, Grilo Falante,
e sendo ela sem "desconfiômetro" e completamente arrogante,
é certo que virá à festa com o nariz empinado e arzinho de superior.
CAPÍTULO VII - A REUNIÃO DOS DEUSES
Festa organizada. Comes e bebes prontos. O dia tão desejado chegou!
Todos que foram convidados compareceram, sem nenhuma exceção.
No Portal dos Sonhos e Magia a festa do Grilo Falante iniciou.
O inseto recebeu todos um por um como manda um bom anfitrião.
Durante a boa e animada festa uma coisa chamou de muitos atenção
e atiçou uma curiosidade incrível que precisava também ser saciada.
Todos os deuses se reuniram num canto, parecendo-se em reunião
onde uma decisão séria e importante estava sendo ali tomada.
Estava havendo uma reunião mesmo ou era um mal entendido?
Caso fosse uma reunião, o que realmente esta sendo decidido?
A decisão seria prejudicial a todos ou seria favorável?
Aquilo que parecia uma reunião depois de algumas horas foi encerrada.
De repente a música que tocava muito alto na festa foi encerrada
e no Portal dos Sonhos e magia se fez um silêncio inenarrável.
CAPÍTULO VIII - O COMUNICADO DOS DEUSES
A escolhida para ser o porta-voz dos deuses foi a deusa Afrodite.
Quem não era deus sentiu um terrível e forte frio na espinha
e sobre eles era uníssono o seguinte e fadítico palpite:
prepara-se que um chumbo bem grosso sobre nós vinha.
A festa está boa. Lamentamos interrompê-la por um instante,
mas é que temos um comunicado urgente a lhes fazer.
Fizemos uma reunião ali num cantinho de emergência e importante
e o que ficou decidido entre nós, vocês agora irão saber.
Grilo Falante! Temos uma proposta nova a lhe fazer
e não vamos impor nada, será você é quem irá escolher;
a sua escolha sobre ela todos nós aqui assinamos.
Você pode continuar sendo o nosso amado Grilo falante,
ou será do mundo das fadas um mago de agora em diante,
ou o sacerdote do deuses. O que você tem a falar? Ouçamos!
CAPÍTULO IX - UM POUCO DE ESCLARECIMENTO
O que eu ganho ou perco continuando a ser o Grilo Falante?
O que eu ganho ou perco sendo o mago do mundo das fadas?
A mesma pergunta serve caso seja o sacerdote dos deuses? É interessante
saber os pontos negativos e positivos das opções que me foram dadas.
Sendo Grilo falante, a sua atual situação você a mantém,
entrando numa enrascada maior terá que nos pedir uma mãozinha.
Você disse a outros, e acredita nisso, que magia não tem.
E a capacidade de escrever qualquer tipo de texto, refletir e argumentar?
Sendo mago das fadas, você deixará de ser um cavaleiro errante
porque terá que fixar sua residência aqui, entendeu Grilo falante!
Você será um dos guardião e o protetor desta linda terra encantada.
Não poderá usar seus poderes como arma de vingança ou para o mal.
Você só poderá usá-lo para o bem e proteger este encantador Portal,
para qualquer outra situação a sua magia será totalmente inutilizada.
CAPÍTULO X - UM PLEBISCITO
Sendo sacerdote dos deuses, você será o mediador entre nós e qualquer mortal,
terá também poderes e caso queira pode aqui continuar morando,
só que constantemente você será obrigado a sair deste Portal
porque sempre para algum de nós, deuses, há um ser vivo orando.
Caso tenha uma outra opção melhor a fazer, agora é o momento,
pode rasgar o verbo conosco, não precisa ficar acanhado.
Amados deuses, o assunto é muito complexo. O que dizer sem discernimento?
Preciso de um tempo maior para refletir. Terei todo esse tempo por vocês dado?
Grilo Falante, já que para você está difícil de tomar a decisão sozinho,
traga essa decisão para o coletivo! Indicamos a você este caminho.
Divida esta responsabilidade com seus amigos. A ideia não é coerente?
Claro que sim! Como poderemos concretizar essa ótima ideia então?
Colocaremos as três opções numa cédula e realizaremos uma eleição.
Concordo sim! A partir daí Afrodite dá o seguinte veridito:pessoal, toque a festa em frente!
(O FILHO DA POETISA)
O DEMÔNIO DOS SONHOS
CAPÍTULO UM – O “PITÍ” DA LAGARTA FALANTE
Fada dos Sonhos, eu realmente não acredito!
Eu já estou até me benzendo por completo!
Que estória é essa d’eu me virar outro inseto,
só deixando de ser feio para ser um inseto bonito?
Insisto! Chega, Fada dos Sonhos, eu não admito
de virar um outro animal, mesmo que não abjeto!
Qualquer dia virá alguém e me transformar em objeto
e vai ficar por isto mesmo, ninguém vai achar esquisito!
Sei que estou num mundo mágico e não tenho magia
e por isto vem um ser encantado com a sua tirania
transformando-me em que ele quiser, a seu bel- prazer.
Chega! Chega de me pegarem assim para Cristo!
Já estou realmente de saco cheio com isto,
não suportarei mais se isso de novo acontecer!
CAPÍTULO DOIS – “DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE”
Todo o mundo sabe que fui em Lagarta transformado
porque escrevi um poema exaltando a beleza da Fada Bel,
eis que surge irada na minha frente vindo lá do céu
a deusa da beleza com a sentença a qual fui condenado.
A deusa mitológica Afrodite já veio de caso pensado
em me dar um castigo assim de forma tão cruel.
O assunto em questão era beleza, a minha foi pro beleléu
transformando-me neste inseto pela feiúra vitimado.
Se meu castigo é ser uma criatura feia e não linda
essa estória de ser uma borboleta fica sem sentido ainda
contrariando a punição que a deusa me tenha dado.
Casando-me com outra borboleta e sendo feliz, só aumenta a contradição.
tornando mais ainda incoerente tal esquisita situação,
portanto concluo que nesta estória há algo de errado.
CAPÍTULO TRÊS – ORÁCULO DE DELFOS
Só de pensar que esse fato seja verdade passo a temê-lo
e o meu peito é habitado por uma imensa amargura,
só a hipótese de ser transformado em nova criatura
já é para mim em vida outro horrível pesadelo.
Temendo o que a Fada dos Sonhos me disse venha acontecê-lo
vou ao Oráculo de Delfos ver qual será minha ventura
para que eu possa hoje através desta visão futura
no meu destino já no presente, agora, possa mexê-lo .
O Oráculo de Delfos me afirmara com toda certeza:
Fada não traz pesadelo, isto seria um tipo de malvadeza,
quando ela cuida dos sonhos, sonhamos é com coisas boas da vida...
Segundo o oráculo, não fui visitado pela Fada dos Sonhos
e que a verdadeira causa de meus sonhos serem medonhos
é um demônio que vem aparecendo na forma da tal Fada querida.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA MEDIEVAL
Esse demônio somente à noite é que ele aparece.
É chamado de Súcubo se esse capeta for feminino
Ou de Íncubo, caso esse satanás seja masculino.
É por causa dele que o pesadelo então acontece.
De noite, quando ele vem, o sono reparador desaparece,
esse demônio vem montado num cavalo de fogo. Traquino,
faz com que o sonho da gente tenha um terrível destino...
às vezes é tão cruel que o sonho não tem fim, acordamos e vamos à prece,
de tanto que ficamos bastante impressionados;
chegamos até ficarmos mesmo dormindo bem suados
de tamanho enorme que é o nosso susto.
Se fosse a Fada dos Sonhos teríamos sonhado com anjinho
e cada sonho na verdade seria um ótimo caminho
de alívio ao nosso estresse e assim teríamos o sono do justo.
CAPÍTULO CINCO – SOBRE O PODER DO ÍNCUBO
Nossa, meu pai! O meu caso é ainda mais aterrorizador,
pois estou tendo esses pesadelos mesmo estando acordado,
a culpa só podia ser desse demônio que de mim tem apossado!
Disseram-me o que tenho é depressão, mas não é não senhor...
Agora entendo o porquê da minha vida não ter mais sabor
e o porquê de andar cada vez mais e mais desanimado.
A cada aparição sua, ele rouba minha energia, sinto-me esgotado,
sem a força nenhuma, não há como ser um grande guerreiro lutador.
Se essa situação continuar procurarei com os meus próprios pés a morte,
porque não havendo como vencer um inimigo tão forte,
não darei ao meu adversário o gostinho de tirar a minha vida.
Garanto que a idéia de suicidar-me este demônio aprova
quer saber? Eu? Tirar a minha vida? Uma ova!
Vou reunir minhas poucas forças e encontrar uma saída!
CAPÍTULO SEIS – FADA SONHO VERSUS ÍNCUBO
Com o pressentimento de que algo ruim está acontecendo
a Fada dos Sonhos sai para olhar como está os sonos das fadas e o meu,
avistando o íncubo sobre mim sugando minhas forças ela entendeu
do grande risco que o Portal dos Sonhos e da Magia estava correndo.
Com toda coragem e magia, a Fada dos Sonhos vai me defendendo
e o demônio dos sonhos então interrompe o trabalho seu
ao ver que o seu adversário é uma pequenina fada percebeu
que nenhum sério risco ele, o íncubo, estava tendo.
Dizendo umas palavras impossíveis de a gente entender
o capeta dos sonhos lança um pouco do seu enorme poder
sobre a Fada dos Sonhos, arremessando-a com força ao chão.
O tinhoso dos sonhos deixa-me e parte em direção da Fada;
fico muito desesperado pois não tenho forças para fazer nada,
nem para tentar salvar a Fada dos Sonhos desta horrenda situação.
CAPÍTULO SETE - A SALVAÇÃO
Quando o demônio sobe na Fada para sugar dela toda energia,
não teve tempo nem de começar o serviço. Ouvira em alto e claro som:
Deixe a Fada e a Lagarta falante em paz! Quem lhe fala é a Fada Rhiannon,
a rainha das fadas, dona desse mundo chamado Portal de Sonhos e Magia.
O diabo olha para Rhiannon com toda fúria que no olhar possuía,
grita inconformado para rainha das fadas: tá bom! Tá bom!
E a deusa das fadas se mantém enérgica sem perder o tom
disse para o chifrudo dos sonhos: também sou a sua rainha, sabia?
Vamos, íncubo, me obedeça! Ajoelha-se diante de sua soberana!
O demônio se curva mesmo com ódio que de sua visão emana
diante da rainha dos infernos, a esposa de Hades ou Plutão.
Obedeça-me, volte para o inferno com o rabinho entre as pernas
ou você irá querer enfrentar as minhas fúrias que são eternas
e elas serão as responsáveis pela sua deliciosa extinção.
CAPÍTULO OITO – A PAZ DE VOLTA AO PORTAL...
Do embate com o satã, a Fada teve as asas e as costelas quebradas,
enquanto a Lagarta Falante que estava da morte por um triz
de tão fraquinha que estava o pequenino inseto infeliz,
ambos tiveram seus problemas resolvidos pela deusa das fadas.
Fada dos Sonhos e Lagarta Falante não fiquem mais preocupadas,
o íncubo está de volta ao inferno aonde lá o malvado criará raiz,
o Portal dos Sonhos e Magia a partir de agora voltará a ser feliz
porque os problemas causados pelo íncubo são águas passadas.
Amiguinhas, tenho que partir, pois há outras coisas a fazer...
fiquei orgulhosa em vê-la sua amiga Lagarta Falante defender
apesar de saber que o seu oponente fosse infinitamente superior.
Quanto a você, Lagarta falante, demonstrou ser bem resistente
não só no corpo, mas também ser muito forte a sua mente...
Parabéns a vocês duas. Deram o que tinham de melhor!
(O FILHO DA POETISA)
Fada dos Sonhos, eu realmente não acredito!
Eu já estou até me benzendo por completo!
Que estória é essa d’eu me virar outro inseto,
só deixando de ser feio para ser um inseto bonito?
Insisto! Chega, Fada dos Sonhos, eu não admito
de virar um outro animal, mesmo que não abjeto!
Qualquer dia virá alguém e me transformar em objeto
e vai ficar por isto mesmo, ninguém vai achar esquisito!
Sei que estou num mundo mágico e não tenho magia
e por isto vem um ser encantado com a sua tirania
transformando-me em que ele quiser, a seu bel- prazer.
Chega! Chega de me pegarem assim para Cristo!
Já estou realmente de saco cheio com isto,
não suportarei mais se isso de novo acontecer!
CAPÍTULO DOIS – “DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE”
Todo o mundo sabe que fui em Lagarta transformado
porque escrevi um poema exaltando a beleza da Fada Bel,
eis que surge irada na minha frente vindo lá do céu
a deusa da beleza com a sentença a qual fui condenado.
A deusa mitológica Afrodite já veio de caso pensado
em me dar um castigo assim de forma tão cruel.
O assunto em questão era beleza, a minha foi pro beleléu
transformando-me neste inseto pela feiúra vitimado.
Se meu castigo é ser uma criatura feia e não linda
essa estória de ser uma borboleta fica sem sentido ainda
contrariando a punição que a deusa me tenha dado.
Casando-me com outra borboleta e sendo feliz, só aumenta a contradição.
tornando mais ainda incoerente tal esquisita situação,
portanto concluo que nesta estória há algo de errado.
CAPÍTULO TRÊS – ORÁCULO DE DELFOS
Só de pensar que esse fato seja verdade passo a temê-lo
e o meu peito é habitado por uma imensa amargura,
só a hipótese de ser transformado em nova criatura
já é para mim em vida outro horrível pesadelo.
Temendo o que a Fada dos Sonhos me disse venha acontecê-lo
vou ao Oráculo de Delfos ver qual será minha ventura
para que eu possa hoje através desta visão futura
no meu destino já no presente, agora, possa mexê-lo .
O Oráculo de Delfos me afirmara com toda certeza:
Fada não traz pesadelo, isto seria um tipo de malvadeza,
quando ela cuida dos sonhos, sonhamos é com coisas boas da vida...
Segundo o oráculo, não fui visitado pela Fada dos Sonhos
e que a verdadeira causa de meus sonhos serem medonhos
é um demônio que vem aparecendo na forma da tal Fada querida.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA MEDIEVAL
Esse demônio somente à noite é que ele aparece.
É chamado de Súcubo se esse capeta for feminino
Ou de Íncubo, caso esse satanás seja masculino.
É por causa dele que o pesadelo então acontece.
De noite, quando ele vem, o sono reparador desaparece,
esse demônio vem montado num cavalo de fogo. Traquino,
faz com que o sonho da gente tenha um terrível destino...
às vezes é tão cruel que o sonho não tem fim, acordamos e vamos à prece,
de tanto que ficamos bastante impressionados;
chegamos até ficarmos mesmo dormindo bem suados
de tamanho enorme que é o nosso susto.
Se fosse a Fada dos Sonhos teríamos sonhado com anjinho
e cada sonho na verdade seria um ótimo caminho
de alívio ao nosso estresse e assim teríamos o sono do justo.
CAPÍTULO CINCO – SOBRE O PODER DO ÍNCUBO
Nossa, meu pai! O meu caso é ainda mais aterrorizador,
pois estou tendo esses pesadelos mesmo estando acordado,
a culpa só podia ser desse demônio que de mim tem apossado!
Disseram-me o que tenho é depressão, mas não é não senhor...
Agora entendo o porquê da minha vida não ter mais sabor
e o porquê de andar cada vez mais e mais desanimado.
A cada aparição sua, ele rouba minha energia, sinto-me esgotado,
sem a força nenhuma, não há como ser um grande guerreiro lutador.
Se essa situação continuar procurarei com os meus próprios pés a morte,
porque não havendo como vencer um inimigo tão forte,
não darei ao meu adversário o gostinho de tirar a minha vida.
Garanto que a idéia de suicidar-me este demônio aprova
quer saber? Eu? Tirar a minha vida? Uma ova!
Vou reunir minhas poucas forças e encontrar uma saída!
CAPÍTULO SEIS – FADA SONHO VERSUS ÍNCUBO
Com o pressentimento de que algo ruim está acontecendo
a Fada dos Sonhos sai para olhar como está os sonos das fadas e o meu,
avistando o íncubo sobre mim sugando minhas forças ela entendeu
do grande risco que o Portal dos Sonhos e da Magia estava correndo.
Com toda coragem e magia, a Fada dos Sonhos vai me defendendo
e o demônio dos sonhos então interrompe o trabalho seu
ao ver que o seu adversário é uma pequenina fada percebeu
que nenhum sério risco ele, o íncubo, estava tendo.
Dizendo umas palavras impossíveis de a gente entender
o capeta dos sonhos lança um pouco do seu enorme poder
sobre a Fada dos Sonhos, arremessando-a com força ao chão.
O tinhoso dos sonhos deixa-me e parte em direção da Fada;
fico muito desesperado pois não tenho forças para fazer nada,
nem para tentar salvar a Fada dos Sonhos desta horrenda situação.
CAPÍTULO SETE - A SALVAÇÃO
Quando o demônio sobe na Fada para sugar dela toda energia,
não teve tempo nem de começar o serviço. Ouvira em alto e claro som:
Deixe a Fada e a Lagarta falante em paz! Quem lhe fala é a Fada Rhiannon,
a rainha das fadas, dona desse mundo chamado Portal de Sonhos e Magia.
O diabo olha para Rhiannon com toda fúria que no olhar possuía,
grita inconformado para rainha das fadas: tá bom! Tá bom!
E a deusa das fadas se mantém enérgica sem perder o tom
disse para o chifrudo dos sonhos: também sou a sua rainha, sabia?
Vamos, íncubo, me obedeça! Ajoelha-se diante de sua soberana!
O demônio se curva mesmo com ódio que de sua visão emana
diante da rainha dos infernos, a esposa de Hades ou Plutão.
Obedeça-me, volte para o inferno com o rabinho entre as pernas
ou você irá querer enfrentar as minhas fúrias que são eternas
e elas serão as responsáveis pela sua deliciosa extinção.
CAPÍTULO OITO – A PAZ DE VOLTA AO PORTAL...
Do embate com o satã, a Fada teve as asas e as costelas quebradas,
enquanto a Lagarta Falante que estava da morte por um triz
de tão fraquinha que estava o pequenino inseto infeliz,
ambos tiveram seus problemas resolvidos pela deusa das fadas.
Fada dos Sonhos e Lagarta Falante não fiquem mais preocupadas,
o íncubo está de volta ao inferno aonde lá o malvado criará raiz,
o Portal dos Sonhos e Magia a partir de agora voltará a ser feliz
porque os problemas causados pelo íncubo são águas passadas.
Amiguinhas, tenho que partir, pois há outras coisas a fazer...
fiquei orgulhosa em vê-la sua amiga Lagarta Falante defender
apesar de saber que o seu oponente fosse infinitamente superior.
Quanto a você, Lagarta falante, demonstrou ser bem resistente
não só no corpo, mas também ser muito forte a sua mente...
Parabéns a vocês duas. Deram o que tinham de melhor!
(O FILHO DA POETISA)
sábado, 16 de janeiro de 2010
JOANNA, A JOANINHA
CAPÍTULO I – UMA NOVA FÃ
Lagarta Falante, tem uma amiguinha querendo lhe conhecer!
Quem é Fada Sol? Estou emocionado! Que legal! Que legal!
Traga-a então, querida amiga Fada Sol, para me ver!
Isto não acontecerá, pois ela é uma deficiente visual;
quanto a isto não tem problema, a gente dá um jeito...
para querer me conhecer essa pessoa deve ser bem bacana.
Você é muito convencida, mas dessa vez como verdade aceito.
A sua nova fã tem seis anos de idade e o nome dela é Joanna.
CAPÍTULO II – GRANDES DIFICULDADES
Para Joanna lhe conhecer aqui muita coisa assim emperra,
vou citá-las pra você: primeiramente ela não mora no Portal;
segundo Joanna mora lá no planeta dos humanos : a Terra,
nosso poder de fadas não dá para trazer alguém tão real;
terceiro ela não enxerga, como irá lhe ver?
quarto será que os familiares da menina vão deixar
ela vir aqui? Se for a resposta sim, como iremos saber?
Não olhe as dificuldades, se não o sonho dela não ira realizar!
CAPÍTULO III – QUEM PODERÁ REALIZAR O DESEJO DA FÃ?
Coincidentemente a Deusa Íris apareceu neste dia para visitar
sua amiga nova, Fada Arco-Íris, ou seja a fadinha xará.
Depois da visita à fada, a deusa foi com a Lagarta conversar,
saber do seu amiguinho se alguma novidade para levar há.
A Lagarta Falante falou que sim e queria a deusa um favor pedir,
disse que não era nada em relação aos deuses e sim uma humana.
Conta-me tudo o que você sabe para que eu possa realmente decidir.
Ao ouvir a história a deusa não pensou duas vezes: vamos trazer a Joanna!
CAPÍTULO IV – RETORNANDO À TERRA
Deusa Íris, eu posso ir á Terra com você e a Lagarta Falante?
Claro que sim Fadinha, afinal de contas ela é a sua amiga!
Então vamos! Através do Arco-Íris chegaremos lá num instante.
Andar de arco-íris é como escorregar em tobogã: da um frio na barriga.
De repente a menina percebe a presença de três seres no local
e mesmo com medo pergunta quem está no seu quarto.
Não se assuste menina, aqui só tem gente muito legal:
eu, deusa Íris, a Lagarta Falante e sua amiga Fada Sol. Reparto
CAPÍTULO V – A JOANINHA JOANNA
com você a mesma alegria que vai sentir ao realizar o seu desejo.
Vamos agora rápido para o Portal dos Sonhos e da magia.
Seus pais não sentirão sua ausência, pois o tempo a eles será um lampejo,
mesmo você, menininha, ficando lá no Portal todo o dia .
Como humana você não irá aproveitar a terra encantada,
por você ter seis anos e ser uma criatura bem pequeninha,
caso me consinta, você será magicamente transformada
num pequeno inseto xará seu: você será uma linda joaninha.
CAPÍTULO V I– O SIM DA JOANNA
Como inseto você enxergará o mundo através de duas anteninhas
queira através de vibrações conhecer, enxergar a terra das fadas,
assim você poderá ver suas novas e lindas amiguinhas
e garanto-lhe que ao conhecê-la todas ficarão consigo fascinadas
como eu estou sinceramente me sentindo agora.
Será que ouvi direito? A sua resposta é mesmo sim?!
Então venha e suba no arco-íris e vamos embora
e imediatamente chegaremos ao mundo das fadas enfim.
CAPÍTULO VII – NO PORTAL DAS FADAS
Ao perceberem gente nova aparecendo, todas as fadas
e acharam o novo inseto um ser colorido e bonitinho.
As anfitriãs ficaram pela joaninha muito encantadas
e a visitante foi coberta por todas com amor e carinho.
Ganhou abraços, sorrisos, beijinhos e um monte de presente
para ela não mais esquecer que teve naquele mágico lugar.
Joanna joaninha era só dentes, de tanto que estava contente.
O que ela mais adorou foi a Fada menina com quem amou brincar.
CAPÍTULO VIII – TUDO A NORMALIDADE
Infelizmente tudo que é muito bom parece que dura pouco,
pelo menos é assim que se sentem os nossos queridos personagens.
Ao saber que é o momento de regressar, o pequenino inseto fica louco
porque a Joaninha queria aproveitar o máximo e das coisas tira vantagens.
Vamos Joanna, seu tempo expirou e cada um de nós tem que voltar ao seu mundo,
despede-se de todas que o meu arco-íris para gente ir embora já estou formando.
Vamos Joanna, não posso esperar de jeito nenhum se quer mais um segundo.
Assim que chega ao seu quarto o inseto na menina de antes vai retornando.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Poema dedicado à minha amiguinha oculta de nome JOANNA
Lagarta Falante, tem uma amiguinha querendo lhe conhecer!
Quem é Fada Sol? Estou emocionado! Que legal! Que legal!
Traga-a então, querida amiga Fada Sol, para me ver!
Isto não acontecerá, pois ela é uma deficiente visual;
quanto a isto não tem problema, a gente dá um jeito...
para querer me conhecer essa pessoa deve ser bem bacana.
Você é muito convencida, mas dessa vez como verdade aceito.
A sua nova fã tem seis anos de idade e o nome dela é Joanna.
CAPÍTULO II – GRANDES DIFICULDADES
Para Joanna lhe conhecer aqui muita coisa assim emperra,
vou citá-las pra você: primeiramente ela não mora no Portal;
segundo Joanna mora lá no planeta dos humanos : a Terra,
nosso poder de fadas não dá para trazer alguém tão real;
terceiro ela não enxerga, como irá lhe ver?
quarto será que os familiares da menina vão deixar
ela vir aqui? Se for a resposta sim, como iremos saber?
Não olhe as dificuldades, se não o sonho dela não ira realizar!
CAPÍTULO III – QUEM PODERÁ REALIZAR O DESEJO DA FÃ?
Coincidentemente a Deusa Íris apareceu neste dia para visitar
sua amiga nova, Fada Arco-Íris, ou seja a fadinha xará.
Depois da visita à fada, a deusa foi com a Lagarta conversar,
saber do seu amiguinho se alguma novidade para levar há.
A Lagarta Falante falou que sim e queria a deusa um favor pedir,
disse que não era nada em relação aos deuses e sim uma humana.
Conta-me tudo o que você sabe para que eu possa realmente decidir.
Ao ouvir a história a deusa não pensou duas vezes: vamos trazer a Joanna!
CAPÍTULO IV – RETORNANDO À TERRA
Deusa Íris, eu posso ir á Terra com você e a Lagarta Falante?
Claro que sim Fadinha, afinal de contas ela é a sua amiga!
Então vamos! Através do Arco-Íris chegaremos lá num instante.
Andar de arco-íris é como escorregar em tobogã: da um frio na barriga.
De repente a menina percebe a presença de três seres no local
e mesmo com medo pergunta quem está no seu quarto.
Não se assuste menina, aqui só tem gente muito legal:
eu, deusa Íris, a Lagarta Falante e sua amiga Fada Sol. Reparto
CAPÍTULO V – A JOANINHA JOANNA
com você a mesma alegria que vai sentir ao realizar o seu desejo.
Vamos agora rápido para o Portal dos Sonhos e da magia.
Seus pais não sentirão sua ausência, pois o tempo a eles será um lampejo,
mesmo você, menininha, ficando lá no Portal todo o dia .
Como humana você não irá aproveitar a terra encantada,
por você ter seis anos e ser uma criatura bem pequeninha,
caso me consinta, você será magicamente transformada
num pequeno inseto xará seu: você será uma linda joaninha.
CAPÍTULO V I– O SIM DA JOANNA
Como inseto você enxergará o mundo através de duas anteninhas
queira através de vibrações conhecer, enxergar a terra das fadas,
assim você poderá ver suas novas e lindas amiguinhas
e garanto-lhe que ao conhecê-la todas ficarão consigo fascinadas
como eu estou sinceramente me sentindo agora.
Será que ouvi direito? A sua resposta é mesmo sim?!
Então venha e suba no arco-íris e vamos embora
e imediatamente chegaremos ao mundo das fadas enfim.
CAPÍTULO VII – NO PORTAL DAS FADAS
Ao perceberem gente nova aparecendo, todas as fadas
e acharam o novo inseto um ser colorido e bonitinho.
As anfitriãs ficaram pela joaninha muito encantadas
e a visitante foi coberta por todas com amor e carinho.
Ganhou abraços, sorrisos, beijinhos e um monte de presente
para ela não mais esquecer que teve naquele mágico lugar.
Joanna joaninha era só dentes, de tanto que estava contente.
O que ela mais adorou foi a Fada menina com quem amou brincar.
CAPÍTULO VIII – TUDO A NORMALIDADE
Infelizmente tudo que é muito bom parece que dura pouco,
pelo menos é assim que se sentem os nossos queridos personagens.
Ao saber que é o momento de regressar, o pequenino inseto fica louco
porque a Joaninha queria aproveitar o máximo e das coisas tira vantagens.
Vamos Joanna, seu tempo expirou e cada um de nós tem que voltar ao seu mundo,
despede-se de todas que o meu arco-íris para gente ir embora já estou formando.
Vamos Joanna, não posso esperar de jeito nenhum se quer mais um segundo.
Assim que chega ao seu quarto o inseto na menina de antes vai retornando.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Poema dedicado à minha amiguinha oculta de nome JOANNA
LAGARTA FALANTE ACABRUNHADA
Querida Fada Menina, sei que vou lhe decepcionar
e que você vai me considerar uma pessoa careta,
confesso-lhe envergonhadamente que não sei dançar
e nem tão pouco sei andar em qualquer bicicleta.
Quando vou pra dança o meu esqueleto não quer balançar
pareço estar com uma armadura medieval toda completa
agora sobre o veículo de duas rodas que não sei pedalar
quando fui aprender, caí no chão, considerei-a obra do capeta.
Desde já considere o seu convite para dançar negado
e o fato de você ter uma bicicleta eu mesmo não a invejo.
De novo lhe peço que não me considere um ser enjoado...
Dei-me um sinal que não ficou chateada!Faça-me um gracejo
para que eu não fique no meu cantinho assim acabrunhado.
Sou um animalzinho que não preciso de bicicleta, pois sou andejo.
(O FILHO DA POETISA)
e que você vai me considerar uma pessoa careta,
confesso-lhe envergonhadamente que não sei dançar
e nem tão pouco sei andar em qualquer bicicleta.
Quando vou pra dança o meu esqueleto não quer balançar
pareço estar com uma armadura medieval toda completa
agora sobre o veículo de duas rodas que não sei pedalar
quando fui aprender, caí no chão, considerei-a obra do capeta.
Desde já considere o seu convite para dançar negado
e o fato de você ter uma bicicleta eu mesmo não a invejo.
De novo lhe peço que não me considere um ser enjoado...
Dei-me um sinal que não ficou chateada!Faça-me um gracejo
para que eu não fique no meu cantinho assim acabrunhado.
Sou um animalzinho que não preciso de bicicleta, pois sou andejo.
(O FILHO DA POETISA)
MAIS UM APURO DA LAGARTA FALANTE
Queridas fadinhas! Queridas fadinhas! Socorro!
Tem uma ave faminta querendo me devorar!
Ai meu deus, será que é hoje que eu morro,
pelo jeito comida dessa ave eu vou virar!
Corro demais... demais... e mais ainda eu corro
e do terrível pássaro eu não consigo me livrar,
não sei mais agora mesmo a quem recorro,
de tão desesperado ,eu não consigo pensar.
Grande deus Thot, risque já da lista dos mortos
meu nome , por favor! Meus pés semimortos
parecem, mas a minha vontade de viver existe.
Ouço uma voz pueril: passarinho, aqui alpiste!
E o bicho que me olhava com olhares absortos
vai atrás da comida fácil e de me comer desiste.
(O FILHO DA POETISA)
Tem uma ave faminta querendo me devorar!
Ai meu deus, será que é hoje que eu morro,
pelo jeito comida dessa ave eu vou virar!
Corro demais... demais... e mais ainda eu corro
e do terrível pássaro eu não consigo me livrar,
não sei mais agora mesmo a quem recorro,
de tão desesperado ,eu não consigo pensar.
Grande deus Thot, risque já da lista dos mortos
meu nome , por favor! Meus pés semimortos
parecem, mas a minha vontade de viver existe.
Ouço uma voz pueril: passarinho, aqui alpiste!
E o bicho que me olhava com olhares absortos
vai atrás da comida fácil e de me comer desiste.
(O FILHO DA POETISA)
O GÊNIO VINGATIVO
CAPÍTULO I - A GARRAFA MÁGICA
Creio que devo mesmo estar com estafa
ou então, ainda cedo estou endoidando,
escuto alguém muito longe chorando
e o pior é que o choro vem daquela garrafa.
Não aquento mais, a voz desabafa!
A minha família perigo está passando,
enquanto isto o tempo continua voando
e esta agonia no meu peito que me abafa.
Pego a garrafa, percebo que ela é diferente,
não dá pra ver nada lá dentro, pois ela não é transparente
faz-me lembrar àquelas garrafas das estórias do oriente.
Seguindo o meu instinto as patinhas na garrafa esfrego,
imediatamente vem em mim um desejo enorme e cego
de ter que ser realizado três pedidos meus e nesta fé me apego.
CAPÍTULO II - CADÊ O GÊNIO?
Depois de sair da garrafa muita fumaça
percebo que estava havendo algum engano
ao invés de aparecer um gênio, apareceu-me um humano
para você vê o meu azar, a minha desgraça.
Ao me ver o ser humano acha muita graça
bate nele um certo ar de desengano:
agora mesmo é que minha sorte entrou pelo cano.
O que fazer agora para livrar minha família da ameaça?
Mesmo me sentindo muito desrespeitada
falei para o ser humano que não estava entendendo nada
e perguntei o porquê da família dele estava sendo ameaçada.
O homem permanecia ainda com o problema atordoado
Olhava-me com um jeito totalmente desconfiado,
mas fazer o quê o humano deve ter pensado...
CAPÍTULO III – O COMEÇO DA ESTÓRIA
Vamos nos apresentar?! Eu me chamo Abdala
e você inseto, como se chama? Eu me chamo Grilo Falante.
O humano de novo ri. O quê,Grilo ? Você é lagarta, sua ignorante!
Nesta hora um ódio de mim e daquele homem no meu olhar exala.
Bem, Lagarta! Ouviu! La-gar-ta! O homem fala,
sou árabe e filho de um grande comerciante.
Lá na Arábia Saudita minha família é importante,
comercializamos todo tipo de tecido como opala...
Desde de pequeno que ouvi falar em gênios. São entidades boas ou más...
Pois bem! Há muito tempo, para ser mais preciso, oitocentos anos atrás
meu ancestral Rachid de aprisionar um gênio mal numa garrafa foi capaz.
Rachid além de ser muito esperto, era também corajoso,
não é qualquer um que enfrenta um gênio maldoso
e graças essas duas qualidades do embate ele saiu vitorioso.
Em pleno século vinte e um, anteontem para ser bem exato
encontro na beira da praia um estranho e bonito artefato,
rapidamente esfrego a garrafa para o gênio sair de imediato.
CAPÍTULO IV - EIS O GÊNIO
E não é que um grande gênio surge à minha frente,
pensando que fosse do bem, fui logo fazendo os meus desejos.
O gênio olha para mim com ódio e me diz em tons de gracejos:
Errou de gênio! Nada de pedidos! Tenho outra coisa em mente!
Ah, até que enfim! Estou livre, livre novamente!
Os meus primeiros dias na garrafa, a vingança era apenas lampejos,
depois dos meus poderes mágicos serviçais tive grandes pejos
e a ira pelo que Rachid me fizera foi me dominando totalmente.
Então o sentimento de vingança começou a falar por mim
e eu jurei : as gerações de Rachid, atuais e futuras, terão o mesmo fim
que ele me impusera; de ficar preso numa garrafa eternamente sim!
Todo gênio tem um amo. O meu é este grande ódio mortal
que sinto por Rachid e seus descendentes. Só descansarei afinal
quando as gerações, futuras e atuais, do Rachid estiverem nesta garrafa infernal.
CAPÍTULO V – DENTRO DA GARRAFA
Já falei demais seu mísero humano! Chega de lero-lero!
Como pra mim você é inútil, dou-lhe o privilégio de ser o primeiro
a ficar dentro da garrafa como infinito prisioneiro,
enquanto eu, vou realizar o meu desejo que tanto quero.
Com um simples estalar de dedos e para o meu desespero,
já estava dentro da garrafa rápido e rasteiro;
um grande pavor tomou conta de mim por inteiro
e aí comecei a chorar por estar em estaca zero.
Dois dias depois ser na garrafa aprisionado,
você me aparece e faz com que eu seja libertado,
sendo meu libertador um pequeno inseto fiquei de novo decepcionado.
CAPÍTULO VI – A FRUSTAÇÃO DE ABDALA
Se o meu libertador fosse um homem bastante inteligente,
ou um general de um grande exército, ou um bravo guerreiro,
ou se fosse um grande sacerdote, ou um bom feiticeiro,
aí sim teria esperança de engarrafar o gênio novamente.
E quem é meu libertador?! Uma Lagarta falante e demente
que acredita ser um grilo, o que não é verdadeiro
e um gênio do mal que tem meus parentes como alvo certeiro...
Oh, grande Alá, você poderia ser mim condescendente!
A Lagarta Falante chocada com que ouvira fica completamente muda.
Como pode um ser precisando demais de uma ajuda
ofender alguém assim de forma tão aguda?!
Como diz o ditado: quem está perdido não caça caminho!
É melhor ter alguém, por pequenino que seja, do que sozinho
ir enfrentar um inimigo tão perigoso e tão mesquinho.
CAPÍTULO VII – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA
Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!
Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!
Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...
Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.
CAPÍTULO VIII – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE
Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.
Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...
A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.
Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.
CAPÍTULO IX – NO TAPETE VOADOR
Olha, o gênio tem dois dias na nossa frente,
só que um tempinho ainda ele vai precisar
para suas vítimas ele poder identificar,
não pode sair vitimando qualquer tipo de gente.
Não sei como, mas temos que chegar lá bem de repente
e o nosso convercê para mais tarde deve ficar...
seu país é longe daqui, como podemos rápido lá chegar?!
Abdala assobia e um tapete mágico aparece simplesmente.
Fiquei realmente com um olhar encantador!
Nunca vi na vida um tapete voador,
continuei olhando para ele com estupor.
Vamos minha amiga, suba logo no tapete voador...
mudei de ideia, fique no meu bolso, por favor,
deixe comigo porque sou um bom condutor.
CAPÍTULO X – INIMIGO À VISTA
Depois de horas no tapete chegaram a tal terra distante
e a Lagarta observava tudo sem dizer nada,
até que chegou a hora por eles tão esperada;
afinal não é difícil encontrar um gênio gigante!
A capital da Arábia, Riad, vivia um clima de terror constante
onde cada pessoa local se sentia muito ameaçada.
O gênio vê o tapete e a pessoa que deveria estar na garrafa aprisionada
e se dirige ao humano com uma voz firme e ameaçante:
Abdala! Abdala! Seu humano burro e insignificante!
Como você se atravesse vir atrás de mim! Só pode ser idiota bastante,
Acreditando que possa me enfrentar e sair deste confronto triunfante!
Aliás, quem foi o imbecil que lhe tirou daquela garrafa estressante?
Vou dar a este intrometido um final triste e agonizante...
O gênio cai na gargalhada ao saber que fora por uma lagarta Falante.
CAPÍTULO XI – DE FOCINHO E CARA COM O SEU ALGOZ
Como você se atreve ficar de mim zombando!
Lógico que você está protegendo o seu libertador!
não adianta! Vou arrancar-lhe o nome e seja quem for
já pode começar ir desde já rezando!
Não é zombaria não! E do bolso a Lagarta foi tirando.
Eis aqui quem da garrafa me tirou. Não é um ser assustador
mas devo a este inseto esse grandíssimo favor.
Insisto! É pura verdade o que estou lhe falando.
Ao ver o enorme gênio rancoroso volta para si
deu na Lagarta uma forte dor de barriga de piriri,
mas agora é muito tarde, não há como fugi.
Todavia a coragem da Lagarta é superior ao seu medo
e controla a sua dor de barriga. Eis aí revelado o seu segredo
e se tivesse mão, garanto-lhe que no nariz do gênio encostaria o dedo.
CAPÍTULO XII – A VITÓRIA DA LAGARTA
Já que vocês querem brincar, vou levar esta brincadeira até o fim!
Lagarta Falante, você quer me derrotar com que magia?
Vou lhe dar a chance de me atacar para não disserem que usei de covardia...
mas a lagarta assume que não tem poder nenhum e me enfrentaria mesmo assim.
Eu quero lhe mostrar que a sua magia não tem nenhum efeito sobre mim.
Oitocentos anos na garrafa e seus poderem acabaram a bateria,
sem suas mágicas nenhum mal alguém você faria,
portanto não seja ridículo e caia na real enfim!
Ao ouvir as palavras da lagarta o gênio fica entediado
dispara raios e mais raio para tudo quanto é lado
e fala à Lagarta: seu caso agora ficou ainda mais complicado.
O gênio parte sobre a Lagarta bem possesso
envia-lhe várias magias e todas sem sucesso
e o gênio então de choro tem acesso
CAPÍTULO XIII – DE VOLTA PARA A GARRAFA
O gênio volta à garrafa sentindo-se humilhado
perder para alguém minúsculo e nem magia tinha.
Qual é o segredo que aquela pequena criatura continha
que me fez sair daquele fatídico duela derrotado?
Perdoe-me grande Ala por não ter em você acreditado,
isso demonstra que tenho no senhor era pequenininha...
se o senhor me enviou a Lagarta Falante é porque ela seria minha
solução para este caso tão incrivelmente complicado.
O senhor , Alá, me ouviu e veio me ajudar por eu ter tanto orado
pedindo-lhe que interceda por este servo que estava condenado
a ficar preso numa garrafa mágica até tudo estar consumado.
Enquanto isso o gênio tenta achar uma resposta
para entender o motivo de ter perdido a aposta
e não a encontrado, cada vez mais se desgosta.
CAPÍTULO XIV – O SEGREDO QUE O GÊNIO NÃO SABIA
Com um aspecto muito feliz e cheio de curiosidade,
Abdala quer saber em detalhes qual a magia usada
para que as do gênio não valessem de nada
e que a lagarta lhe contasse toda verdade.
Eu do começo ao fim sempre usei da sinceridade,
não sou uma lagarta. Estou assim porque fui castigada
por uma deusa que por mim sentiu-se insultada.
Sou um Grilo Falante e não uma Lagarta. Esta é minha realidade.
A magia do gênio não teve sobre mim nenhuma utilidade
porque ele, o gênio, queria ter a minha forma modificada
e isto já tinha sido feito pela deusa lá no terra encantada
onde o encontrei na garrafa em plena infelicidade.
Sabia que o gênio possui uma magia bem maior
enquanto eu não possuo nenhuma magia, o que é pior,
porém a magia de um deus em relação ao gênio é bem superior.
Se em vez de me transformar numa outra coisa ou ser
e me desse um chá de sumiço, grande êxito ele iria ter
pois continuo insistindo que nenhuma magia afirmo ter.
CAPÍTULO XV – A SAGACIDADE DA LAGARTA FALANTE
Quer dizer então que o gênio ainda tem sua magia?
Correto! Como ele usou a tática errada eu blefei,
o genial é que ele acreditou em mim. Agora não sei
quanto tempo a mentira vai durar. Pode ser dias ou dia...
Então ainda estamos correndo risco, sabia?
Jurava que tudo estava resolvido,pensei...
Porque você não resolveu o problema de vez, não sei,
só sei que se dependesse de mim este gênio nunca mais aparecia.
Como o devolvi para a garrafa, sou do gênio agora o dono,
não vou deixá-lo em momento algum no abandono...
Você Abdala, pode ficar tranquilo, não precisa perder o sono.
Vou resolver este problema de uma vez por toda sim!
Peço a você duas coisas: primeiro confie em mim
e segundo, sabe onde mora o meu amigo Aladim?
CAPÍTULO XVI – O DESTINO DO GÊNIO
Mais um amigo que se assusta com minha nova aparência.
Não tem outro jeito! Parece que com isto já estou acostumando...
Novamente a estória de como virei Lagarta para ele vou contando.
É meu querido só há duas soluções: cumprir o castigo e ter paciência.
Mas vamos o que interessa. O que traz você à minha residência?
Está vendo essa garrafa que Abdala está segurando?
Dentro dela tem um gênio que há oitocentos anos vem se alimentando
de rancor, vingança, está quase batendo a porta da demência.
Ele não é um ser mal, só traz consigo este grande defeito
e como você, Aladim, tem um gênio que anda direito
talvez ele conversando com o outro gênio pudesse dar um jeito.
Quando o meu gênio não tiver mais consigo esta negatividade
então que seja cumprido o meu desejo: dê a ele liberdade
para que este gênio possa ir em busca de sua felicidade.
(O FILHO DA POETISA)
Creio que devo mesmo estar com estafa
ou então, ainda cedo estou endoidando,
escuto alguém muito longe chorando
e o pior é que o choro vem daquela garrafa.
Não aquento mais, a voz desabafa!
A minha família perigo está passando,
enquanto isto o tempo continua voando
e esta agonia no meu peito que me abafa.
Pego a garrafa, percebo que ela é diferente,
não dá pra ver nada lá dentro, pois ela não é transparente
faz-me lembrar àquelas garrafas das estórias do oriente.
Seguindo o meu instinto as patinhas na garrafa esfrego,
imediatamente vem em mim um desejo enorme e cego
de ter que ser realizado três pedidos meus e nesta fé me apego.
CAPÍTULO II - CADÊ O GÊNIO?
Depois de sair da garrafa muita fumaça
percebo que estava havendo algum engano
ao invés de aparecer um gênio, apareceu-me um humano
para você vê o meu azar, a minha desgraça.
Ao me ver o ser humano acha muita graça
bate nele um certo ar de desengano:
agora mesmo é que minha sorte entrou pelo cano.
O que fazer agora para livrar minha família da ameaça?
Mesmo me sentindo muito desrespeitada
falei para o ser humano que não estava entendendo nada
e perguntei o porquê da família dele estava sendo ameaçada.
O homem permanecia ainda com o problema atordoado
Olhava-me com um jeito totalmente desconfiado,
mas fazer o quê o humano deve ter pensado...
CAPÍTULO III – O COMEÇO DA ESTÓRIA
Vamos nos apresentar?! Eu me chamo Abdala
e você inseto, como se chama? Eu me chamo Grilo Falante.
O humano de novo ri. O quê,Grilo ? Você é lagarta, sua ignorante!
Nesta hora um ódio de mim e daquele homem no meu olhar exala.
Bem, Lagarta! Ouviu! La-gar-ta! O homem fala,
sou árabe e filho de um grande comerciante.
Lá na Arábia Saudita minha família é importante,
comercializamos todo tipo de tecido como opala...
Desde de pequeno que ouvi falar em gênios. São entidades boas ou más...
Pois bem! Há muito tempo, para ser mais preciso, oitocentos anos atrás
meu ancestral Rachid de aprisionar um gênio mal numa garrafa foi capaz.
Rachid além de ser muito esperto, era também corajoso,
não é qualquer um que enfrenta um gênio maldoso
e graças essas duas qualidades do embate ele saiu vitorioso.
Em pleno século vinte e um, anteontem para ser bem exato
encontro na beira da praia um estranho e bonito artefato,
rapidamente esfrego a garrafa para o gênio sair de imediato.
CAPÍTULO IV - EIS O GÊNIO
E não é que um grande gênio surge à minha frente,
pensando que fosse do bem, fui logo fazendo os meus desejos.
O gênio olha para mim com ódio e me diz em tons de gracejos:
Errou de gênio! Nada de pedidos! Tenho outra coisa em mente!
Ah, até que enfim! Estou livre, livre novamente!
Os meus primeiros dias na garrafa, a vingança era apenas lampejos,
depois dos meus poderes mágicos serviçais tive grandes pejos
e a ira pelo que Rachid me fizera foi me dominando totalmente.
Então o sentimento de vingança começou a falar por mim
e eu jurei : as gerações de Rachid, atuais e futuras, terão o mesmo fim
que ele me impusera; de ficar preso numa garrafa eternamente sim!
Todo gênio tem um amo. O meu é este grande ódio mortal
que sinto por Rachid e seus descendentes. Só descansarei afinal
quando as gerações, futuras e atuais, do Rachid estiverem nesta garrafa infernal.
CAPÍTULO V – DENTRO DA GARRAFA
Já falei demais seu mísero humano! Chega de lero-lero!
Como pra mim você é inútil, dou-lhe o privilégio de ser o primeiro
a ficar dentro da garrafa como infinito prisioneiro,
enquanto eu, vou realizar o meu desejo que tanto quero.
Com um simples estalar de dedos e para o meu desespero,
já estava dentro da garrafa rápido e rasteiro;
um grande pavor tomou conta de mim por inteiro
e aí comecei a chorar por estar em estaca zero.
Dois dias depois ser na garrafa aprisionado,
você me aparece e faz com que eu seja libertado,
sendo meu libertador um pequeno inseto fiquei de novo decepcionado.
CAPÍTULO VI – A FRUSTAÇÃO DE ABDALA
Se o meu libertador fosse um homem bastante inteligente,
ou um general de um grande exército, ou um bravo guerreiro,
ou se fosse um grande sacerdote, ou um bom feiticeiro,
aí sim teria esperança de engarrafar o gênio novamente.
E quem é meu libertador?! Uma Lagarta falante e demente
que acredita ser um grilo, o que não é verdadeiro
e um gênio do mal que tem meus parentes como alvo certeiro...
Oh, grande Alá, você poderia ser mim condescendente!
A Lagarta Falante chocada com que ouvira fica completamente muda.
Como pode um ser precisando demais de uma ajuda
ofender alguém assim de forma tão aguda?!
Como diz o ditado: quem está perdido não caça caminho!
É melhor ter alguém, por pequenino que seja, do que sozinho
ir enfrentar um inimigo tão perigoso e tão mesquinho.
CAPÍTULO VII – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA
Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!
Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!
Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...
Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.
CAPÍTULO VIII – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE
Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.
Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...
A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.
Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.
CAPÍTULO IX – NO TAPETE VOADOR
Olha, o gênio tem dois dias na nossa frente,
só que um tempinho ainda ele vai precisar
para suas vítimas ele poder identificar,
não pode sair vitimando qualquer tipo de gente.
Não sei como, mas temos que chegar lá bem de repente
e o nosso convercê para mais tarde deve ficar...
seu país é longe daqui, como podemos rápido lá chegar?!
Abdala assobia e um tapete mágico aparece simplesmente.
Fiquei realmente com um olhar encantador!
Nunca vi na vida um tapete voador,
continuei olhando para ele com estupor.
Vamos minha amiga, suba logo no tapete voador...
mudei de ideia, fique no meu bolso, por favor,
deixe comigo porque sou um bom condutor.
CAPÍTULO X – INIMIGO À VISTA
Depois de horas no tapete chegaram a tal terra distante
e a Lagarta observava tudo sem dizer nada,
até que chegou a hora por eles tão esperada;
afinal não é difícil encontrar um gênio gigante!
A capital da Arábia, Riad, vivia um clima de terror constante
onde cada pessoa local se sentia muito ameaçada.
O gênio vê o tapete e a pessoa que deveria estar na garrafa aprisionada
e se dirige ao humano com uma voz firme e ameaçante:
Abdala! Abdala! Seu humano burro e insignificante!
Como você se atravesse vir atrás de mim! Só pode ser idiota bastante,
Acreditando que possa me enfrentar e sair deste confronto triunfante!
Aliás, quem foi o imbecil que lhe tirou daquela garrafa estressante?
Vou dar a este intrometido um final triste e agonizante...
O gênio cai na gargalhada ao saber que fora por uma lagarta Falante.
CAPÍTULO XI – DE FOCINHO E CARA COM O SEU ALGOZ
Como você se atreve ficar de mim zombando!
Lógico que você está protegendo o seu libertador!
não adianta! Vou arrancar-lhe o nome e seja quem for
já pode começar ir desde já rezando!
Não é zombaria não! E do bolso a Lagarta foi tirando.
Eis aqui quem da garrafa me tirou. Não é um ser assustador
mas devo a este inseto esse grandíssimo favor.
Insisto! É pura verdade o que estou lhe falando.
Ao ver o enorme gênio rancoroso volta para si
deu na Lagarta uma forte dor de barriga de piriri,
mas agora é muito tarde, não há como fugi.
Todavia a coragem da Lagarta é superior ao seu medo
e controla a sua dor de barriga. Eis aí revelado o seu segredo
e se tivesse mão, garanto-lhe que no nariz do gênio encostaria o dedo.
CAPÍTULO XII – A VITÓRIA DA LAGARTA
Já que vocês querem brincar, vou levar esta brincadeira até o fim!
Lagarta Falante, você quer me derrotar com que magia?
Vou lhe dar a chance de me atacar para não disserem que usei de covardia...
mas a lagarta assume que não tem poder nenhum e me enfrentaria mesmo assim.
Eu quero lhe mostrar que a sua magia não tem nenhum efeito sobre mim.
Oitocentos anos na garrafa e seus poderem acabaram a bateria,
sem suas mágicas nenhum mal alguém você faria,
portanto não seja ridículo e caia na real enfim!
Ao ouvir as palavras da lagarta o gênio fica entediado
dispara raios e mais raio para tudo quanto é lado
e fala à Lagarta: seu caso agora ficou ainda mais complicado.
O gênio parte sobre a Lagarta bem possesso
envia-lhe várias magias e todas sem sucesso
e o gênio então de choro tem acesso
CAPÍTULO XIII – DE VOLTA PARA A GARRAFA
O gênio volta à garrafa sentindo-se humilhado
perder para alguém minúsculo e nem magia tinha.
Qual é o segredo que aquela pequena criatura continha
que me fez sair daquele fatídico duela derrotado?
Perdoe-me grande Ala por não ter em você acreditado,
isso demonstra que tenho no senhor era pequenininha...
se o senhor me enviou a Lagarta Falante é porque ela seria minha
solução para este caso tão incrivelmente complicado.
O senhor , Alá, me ouviu e veio me ajudar por eu ter tanto orado
pedindo-lhe que interceda por este servo que estava condenado
a ficar preso numa garrafa mágica até tudo estar consumado.
Enquanto isso o gênio tenta achar uma resposta
para entender o motivo de ter perdido a aposta
e não a encontrado, cada vez mais se desgosta.
CAPÍTULO XIV – O SEGREDO QUE O GÊNIO NÃO SABIA
Com um aspecto muito feliz e cheio de curiosidade,
Abdala quer saber em detalhes qual a magia usada
para que as do gênio não valessem de nada
e que a lagarta lhe contasse toda verdade.
Eu do começo ao fim sempre usei da sinceridade,
não sou uma lagarta. Estou assim porque fui castigada
por uma deusa que por mim sentiu-se insultada.
Sou um Grilo Falante e não uma Lagarta. Esta é minha realidade.
A magia do gênio não teve sobre mim nenhuma utilidade
porque ele, o gênio, queria ter a minha forma modificada
e isto já tinha sido feito pela deusa lá no terra encantada
onde o encontrei na garrafa em plena infelicidade.
Sabia que o gênio possui uma magia bem maior
enquanto eu não possuo nenhuma magia, o que é pior,
porém a magia de um deus em relação ao gênio é bem superior.
Se em vez de me transformar numa outra coisa ou ser
e me desse um chá de sumiço, grande êxito ele iria ter
pois continuo insistindo que nenhuma magia afirmo ter.
CAPÍTULO XV – A SAGACIDADE DA LAGARTA FALANTE
Quer dizer então que o gênio ainda tem sua magia?
Correto! Como ele usou a tática errada eu blefei,
o genial é que ele acreditou em mim. Agora não sei
quanto tempo a mentira vai durar. Pode ser dias ou dia...
Então ainda estamos correndo risco, sabia?
Jurava que tudo estava resolvido,pensei...
Porque você não resolveu o problema de vez, não sei,
só sei que se dependesse de mim este gênio nunca mais aparecia.
Como o devolvi para a garrafa, sou do gênio agora o dono,
não vou deixá-lo em momento algum no abandono...
Você Abdala, pode ficar tranquilo, não precisa perder o sono.
Vou resolver este problema de uma vez por toda sim!
Peço a você duas coisas: primeiro confie em mim
e segundo, sabe onde mora o meu amigo Aladim?
CAPÍTULO XVI – O DESTINO DO GÊNIO
Mais um amigo que se assusta com minha nova aparência.
Não tem outro jeito! Parece que com isto já estou acostumando...
Novamente a estória de como virei Lagarta para ele vou contando.
É meu querido só há duas soluções: cumprir o castigo e ter paciência.
Mas vamos o que interessa. O que traz você à minha residência?
Está vendo essa garrafa que Abdala está segurando?
Dentro dela tem um gênio que há oitocentos anos vem se alimentando
de rancor, vingança, está quase batendo a porta da demência.
Ele não é um ser mal, só traz consigo este grande defeito
e como você, Aladim, tem um gênio que anda direito
talvez ele conversando com o outro gênio pudesse dar um jeito.
Quando o meu gênio não tiver mais consigo esta negatividade
então que seja cumprido o meu desejo: dê a ele liberdade
para que este gênio possa ir em busca de sua felicidade.
(O FILHO DA POETISA)
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