É claro que sim, querida amiga, Cacau Loureiro
que eu a adiciono honradamente e com prazer,
meus versos intrometidos vieram por inteiro
curiosos e carinhosamente lhe receber.
Fique à vontade, amiga! Sou um ser hospitaleiro!
Minha casa virtual é sua, pode nela estabelecer;
quanto aos meus versos, com eles fique cabreiro,
Porque eles são assim “entrão”, gostam de aparecer.
Recebo-lhe orgulhosamente desde já com muito amor ,carinho
E espero manter com você uma infinita e amizade duradoura
com toda a candura e brejeirice de um bom mineirinho.
Sendo eu O Filho da Poetisa não poderia recebê-la de outro jeito
Onde o meu eu – lírico ficou com a sublime função progenitora
De acolhê-la maternalmente em seu confortável peito.
(O FILHO DA POETISA)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
UM APURO LÍRICO
P reciso de um verso só
O meu eu-lírico fica muito
E ncafifado mesmo com a
T amanha ausência da
I nspiração que não veio
S uperei a minha carência
A través de muita superação
(O FILHO DA POETISA)
O meu eu-lírico fica muito
E ncafifado mesmo com a
T amanha ausência da
I nspiração que não veio
S uperei a minha carência
A través de muita superação
(O FILHO DA POETISA)
A SEMÂNTICA DA PÁSCOA
O que é páscoa?
Pensamos no fonema da palavra.
Paz (que) coa...
para coar algo é necessário um coador!
Correto. Este coador chama-se Jesus Cristo.
Co’a sua dor, fruto do sofrimento, da humilhação, da injustiça humana.
Ele coou; ficando na peneira do coador a morte e o pecado da humanidade.
Passou pelo coador (Jesus) para nós
a salvação, a remissão dos pecados e a vida eterna.
Como Cristo sempre nos ofereceu a paz,
Jesus é a PAZ que eCOA,
Jesus é a nossa páscoa.
E o coelho e o ovo de chocolate?
Mantemos a idéia na palavra!
Coelho, por ser um animal que reproduz muito e rápido,
ficou como símbolo de fartura, fertilidade.
Voltemos ao verbo coar.
Co e – lho... o que vai ser coado em abundância?
Ovo de chocolate... ovo é o símbolo da vida.
Chocolate significa, em dialeto asteca, água amarga.
Ao unirmos a palavra coelho com ovo de chocolate
obtemos a seguinte resposta:
será coado para nós uma vida (ovo) cheia (coelho) de água amarga (chocolate).
Páscoa com Cristo ou com coelhinho e ovo de chocolate?
Semanticamente falando, nem precisa falar qual é a escolha inteligente!
(FILHO DA POETISA)
Pensamos no fonema da palavra.
Paz (que) coa...
para coar algo é necessário um coador!
Correto. Este coador chama-se Jesus Cristo.
Co’a sua dor, fruto do sofrimento, da humilhação, da injustiça humana.
Ele coou; ficando na peneira do coador a morte e o pecado da humanidade.
Passou pelo coador (Jesus) para nós
a salvação, a remissão dos pecados e a vida eterna.
Como Cristo sempre nos ofereceu a paz,
Jesus é a PAZ que eCOA,
Jesus é a nossa páscoa.
E o coelho e o ovo de chocolate?
Mantemos a idéia na palavra!
Coelho, por ser um animal que reproduz muito e rápido,
ficou como símbolo de fartura, fertilidade.
Voltemos ao verbo coar.
Co e – lho... o que vai ser coado em abundância?
Ovo de chocolate... ovo é o símbolo da vida.
Chocolate significa, em dialeto asteca, água amarga.
Ao unirmos a palavra coelho com ovo de chocolate
obtemos a seguinte resposta:
será coado para nós uma vida (ovo) cheia (coelho) de água amarga (chocolate).
Páscoa com Cristo ou com coelhinho e ovo de chocolate?
Semanticamente falando, nem precisa falar qual é a escolha inteligente!
(FILHO DA POETISA)
SONETO À GAROTA JOANNA
Um dia no jardim da minha humilde vida,
apareceu do nada pequena menina – Joanna -,
deixando a minha existência mais colorida
e o meu sagrado viver ainda mais bacana.
Tornou-se para mim uma criança tão querida,
que o meu modesto coração por ela emana
Um amor muito puro e sem nenhuma medida,
Digna de uma pessoinha assim tão humana.
A caneta comum que os meus versos anota
ficou feliz por eles serem a esta boa garota
Que encanta a todos com o seu encanto.
Então esses versos saem bem singelos,
com traços assim naturalmente belos,
Causando a quem o lê prazer e tanto.
(O FILHO DA POETISA)
apareceu do nada pequena menina – Joanna -,
deixando a minha existência mais colorida
e o meu sagrado viver ainda mais bacana.
Tornou-se para mim uma criança tão querida,
que o meu modesto coração por ela emana
Um amor muito puro e sem nenhuma medida,
Digna de uma pessoinha assim tão humana.
A caneta comum que os meus versos anota
ficou feliz por eles serem a esta boa garota
Que encanta a todos com o seu encanto.
Então esses versos saem bem singelos,
com traços assim naturalmente belos,
Causando a quem o lê prazer e tanto.
(O FILHO DA POETISA)
ANIVERSÁRIO DA TIA SOLEMAR
Não tem mesmo jeito! Hoje é o dia!
"Parabéns pra você" eu vou cantar
para a minha querida e amada tia
cujo o nome antitético é de Solemar.
Não estou lá no Prata como desejaria
para a minha tia Sole poder abraçar;
ela sabe que se eu pudesse la estaria
pois o nosso amor não há como negar.
Feliz Aniversário, idolatrada Tia Sole,
deseja-lhe seu sobrinho que é poeta
e que tudo de bom na sua vida decole.
Através de minha poesia mais predileta
conhecido por todos de soneto.É mole?!
que vai o seu presente, Tia muito dileta.
(O FILHO DA POETISA)
"Parabéns pra você" eu vou cantar
para a minha querida e amada tia
cujo o nome antitético é de Solemar.
Não estou lá no Prata como desejaria
para a minha tia Sole poder abraçar;
ela sabe que se eu pudesse la estaria
pois o nosso amor não há como negar.
Feliz Aniversário, idolatrada Tia Sole,
deseja-lhe seu sobrinho que é poeta
e que tudo de bom na sua vida decole.
Através de minha poesia mais predileta
conhecido por todos de soneto.É mole?!
que vai o seu presente, Tia muito dileta.
(O FILHO DA POETISA)
O MENINO CHORÃO
Meu rapazinho! Vamos! Quer parar de vez com esse choreiro!
Você está me parecendo um garotinho mimado e muito bobo!
Sabe o que é, moço! Estava brincando com o meu dinheirinho
e de repente ele saiu rolando e caiu aqui nessa boca-de-lobo.
Meu anjinho, eu lhe peço: pare com esse terrível choro primeiro,
uma vez que diante dessa imensa choradeira toda eu me afobo.
Vendo que o moço lhe ajudaria, ficou manso igual um cordeiro
porque ele pressentia que estava diante de um jovem probo.
Baixinho, veja só que ótima idéia que agora me ocorreu!
Vou lhe dar outra moedinha no valor do que você perdeu,
a partir daí não quero ver e nem ouvir você chorando mais
Moço!Desculpa ,moço!Por favor!Não me interprete assim mal!
O menino chora de novo. Se não tivesse perdido o meu um real
com certeza agora estaria não com um e sim com dois reais.
(O FILHO DA POETISA)
Você está me parecendo um garotinho mimado e muito bobo!
Sabe o que é, moço! Estava brincando com o meu dinheirinho
e de repente ele saiu rolando e caiu aqui nessa boca-de-lobo.
Meu anjinho, eu lhe peço: pare com esse terrível choro primeiro,
uma vez que diante dessa imensa choradeira toda eu me afobo.
Vendo que o moço lhe ajudaria, ficou manso igual um cordeiro
porque ele pressentia que estava diante de um jovem probo.
Baixinho, veja só que ótima idéia que agora me ocorreu!
Vou lhe dar outra moedinha no valor do que você perdeu,
a partir daí não quero ver e nem ouvir você chorando mais
Moço!Desculpa ,moço!Por favor!Não me interprete assim mal!
O menino chora de novo. Se não tivesse perdido o meu um real
com certeza agora estaria não com um e sim com dois reais.
(O FILHO DA POETISA)
O AZAR
Estava andando tranquilamente, sem nenhuma pressa,
com a mente super limpa, sem pensar mesmo em nada,
Não é que um ordinário passarinho ao ver a minha cabeça
resolveu de repente transformá-la em sua particular privada.
É fogo! É fogo! Uma pessoa quando está bastante azarada
de nada adianta! O que há de bom vem de forma avessa!
Se tivesse uma pedra por perto daria na ave uma pedrada
Para ela aprender nunca mais fazer uma coisa feia dessa.
Até agora tento entender, mas infelizmente não consigo.
Por que aquela danada avezinha foi fazer isso comigo
se eu nem se quer sabia de sua miserável existência?
O passarinho me acertou, digamos, bem no alvo...
para limpar minha cabeça foi fácil, pois sou calvo.
Ser cagado por passarinho... tenha Santa paciência!
(O FILHO DA POETISA)
com a mente super limpa, sem pensar mesmo em nada,
Não é que um ordinário passarinho ao ver a minha cabeça
resolveu de repente transformá-la em sua particular privada.
É fogo! É fogo! Uma pessoa quando está bastante azarada
de nada adianta! O que há de bom vem de forma avessa!
Se tivesse uma pedra por perto daria na ave uma pedrada
Para ela aprender nunca mais fazer uma coisa feia dessa.
Até agora tento entender, mas infelizmente não consigo.
Por que aquela danada avezinha foi fazer isso comigo
se eu nem se quer sabia de sua miserável existência?
O passarinho me acertou, digamos, bem no alvo...
para limpar minha cabeça foi fácil, pois sou calvo.
Ser cagado por passarinho... tenha Santa paciência!
(O FILHO DA POETISA)
PARABÉNS FADA CRISTAL
Faço agora o papel de fofoqueiro do Portal.
Fadinhas, vamos nos reunir em caráter extraordinário!
Vamos fazer uma festa para a nossa amiga Fada Cristal
Porque hoje ela está fazendo mais um aniversário.
Arranjei um repertório que acredito que seja legal,
escrevi um texto extraído do meu imaginário;
vamos fazer uma bela festa surpresa sensacional,
pois ela merece todo o nosso amor solidário.
Fada Cristal ficará conosco tão emocionada
que considerará esse dia o mais feliz de sua vida
Por estar rodeada só de gente muito querida
Fiquemos atentos porque nessa festa não pode faltar nada.
Presentes e “Parabéns pra você” já é algo tradicional.
Tudo pronto? Agora só falta chamar a Fada Cristal.
(O FILHO DA POETISA)
Fadinhas, vamos nos reunir em caráter extraordinário!
Vamos fazer uma festa para a nossa amiga Fada Cristal
Porque hoje ela está fazendo mais um aniversário.
Arranjei um repertório que acredito que seja legal,
escrevi um texto extraído do meu imaginário;
vamos fazer uma bela festa surpresa sensacional,
pois ela merece todo o nosso amor solidário.
Fada Cristal ficará conosco tão emocionada
que considerará esse dia o mais feliz de sua vida
Por estar rodeada só de gente muito querida
Fiquemos atentos porque nessa festa não pode faltar nada.
Presentes e “Parabéns pra você” já é algo tradicional.
Tudo pronto? Agora só falta chamar a Fada Cristal.
(O FILHO DA POETISA)
ANIVERSÁRIO DE GLORINHA GAIVOTA
Desejo a você minha amiga, Glorinha Gaivota,
um feliz aniversário com toda minha sinceridade,
que o amor esteja presente na sua vida como rota
a lhe conduzir para a eterna e sonhada felicidade.
Que da alegria de viver você seja sempre devota
e seja forte para transpor qualquer adversidade,
que Deus lhe abençoe, pois para mim você denota
o princípio infinito De uma verdadeira amizade.
Sei que você está “dodói”, mas isso hoje é irrelevante;
por ser o seu aniversário espero que você divirta bastante
e que ao tirar o gesso seu braço esteja de novo em folha.
Espero que tenha ganhado muitos presentes e um lindo bolo
e eu para não ficar aqui no meu cantinho com cara de tolo
envio-lhe este soneto como um presente de minha escolha.
(O FILHO DA POETISA)
um feliz aniversário com toda minha sinceridade,
que o amor esteja presente na sua vida como rota
a lhe conduzir para a eterna e sonhada felicidade.
Que da alegria de viver você seja sempre devota
e seja forte para transpor qualquer adversidade,
que Deus lhe abençoe, pois para mim você denota
o princípio infinito De uma verdadeira amizade.
Sei que você está “dodói”, mas isso hoje é irrelevante;
por ser o seu aniversário espero que você divirta bastante
e que ao tirar o gesso seu braço esteja de novo em folha.
Espero que tenha ganhado muitos presentes e um lindo bolo
e eu para não ficar aqui no meu cantinho com cara de tolo
envio-lhe este soneto como um presente de minha escolha.
(O FILHO DA POETISA)
A POSSESSÃO
CAPÍTULO UM – O VISITANTE
Deixa-me ver: Portal dos Sonhos e da Magia...
é aqui mesmo que o Grilo Falante está morando.
Não vejo a hora de cara a focinho com este inseto ir ficando,
para acabar de vez com a minha terrível agonia.
Ele trabalhou tão bem servindo ao boneco de madeira de consciência
que favoreceu para que um incrível milagre acontecesse
e que o tal boneco de madeira tornasse humano por excelência
fazendo com que este raro milagre o boneco de madeira merecesse.
Boneco, qualquer um, de madeira ou não, não possui alma nem mente;
no lugar da alma para lhe dar vida, uma fada lhe concedeu tal magia,
no lugar da mente, foi dado ao boneco um grilo que fez um trabalho competente.
Foi fantástico o milagre ao boneco de madeira que aconteceu!
Pinóquio, tal boneco, virou ser humano como ele queria,
Com isto solitariamente no meu plano astral fiquei eu.
CAPÍTULO DOIS – ENCARNAÇÃO
Quando surge um ser humano na Terra uma alma é encarnada,
por Causa disto a criatura humana passa então a adquirir vida,
para sua progressão espiritual a alma aceita a missão que lhe fora confiada;
A partir daí do plano astral temporariamente a alma faz sua despedida.
Uma das opções é encarnar no planeta Terra como um lindo bebê
Através dessa prisão chamada corpo, é que a alma poderá se evoluir espiritualmente.
Caso ela se entregue a matéria, sofrerá muito sem entender o porquê
E com isso não haverá uma evolução no processo espiritual, infelizmente.
buscando o seu crescimento espiritual, meu amigo aceitou ser alma do ex-boneco de madeira,
deixando-me, insisto, do outro lado, no meu mundo espiritual solitário, sem eira nem beira,
tornando dessa forma a minha vidinha espiritual num verdadeiro tédio.
Porém já - já estarei diante daquele que desgraçou a minha vida
E esta pendenga com ele será definitivamente resolvida.
Vingança ao Grilo Falante! Daqui pra frente é que será o meu santo remédio.
CAPÍTULO TRÊS – O GRILO DO MAL
Lá está o Grilo Falante, o causador do meu maior desgosto,
levando sua vidinha de forma tranquila e muito digna.
Colocarei em ação o meu extraordinário plano onde serei o seu encosto
e este inseto mudará completamente a sua vida, tornando-se numa criatura cruel e maligna.
Ao ficar bem próximo do nosso protagonista, o grilo muda-se por completo,
torna-se um ser bem sério, carrancudo, de uma aparência bem sombria,
também muda suas vestes passando dos pés à cabeça a se vestir de preto;
além de crescer dentro de si um terrível desejo de disseminar agonia.
Como disse Lacan “tudo para ser real tem que passar primeiro pelo imaginário”,
confirmando este pensamento o espírito sem luz coloca em prática o seu plano ordinário
de trazer sofrimentos a todos, residentes ou visitantes do nosso querido Portal.
Lógico que os primeiros a serem vitimados serão os amigos do Portal do Grilo Falante.
Depois de tudo consumado irei atrás daqueles amigos que residem no lugar bem distante
e quando a vida do Grilo se transformar num inferno, a minha vingança chegará ao final.
CAPÍTULO QUATRO – PRIMEIRA VÍTIMA: A FADA AZUL
Fada Azul ao visitar o Grilo Falante, achou-o bem estranho e arredio,
Mas o inseto retrucou a sua dindinha fada dizendo que estava normal,
Disse que estava com uma enorme vontade de estar no estádio da Beira-Rio
Para assistir ao grande clássico gaúcho do Grêmio com o Internacional.
Você quer isto mesmo Grilo? Sério? Não vejo o porquê do seu sonho não ser realizado!
Com a maldade implícita no que dissera, responde realmente que sim;
com mágica os dois estavam no meio da Camisa 12, maior torcida do time colorado
e lá qualquer coisa referente a cor azul é sinônimo de inimigo ou outra coisa ruim.
Os torcedores voltaram-se para a Fada Azul e o Grilo saiu assim meio amiúde
dizendo que lá era visitante e que por ser verde o seu time de coração é o Juventude
e graças a esta mentira, o Grilo saiu do estádio sem ter um fio de cabelo tocado,
Por outro lado a fada Azul, coitadinha, tomou uma surra tremenda.
A coisa só não foi ainda mais grave porque chegou à brigada e acabou com a contenda.
Mesmo muito machucada, com sua mágica, a Fada Azul saiu daquele lugar infernizado.
CAPÍTULO CINCO – PRÓXIMA VÍTIMA: A FADA MENINA
Guilinhu Falante! Qui cê ta fazeno aqui?Cê nunca mi visito? Tem coisa istranha aí, vai!
Estou pensando que você gostaria que lhe visitasse, mas se você quiser,... vou embora!
Só que antes de ir tenho uma coisa séria lhe dizer: eu sei onde está o seu pai!
Guilinhu , quer dizer que tenho pai memu?Compulsivamente a Fada Menina chora.
Pare de chorar, Fada menina! Vamos ao encontro do seu “querido” pai agora!
Não poxu saí axim, Guilinhu, tenhu qui visá a dinda Fada Azul e a Arco-íris, minha mãezinha.
Nada disso, Fada menina! Se for avisar todo mundo não vai dar! Desse jeito demora!
Vamos lá visitar seu papai, depois você conta a novidade ás duas, quentinha... quentinha...
Os dois atravessam rápidos em linha reta pela encantada floresta.
Um quilômetro depois de sair da mata o Grilo apresenta a Fada ao pai e esta fica besta!
O pai que tanto desejava na verdade não passava de um ogro, muito feio de dar dó.
A fada menina não sabia de duas coisas: primeiro que o ogro não era seu pai nada;
segundo que aquele ogro na verdade era um ser mal comedor de fada.
Assim que o Grilo saiu, o ogro pegou a sua pseudo-filha e a trancou num xilindró.
CAPÍTULO SEIS – MAIS PLANOS MALIGNOS
O Grilo vai voltando para casa e o encosto vai acompanhando o inseto, rindo.
É inseto! O negócio está mais divertido do que eu imaginava!
Quando me encostei a você pensara que seria chato, mas o trem está me saindo
melhor do que tudo que podia acreditar. Insisto: você está saindo melhor do que esperava!
Agora vamos colocar o outro plano para funcionar. Para isto vamos seguir a seguinte regra:
amanhã vamos lá à Morada dos Deuses egípcios fazer uma visita só pra despistar.
O objetivo de ir lá é um só: roubar do deus supremo Rá sua enorme barca negra
e provocar no Portal do Sonho e Magia um gigantesco eclipse solar.
Assim anularemos os poderes das Fadas Arco-Íris, Sol, Rosa, Dourada, Luapompom...
Tudo negro. Tudo breu. Sem nenhuma luz. Sem nenhuma cor. Para mim é que vai estar bom.
Ficará parecido ao lugar de onde vim. Aí sim, sentir-me-ei em casa. Lar tenebroso lar!
Depois teremos que dar um jeito de levar a Fada Vermelha na terra dos vampiros.
os hematófagos chuparão o sangue dela onde a mesma dará os últimos suspiros.
As Fadas Primavera, Verde, é só deixá-las por conta daqueles que adoram o planeta detonar.
CAPÍTULO SETE – ME DEI MAL
Outras fadas, ainda não tenho plano pra elas. Será por pouco tempo que elas ficarão em paz.
Vou deixar você descansar meu cavalo Grilo. Amanhã teremos um longo trabalho pela frente.
Enquanto o Grilo dormia, o espírito sem luz vai pensando como tornar o seu plano eficaz,
porque amanhã será bastante árduo o seu dia, pelo menos teoricamente.
No mesmo instante os deuses perceberam que o grilo estava meio esquisito.
Acabaremos com a cisma de uma vez por toda. A deusa Ísis conhece o Grilo melhor que nós.
Rapidamente a deusa aparece para recepcionar carinhosamente o seu afilhado favorito.
Você não é o Grilo Falante! Como deusa suprema da Morada dos Mortos, ouça a minha voz!
Ordeno: diga-me quem é! Imediatamente Ísis convoca Ammut, deusa devoradora dos mortos.
Ao perceber o apuro em que se metera, o espírito sem luz foge afoitamente e desesperado.
Os deuses percebem que agora o Grilo está com aparência tranqüila, sem os olhares tortos.
É meu amigo! Pode ficar calmo que o espírito ruim foge por Ammut assustado.
Perdi aonde o espírito ruim! Na tentativa de encontrar sua presa, pergunta à Joaninha:
Pequenino inseto, você viu um vulto negro passar por aqui? Ele é a minha comida!
CAPÍTULO OITO – A VERDADE
Vi não! Como esse vulto é? Deixe pra lá! Fique em paz, pequena Joanna.
Espírito sem luz, pode aparecer! O seu predador já está muito distante.
Obrigado Joaninha! Você me salvou! No que precisar pode contar comigo! Você é bacana!
Como foi você que me prometeu, gostaria que você deixasse em paz o Grilo Falante...
Ao ouvir o nome do Grilo, o espírito sem luz fica furioso. Uma ventania toma conta do local.
Como você se atreve falar para mim do inseto maldito! Daquele que me tirou o melhor amigo!
Estou entendendo o porquê me ajudou... Pensei que tinha bom coração, mas foi proposital!
Trate agora de ir rezando pequenino inseto, pois você agora está metido num grande perigo.
Deixe a minha amiguinha em paz, espírito sem luz! Sua sede de vingança está sufocando sua razão!
Joaninha é um ser muito bom! Caso contrário você seria devorado por Ammut sem compaixão.
Você sendo devorado pela devoradora dos mortos não seria melhor saída ao nosso problema?
N a verdade este ódio todo que você sente por mim tem um nome: transferência.
Está depositando em mim toda raiva que está sentindo por si mesmo por não ter reencarnado.
Espírito tem o livre arbítrio. Optar ou não pela encarnação. Você não quis passar esse dilema.
CAPÍTULO NOVE – PALAVRAS DURAS
Você foi medroso. Seu amigo não recusou o convite. Reencarnou visando à evolução espiritual.
Chega Grilo! Não sabe o que está falando! Você está enganado! Fala um monte de asneira.
Você está com ciúme do seu amigo ter reencarnado e isto está lhe deixando muito mal!
Quer saber?! O que sente pelo seu amigo é inveja e não uma amizade verdadeira.
Com as duras palavras do Grilo o espírito sem luz prostrou-se. Joaninha continuava sua oração.
Chorando muito, o espírito sem luz confirma tudo o que o Grilo Falante dissera com firmeza.
Você está certo em tudo! Fui um covarde! Joguei pela janela minha chance de reencarnação!
Isto me entristeceu e me entristece bastante. Com a culpa, o ódio assumiu com toda realeza.
Sou tão covarde que vim descontar minha ira em seres pequenos como fadas, Joaninha...
Fui mexer com seres do meu tamanho fui derrotado. Agora o fracasso no meu peito aninha
junto à tristeza, impotência e a certeza de que minha evolução está longe de acontecer.
Quando todos estão em silencio, escutam a voz da Joaninha terminando sua sincera prece.
Obrigada papai do Céu nada de mal aconteceu a mim, ao Grilo e à alma que o medo adoece.
Com o choro no fim o espírito sem luz afirma que em seu coração agora está apenas o sofrer.
CAPÍTULO DEZ – ESPÍRITO SUPERIOR
Joaninha, como você chegou aqui e por quê? Quem a trouxe para cá?
Aquele anjo apareceu dizendo que precisava de minha ajuda para praticar o bem. Por isto vim.
Ele não aceitou ser chamado de anjo e que era apenas espírito superior. Que diferença há?
Anjo é espírito puro de primeira ordem. Espírito superior pertence à segunda ordem. É assim.
O anjo, vou chamá-lo assim que é mais fácil, havia salvado a Fada Menina de um apuro;
agora precisaria salvar uma alma. Nada melhor do que a oração de um ser puro como eu.
Quando o anjo disse que o espírito estava aqui, mesmo não precisando quis vir, juro!
O anjo disse que nada de mal me aconteceria desde que rezasse com fervor ao Papai do céu.
Agora entendo o motivo da Ammut não ter devorado o espírito sem luz. Tinha outra intenção.
Foi feito um esquema onde os deuses egípcios ajudariam o espírito superior
O espírito sem luz não poderia ser condenado pelos deuses por ser de outra religião.
Essa alma humana seria julgada segundo a sua fé num Deus que “entre os deuses é o maior”.
Correto Grilo, disse o espírito superior. Graças a vocês recuperamos uma ovelha desgarrada.
Joaninha, para você em especial muito obrigado. Ora bondoso anjo, de nada.
(O FILHO DA POETISA)
Deixa-me ver: Portal dos Sonhos e da Magia...
é aqui mesmo que o Grilo Falante está morando.
Não vejo a hora de cara a focinho com este inseto ir ficando,
para acabar de vez com a minha terrível agonia.
Ele trabalhou tão bem servindo ao boneco de madeira de consciência
que favoreceu para que um incrível milagre acontecesse
e que o tal boneco de madeira tornasse humano por excelência
fazendo com que este raro milagre o boneco de madeira merecesse.
Boneco, qualquer um, de madeira ou não, não possui alma nem mente;
no lugar da alma para lhe dar vida, uma fada lhe concedeu tal magia,
no lugar da mente, foi dado ao boneco um grilo que fez um trabalho competente.
Foi fantástico o milagre ao boneco de madeira que aconteceu!
Pinóquio, tal boneco, virou ser humano como ele queria,
Com isto solitariamente no meu plano astral fiquei eu.
CAPÍTULO DOIS – ENCARNAÇÃO
Quando surge um ser humano na Terra uma alma é encarnada,
por Causa disto a criatura humana passa então a adquirir vida,
para sua progressão espiritual a alma aceita a missão que lhe fora confiada;
A partir daí do plano astral temporariamente a alma faz sua despedida.
Uma das opções é encarnar no planeta Terra como um lindo bebê
Através dessa prisão chamada corpo, é que a alma poderá se evoluir espiritualmente.
Caso ela se entregue a matéria, sofrerá muito sem entender o porquê
E com isso não haverá uma evolução no processo espiritual, infelizmente.
buscando o seu crescimento espiritual, meu amigo aceitou ser alma do ex-boneco de madeira,
deixando-me, insisto, do outro lado, no meu mundo espiritual solitário, sem eira nem beira,
tornando dessa forma a minha vidinha espiritual num verdadeiro tédio.
Porém já - já estarei diante daquele que desgraçou a minha vida
E esta pendenga com ele será definitivamente resolvida.
Vingança ao Grilo Falante! Daqui pra frente é que será o meu santo remédio.
CAPÍTULO TRÊS – O GRILO DO MAL
Lá está o Grilo Falante, o causador do meu maior desgosto,
levando sua vidinha de forma tranquila e muito digna.
Colocarei em ação o meu extraordinário plano onde serei o seu encosto
e este inseto mudará completamente a sua vida, tornando-se numa criatura cruel e maligna.
Ao ficar bem próximo do nosso protagonista, o grilo muda-se por completo,
torna-se um ser bem sério, carrancudo, de uma aparência bem sombria,
também muda suas vestes passando dos pés à cabeça a se vestir de preto;
além de crescer dentro de si um terrível desejo de disseminar agonia.
Como disse Lacan “tudo para ser real tem que passar primeiro pelo imaginário”,
confirmando este pensamento o espírito sem luz coloca em prática o seu plano ordinário
de trazer sofrimentos a todos, residentes ou visitantes do nosso querido Portal.
Lógico que os primeiros a serem vitimados serão os amigos do Portal do Grilo Falante.
Depois de tudo consumado irei atrás daqueles amigos que residem no lugar bem distante
e quando a vida do Grilo se transformar num inferno, a minha vingança chegará ao final.
CAPÍTULO QUATRO – PRIMEIRA VÍTIMA: A FADA AZUL
Fada Azul ao visitar o Grilo Falante, achou-o bem estranho e arredio,
Mas o inseto retrucou a sua dindinha fada dizendo que estava normal,
Disse que estava com uma enorme vontade de estar no estádio da Beira-Rio
Para assistir ao grande clássico gaúcho do Grêmio com o Internacional.
Você quer isto mesmo Grilo? Sério? Não vejo o porquê do seu sonho não ser realizado!
Com a maldade implícita no que dissera, responde realmente que sim;
com mágica os dois estavam no meio da Camisa 12, maior torcida do time colorado
e lá qualquer coisa referente a cor azul é sinônimo de inimigo ou outra coisa ruim.
Os torcedores voltaram-se para a Fada Azul e o Grilo saiu assim meio amiúde
dizendo que lá era visitante e que por ser verde o seu time de coração é o Juventude
e graças a esta mentira, o Grilo saiu do estádio sem ter um fio de cabelo tocado,
Por outro lado a fada Azul, coitadinha, tomou uma surra tremenda.
A coisa só não foi ainda mais grave porque chegou à brigada e acabou com a contenda.
Mesmo muito machucada, com sua mágica, a Fada Azul saiu daquele lugar infernizado.
CAPÍTULO CINCO – PRÓXIMA VÍTIMA: A FADA MENINA
Guilinhu Falante! Qui cê ta fazeno aqui?Cê nunca mi visito? Tem coisa istranha aí, vai!
Estou pensando que você gostaria que lhe visitasse, mas se você quiser,... vou embora!
Só que antes de ir tenho uma coisa séria lhe dizer: eu sei onde está o seu pai!
Guilinhu , quer dizer que tenho pai memu?Compulsivamente a Fada Menina chora.
Pare de chorar, Fada menina! Vamos ao encontro do seu “querido” pai agora!
Não poxu saí axim, Guilinhu, tenhu qui visá a dinda Fada Azul e a Arco-íris, minha mãezinha.
Nada disso, Fada menina! Se for avisar todo mundo não vai dar! Desse jeito demora!
Vamos lá visitar seu papai, depois você conta a novidade ás duas, quentinha... quentinha...
Os dois atravessam rápidos em linha reta pela encantada floresta.
Um quilômetro depois de sair da mata o Grilo apresenta a Fada ao pai e esta fica besta!
O pai que tanto desejava na verdade não passava de um ogro, muito feio de dar dó.
A fada menina não sabia de duas coisas: primeiro que o ogro não era seu pai nada;
segundo que aquele ogro na verdade era um ser mal comedor de fada.
Assim que o Grilo saiu, o ogro pegou a sua pseudo-filha e a trancou num xilindró.
CAPÍTULO SEIS – MAIS PLANOS MALIGNOS
O Grilo vai voltando para casa e o encosto vai acompanhando o inseto, rindo.
É inseto! O negócio está mais divertido do que eu imaginava!
Quando me encostei a você pensara que seria chato, mas o trem está me saindo
melhor do que tudo que podia acreditar. Insisto: você está saindo melhor do que esperava!
Agora vamos colocar o outro plano para funcionar. Para isto vamos seguir a seguinte regra:
amanhã vamos lá à Morada dos Deuses egípcios fazer uma visita só pra despistar.
O objetivo de ir lá é um só: roubar do deus supremo Rá sua enorme barca negra
e provocar no Portal do Sonho e Magia um gigantesco eclipse solar.
Assim anularemos os poderes das Fadas Arco-Íris, Sol, Rosa, Dourada, Luapompom...
Tudo negro. Tudo breu. Sem nenhuma luz. Sem nenhuma cor. Para mim é que vai estar bom.
Ficará parecido ao lugar de onde vim. Aí sim, sentir-me-ei em casa. Lar tenebroso lar!
Depois teremos que dar um jeito de levar a Fada Vermelha na terra dos vampiros.
os hematófagos chuparão o sangue dela onde a mesma dará os últimos suspiros.
As Fadas Primavera, Verde, é só deixá-las por conta daqueles que adoram o planeta detonar.
CAPÍTULO SETE – ME DEI MAL
Outras fadas, ainda não tenho plano pra elas. Será por pouco tempo que elas ficarão em paz.
Vou deixar você descansar meu cavalo Grilo. Amanhã teremos um longo trabalho pela frente.
Enquanto o Grilo dormia, o espírito sem luz vai pensando como tornar o seu plano eficaz,
porque amanhã será bastante árduo o seu dia, pelo menos teoricamente.
No mesmo instante os deuses perceberam que o grilo estava meio esquisito.
Acabaremos com a cisma de uma vez por toda. A deusa Ísis conhece o Grilo melhor que nós.
Rapidamente a deusa aparece para recepcionar carinhosamente o seu afilhado favorito.
Você não é o Grilo Falante! Como deusa suprema da Morada dos Mortos, ouça a minha voz!
Ordeno: diga-me quem é! Imediatamente Ísis convoca Ammut, deusa devoradora dos mortos.
Ao perceber o apuro em que se metera, o espírito sem luz foge afoitamente e desesperado.
Os deuses percebem que agora o Grilo está com aparência tranqüila, sem os olhares tortos.
É meu amigo! Pode ficar calmo que o espírito ruim foge por Ammut assustado.
Perdi aonde o espírito ruim! Na tentativa de encontrar sua presa, pergunta à Joaninha:
Pequenino inseto, você viu um vulto negro passar por aqui? Ele é a minha comida!
CAPÍTULO OITO – A VERDADE
Vi não! Como esse vulto é? Deixe pra lá! Fique em paz, pequena Joanna.
Espírito sem luz, pode aparecer! O seu predador já está muito distante.
Obrigado Joaninha! Você me salvou! No que precisar pode contar comigo! Você é bacana!
Como foi você que me prometeu, gostaria que você deixasse em paz o Grilo Falante...
Ao ouvir o nome do Grilo, o espírito sem luz fica furioso. Uma ventania toma conta do local.
Como você se atreve falar para mim do inseto maldito! Daquele que me tirou o melhor amigo!
Estou entendendo o porquê me ajudou... Pensei que tinha bom coração, mas foi proposital!
Trate agora de ir rezando pequenino inseto, pois você agora está metido num grande perigo.
Deixe a minha amiguinha em paz, espírito sem luz! Sua sede de vingança está sufocando sua razão!
Joaninha é um ser muito bom! Caso contrário você seria devorado por Ammut sem compaixão.
Você sendo devorado pela devoradora dos mortos não seria melhor saída ao nosso problema?
N a verdade este ódio todo que você sente por mim tem um nome: transferência.
Está depositando em mim toda raiva que está sentindo por si mesmo por não ter reencarnado.
Espírito tem o livre arbítrio. Optar ou não pela encarnação. Você não quis passar esse dilema.
CAPÍTULO NOVE – PALAVRAS DURAS
Você foi medroso. Seu amigo não recusou o convite. Reencarnou visando à evolução espiritual.
Chega Grilo! Não sabe o que está falando! Você está enganado! Fala um monte de asneira.
Você está com ciúme do seu amigo ter reencarnado e isto está lhe deixando muito mal!
Quer saber?! O que sente pelo seu amigo é inveja e não uma amizade verdadeira.
Com as duras palavras do Grilo o espírito sem luz prostrou-se. Joaninha continuava sua oração.
Chorando muito, o espírito sem luz confirma tudo o que o Grilo Falante dissera com firmeza.
Você está certo em tudo! Fui um covarde! Joguei pela janela minha chance de reencarnação!
Isto me entristeceu e me entristece bastante. Com a culpa, o ódio assumiu com toda realeza.
Sou tão covarde que vim descontar minha ira em seres pequenos como fadas, Joaninha...
Fui mexer com seres do meu tamanho fui derrotado. Agora o fracasso no meu peito aninha
junto à tristeza, impotência e a certeza de que minha evolução está longe de acontecer.
Quando todos estão em silencio, escutam a voz da Joaninha terminando sua sincera prece.
Obrigada papai do Céu nada de mal aconteceu a mim, ao Grilo e à alma que o medo adoece.
Com o choro no fim o espírito sem luz afirma que em seu coração agora está apenas o sofrer.
CAPÍTULO DEZ – ESPÍRITO SUPERIOR
Joaninha, como você chegou aqui e por quê? Quem a trouxe para cá?
Aquele anjo apareceu dizendo que precisava de minha ajuda para praticar o bem. Por isto vim.
Ele não aceitou ser chamado de anjo e que era apenas espírito superior. Que diferença há?
Anjo é espírito puro de primeira ordem. Espírito superior pertence à segunda ordem. É assim.
O anjo, vou chamá-lo assim que é mais fácil, havia salvado a Fada Menina de um apuro;
agora precisaria salvar uma alma. Nada melhor do que a oração de um ser puro como eu.
Quando o anjo disse que o espírito estava aqui, mesmo não precisando quis vir, juro!
O anjo disse que nada de mal me aconteceria desde que rezasse com fervor ao Papai do céu.
Agora entendo o motivo da Ammut não ter devorado o espírito sem luz. Tinha outra intenção.
Foi feito um esquema onde os deuses egípcios ajudariam o espírito superior
O espírito sem luz não poderia ser condenado pelos deuses por ser de outra religião.
Essa alma humana seria julgada segundo a sua fé num Deus que “entre os deuses é o maior”.
Correto Grilo, disse o espírito superior. Graças a vocês recuperamos uma ovelha desgarrada.
Joaninha, para você em especial muito obrigado. Ora bondoso anjo, de nada.
(O FILHO DA POETISA)
PAQUETÁ, ILHA DA POESIA?
Disseram-me recentemente que Paquetá é a “Ilha da Poesia”.
Espere um pouco! Deixe-me colocar as idéias em ordem se não me embolo!
Como a Ilha pode ter esta antonomásia se de acordo com a mitologia
lá não moram as deusas musas e o deus gregos da poesia chamado Apolo?
Será que tudo isso não passa de uma histérica e coletiva fantasia?
Será que por ser mineiro esse pessoal está debochando de mim, julgando-me tolo?
Só sei que estarei lá na badalada ilha: onze de abril, este é o dia
em que conseguirei in loco desfazer da minha mente todo esse rolo.
Sou o Filho da Poetisa, reafirmo que nunca estive na Ilha de Paquetá.
Faço poesias sem dificuldade, pois os versos se fazem presentes no meu DNA.
Nasci e resido na capital mineira, minha querida e amada Belo Horizonte...
Será que deus Apolo esteve lá alguma vez e concedeu essa Ilha tal graça?
Como diz o provérbio popular “onde há fogo, há fumaça”
e estando lá, depois conto a vocês qual é verdadeira fonte.
(O FILHO DA POETISA)
Espere um pouco! Deixe-me colocar as idéias em ordem se não me embolo!
Como a Ilha pode ter esta antonomásia se de acordo com a mitologia
lá não moram as deusas musas e o deus gregos da poesia chamado Apolo?
Será que tudo isso não passa de uma histérica e coletiva fantasia?
Será que por ser mineiro esse pessoal está debochando de mim, julgando-me tolo?
Só sei que estarei lá na badalada ilha: onze de abril, este é o dia
em que conseguirei in loco desfazer da minha mente todo esse rolo.
Sou o Filho da Poetisa, reafirmo que nunca estive na Ilha de Paquetá.
Faço poesias sem dificuldade, pois os versos se fazem presentes no meu DNA.
Nasci e resido na capital mineira, minha querida e amada Belo Horizonte...
Será que deus Apolo esteve lá alguma vez e concedeu essa Ilha tal graça?
Como diz o provérbio popular “onde há fogo, há fumaça”
e estando lá, depois conto a vocês qual é verdadeira fonte.
(O FILHO DA POETISA)
ANIVERSÁRIO DA BIANCA
Um canto da garganta minha voz arranca,
cantando-o com toda força do meu pulmão,
é o “Parabéns pra Você”, minha amiga Bianca,
que aniversaria hoje e está que é só emoção.
É muito bom prestigiar uma pessoa assim tão querida,
não tem problema algum ela ser do mundo virtual,
o importante é que está completando mais um ano de vida
é data festiva à Bianca; os que a amam não vê o dia como normal.
Mil felicidades é o meu desejo pra você, amiga Bianca;
encare a vida com fervor e sem medo nenhum arranca
do seu caminho todo o mal que em na vida está presente.
Você é nova ainda, curta a vida o máximo que puder,
espalhe pelo mundo toda a sua graciosidade de mulher
e tenha o compromisso apenas de viver bem contente.
(O FILHO DA POETISA)
cantando-o com toda força do meu pulmão,
é o “Parabéns pra Você”, minha amiga Bianca,
que aniversaria hoje e está que é só emoção.
É muito bom prestigiar uma pessoa assim tão querida,
não tem problema algum ela ser do mundo virtual,
o importante é que está completando mais um ano de vida
é data festiva à Bianca; os que a amam não vê o dia como normal.
Mil felicidades é o meu desejo pra você, amiga Bianca;
encare a vida com fervor e sem medo nenhum arranca
do seu caminho todo o mal que em na vida está presente.
Você é nova ainda, curta a vida o máximo que puder,
espalhe pelo mundo toda a sua graciosidade de mulher
e tenha o compromisso apenas de viver bem contente.
(O FILHO DA POETISA)
ANGÚSTIA
Quando aminha amiga virtual desaparece,
percebo na hora que algo de ruim lhe acontece,
diante da tal intuição encaminho pro céu uma prece
e o meu anjinho da guarda para ajudá-la se oferece.
Quando percebo que desapareceu essa minha amiga virtual,
sinto-me bastante baqueado no meu sóbrio astral;
pergunto-me sem entender: por que será que afinal
a minha amiga tem que conviver com isso que lhe faz mal?
Quando a minha amiga virtual não me responde,
pressinto que algo de terrível sua vida de mim esconde
e eu não sei o quê, como, o porquê e nem tão pouco onde.
Quando essa minha amiga virtual então fala comigo,
fico imensamente feliz com isto pois sou seu amigo
e por saber que ela corre, por enquanto, não corre mais perigo.
(O FILHO DA POETISA)
percebo na hora que algo de ruim lhe acontece,
diante da tal intuição encaminho pro céu uma prece
e o meu anjinho da guarda para ajudá-la se oferece.
Quando percebo que desapareceu essa minha amiga virtual,
sinto-me bastante baqueado no meu sóbrio astral;
pergunto-me sem entender: por que será que afinal
a minha amiga tem que conviver com isso que lhe faz mal?
Quando a minha amiga virtual não me responde,
pressinto que algo de terrível sua vida de mim esconde
e eu não sei o quê, como, o porquê e nem tão pouco onde.
Quando essa minha amiga virtual então fala comigo,
fico imensamente feliz com isto pois sou seu amigo
e por saber que ela corre, por enquanto, não corre mais perigo.
(O FILHO DA POETISA)
PEDIDO DE PERDÃO
Ah, minha amiga virtual Fadinha da Água!
Peço-lhe que me perdoe por ser um réu primário...
Sobre a minha consciência uma culpa deságua:
a culpa de ter esquecido o dia do seu aniversário.
Quando entro no orkut vejo o dia do seu nascimento
querendo enganar a mim e a você e não dar uma de tolo
eu abro uma página de scrap que me atenda nesse momento
porém, sinceramente, isto não me serve muito como consolo;
por isso, querida amiga, estou aqui de todo o coração
para lhe pedir sincero e humildemente o meu perdão
e dizer que isso jamais acontecerá de novo entre a gente.
Não há necessidade, mas se você achar necessário lhe prometo,
Deixando a minha promessa registrada neste pequeno soneto,
Junto com a esperança de que você me perdoe gentilmente.
(O FILHO DA POETISA)
Peço-lhe que me perdoe por ser um réu primário...
Sobre a minha consciência uma culpa deságua:
a culpa de ter esquecido o dia do seu aniversário.
Quando entro no orkut vejo o dia do seu nascimento
querendo enganar a mim e a você e não dar uma de tolo
eu abro uma página de scrap que me atenda nesse momento
porém, sinceramente, isto não me serve muito como consolo;
por isso, querida amiga, estou aqui de todo o coração
para lhe pedir sincero e humildemente o meu perdão
e dizer que isso jamais acontecerá de novo entre a gente.
Não há necessidade, mas se você achar necessário lhe prometo,
Deixando a minha promessa registrada neste pequeno soneto,
Junto com a esperança de que você me perdoe gentilmente.
(O FILHO DA POETISA)
MULHER
Minha razão não é maior que o meu coração,
meu sexo não é usado de um jeito tão sem nexo,
minha voz fina na hora de dar uma opinião não desafina,
minha graciosidade não lhe dá o direito de me fazer gracejo com maldade.
Meu charme na verdade tem como efeito o seu desarme,
meu sorriso é a porta que lhe conduz ao tão sonhado paraíso,
minha inteligência e capacidade não me é segredo, mas lhe traz medo
e o meu romantismo provoca forte terremoto no seu pragmatismo.
Segundo a bíblia fui criada para ser sua companheira, portanto é besteira
aceitarmos ser tratadas como ser inferior, negando com isso o meu valor.
Gosto de poesia, de crianças, de flores, de ser respeitada e de cortesia.
Sou mulher, digo isto com muito orgulho para quem quiser!
Trago um amor pela vida dentro de mim que não tem fim
mesmo vivendo sob masculino preconceito, Sou feliz . Ele está rendendo ao meu jeito.
(O FILHO DA POETISA)
meu sexo não é usado de um jeito tão sem nexo,
minha voz fina na hora de dar uma opinião não desafina,
minha graciosidade não lhe dá o direito de me fazer gracejo com maldade.
Meu charme na verdade tem como efeito o seu desarme,
meu sorriso é a porta que lhe conduz ao tão sonhado paraíso,
minha inteligência e capacidade não me é segredo, mas lhe traz medo
e o meu romantismo provoca forte terremoto no seu pragmatismo.
Segundo a bíblia fui criada para ser sua companheira, portanto é besteira
aceitarmos ser tratadas como ser inferior, negando com isso o meu valor.
Gosto de poesia, de crianças, de flores, de ser respeitada e de cortesia.
Sou mulher, digo isto com muito orgulho para quem quiser!
Trago um amor pela vida dentro de mim que não tem fim
mesmo vivendo sob masculino preconceito, Sou feliz . Ele está rendendo ao meu jeito.
(O FILHO DA POETISA)
POEMA PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
Como gostaria mesmo de estar aí ao seu lado,
cantar “Parabéns pra você” com toda alegria,
dar-lhe um abraço bem gostoso e apertado
e comemorar consigo o nascimento do seu dia.
O que fazer? Sou apenas o seu amigo virtual;
moramos em estados e cidades diferentes... Cassete!...
Veja só! Acabo de ter uma idéia interessante e original:
vou lhe escrever um poema e mandá-lo via internet,
então, quando você abrir o seu computador,
encontrará o meu poema-presente postado com amor,
um amor fraternal daquele amigo bem verdadeiro.
Ao ler esse soneto, ele lhe tocará a alma como brisa
Terá a minha assinatura, seu autor O FILHO DA POETISA
e será dedicado a você minha amiga VALQUÍRIA CORDEIRO.
(O FILHO DA POETISA)
cantar “Parabéns pra você” com toda alegria,
dar-lhe um abraço bem gostoso e apertado
e comemorar consigo o nascimento do seu dia.
O que fazer? Sou apenas o seu amigo virtual;
moramos em estados e cidades diferentes... Cassete!...
Veja só! Acabo de ter uma idéia interessante e original:
vou lhe escrever um poema e mandá-lo via internet,
então, quando você abrir o seu computador,
encontrará o meu poema-presente postado com amor,
um amor fraternal daquele amigo bem verdadeiro.
Ao ler esse soneto, ele lhe tocará a alma como brisa
Terá a minha assinatura, seu autor O FILHO DA POETISA
e será dedicado a você minha amiga VALQUÍRIA CORDEIRO.
(O FILHO DA POETISA)
DESEJOS ROSAS
Ao apagar as velinhas, que pedidos você fez, Fada Rosa?
Pedi que todos os seres vivos tivessem uma vida cor-de-rosa;
pedi que as pessoas colocassem em dia com outro a sua prosa;
e que a comida que viesse em nosso prato fosse sempre saborosa.
Pedi que fosse extirpada de nossa vida qualquer coisa horrorosa;
pedi que a gente (mulher) ao olhar no espelho sempre se sentir poderosa;
pedi que a cruel realidade se modificasse de uma forma milagrosa
numa vida simples, saudável, honesta, alegre e muito prazerosa.
Pedi por último que cada fada continuasse glamorosa
Que a nossa magia tivesse uma super força esplendorosa
de transformar qualquer ser, por pior que seja, numa pessoa amorosa.
Amigas! Só tenho que lhes agradecer à demonstração de carinho por mim tão fervorosa,
Seus gestos encheram meu coração de uma felicidade inexplicável e ardorosa...
Por tudo isso agradeci a Deus, por ter colocado em meu mundo gente sempre generosa.
(O FILHO DA POETISA)
Pedi que todos os seres vivos tivessem uma vida cor-de-rosa;
pedi que as pessoas colocassem em dia com outro a sua prosa;
e que a comida que viesse em nosso prato fosse sempre saborosa.
Pedi que fosse extirpada de nossa vida qualquer coisa horrorosa;
pedi que a gente (mulher) ao olhar no espelho sempre se sentir poderosa;
pedi que a cruel realidade se modificasse de uma forma milagrosa
numa vida simples, saudável, honesta, alegre e muito prazerosa.
Pedi por último que cada fada continuasse glamorosa
Que a nossa magia tivesse uma super força esplendorosa
de transformar qualquer ser, por pior que seja, numa pessoa amorosa.
Amigas! Só tenho que lhes agradecer à demonstração de carinho por mim tão fervorosa,
Seus gestos encheram meu coração de uma felicidade inexplicável e ardorosa...
Por tudo isso agradeci a Deus, por ter colocado em meu mundo gente sempre generosa.
(O FILHO DA POETISA)
**MICROLOGIA EM TROCADILHO
O Som
aninha
Por todo
o meu
ser.
(O FILHO DA POETISA)
** MICROLOGIA é o “poema minuto” dos modernistas. Composição fundamentalmente breve e sintética ( Hênio Último da Cunha Tavares)
aninha
Por todo
o meu
ser.
(O FILHO DA POETISA)
** MICROLOGIA é o “poema minuto” dos modernistas. Composição fundamentalmente breve e sintética ( Hênio Último da Cunha Tavares)
GLORINHA, A GAIVOTA
Olhei para o céu e vi uma ave ignota,
só por prazer a mirei com minha espingarda de sal,
quando caiu é que percebi que era uma gaivota,
diferente das demais por ter belas asas de cristal.
Por que eu tive esta idéia pra lá de idiota
de abater sem motivo algum o inocente animal?
Pela aparência rara só pode ter vindo de uma terra remota
e ainda não sei o motivo dela está fora do seu habitat natural.
Para acabar com o sentimento de culpa, resolvo cuidar da ave.
Mais com remorso fiquei ao saber que o estado dela era grave.
Chamei veterinário, pai de santo, tudo para salva-la, não ficar mal nesta estória.
Com a ajuda terrena e divina a situação foi contornada.
O bichinho acabou ficando apenas com a asa direita quebrada.
Por ter saído do sufoco e do remorso, dei o nome de gaivota de GLÓRIA.
(O FILHO DA POETISA)
só por prazer a mirei com minha espingarda de sal,
quando caiu é que percebi que era uma gaivota,
diferente das demais por ter belas asas de cristal.
Por que eu tive esta idéia pra lá de idiota
de abater sem motivo algum o inocente animal?
Pela aparência rara só pode ter vindo de uma terra remota
e ainda não sei o motivo dela está fora do seu habitat natural.
Para acabar com o sentimento de culpa, resolvo cuidar da ave.
Mais com remorso fiquei ao saber que o estado dela era grave.
Chamei veterinário, pai de santo, tudo para salva-la, não ficar mal nesta estória.
Com a ajuda terrena e divina a situação foi contornada.
O bichinho acabou ficando apenas com a asa direita quebrada.
Por ter saído do sufoco e do remorso, dei o nome de gaivota de GLÓRIA.
(O FILHO DA POETISA)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
MENINA PERDIDA
Que foi menina? Por que você está chorando?
É que eu quero a minha mãe?
Como é que chama a sua mãe?
Minha mãe chama ... MÃE!
Não é isso, menina!
Eu me chamo Paulo.
Como você se chama?
Meu nome é Graciela.
Beleza, Graciela!
Agora me diz, queridinha!
Qual é o nome de sua mãezinha?
Minha mãezinha se chama... MÃE!
Não tem outro nome a não ser ...MÃE!
Meu nome é Íris.
Eu passeava com meu sorriso de boneca,
embelezando a rua como se fosse festa.
Eu tinha sonho dourado
de uma vida bela
e um mundo de paz.
Hoje já não canto mais!
Minha mãe sumiu na floresta.
Acho que foi a minha procura,
mas eu passeava nos jardins.
Estou chorando a procura de minha MÃE!
Por favor, senhores Paulo e Graciela,
Ajudem-me a encontrar minha MÃE.
(O Filho da Poetisa e Graciela da Cunha)
É que eu quero a minha mãe?
Como é que chama a sua mãe?
Minha mãe chama ... MÃE!
Não é isso, menina!
Eu me chamo Paulo.
Como você se chama?
Meu nome é Graciela.
Beleza, Graciela!
Agora me diz, queridinha!
Qual é o nome de sua mãezinha?
Minha mãezinha se chama... MÃE!
Não tem outro nome a não ser ...MÃE!
Meu nome é Íris.
Eu passeava com meu sorriso de boneca,
embelezando a rua como se fosse festa.
Eu tinha sonho dourado
de uma vida bela
e um mundo de paz.
Hoje já não canto mais!
Minha mãe sumiu na floresta.
Acho que foi a minha procura,
mas eu passeava nos jardins.
Estou chorando a procura de minha MÃE!
Por favor, senhores Paulo e Graciela,
Ajudem-me a encontrar minha MÃE.
(O Filho da Poetisa e Graciela da Cunha)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ILHA DE PAQUETÁ E O ROMANCE "A MORENINHA"
Solicitaram-me fazer um poema sobre a Ilha de Paquetá.
O que escrever sobre esse local se jamais estive por lá?
A princípio o tema estava mesmo fora do meu alcance
até que me lembrei da leitura de um encantador romance
escrito no século dezenove pelo escritor fluminense Joaquim manuel de Macedo
e apresenta a estória de um amor de uma morena adolescente como enredo.
Esse romance fora escrito na época em que o estilo literário era o Romantismo
e tirou Joaquim Manuel de Macedo e a Ilha de Paquetá do total ostracismo.
Ah, perdão! Até agora não citei o nome do livro. Ele chama A MORENINHA.
A estória se passa na Ilha de Paquetá. Carolina e Augusto desde criancinha,
ao se conhecerem, de maneiras ingênuas, trocam presentes e juras de amor infindo.
Ao se reencontrarem, passando por várias intrigas e inúmeras provações,
o jovem casal concretiza a promessa infantil unindo para sempre seu corações;
imortalizando a citada Ilha e o escritor por apresentarem ao Brasil um romance lindo.
(O FILHO DA POETISA)
O que escrever sobre esse local se jamais estive por lá?
A princípio o tema estava mesmo fora do meu alcance
até que me lembrei da leitura de um encantador romance
escrito no século dezenove pelo escritor fluminense Joaquim manuel de Macedo
e apresenta a estória de um amor de uma morena adolescente como enredo.
Esse romance fora escrito na época em que o estilo literário era o Romantismo
e tirou Joaquim Manuel de Macedo e a Ilha de Paquetá do total ostracismo.
Ah, perdão! Até agora não citei o nome do livro. Ele chama A MORENINHA.
A estória se passa na Ilha de Paquetá. Carolina e Augusto desde criancinha,
ao se conhecerem, de maneiras ingênuas, trocam presentes e juras de amor infindo.
Ao se reencontrarem, passando por várias intrigas e inúmeras provações,
o jovem casal concretiza a promessa infantil unindo para sempre seu corações;
imortalizando a citada Ilha e o escritor por apresentarem ao Brasil um romance lindo.
(O FILHO DA POETISA)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BODAS DE OURO
Pois é! São cinqüenta anos de casamento. São muitos anos de companheirismo, amor, cumplicidade, fidelidade, respeito e coragem. Graças a estes ingredientes superaram vários obstáculos e jamais se intimidaram diante deles.
Convém lembrar que tudo isto não seria assim se a união de vocês não tivesse sido abençoada por Deus e que vocês não aceitassem de coração aceitado as graças de Jesus Cristo. Também vale ressaltar que a fé de vocês tornou-lhes dignos de tal graça divina.
Pois é, cinquenta anos! Parece que foi ontem. O que desmente esta sensação são os filhos crescidos, os netos chegando, os cabelos de vocês tornando-se brancos e as rugas em seus rostos. Tudo isto é o sinônimo de medalhas adquiridos pelo ato de bravura em transpor várias adversidades e com isto adquirir de seus filhos o orgulho e a felicidade em tê-los como pais.
Pois é, cinquenta anos de vida conjugal! E tem gente que anda pregando que o casamento é uma instituição falida e que a família está em extinção. Vocês nos dão o exemplo de que quem defende está idéia sofista, não deve levá-la a serio, pois agem como fariseus...
Pois é, cinqüenta anos! Um parabéns especialíssimo e que Jesus continue abençoando a união de vocês por toda eternidade.
(O FILHO DA POETISA)
Convém lembrar que tudo isto não seria assim se a união de vocês não tivesse sido abençoada por Deus e que vocês não aceitassem de coração aceitado as graças de Jesus Cristo. Também vale ressaltar que a fé de vocês tornou-lhes dignos de tal graça divina.
Pois é, cinquenta anos! Parece que foi ontem. O que desmente esta sensação são os filhos crescidos, os netos chegando, os cabelos de vocês tornando-se brancos e as rugas em seus rostos. Tudo isto é o sinônimo de medalhas adquiridos pelo ato de bravura em transpor várias adversidades e com isto adquirir de seus filhos o orgulho e a felicidade em tê-los como pais.
Pois é, cinquenta anos de vida conjugal! E tem gente que anda pregando que o casamento é uma instituição falida e que a família está em extinção. Vocês nos dão o exemplo de que quem defende está idéia sofista, não deve levá-la a serio, pois agem como fariseus...
Pois é, cinqüenta anos! Um parabéns especialíssimo e que Jesus continue abençoando a união de vocês por toda eternidade.
(O FILHO DA POETISA)
A ESTRADA
Pois é! Nem sempre há flores nesta estrada, como também nem sempre há sol, há brisa,há canto de pássaro e a natureza enfim. Ao invés de se deparar com esses elementos encantadores e poéticos, deparamos com enormes monstros horripilantes que dia-a-dia vêm abafar o nosso desejo de viver. De vez em quando, não somos torturados pelos monstros e, sim, angustiados pelos diversos tipos de grilos.
Esta estrada que me refiro aqui, é a nossa vida e por ser a nossa vida, jamais devemos abaixar a cabeça e perder a coragem de transitá-la. Temos que ser bastante persistentes e seguros para não ser devorados por essas enormes feras que começam primeiro devorando o nosso cérebro e depois a nossa carne.
Não me considerem um autêntico pessimista, mas é tendo numa das mãos a realidade é que eu poderei com a outra (não logicamente) fazer com que esta estrada mude de aspecto e vista uma roupa tecida totalmente pela poesia e otimismo.
(O FILHO DA POETISA)
Esta estrada que me refiro aqui, é a nossa vida e por ser a nossa vida, jamais devemos abaixar a cabeça e perder a coragem de transitá-la. Temos que ser bastante persistentes e seguros para não ser devorados por essas enormes feras que começam primeiro devorando o nosso cérebro e depois a nossa carne.
Não me considerem um autêntico pessimista, mas é tendo numa das mãos a realidade é que eu poderei com a outra (não logicamente) fazer com que esta estrada mude de aspecto e vista uma roupa tecida totalmente pela poesia e otimismo.
(O FILHO DA POETISA)
O QUE IMPORTA OS OUTROS?
O que importa os outros?
Bem, eu sou eu, os outros são os outros; mas chega um momento da vida que eu terei que conhecer o ódio, o amor, a amizade, a inimizade. Chega um momento da vida que é saber distinguir o certo do errado, a verdade da mentira.
Como conseguirei isso?
Sim, através dos outros eu serei útil. Participarei de um mundo que não é só meu, mas sim de todos; da mesma maneira ajudei, eu serei ajudado; da mesma maneira que eu amei, eu serei amado; a mesma alegria que os outros encontram no viver, eu encontrarei; e a mesma revolta pela vida que os outros sentem, eu também sentirei.
Os outros são importantes, pois me mostrarão como é a prática de uma teoria cristã (como vocês sabem falar é fácil, fazer é que é difícil).
Através dos outros é que eu compreenderei o verdadeiro significado da palavra vida, do amor de Deus e de quem sou eu.
É baseado nas idéias filosóficas, na verdade dos outros, e nos erros também, que eu formarei o meu caráter.
É através dos outros que eu confirmarei estas teorias: o homem foi feito para viver em comunidade e não sozinho? Vivendo sempre aprendendo?
É através dos outros que eu ficarei sempre perto de Deus e nunca longe dele.
(O FILHO DA POETISA)
Bem, eu sou eu, os outros são os outros; mas chega um momento da vida que eu terei que conhecer o ódio, o amor, a amizade, a inimizade. Chega um momento da vida que é saber distinguir o certo do errado, a verdade da mentira.
Como conseguirei isso?
Sim, através dos outros eu serei útil. Participarei de um mundo que não é só meu, mas sim de todos; da mesma maneira ajudei, eu serei ajudado; da mesma maneira que eu amei, eu serei amado; a mesma alegria que os outros encontram no viver, eu encontrarei; e a mesma revolta pela vida que os outros sentem, eu também sentirei.
Os outros são importantes, pois me mostrarão como é a prática de uma teoria cristã (como vocês sabem falar é fácil, fazer é que é difícil).
Através dos outros é que eu compreenderei o verdadeiro significado da palavra vida, do amor de Deus e de quem sou eu.
É baseado nas idéias filosóficas, na verdade dos outros, e nos erros também, que eu formarei o meu caráter.
É através dos outros que eu confirmarei estas teorias: o homem foi feito para viver em comunidade e não sozinho? Vivendo sempre aprendendo?
É através dos outros que eu ficarei sempre perto de Deus e nunca longe dele.
(O FILHO DA POETISA)
SÃO JORGE E O DRAGÃO
CAPÍTULO UM – O INFERNO
Aaattchiimm! Pra quem espirrou, saúde! Muito obrigado!
Gente do céu! Depois do espirro bateu um cheiro forte de queimado...
Nossa, que horror! Tudo aqui no meu terreiro está tostado!
O negócio aconteceu agora! Está tão quente aqui que me sinto abrasado!
Parece que o meu terreiro virou de uma hora pra outra um inferno,
Sem capetas e aquele cheiro insuportável de enxofre eterno.
Sabe o que parece? Parece que o sol desceu para expulsar de vez o inverno.
Vendo tudo isso eu fico muito estarrecido e com esta situação me consterno.
Entrei em casa correndo e fui direto desesperado para o banheiro
visando derramar uma enxurrada de água fria em meu corpo inteiro
depois abri a geladeira, tomei água gelada e chupei o gelo bem ligeiro.
Abri a torneira por completo, enchi o balde e água no terreiro e a joguei
depois de horas e mais horas o meu terreiro todo com a água alaguei
e só assim, com muito custo,o imenso calor do meu lote, tirei.
CAPÍTULO DOIS – “SHERLOCK” GRILO FALANTE
Quem será o responsável, o causador por esse incêndio monstruoso?
Olhando minuciosamente percebe-se que o fogo surgiu por igual, o que é “cabuloso”.
Era para o fogo ter surgido num determinado local e dali ser espalhado, o curioso
é que o fogo surgiu de repente, tomando conta de tudo. Isso é muito misterioso...
Por Thot! Que coisa estranha! Próximo, não muito distante
Da minha casa o que vejo como pista? Marca de pata gigante;
Patas que, se eu não estiver enganado, é de um enorme lagarto. Interessante!
Lagarto descomunal é dragão ou animal pré-histórico. Não pode ser! É muito alucinante!
Animais pré-históricos são da época da origem do mundo. Dragão é da Era medieval.
O que esses ou um desses animais estariam fazendo aqui no mágico Portal?
Animais pré-históricos não foram extintos por um enorme meteoro que caiu na Terra afinal?
Vamos, Grilo Falante, pense! Se tenho como pista lagarto gigante e fogo, só há uma conclusão:
O único bicho enorme parecendo um lagarto e solta fogo que conheço é um dragão;
Já que ouvi espirro antes do fogaréu é lógico deduzir que esta criatura está com constipação.
CAPÍTULO TRÊS – DO IMAGINÁRIO À REALIDADE
Poderosos deuses! Será que não estou ficando amalucado? Não, não pode ser!
O meu terreiro foi vitimado pelo fogo! Está lá para quem quiser com os próprios olhos ver!
Então não estou doido de jeito nenhum, por mais incrível que possa parecer!
Há um dragão aqui no Portal. Tenho que encontrá-lo, evitar que algo terrível venha acontecer.
Quem poderia me ajudar?... O dragão é enorme e eu sou tão pequenino
que sozinho não conseguirei livrar o portal desse cruel e bizarro destino.
Como destruir tal monstro? Não tenho a menor ideia! Nem imagino!
Só sei que estamos correndo um grande perigo. “Curuz” que desatino!
O pior é que se contar pra qualquer um, na minha cara eles vão ri;
com certeza vão perguntar que se algum dragão eu realmente vi
e a zombaria aumentará quando disser que apenas deduzi.
Primeiramente terei que muita calma e muita paciência
para provar a todos dessa besta-fera a sua real existência
e mostrar que o dragão existe, não é fruto da minha demência.
CAPÍTULO QUATRO – NO CALCANHAR DO DRAGÃO
Sendo eu um dragão de tamanho descomunal, aonde iria me ficar?
Floresta ou caverna? Um animal grande assim não será difícil de encontrar.
Se ele for para a floresta ficará mais fácil, dependendo do local, de se camuflar;
por outro lado, mais exposto ao perigo e mais fácil será de capturar...
Ficando numa caverna, o dragão ficará bem mais protegido
principalmente se esta caverna estiver bem alto, lugar difícil de ser atingido,
assim poderá se sentir bem tranqüilo e tendo realmente garantido
a sua total segurança... Preferirá caverna se este bicho for sabido.
Situado bem ao norte da floresta do Portal dos sonhos e da magia
existe uma caverna que servem para os morcegos de moradia
e para expulsá-los de lá, isto para o dragão quase nada custaria.
Vou chamar a Fada Vermelha para me ajudar nesta incrível missão,
por ser minha amiga, me acompanhará ,mesmo não acreditando em dragão,
pois ela tem como teoria de vida de nunca deixar um amigo na mão.
CAPÍTULO CINCO - NA CAVERNA DO DRAGÃO
Faltando quinhentos metros para chegar à caverna, uma grande bola de fogo veio em direção
deles, oriunda de um novo e escandaloso espirro do tal não saudável dragão,
que, como suspeitara o Grilo Falante, estava com uma baita constipação.
Ele adquirira a gripe ao retornar da Lua à Terra, fugindo de uma eterna perseguição.
A Fada Vermelha transformou a imensa bola de fogo numa deliciosa maçã de amor
que deixará para usá-la quando o momento bastante oportuno for...
Graças à magia da Fada Vermelha, o Grilo não está sentindo aquele horrível calor
que o vitimara o primeiro espirro do dragão, quase lhe causando um estupor.
Grilo Falante e Fada Vermelha, não se assustem comigo, podem entrar...
Desculpe-me pelas terríveis labaredas, é que não as consigo controlar
porque estou muito gripado e os meus espirros não querem cessar.
Como você, dragão, sabia os nossos e aguardava desde já a nossa chegada,
Se eu tomei a decisão de vir aqui sem dizer pra ninguém nada
A não ser a Fada Vermelha que foi por mim na última hora convocada?
CAPÍTULO SEIS – CONHECENDO O DRAGÃO
Grilo Falante, sei que você é muito inteligente... este é o seu jeito...
mas temos que quebrar aqui um forte e horrendo preconceito
que o mundo ocidental impôs sobre nós, dragão. Segundo ele o nosso grave defeito
é de estarmos sempre a serviço do mal, idéia esta, por ser mentira, realmente não aceito.
Ouça a verdadeira verdade e guarde para si como uma legítima sabedoria.
O conceito sobre dragão é o mesmo na oriental mitologia
quanto no maravilhoso mundo da antiga alquimia:
Nós, dragões, desempenhamos funções superiores e não baixaria.
Ocupamos, por isso, a mesma posição dos deuses... isto você jamais imaginara.
Praticamos sempre o bem, não praticamos o mal, isso jamais um de nós desejara,
Porém uma imagem falsa e negativa de nós o mundo ocidental de tal forma criara.
Não cabe a mim discutir com você como e o porquê que isto acontecera...
Fada Vermelha, livra-me, por favor, desta gripe que ao meu organismo acometera.
Na mesma hora a constipação da sábia fera por completo desaparecera.
CAPÍTULO SETE – SURGE SÃO JORGE
Tatsu, seu dragão, aqui quem fala é São Jorge, o seu algoz!
Não adianta fingir que não está aí, pois já ouvi a sua voz.
Anda! Saia! Vamos resolver de vez a eterna desavença que existe entre nós,
e assim que matá-lo, arrancarei a sua cabeça com minha espada e logo após.
Se você não vier aqui fora, não tem problema, irei até aí para buscá-lo!
Você já me conhece muito bem e sabe que eu cumpro o que falo.
Vamos! Venha cá pra fora! A sua covardia nesse momento não irá salvá-lo!
Vamos acabar com isto logo, porque estou ávido para derrotá-lo!
Aguarde-me! Já estou indo para aí, uma vez que você não quer sair!
É uma pena que será somente eu que irei exclusivamente assistir
a sua asquerosa criatura diante de mim piedosamente sucumbir.
Quando olha para a caverna, São Jorge vê uma luz vermelha intensa
sair da morada do dragão. Corajosamente o santo guerreiro pensa
somente em destruir o dragão para conseguir sua divina recompensa.
CAPÍTULO OITO – NÃO SOMOS MAL
Esse trem vermelho que eu pensei que era fogo antes de entrar, não é fogo, é bruxaria.
Que estória é esta, seu santo preconceituoso! Você já está me causando antipatia!
Isso que você disse é uma inverdade porque o termo correto é magia.
Ah, não! Nova entidade pagã do mundo da fantasia...
Vou aumentar ainda mais o seu muxoxo. Conosco também está um Grilo, um Grilo Falante.
Meu Deus! Sem querer acabo de entrar no abominável inferno de Dante
e o diabo aqui assume cada forma incrível, impressionante!
Fada Vermelha, Grilo que fala, talvez até de um dragão flamejante!
Bem que o seu Deus disse uma vez que vocês são homens de cabeças duras,
tudo que não conhecem e que existem, vocês creditam ao diabo; faz parte de suas culturas,
com isto às outras realidades são destinadas a elas as demoníacas venturas.
Eu sou uma fada, um ser criado pelo cosmo só para fazer o bem!
Não conheço outra força do que realizar apenas bondade a outrem,
então não é só você que foi criado para dar felicidade a terceiros, há outras além.
CAPÍTULO NOVE – EM NOME DO BEM
Apesar de nossas culturas serem diferentes, representamos à humanidades valores iguais.
Eu sou o dragão Tatsu e sou o sinônimo de dinamismo, bravura e liderança para os mortais,
sou símbolo de abundância e prosperidade ao meu povo... de algum mal, jamais!
Se quisesse lhe fazer alguma crueldade, já lhe teria feito, sou superior a você por demais.
Fugi da Terra para a Lua levando você magicamente comigo
porque o seu desejo cego e desumano em me matar colocava em perigo
toda a humanidade da Capadócia. Eu não sou o seu inimigo,
você é que deu asas a fofoca maldosa, não conseguindo separar o joio do trigo.
O quinto mandamento do decálogo transmitido a Moisés é: não matarás.
Lá não diz que poderá matar dragão, fada ou outro ser que você se julgar capaz.
O oitavo mandamento diz: ao teu próximo (que sou eu), falso testemunho não darás.
Dei-lhe exemplos concretos de que eu, dragão Totsu, não sou um ser maligno,
por isto você acha que me destruir então é um gesto de sua parte digno?
Como pode ser chamado de bem um ser que é capaz de matar outro ser benigno?
CAPÍTULO DEZ – APERTOS DE MÃOS
Por que você acha que estou aqui residindo neste fantástico Portal?
O Pinóquio sendo um boneco de madeira não tinha mente, logo capacidade cerebral,
daí eu surgi, uma vez que ganhou vida, para fazer o papel pra ele desse maquinário mortal
e com ele fiquei até que virou ser humano e passou a ter sua mente e alma afinal.
Insisto! Como o Pinóquio deixou de ser boneco e agora virou gente
Não precisava mais de mim. Agora ele tem o seu livre-arbítrio, é independente.
Eu não possuo nenhuma magia em relação aos habitantes daqui. Sou diferente
e na verdade sou tratado com muito respeito e carinho aqui por qualquer ser vivente...
Sabe por que pedi ajuda a querida Fada Vermelha? Por vocês dois preferirem esta cor;
Oferecendo vocês dois aquilo que gostam, estava dando uma demonstração de amor
e onde há amor a violência em hipótese alguma aparecerá, porque perderá o seu vigor.
Conscientemente convencido de que os três seres mágicos estavam certos,
São Jorge guarda suas armas e num gesto de amizade começam os apertos
De mãos entre os integrantes da estória. Agora sim: Dos males os dois mundos estão libertos.
(O FILHO DA POETISA)
Aaattchiimm! Pra quem espirrou, saúde! Muito obrigado!
Gente do céu! Depois do espirro bateu um cheiro forte de queimado...
Nossa, que horror! Tudo aqui no meu terreiro está tostado!
O negócio aconteceu agora! Está tão quente aqui que me sinto abrasado!
Parece que o meu terreiro virou de uma hora pra outra um inferno,
Sem capetas e aquele cheiro insuportável de enxofre eterno.
Sabe o que parece? Parece que o sol desceu para expulsar de vez o inverno.
Vendo tudo isso eu fico muito estarrecido e com esta situação me consterno.
Entrei em casa correndo e fui direto desesperado para o banheiro
visando derramar uma enxurrada de água fria em meu corpo inteiro
depois abri a geladeira, tomei água gelada e chupei o gelo bem ligeiro.
Abri a torneira por completo, enchi o balde e água no terreiro e a joguei
depois de horas e mais horas o meu terreiro todo com a água alaguei
e só assim, com muito custo,o imenso calor do meu lote, tirei.
CAPÍTULO DOIS – “SHERLOCK” GRILO FALANTE
Quem será o responsável, o causador por esse incêndio monstruoso?
Olhando minuciosamente percebe-se que o fogo surgiu por igual, o que é “cabuloso”.
Era para o fogo ter surgido num determinado local e dali ser espalhado, o curioso
é que o fogo surgiu de repente, tomando conta de tudo. Isso é muito misterioso...
Por Thot! Que coisa estranha! Próximo, não muito distante
Da minha casa o que vejo como pista? Marca de pata gigante;
Patas que, se eu não estiver enganado, é de um enorme lagarto. Interessante!
Lagarto descomunal é dragão ou animal pré-histórico. Não pode ser! É muito alucinante!
Animais pré-históricos são da época da origem do mundo. Dragão é da Era medieval.
O que esses ou um desses animais estariam fazendo aqui no mágico Portal?
Animais pré-históricos não foram extintos por um enorme meteoro que caiu na Terra afinal?
Vamos, Grilo Falante, pense! Se tenho como pista lagarto gigante e fogo, só há uma conclusão:
O único bicho enorme parecendo um lagarto e solta fogo que conheço é um dragão;
Já que ouvi espirro antes do fogaréu é lógico deduzir que esta criatura está com constipação.
CAPÍTULO TRÊS – DO IMAGINÁRIO À REALIDADE
Poderosos deuses! Será que não estou ficando amalucado? Não, não pode ser!
O meu terreiro foi vitimado pelo fogo! Está lá para quem quiser com os próprios olhos ver!
Então não estou doido de jeito nenhum, por mais incrível que possa parecer!
Há um dragão aqui no Portal. Tenho que encontrá-lo, evitar que algo terrível venha acontecer.
Quem poderia me ajudar?... O dragão é enorme e eu sou tão pequenino
que sozinho não conseguirei livrar o portal desse cruel e bizarro destino.
Como destruir tal monstro? Não tenho a menor ideia! Nem imagino!
Só sei que estamos correndo um grande perigo. “Curuz” que desatino!
O pior é que se contar pra qualquer um, na minha cara eles vão ri;
com certeza vão perguntar que se algum dragão eu realmente vi
e a zombaria aumentará quando disser que apenas deduzi.
Primeiramente terei que muita calma e muita paciência
para provar a todos dessa besta-fera a sua real existência
e mostrar que o dragão existe, não é fruto da minha demência.
CAPÍTULO QUATRO – NO CALCANHAR DO DRAGÃO
Sendo eu um dragão de tamanho descomunal, aonde iria me ficar?
Floresta ou caverna? Um animal grande assim não será difícil de encontrar.
Se ele for para a floresta ficará mais fácil, dependendo do local, de se camuflar;
por outro lado, mais exposto ao perigo e mais fácil será de capturar...
Ficando numa caverna, o dragão ficará bem mais protegido
principalmente se esta caverna estiver bem alto, lugar difícil de ser atingido,
assim poderá se sentir bem tranqüilo e tendo realmente garantido
a sua total segurança... Preferirá caverna se este bicho for sabido.
Situado bem ao norte da floresta do Portal dos sonhos e da magia
existe uma caverna que servem para os morcegos de moradia
e para expulsá-los de lá, isto para o dragão quase nada custaria.
Vou chamar a Fada Vermelha para me ajudar nesta incrível missão,
por ser minha amiga, me acompanhará ,mesmo não acreditando em dragão,
pois ela tem como teoria de vida de nunca deixar um amigo na mão.
CAPÍTULO CINCO - NA CAVERNA DO DRAGÃO
Faltando quinhentos metros para chegar à caverna, uma grande bola de fogo veio em direção
deles, oriunda de um novo e escandaloso espirro do tal não saudável dragão,
que, como suspeitara o Grilo Falante, estava com uma baita constipação.
Ele adquirira a gripe ao retornar da Lua à Terra, fugindo de uma eterna perseguição.
A Fada Vermelha transformou a imensa bola de fogo numa deliciosa maçã de amor
que deixará para usá-la quando o momento bastante oportuno for...
Graças à magia da Fada Vermelha, o Grilo não está sentindo aquele horrível calor
que o vitimara o primeiro espirro do dragão, quase lhe causando um estupor.
Grilo Falante e Fada Vermelha, não se assustem comigo, podem entrar...
Desculpe-me pelas terríveis labaredas, é que não as consigo controlar
porque estou muito gripado e os meus espirros não querem cessar.
Como você, dragão, sabia os nossos e aguardava desde já a nossa chegada,
Se eu tomei a decisão de vir aqui sem dizer pra ninguém nada
A não ser a Fada Vermelha que foi por mim na última hora convocada?
CAPÍTULO SEIS – CONHECENDO O DRAGÃO
Grilo Falante, sei que você é muito inteligente... este é o seu jeito...
mas temos que quebrar aqui um forte e horrendo preconceito
que o mundo ocidental impôs sobre nós, dragão. Segundo ele o nosso grave defeito
é de estarmos sempre a serviço do mal, idéia esta, por ser mentira, realmente não aceito.
Ouça a verdadeira verdade e guarde para si como uma legítima sabedoria.
O conceito sobre dragão é o mesmo na oriental mitologia
quanto no maravilhoso mundo da antiga alquimia:
Nós, dragões, desempenhamos funções superiores e não baixaria.
Ocupamos, por isso, a mesma posição dos deuses... isto você jamais imaginara.
Praticamos sempre o bem, não praticamos o mal, isso jamais um de nós desejara,
Porém uma imagem falsa e negativa de nós o mundo ocidental de tal forma criara.
Não cabe a mim discutir com você como e o porquê que isto acontecera...
Fada Vermelha, livra-me, por favor, desta gripe que ao meu organismo acometera.
Na mesma hora a constipação da sábia fera por completo desaparecera.
CAPÍTULO SETE – SURGE SÃO JORGE
Tatsu, seu dragão, aqui quem fala é São Jorge, o seu algoz!
Não adianta fingir que não está aí, pois já ouvi a sua voz.
Anda! Saia! Vamos resolver de vez a eterna desavença que existe entre nós,
e assim que matá-lo, arrancarei a sua cabeça com minha espada e logo após.
Se você não vier aqui fora, não tem problema, irei até aí para buscá-lo!
Você já me conhece muito bem e sabe que eu cumpro o que falo.
Vamos! Venha cá pra fora! A sua covardia nesse momento não irá salvá-lo!
Vamos acabar com isto logo, porque estou ávido para derrotá-lo!
Aguarde-me! Já estou indo para aí, uma vez que você não quer sair!
É uma pena que será somente eu que irei exclusivamente assistir
a sua asquerosa criatura diante de mim piedosamente sucumbir.
Quando olha para a caverna, São Jorge vê uma luz vermelha intensa
sair da morada do dragão. Corajosamente o santo guerreiro pensa
somente em destruir o dragão para conseguir sua divina recompensa.
CAPÍTULO OITO – NÃO SOMOS MAL
Esse trem vermelho que eu pensei que era fogo antes de entrar, não é fogo, é bruxaria.
Que estória é esta, seu santo preconceituoso! Você já está me causando antipatia!
Isso que você disse é uma inverdade porque o termo correto é magia.
Ah, não! Nova entidade pagã do mundo da fantasia...
Vou aumentar ainda mais o seu muxoxo. Conosco também está um Grilo, um Grilo Falante.
Meu Deus! Sem querer acabo de entrar no abominável inferno de Dante
e o diabo aqui assume cada forma incrível, impressionante!
Fada Vermelha, Grilo que fala, talvez até de um dragão flamejante!
Bem que o seu Deus disse uma vez que vocês são homens de cabeças duras,
tudo que não conhecem e que existem, vocês creditam ao diabo; faz parte de suas culturas,
com isto às outras realidades são destinadas a elas as demoníacas venturas.
Eu sou uma fada, um ser criado pelo cosmo só para fazer o bem!
Não conheço outra força do que realizar apenas bondade a outrem,
então não é só você que foi criado para dar felicidade a terceiros, há outras além.
CAPÍTULO NOVE – EM NOME DO BEM
Apesar de nossas culturas serem diferentes, representamos à humanidades valores iguais.
Eu sou o dragão Tatsu e sou o sinônimo de dinamismo, bravura e liderança para os mortais,
sou símbolo de abundância e prosperidade ao meu povo... de algum mal, jamais!
Se quisesse lhe fazer alguma crueldade, já lhe teria feito, sou superior a você por demais.
Fugi da Terra para a Lua levando você magicamente comigo
porque o seu desejo cego e desumano em me matar colocava em perigo
toda a humanidade da Capadócia. Eu não sou o seu inimigo,
você é que deu asas a fofoca maldosa, não conseguindo separar o joio do trigo.
O quinto mandamento do decálogo transmitido a Moisés é: não matarás.
Lá não diz que poderá matar dragão, fada ou outro ser que você se julgar capaz.
O oitavo mandamento diz: ao teu próximo (que sou eu), falso testemunho não darás.
Dei-lhe exemplos concretos de que eu, dragão Totsu, não sou um ser maligno,
por isto você acha que me destruir então é um gesto de sua parte digno?
Como pode ser chamado de bem um ser que é capaz de matar outro ser benigno?
CAPÍTULO DEZ – APERTOS DE MÃOS
Por que você acha que estou aqui residindo neste fantástico Portal?
O Pinóquio sendo um boneco de madeira não tinha mente, logo capacidade cerebral,
daí eu surgi, uma vez que ganhou vida, para fazer o papel pra ele desse maquinário mortal
e com ele fiquei até que virou ser humano e passou a ter sua mente e alma afinal.
Insisto! Como o Pinóquio deixou de ser boneco e agora virou gente
Não precisava mais de mim. Agora ele tem o seu livre-arbítrio, é independente.
Eu não possuo nenhuma magia em relação aos habitantes daqui. Sou diferente
e na verdade sou tratado com muito respeito e carinho aqui por qualquer ser vivente...
Sabe por que pedi ajuda a querida Fada Vermelha? Por vocês dois preferirem esta cor;
Oferecendo vocês dois aquilo que gostam, estava dando uma demonstração de amor
e onde há amor a violência em hipótese alguma aparecerá, porque perderá o seu vigor.
Conscientemente convencido de que os três seres mágicos estavam certos,
São Jorge guarda suas armas e num gesto de amizade começam os apertos
De mãos entre os integrantes da estória. Agora sim: Dos males os dois mundos estão libertos.
(O FILHO DA POETISA)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O PRIMEIRO ENCONTRO
Quando os nossos olhares se encontraram,
senti toda a felicidade se apossar de mim,
as batidas do meu coração se aceleraram,
desejei que esse momento não tivesse fim.
Eu queria ouvir pela primeira vez a sua voz,
tocar suavemente os seus carnudos lábios,
sonhar com um lindo futuro dedicado a nós
onde amor e paz serão nossos entes sábios
Para te encontrar cruzara as mais distantes
fronteiras do universo e atravessara estrelas
que fulgem esquecidas da visão humana.
Enfim nos encontramos, almas irmãs constantes,
felizes viveremos nossas paixões somente por tê-las
mais uma vida linda como tantas outras se emana.
(O FILHO DA POETISA e Graciela da Cunha)
senti toda a felicidade se apossar de mim,
as batidas do meu coração se aceleraram,
desejei que esse momento não tivesse fim.
Eu queria ouvir pela primeira vez a sua voz,
tocar suavemente os seus carnudos lábios,
sonhar com um lindo futuro dedicado a nós
onde amor e paz serão nossos entes sábios
Para te encontrar cruzara as mais distantes
fronteiras do universo e atravessara estrelas
que fulgem esquecidas da visão humana.
Enfim nos encontramos, almas irmãs constantes,
felizes viveremos nossas paixões somente por tê-las
mais uma vida linda como tantas outras se emana.
(O FILHO DA POETISA e Graciela da Cunha)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A MUDEZ DE UMA POETISA
Vivo agora uma situação que me aterroriza,
não estou conseguindo os meus poemas escrever,
isto é um absurdo para quem, como eu, sou uma poetisa,
de pegar uma folha e não escrever uma linha se quer.
Sei que não sou deusa da poesia e nem tão pouco uma rainha,
acredito que para escrever eu necessite de uma inspiração.
Agora não conseguir escrever mesmo nenhuma linha
De um texto qualquer... causa-me muita frustração!
Numa situação dessa a quem devo pedir ajuda?
Aos meus amigos poetas? Ao deus grego da poesia?
O que devo fazer para que a minha inspiração deixe de ser muda?
Quem ao ficar ciente da minha história e teve de mim compaixão,
se for poeta ou um excelente leitor, que venha com toda energia
e passe-a para mim assim que me estender a sua salvadora mão.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Sendo solidário à minha amiga e poetisa Graciela da Cunha.
não estou conseguindo os meus poemas escrever,
isto é um absurdo para quem, como eu, sou uma poetisa,
de pegar uma folha e não escrever uma linha se quer.
Sei que não sou deusa da poesia e nem tão pouco uma rainha,
acredito que para escrever eu necessite de uma inspiração.
Agora não conseguir escrever mesmo nenhuma linha
De um texto qualquer... causa-me muita frustração!
Numa situação dessa a quem devo pedir ajuda?
Aos meus amigos poetas? Ao deus grego da poesia?
O que devo fazer para que a minha inspiração deixe de ser muda?
Quem ao ficar ciente da minha história e teve de mim compaixão,
se for poeta ou um excelente leitor, que venha com toda energia
e passe-a para mim assim que me estender a sua salvadora mão.
(O FILHO DA POETISA)
P.S.: Sendo solidário à minha amiga e poetisa Graciela da Cunha.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
UMA FADA COM CIÚME
CAPÍTULO UM - A DESPEDIDA DA FADA AZUL
Meninas, lamento dizer, mas eu estou indo embora,
não aquento mais viver desse jeito assim
num lugar onde o Grilo Falante me ignora
escrevendo poesias para todos, menos para mim.
Vocês não sabem o quanto que a minha alma chora,
Ser desprezada por alguém é realmente o fim,
Confesso-lhes que não entendi nada até agora
O desprezo que tenho do Grilo, já que não fiz a ele nada de ruim.
Até lhe apresentei uma amiga e os dois já iniciaram uma amizade,
ela já virou personagem da estória dele, enquanto que na realidade
nem um verso sequer recebi do nosso ingrato poeta.
Não posso viver com um sentimento negativo nesta terra encantada
E só voltarei aqui quando eu não estiver mais magoada,
Ajo assim porque acredito que esta é a atitude mais correta.
CAPÍTULO DOIS – AINDA UMA FADA RESSENTIDA
Você já conversou diretamente com o Grilo Falante sobre isto?
Não. Ele está sempre muito ocupado. Já escrevi dois textos sobre este tema
E não obtive nenhuma resposta dele. Não tocarei mais com ele nesse assunto.Desisto.
Acredito que jamais saberei ,Fada Azul, qual é realmente o problema.
Não há nenhuma razão pro Grilo Falante me tratar assim, insisto.
Não sei o porquê que ele não escreveu para mim sequer um poema,
eu não sei de fato o motivo pelo qual ele me pegou pra Cristo
Como também não sei o porquê não faço parte do seu esquema.
Vou-me embora, amiga, a decisão já está por mim tomada
E só há um jeito dela ser radicalmente mudada,
Mas isto dependerá só do Grilo Falante exclusivamente.
Não estou pedindo nada que seja assim tão anormal,
Apenas quero que o Grilo Falante me trate igual
Ele trata todo mundo e não dessa forma excludente.
CAPÍTULO TRÊS – O RUMO DA FADA DA LUZ
Fada da Luz, para onde você vai? O lugar você já definiu?
Caso a resposta seja sim, fale! Não nos deixe assim ansiosa!
Fada jady, vou para o planeta terra, para um país de nome Brasil.
Dizem que este lugar tem cada floresta maravilhosa!
Certo! Não diga não para mim, mas eu vou com você, viu!
Fada jady, sei o quanto a nossa amizade é valiosa,
mas não foi o seu coração que o Grilo Falante partiu;
não sei se você suportará ter ao seu lado uma fada tão rancorosa.
O que você disse só reforça o que foi por mim decidido,
uma verdadeira amiga não deixa a outra num lugar desconhecido
como se nada em sua vida de anormal tivesse acontecendo;
iremos juntas. Respeitarei o seu silêncio e/ou momento de solidão,
sempre que você sentir necessidade pode abrir comigo o seu coração
e eu a ouvirei atentamente tudo que você estiver me dizendo.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA BRASILEIRA
As fadas chegaram ao Brasil. Nossa que mata mais bonita!
No princípio os indígenas acharam estranhas as criaturinhas aladas.
Como a Fada Luz do Sol era reluzente, consideraram-na filha de Coaraci,
Já que os índios não sabem o que são esses seres mágicos chamados de fadas.
De acordo com a nossa mitologia indígena tupi-guarani
O deus Coaraci é o deus sol que ilumina estas matas e estradas.
A Fada Jady Luapompom, para os índios, seria filha da deusa lua jaci
E desta forma a presença das duas fadas pelas crenças indígenas foram explicadas.
Ainda consoante os indígenas, as duas fadas eram uma da outra irmã.
Tudo estava na santa paz até que apareceu o deus Tupã
Deixando todos, eu disse todos, assustados e com o coração na mão.
Na mitologia tupi-guarani, Tupã é o deus maior
e os índios, além de respeito, sente por ele um grande temor,
pois esta divindade da mitologia brasileira é o deus do trovão.
CAPÍTULO CINCO – CONVERSANDO COM O TUPÃ
Criaturas mágicas oriundas do mundo do homem branco,
se vocês são seres de paz, podem ficar o tempo que quiser na minha terra.
Não sou de medir palavras, sou um deus bastante franco,
se vocês vieram fazer mal ao meu povo, desde já lhes declaro guerra.
Tamanho foi o susto que as fadas ficaram num tom branco
concomitantemente com o medo a voz delas emperra,
outra sensação delas é como se tivessem sido atingido no rosto por um pesado tamanco
por um excelente arremessador que jamais erra.
Dominando o seu medo a Fada da Luz se dirige ao deus maioral.
Deus Tupã, do mundo mágico que viemos só sabemos fazer o bem
nunca, jamais, nos foi ensinado praticar na vida qualquer mal.
Como criaturas mágicas, somos chamadas de fadas, somo de paz,
adeptas do amor, da harmonia, da fantasia e da felicidade;
ver o outro realizado consigo mesmo e em sintonia com o cosmo é que nos satisfaz.
CAPÍTULO SEIS – GARANTIAS DO DEUS TUPÃ
Deus Tupã, deixa-nos apresentar. Meu nome é Fada da Luz
e da minha querida amiga aqui é Fada Jady Luapompom...
A sua terra é lindíssima como eu sempre supus;
como diz os jovens de onde eu vim, ela é tudo de bom!
Pelas suas aparências físicas, ameaça a nós não se traduz.
Ouvi e guardei tudo aquilo que você disse em alto e bom tom,
dou permissão para ficarem aqui por tempo que acharem jus
e podem me chamar utilizando qualquer tipo de som.
Quaisquer seres vivos que estão nos meus domínios são protegidos meus,
não é à-toa que desse mundo aqui sou o supremo deus,
portanto podem ficar tranquilos aqui no Pindorama.
Deus Tupã se despede das duas fadas e desaparece,
os indígenas se ajoelham e dirigem a ele uma prece,
enquanto que as fadas sentem que ficaram livres de um grande drama.
CAPÍTULO SETE – ENQUANTO ISSO NO PORTAL...
Grilo falante! Grilo Falante! Ouça-me com muita atenção, por favor!
O que foi, Fada Azul? O que você tem de tão urgente para me dizer?
As fadas Da Luz e Jady Luapompom foram embora. A primeira disse que você é o causador
Uma vez que nenhum texto sequer para ela você quis escrever.
Dindinha Fada Azul, não acredito! Que coisa terrível! Que horror!
Você sabe que todos são iguais para mim. Não tenho essa de ninguém proteger
inclusive para a Fada Luz fiz um singelo soneto com muito amor.
Não fiz qualquer texto, fiz um soneto, poema que é o mais belo de todos para se fazer.
Não me esqueci dela não. A Fada da luz está mesmo é equivocada.
Ela até me apresentou uma amiga sua bem recatada
e em nós uma sólida amizade começou naturalmente a nascer.
Por tudo que falei, não posso ficar nesta estória como culpado,
sou inocente, Fada Azul! Juro por tudo que é mais sagrado!
Se a Fada da Luz está chateada comigo, é um sério problema que tenho a resolver.
CAPÍTULO OITO – FADA AZUL CONVERSA COM O DEUS TUPÃ
Fada Azul, aonde que as queridas fadas desertoras foram parar?
Pelo que a Fada da Luz me disse, elas foram para o planeta Terra e o país é o Brasil.
Nossa, que lonjura! Fazer o quê! Vou ter que ir lá! Você pode me acompanhar?
Claro que sim! Muito obrigada por me fazer o convite de forma tão gentil.
Nas matas brasileiras, os dois ficam encantados com a beleza do lugar.
Relâmpagos, estrondos fortíssimos, mas como se o céu está limpinho e na cor azul anil?
outra coisa que a Fada Azul e o Grilo Falante não saberão ainda como explicar
é de como de repente do nada um guerreiro indígena na frente deles veio aparecer.
Senhor índio, somos de paz. Eu me chamo Fada Azul e o meu amigo é o Grilo Falante.
Ah, não! De novo não! Mais uma entidade mágica dos caraíbas lá da terra distante...
O que está acontecendo com o mundo de vocês que estão vindo todos para o meu?
Quem não está entendendo nada somos nós! Como assim? O quê que há?
Que estória é esta de todos os habitantes do meu mundo virem para cá?
Tem quatro seres do meu mundo aqui, ou será que de alguém minha mente esqueceu?
CAPÍTULO NOVE – O GUIA DEUS TUPÃ
Senhor Tupã, duas amigas nossas deixaram o Portal de Sonhos e Magia
e vieram para o seu mundo com a intenção temporária de ficar,
porém quem sabe através de uma boa conversa a gente conseguiria
de fazê-las com que ao nosso mundo elas pudessem retornar...
A situação é tão complexa que para lhe explicar precisarei mais do que um dia.
Sendo nós de realidades diferentes em muitos detalhes teria que entrar,
para que o senhor deus Tupã pudesse entender o caso como deveria
a fim de que uma decisão sábia o senhor pudesse nos ajudar a tomar.
Deixa pra lá Fada Azul. Eu os levo onde estão as duas amigas fadas
e tomem as decisões de vocês ouvindo coração e não precipitadas,
só lembro a vocês que poderão ficar aqui o tempo que precisar.
Obrigada, deus Tupã! Desculpe-nos por essa grande amolação.
Acredito que depois de uma boa, madura e sincera conversação,
Tudo naturalmente voltará tranquilamente para o seu devido lugar.
CAPÍTULO DEZ – HORA DE LAVAR A ROUPA SUJA
Fada Jady Luapompom e Fada Azul, por gentileza, deixa-me com a fada da Luz a sós
Nada disso! Não tenho nada que falar com este Grilo Falante e vice-versa!
Fada da Luz, está havendo um grande mal entendido entre nós!
E ele só passará se nós tivermos uma ótima conversa.
Não temos o que conversar, Grilo! Umas das atitudes que conheço mais perversa
É o de desprezar alguém, não dando a ele sequer a vez e nem a voz
De participar do mundo no qual você está inserido, mal sabe que após
O tratamento recebido, machuca o outro, e a tristeza deste fica na mente submersa.
Você, Grilo Falante, escreveu belas estórias às fadas e até seres que nem é fada
E na hora que fui lê-las, cadê minha pessoinha? Nem fui sequer mencionada.
Com isto meu carinho por você está diminuindo assim gradativamente.
Pergunto para mim todos os dias: por que pelo Grilo Falante não sou amada,
Se tenho a plena certeza que para ele e para ninguém de mal não fiz nada?
Portanto não quero ficar mais tocando nesse assunto. É muito deprimente!
CAPÍTULO ONZE – COMO NASCE UM TEXTO
Fada da luz, esta confusão toda é por que você está com ciúme? É isso? Entendi direito?
Não me olhe assim, Grilo falante, como se eu fosse tola! Só constatei um fato!
Estou sendo bem sincero: Gosto de vocês e dos outros seres encantados do mesmo jeito!
Pelo que estou vendo terei que fazer a você um pequeno e esclarecedor relato.
Relato de quê, Grilo Falante? Lá vem você passar a lábia; este é o seu grande defeito!
Não fale assim, Fada de Luz!Ouça os meus argumentos e verá que estou sendo sensato.
Você por acaso sabe como um autor escreve o seu texto? Creio que não sabe pelo jeito!
Assim que lhe explicar vai riscar do seu coração a seguinte frase: O Grilo comigo é ingrato.
Escrever é um dom que uma pessoa recebe de um deus chamado de Febo ou Apolo.
Através de uma força iluminadora chamada no senso comum de inspiração,
o autor a recebe e assim pode escrever um texto com terceiros ou solo.
A inspiração, quando ela surge, praticamente nos entrega o texto pronto,
como fizera o arcanjo Gabriel ao ditar para o Maomé o sagrado corão.
O autor só terá o trabalho de materializar o texto no papel sem confronto.
CAPÍTULO DOZE – A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
De onde vem a inspiração? Fique tranqüila que eu vou detalhadamente lhe explicar.
Deixa-me lembrar com exatidão desta encantadora e verdadeira estória.
As musas são deusas das artes e seguidoras de Apolo vieram depois se tornar.
Em quantidade de nove, elas são filhas do grande Zeus com a deusa Memória.
Até agora está tranqüilo? Está conseguindo o meu raciocínio acompanhar?
As musas nos concedem a graça de escrever sobre um determinado assunto para nossa glória.
A sensação que temos ao produzir um texto é que ele é um filho que acabamos de ganhar.
Ir contra a inspiração para escrever sobre o tema ou um personagem seria uma luta inglória.
Você não pode me culpar pelo que escrevo. Acho que lhe demonstrei que sou inocente.
Na verdade o autor parece um médium que recebe de um espírito um texto psicografado
sendo usado como um aparelho ou meio de trazer uma mensagem à terra do vivente.
Fada da Luz, você entendeu agora qual é a, na hora de escrever, minha real situação?
Peço-lhe, por favor, que tire do seu peito a minha falsa imagem de sujeito renegado
porque sem dúvida nenhuma não há preconceito ou desigualdade dentro do meu coração.
CAPÍTULO XIII – RESOLVIDO O TAL ENTREVEIRO
Nossa! Pensei que o ato de escrever fosse complicado apenas para iniciante ou aventureiro!
Pensei que tivesse controle do que escreve, escrevesse o que quisesse, o que bem entendesse.
Jamais pensei que tivesse, na hora de escrever, o autor que se subordinar a um deus primeiro.
Pensei apenas que você não escreveu uma estória para mim por sua pura falta de interesse.
Gostaria, Grilo , que você não mais lembrasse que houve entre nós tal entreveiro
e que você me perdoasse de coração e com todo seu carinho me compreendesse.
A gente que é leiga acha que escrever é um dom e para quem escreve é algo corriqueiro.
Se soubesse dessa realidade sobre o mundo da escrita, jamais faria um julgamento desse.
Esqueça tudo isso que aconteceu, Fada da Luz. Vamos agradecer ao deus Tupã a acolhida
e retornar ao nosso aconchegante e querido Portal de Sonhos e Magia,
pois é lá que reside toda felicidade que há em nossa mágica vida.
Garanto-lhe, Fada da Luz, que você será personagem de uma estória por mim escrita,
Só não tem como lhe dizer quando isto acontecerá e marcar para você um dia;
Só posso lhe garantir que entre outras estórias que escrevi, a sua será também muito bonita.
(O FILHO DA POETISA)
Meninas, lamento dizer, mas eu estou indo embora,
não aquento mais viver desse jeito assim
num lugar onde o Grilo Falante me ignora
escrevendo poesias para todos, menos para mim.
Vocês não sabem o quanto que a minha alma chora,
Ser desprezada por alguém é realmente o fim,
Confesso-lhes que não entendi nada até agora
O desprezo que tenho do Grilo, já que não fiz a ele nada de ruim.
Até lhe apresentei uma amiga e os dois já iniciaram uma amizade,
ela já virou personagem da estória dele, enquanto que na realidade
nem um verso sequer recebi do nosso ingrato poeta.
Não posso viver com um sentimento negativo nesta terra encantada
E só voltarei aqui quando eu não estiver mais magoada,
Ajo assim porque acredito que esta é a atitude mais correta.
CAPÍTULO DOIS – AINDA UMA FADA RESSENTIDA
Você já conversou diretamente com o Grilo Falante sobre isto?
Não. Ele está sempre muito ocupado. Já escrevi dois textos sobre este tema
E não obtive nenhuma resposta dele. Não tocarei mais com ele nesse assunto.Desisto.
Acredito que jamais saberei ,Fada Azul, qual é realmente o problema.
Não há nenhuma razão pro Grilo Falante me tratar assim, insisto.
Não sei o porquê que ele não escreveu para mim sequer um poema,
eu não sei de fato o motivo pelo qual ele me pegou pra Cristo
Como também não sei o porquê não faço parte do seu esquema.
Vou-me embora, amiga, a decisão já está por mim tomada
E só há um jeito dela ser radicalmente mudada,
Mas isto dependerá só do Grilo Falante exclusivamente.
Não estou pedindo nada que seja assim tão anormal,
Apenas quero que o Grilo Falante me trate igual
Ele trata todo mundo e não dessa forma excludente.
CAPÍTULO TRÊS – O RUMO DA FADA DA LUZ
Fada da Luz, para onde você vai? O lugar você já definiu?
Caso a resposta seja sim, fale! Não nos deixe assim ansiosa!
Fada jady, vou para o planeta terra, para um país de nome Brasil.
Dizem que este lugar tem cada floresta maravilhosa!
Certo! Não diga não para mim, mas eu vou com você, viu!
Fada jady, sei o quanto a nossa amizade é valiosa,
mas não foi o seu coração que o Grilo Falante partiu;
não sei se você suportará ter ao seu lado uma fada tão rancorosa.
O que você disse só reforça o que foi por mim decidido,
uma verdadeira amiga não deixa a outra num lugar desconhecido
como se nada em sua vida de anormal tivesse acontecendo;
iremos juntas. Respeitarei o seu silêncio e/ou momento de solidão,
sempre que você sentir necessidade pode abrir comigo o seu coração
e eu a ouvirei atentamente tudo que você estiver me dizendo.
CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA BRASILEIRA
As fadas chegaram ao Brasil. Nossa que mata mais bonita!
No princípio os indígenas acharam estranhas as criaturinhas aladas.
Como a Fada Luz do Sol era reluzente, consideraram-na filha de Coaraci,
Já que os índios não sabem o que são esses seres mágicos chamados de fadas.
De acordo com a nossa mitologia indígena tupi-guarani
O deus Coaraci é o deus sol que ilumina estas matas e estradas.
A Fada Jady Luapompom, para os índios, seria filha da deusa lua jaci
E desta forma a presença das duas fadas pelas crenças indígenas foram explicadas.
Ainda consoante os indígenas, as duas fadas eram uma da outra irmã.
Tudo estava na santa paz até que apareceu o deus Tupã
Deixando todos, eu disse todos, assustados e com o coração na mão.
Na mitologia tupi-guarani, Tupã é o deus maior
e os índios, além de respeito, sente por ele um grande temor,
pois esta divindade da mitologia brasileira é o deus do trovão.
CAPÍTULO CINCO – CONVERSANDO COM O TUPÃ
Criaturas mágicas oriundas do mundo do homem branco,
se vocês são seres de paz, podem ficar o tempo que quiser na minha terra.
Não sou de medir palavras, sou um deus bastante franco,
se vocês vieram fazer mal ao meu povo, desde já lhes declaro guerra.
Tamanho foi o susto que as fadas ficaram num tom branco
concomitantemente com o medo a voz delas emperra,
outra sensação delas é como se tivessem sido atingido no rosto por um pesado tamanco
por um excelente arremessador que jamais erra.
Dominando o seu medo a Fada da Luz se dirige ao deus maioral.
Deus Tupã, do mundo mágico que viemos só sabemos fazer o bem
nunca, jamais, nos foi ensinado praticar na vida qualquer mal.
Como criaturas mágicas, somos chamadas de fadas, somo de paz,
adeptas do amor, da harmonia, da fantasia e da felicidade;
ver o outro realizado consigo mesmo e em sintonia com o cosmo é que nos satisfaz.
CAPÍTULO SEIS – GARANTIAS DO DEUS TUPÃ
Deus Tupã, deixa-nos apresentar. Meu nome é Fada da Luz
e da minha querida amiga aqui é Fada Jady Luapompom...
A sua terra é lindíssima como eu sempre supus;
como diz os jovens de onde eu vim, ela é tudo de bom!
Pelas suas aparências físicas, ameaça a nós não se traduz.
Ouvi e guardei tudo aquilo que você disse em alto e bom tom,
dou permissão para ficarem aqui por tempo que acharem jus
e podem me chamar utilizando qualquer tipo de som.
Quaisquer seres vivos que estão nos meus domínios são protegidos meus,
não é à-toa que desse mundo aqui sou o supremo deus,
portanto podem ficar tranquilos aqui no Pindorama.
Deus Tupã se despede das duas fadas e desaparece,
os indígenas se ajoelham e dirigem a ele uma prece,
enquanto que as fadas sentem que ficaram livres de um grande drama.
CAPÍTULO SETE – ENQUANTO ISSO NO PORTAL...
Grilo falante! Grilo Falante! Ouça-me com muita atenção, por favor!
O que foi, Fada Azul? O que você tem de tão urgente para me dizer?
As fadas Da Luz e Jady Luapompom foram embora. A primeira disse que você é o causador
Uma vez que nenhum texto sequer para ela você quis escrever.
Dindinha Fada Azul, não acredito! Que coisa terrível! Que horror!
Você sabe que todos são iguais para mim. Não tenho essa de ninguém proteger
inclusive para a Fada Luz fiz um singelo soneto com muito amor.
Não fiz qualquer texto, fiz um soneto, poema que é o mais belo de todos para se fazer.
Não me esqueci dela não. A Fada da luz está mesmo é equivocada.
Ela até me apresentou uma amiga sua bem recatada
e em nós uma sólida amizade começou naturalmente a nascer.
Por tudo que falei, não posso ficar nesta estória como culpado,
sou inocente, Fada Azul! Juro por tudo que é mais sagrado!
Se a Fada da Luz está chateada comigo, é um sério problema que tenho a resolver.
CAPÍTULO OITO – FADA AZUL CONVERSA COM O DEUS TUPÃ
Fada Azul, aonde que as queridas fadas desertoras foram parar?
Pelo que a Fada da Luz me disse, elas foram para o planeta Terra e o país é o Brasil.
Nossa, que lonjura! Fazer o quê! Vou ter que ir lá! Você pode me acompanhar?
Claro que sim! Muito obrigada por me fazer o convite de forma tão gentil.
Nas matas brasileiras, os dois ficam encantados com a beleza do lugar.
Relâmpagos, estrondos fortíssimos, mas como se o céu está limpinho e na cor azul anil?
outra coisa que a Fada Azul e o Grilo Falante não saberão ainda como explicar
é de como de repente do nada um guerreiro indígena na frente deles veio aparecer.
Senhor índio, somos de paz. Eu me chamo Fada Azul e o meu amigo é o Grilo Falante.
Ah, não! De novo não! Mais uma entidade mágica dos caraíbas lá da terra distante...
O que está acontecendo com o mundo de vocês que estão vindo todos para o meu?
Quem não está entendendo nada somos nós! Como assim? O quê que há?
Que estória é esta de todos os habitantes do meu mundo virem para cá?
Tem quatro seres do meu mundo aqui, ou será que de alguém minha mente esqueceu?
CAPÍTULO NOVE – O GUIA DEUS TUPÃ
Senhor Tupã, duas amigas nossas deixaram o Portal de Sonhos e Magia
e vieram para o seu mundo com a intenção temporária de ficar,
porém quem sabe através de uma boa conversa a gente conseguiria
de fazê-las com que ao nosso mundo elas pudessem retornar...
A situação é tão complexa que para lhe explicar precisarei mais do que um dia.
Sendo nós de realidades diferentes em muitos detalhes teria que entrar,
para que o senhor deus Tupã pudesse entender o caso como deveria
a fim de que uma decisão sábia o senhor pudesse nos ajudar a tomar.
Deixa pra lá Fada Azul. Eu os levo onde estão as duas amigas fadas
e tomem as decisões de vocês ouvindo coração e não precipitadas,
só lembro a vocês que poderão ficar aqui o tempo que precisar.
Obrigada, deus Tupã! Desculpe-nos por essa grande amolação.
Acredito que depois de uma boa, madura e sincera conversação,
Tudo naturalmente voltará tranquilamente para o seu devido lugar.
CAPÍTULO DEZ – HORA DE LAVAR A ROUPA SUJA
Fada Jady Luapompom e Fada Azul, por gentileza, deixa-me com a fada da Luz a sós
Nada disso! Não tenho nada que falar com este Grilo Falante e vice-versa!
Fada da Luz, está havendo um grande mal entendido entre nós!
E ele só passará se nós tivermos uma ótima conversa.
Não temos o que conversar, Grilo! Umas das atitudes que conheço mais perversa
É o de desprezar alguém, não dando a ele sequer a vez e nem a voz
De participar do mundo no qual você está inserido, mal sabe que após
O tratamento recebido, machuca o outro, e a tristeza deste fica na mente submersa.
Você, Grilo Falante, escreveu belas estórias às fadas e até seres que nem é fada
E na hora que fui lê-las, cadê minha pessoinha? Nem fui sequer mencionada.
Com isto meu carinho por você está diminuindo assim gradativamente.
Pergunto para mim todos os dias: por que pelo Grilo Falante não sou amada,
Se tenho a plena certeza que para ele e para ninguém de mal não fiz nada?
Portanto não quero ficar mais tocando nesse assunto. É muito deprimente!
CAPÍTULO ONZE – COMO NASCE UM TEXTO
Fada da luz, esta confusão toda é por que você está com ciúme? É isso? Entendi direito?
Não me olhe assim, Grilo falante, como se eu fosse tola! Só constatei um fato!
Estou sendo bem sincero: Gosto de vocês e dos outros seres encantados do mesmo jeito!
Pelo que estou vendo terei que fazer a você um pequeno e esclarecedor relato.
Relato de quê, Grilo Falante? Lá vem você passar a lábia; este é o seu grande defeito!
Não fale assim, Fada de Luz!Ouça os meus argumentos e verá que estou sendo sensato.
Você por acaso sabe como um autor escreve o seu texto? Creio que não sabe pelo jeito!
Assim que lhe explicar vai riscar do seu coração a seguinte frase: O Grilo comigo é ingrato.
Escrever é um dom que uma pessoa recebe de um deus chamado de Febo ou Apolo.
Através de uma força iluminadora chamada no senso comum de inspiração,
o autor a recebe e assim pode escrever um texto com terceiros ou solo.
A inspiração, quando ela surge, praticamente nos entrega o texto pronto,
como fizera o arcanjo Gabriel ao ditar para o Maomé o sagrado corão.
O autor só terá o trabalho de materializar o texto no papel sem confronto.
CAPÍTULO DOZE – A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
De onde vem a inspiração? Fique tranqüila que eu vou detalhadamente lhe explicar.
Deixa-me lembrar com exatidão desta encantadora e verdadeira estória.
As musas são deusas das artes e seguidoras de Apolo vieram depois se tornar.
Em quantidade de nove, elas são filhas do grande Zeus com a deusa Memória.
Até agora está tranqüilo? Está conseguindo o meu raciocínio acompanhar?
As musas nos concedem a graça de escrever sobre um determinado assunto para nossa glória.
A sensação que temos ao produzir um texto é que ele é um filho que acabamos de ganhar.
Ir contra a inspiração para escrever sobre o tema ou um personagem seria uma luta inglória.
Você não pode me culpar pelo que escrevo. Acho que lhe demonstrei que sou inocente.
Na verdade o autor parece um médium que recebe de um espírito um texto psicografado
sendo usado como um aparelho ou meio de trazer uma mensagem à terra do vivente.
Fada da Luz, você entendeu agora qual é a, na hora de escrever, minha real situação?
Peço-lhe, por favor, que tire do seu peito a minha falsa imagem de sujeito renegado
porque sem dúvida nenhuma não há preconceito ou desigualdade dentro do meu coração.
CAPÍTULO XIII – RESOLVIDO O TAL ENTREVEIRO
Nossa! Pensei que o ato de escrever fosse complicado apenas para iniciante ou aventureiro!
Pensei que tivesse controle do que escreve, escrevesse o que quisesse, o que bem entendesse.
Jamais pensei que tivesse, na hora de escrever, o autor que se subordinar a um deus primeiro.
Pensei apenas que você não escreveu uma estória para mim por sua pura falta de interesse.
Gostaria, Grilo , que você não mais lembrasse que houve entre nós tal entreveiro
e que você me perdoasse de coração e com todo seu carinho me compreendesse.
A gente que é leiga acha que escrever é um dom e para quem escreve é algo corriqueiro.
Se soubesse dessa realidade sobre o mundo da escrita, jamais faria um julgamento desse.
Esqueça tudo isso que aconteceu, Fada da Luz. Vamos agradecer ao deus Tupã a acolhida
e retornar ao nosso aconchegante e querido Portal de Sonhos e Magia,
pois é lá que reside toda felicidade que há em nossa mágica vida.
Garanto-lhe, Fada da Luz, que você será personagem de uma estória por mim escrita,
Só não tem como lhe dizer quando isto acontecerá e marcar para você um dia;
Só posso lhe garantir que entre outras estórias que escrevi, a sua será também muito bonita.
(O FILHO DA POETISA)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"ZOAÇÃO" INFANTIL?!
Ei, menino, quantos anos você tem?
Tenho seis anos.
Conheço uma brincadeira legal...
Você me ensina, tio? Quero aprender!
Tá bom! Dê-me a sua mãozinha.
Vou começar.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Não estava segurando nenhum toicinho, não!
Não é assim que responde, menino!
Você tem que responder que o gato comeu.
Mas tio, o gato não come toicinho não!
Gato come rato ou então ração para gato.
Isto é uma brincadeira menino!
Você tem que responder do jeito que estou falando.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Isto mesmo, menino! Respondeu certo!
Cadê o gato?
Ih, tio! Sei não! Deve está fugindo com medo de algum cachorro.
Não é assim que responde, menino!
Você tem que falar que foi pro mato.
Mas tio, gato não vai pro mato.
Quem vai pro mato é Maria Chiquinha.
Você, por acaso, não ouviu aquela música de Sandy e Junior...
“O que cê foi fazer no mato Maria Chiquinha
Eu fui no mato buscar lenha, Genaro meu bem...”
Você quer dar uma de engraçadinho, não é menino!
Não tio, não é isto não!
Tá bom! Quando eu perguntar “cadê o gato que estava aqui”
Você terá que falar que o gato foi pro mato.
Tá certo, tio!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Isto mesmo, menino! Cadê o mato?
Meu pai capinou e colocou pro lixeiro levar.
Nada disso, menino! Você tem que responder que o fogo pegou...
Mas tio, se a gente botar o fogo no mato que o meu pai capinou,
A fumaça vai parar na casa dos vizinhos e eles pode achar ruim com nós.
Você e bobo em menino!
Se eu lhe perguntar “cadê o mato”
Você terá que responder que o fogo pegou.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato?
Cadê o mato?
Meu pai... não!
O fogo pegou
Legal, menino, é isto mesmo!
Vou continuar...
Cadê o fogo?
Tio, só pode estar no fogão ou no palito de fóscri.
Ô retardado! Não é esta resposta não!
Segundo, não é fóscri e sim fósforo!
Quando lhe perguntar “cadê o fogo”
Você terá que responder que a água apagou.
Tá certo!
Vamos de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Ahn... o gato comeu.
Cadê o gato?
Está fugindo... não! Foi pro mato.
Cadê o mato?
Meu pai Ca... não! A água apagou.
Cadê a água?
Eu estava com sede e bebi ela.
Não burrinho! A resposta correta é que o boi bebeu.
Você vai deixar de me dá água para dar pro boi, tio!
Nada disso toupeirinha! É apenas uma brincadeira!
Você terá que responder quando eu perguntar que o boi bebeu.
Tá certo!
Olha, já estou com vontade de parar! De não brincar mais!
Num faz isso, tio! Me ensina!
Tá bom! Vamos lá de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo pegou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Virou carne lá no açogue.
Ah, menino, parei!
Faz isso não tio. Eu não sei!
Ah, que saco!
Quando eu disser “cadê o boi”
Você terá que responder que está amassando trigo.
Mas tio, quem amassa os trigos hoje é as máquinas, meu pai falou.
De novo, menino! Reforço: isto é uma brincadeira.
Tá certo!
Vamos de novo.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Já certei essa tio! Vamos direto no boi!
Tá bom! Cadê o boi?
Está amassando trigo.
Cadê o trigo?
Sei não, tio.
Você tem que responder que a galinha espalhou.
Que galinha, tio?
A galinha da brincadeira.
Tá certo!
Cadê a galinha?
Essa eu sei, tio. Foi botar ovo.
Ô menino inteligente! E cadê o ovo?
Ora tio, o ovo agora virou pintinho,
Só depois a gente vai saber se o pintinho vai virar galo ou galinha.
Pra mim chega, pirralho!
Você está “zoando” comigo!
Não é isto, tio. Se o ovo não virou pintinho, então está na porta da geladeira.
Cheeegaaa! Fui! Tchau, seu menino bobão!
(O FILHO DA POETISA)
Tenho seis anos.
Conheço uma brincadeira legal...
Você me ensina, tio? Quero aprender!
Tá bom! Dê-me a sua mãozinha.
Vou começar.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Não estava segurando nenhum toicinho, não!
Não é assim que responde, menino!
Você tem que responder que o gato comeu.
Mas tio, o gato não come toicinho não!
Gato come rato ou então ração para gato.
Isto é uma brincadeira menino!
Você tem que responder do jeito que estou falando.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Isto mesmo, menino! Respondeu certo!
Cadê o gato?
Ih, tio! Sei não! Deve está fugindo com medo de algum cachorro.
Não é assim que responde, menino!
Você tem que falar que foi pro mato.
Mas tio, gato não vai pro mato.
Quem vai pro mato é Maria Chiquinha.
Você, por acaso, não ouviu aquela música de Sandy e Junior...
“O que cê foi fazer no mato Maria Chiquinha
Eu fui no mato buscar lenha, Genaro meu bem...”
Você quer dar uma de engraçadinho, não é menino!
Não tio, não é isto não!
Tá bom! Quando eu perguntar “cadê o gato que estava aqui”
Você terá que falar que o gato foi pro mato.
Tá certo, tio!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Isto mesmo, menino! Cadê o mato?
Meu pai capinou e colocou pro lixeiro levar.
Nada disso, menino! Você tem que responder que o fogo pegou...
Mas tio, se a gente botar o fogo no mato que o meu pai capinou,
A fumaça vai parar na casa dos vizinhos e eles pode achar ruim com nós.
Você e bobo em menino!
Se eu lhe perguntar “cadê o mato”
Você terá que responder que o fogo pegou.
Tá certo!
Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato?
Cadê o mato?
Meu pai... não!
O fogo pegou
Legal, menino, é isto mesmo!
Vou continuar...
Cadê o fogo?
Tio, só pode estar no fogão ou no palito de fóscri.
Ô retardado! Não é esta resposta não!
Segundo, não é fóscri e sim fósforo!
Quando lhe perguntar “cadê o fogo”
Você terá que responder que a água apagou.
Tá certo!
Vamos de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Ahn... o gato comeu.
Cadê o gato?
Está fugindo... não! Foi pro mato.
Cadê o mato?
Meu pai Ca... não! A água apagou.
Cadê a água?
Eu estava com sede e bebi ela.
Não burrinho! A resposta correta é que o boi bebeu.
Você vai deixar de me dá água para dar pro boi, tio!
Nada disso toupeirinha! É apenas uma brincadeira!
Você terá que responder quando eu perguntar que o boi bebeu.
Tá certo!
Olha, já estou com vontade de parar! De não brincar mais!
Num faz isso, tio! Me ensina!
Tá bom! Vamos lá de novo...
Cadê o toucinho que estava aqui?
Gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo pegou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Virou carne lá no açogue.
Ah, menino, parei!
Faz isso não tio. Eu não sei!
Ah, que saco!
Quando eu disser “cadê o boi”
Você terá que responder que está amassando trigo.
Mas tio, quem amassa os trigos hoje é as máquinas, meu pai falou.
De novo, menino! Reforço: isto é uma brincadeira.
Tá certo!
Vamos de novo.
Cadê o toucinho que estava aqui?
Já certei essa tio! Vamos direto no boi!
Tá bom! Cadê o boi?
Está amassando trigo.
Cadê o trigo?
Sei não, tio.
Você tem que responder que a galinha espalhou.
Que galinha, tio?
A galinha da brincadeira.
Tá certo!
Cadê a galinha?
Essa eu sei, tio. Foi botar ovo.
Ô menino inteligente! E cadê o ovo?
Ora tio, o ovo agora virou pintinho,
Só depois a gente vai saber se o pintinho vai virar galo ou galinha.
Pra mim chega, pirralho!
Você está “zoando” comigo!
Não é isto, tio. Se o ovo não virou pintinho, então está na porta da geladeira.
Cheeegaaa! Fui! Tchau, seu menino bobão!
(O FILHO DA POETISA)
CHUVA DE DESENCANTO
CAPÍTULO UM – VAI CHOVER...
Fada das Águas! Vamos embora para a nossa casa,
está vindo uma imensa nuvem negra tomar conta do céu
e quando tomo qualquer chuvinha vem a gripe e me arrasa,
fazendo com que a minha saúde viva num verdadeiro escarcéu.
Tá bom! Tá bom! Vamos sim, minha querida amiga! Fada melada,
estou achando essa nuvem negra muito, mas muito esquisita!
O céu estava limpo, todo azul, com nuvens brancas e de repente surge do nada
uma gigantesca nuvem negra, se assenhora do firmamento e soberana nela transita.
Outra coisa bastante estranha em relação àquela grande nuvem negra
é que ela já surgiu assim, imensa, ocupando o céu do Portal por inteiro,
não seguindo em hipótese alguma por nós a tal conhecida regra
De surgir pequenina e depois juntar as companheiras na abóbada celeste
E aí sim preparando os seres vivos para receberem o aguaceiro
Todas as vezes que acontece no céu um fenômeno tão natural como este.
CAPÍTULO DOIS – UMA CHUVA DIFERENTE
Da nuvem negra desciam, pasmem, negros corações inteiraços,
Depois que eles saíam da nuvem relampejavam muito forte.
O relâmpago partia bem no meio o coração em dois pedaços
Como se fosse um açougueiro usando uma boa faca de corte.
Após cada relâmpago é que vinha da nuvem um trovão,
De novo sendo bem diferente da chuva convencional.
Os corações negros, partidos no meio, ao tocarem os seres vivos então
Faziam com que os mesmos trancafiassem o lado bom e libertassem o mau.
Ninguém do Portal sabia dessa consequência da chuva danosa,
Apenas que estavam diante de um acontecimento surreal
E por isto mesmo cada fadinha saía de sua casa muito curiosa.
O trovão não era um som estrondoso e forte e sim parecia um grito de dor
Saltado por alguém que tivera em seu peito cravado um afiado punhal,
Apavorando quem o ouvia, seja lá ele quem for.
CAPÍTULO TRÊS – AS CONSEQUÊNCIAS DA CHUVA
A Fada Arco-Íris teve as suas sete cores restritas à só uma: cinza.
A Fada Menina de sapeca e contente tornou-se infeliz e ranzinza.
A Fada Sol consubstanciou com a Fada Jady Luapompom virando eclipse lunar.
A Fada Azul tornou-se preta para que nenhuma energia positiva pudesse sair ou entrar.
A Fada Mão de Sol transformou-se em um dedinho de breu.
A fada Dourada virou Fada de Alumínio e se enferrujou.
A Fada Vermelha cujo significado da cor é a paixão que em nosso peito encerra
Continua com a sua cor vermelha, porém para representar o ódio e a guerra.
A Fada Dama Verde rapidamente ficou tão madura que apodreceu.
A Fada Rosa, coitadinha, perdeu a sua cor e com isto empalideceu.
A Fada Melada perdeu todo o seu doce, ficando com o sabor de puro fel.
A Fada das Águas virou vapor e pela nuvem negra acabou sendo absorvida
A Fada Primavera agora é outono para toda sua vida.
A Fada das Flores agora com as flores murchas não pode ser apetecida.
CAPÍTULO QUATRO – CONTINUAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cristal tornou-se um mero plástico transparente.
A Fada dos Sonhos virou um súcubo e agora assusta muita gente.
A Fada Ruiva perdeu todo o seu cabelo, passando a ter uma careca reluzente.
A Dona Carochinha transformou-se numa rebelde “aborrecente”.
A Fada Sonson não emite mais nenhum som e sem falar, que agonia!
Ficou ruim o nosso querido e feliz Portal dos Sonhos e Magia.
Agora é uma abertura de tudo que é medonho e cruel em nosso dia-a-dia.
Toda essa negativa inversão era a colossal nuvem negra que produzia.
Todos que eram tocados pelos corações negros e partidos
que desciam da nuvem negra ao chegarem aos alvos pretendidos,
perdiam todos os encantamentos que eles tinham adquiridos.
O ambiente ruim trazia mais negatividade a todos os moradores,
o clima agora ali podia ser resumido a todos os sentimentos de horrores
que todos traziam consigo. Eles só tinham direito de sentir dissabores.
CAPÍTULO CINCO – AINDA AS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cigana de Amor se transformou numa patricinha do tédio.
Até o Grilo Falante tentou evitar os corações negros, mas não teve jeito e nem remédio;
só que ele ficou tão deprimido que perdeu o conquistado assédio
de todos do Portal. No auge da depressão sentia uma vontade enorme de pular de um prédio.
As coisas lá para o lado do Portal estavam tão esquisitas
que ninguém foi para receber as duas novas visitas
que acabaram de chegar. Cadê as coisas bonitas
que estavam nas últimas vezes que passamos aqui? E as fadas benditas?
De onde veio a nuvem que chove corações negros e estes gritos para serem partidos?
Por que as coisas aqui no Portal estão fúnebres parecendo não fazerem sentidos?
Por que será que até agora por ninguém fomos educadamente recebidos?
Perguntas e mais perguntas, hein Gênio! O pior e o mais impressionante:
até agora uma viv’alma sequer nos informou onde mora a Lagarta que agora é Grilo Falante;
se estamos perto do tal inseto ou então quem sabe dele bem distante?
CAPÍTULO SEIS – A CORDIALIDADE DA TARTARUGA
Humano! Oh, Humano! Não posso sair da minha casa, pois se estes corações tocarem em mim
Ai! AI! AI! Não quero nem pensar! Acabarei virando em alguma coisa bastante ruim
Como aconteceram a todos os seres vivos que habitam esse ex-alegre lugar.
vocês dois... Abdala e o ex-Gênio Vingativo. Encolhem-se. Tenho muita coisa para lhes contar.
O Gênio acata o pedido da tartaruga. Os dois agora dentro do casco estão.
Gênio! Abdala! Faz dias que não sei o que é uma boa alimentação.
Estou enclausurado na minha própria casa. Ela é que me protege desses malditos corações.
Podem se livrar do escudo energético. Aqui vocês não são alvos da nuvem negra. Indagações?
Dona tartaruga, antes de entrarmos, avistamos a nuvem e os corações negros descendo
Simultaneamente gritos de dores nossos ouvidos foram recebendo,
Com isto nossos sentidos de proteção viram que algo de muito estranho estava acontecendo
Assim que pisamos neste lugar, o Gênio criou uma redoma que até agora vem nos protegendo.
Num estalar de dedos o Gênio deu a tartaruga toda comida que ela precisava
Para acabar com a fome que sem piedade nenhuma lhe atacava.
Além de uma boa quantidade de água fresca que a tartaruga necessitava.
Enquanto saciava os seus desejos vitais, a tartaruga ia contando tudo em pormenores.
Abdala e o Gênio ouviam tudo atentamente com caras de horrores.
Todos os presentes achavam que o Portal vive hoje os seus momentos piores.
CAPÍTULO SETE - NOVAMENTE O GRILO FALANTE E O GÊNIO
Num estalar de dedos os três personagens foram transportados à casa do Grilo Falante
que ao ver o Gênio Vingativo não teve reação nenhuma, de tão deprimido.
Apenas diz: acabe comigo e satisfaça todo o seu ódio por mim reprimido,
aí siga sua mesquinha feliz vida por ter conseguido algo que para você era tão importante.
Calmo Grilo! Esse Gênio que você conheceu não existe mais. Vim aqui para lhe agradecer
Por tudo de bom que você fez por mim. Deu-me a liberdade e o livre arbítrio para ser feliz;
No entanto nada mais justo do que o seu direito eu possa lhe devolver
De realizar os seus três desejos, Vamos a eles. Qual será o primeiro? Você sabe? Diz!
Tá bom! Vou fingir que credito! Diz o Grilo Falante ainda descrente:
O meu primeiro desejo é que você acabe de vez com esta minha terrível depressão.
Um novo estalar de dedos e a depressão do Grilo some num passe de mágica literalmente.
O Gênio não estava blefando! O Grilo Falante fica feliz completamente.
Posso , Gênio, fazer agora o meu segundo desejo então?!
Que esta horrível nuvem, esses corações malditos e histéricos gritos sumam imediatamente!
CAPÍTULO OITO – UM DESEJO DE BRINDE
Ao som de estalar de dedos o céu volta a ficar azul e as nuvens brancas como algodão.
Terceiro desejo é que todos do Portal voltem a ser o que era antes da maldita nuvem aparecer.
Ao fechar a boca, O Grilo sente uma infinita alegria apossar de todo o seu pequenino coração
os seres vivos do Portal estavam iguais ao Grilo, tão feliz que não sabiam o que dizer.
O Portal dos Sonhos e Magia voltara a ficar novamente lindo,
as cores se destacando na natureza, as águas cristalinas correndo no rio,
a bicharada e as fadas, todos, majestosamente sorrindo.
Como é gostoso ver o Portal livre de todo aquele diabólico mal e sombrio.
Gênio, realmente não sei como lhe agradecer o inesquecível bem que você hoje nos fez.
Que isto Grilo! “Chumbo trocado não dói”! A sala se torna uma risaiada só.
O Gênio agora se sente aliviado com sua consciência tranqüila por toda de uma vez.
Estou me sentindo tão bem que vou quebrar o protocolo e lhe conceder mais um pedido.
Não precisa, obrigado. Estou bastante satisfeito. Fui nos desejos muito bem atendido.Oh,
não faça cerimônia! Sinto que você tem um desejo que é de descobrir quem é o culpado.
CAPÍTULO NOVE – O CULPADO DE TODOS OS MALES
Todos ficam estarrecidos ao descobrir quem pelo todo mal causado é responsável.
Não acredito! Quem construiu a negra nuvem foi você, grande mago Merlin?!
Totalmente sem graça, o mago assume que fora o causador de toda aquela desgraça sim.
Apesar de ser um erro primário, vou justificar o que a princípio parece injustificável.
Estava fazendo uma nova porção do amor, uma vez que a minha estava acabando...
Para nós, grandes magos, isso é corriqueiro fazer, algo assim bem banal.
Sem óculos, deixei-o na cômoda do meu quarto, pedi ao meu aprendiz os ingredientes afinal,
Só que os ingredientes estavam com os prazos de validade vencidos. Eu não sabia quando
Misturei os ingredientes exigidos pela fórmula e estes provocaram uma grande explosão
que veio formar aquela nuvem negra de grande dimensão.
Como ventava muito naquele momento, os ventos a trouxeram para este lugar.
Insisto! Juro que não sabia que os ingredientes estavam vencidos, senão não os teria colocado.
Além de bastante experiente, sou um mago altamente conceituado
e não deixaria o meu respeitado nome no lixo ir parar.
CAPÍTULO DEZ – PEDIDO DE DESCULPAS
Estou aqui neste momento pedindo a todos os seres vivos do portal, desculpa.
Os transtornos por mim causados pela nuvem negra não foi intencional.
O erro foi do meu aprendiz, mas o erro faz parte da aprendizagem, portanto a culpa
Deve ser totalmente credenciado a mim. Confiei no meu aprendiz... falhei como profissional.
Se não tivesse dado cartaz ao comodismo, pegado os meus óculos e lido o prazo de validade,
Com certeza não usaria aqueles ingredientes com o prazo de validade expirado;
Usaria os ingredientes novos, lógico, portanto não aconteceria tal calamidade.
Chamo a responsabilidade. O material é meu. Se perdeu validade deveria por mim ser trocado.
Olha, não há nada que fazer aqui, o Gênio já fez o maravilhosamente meu serviço.
Só me resta agradecer ao Gênio pelo seu gesto solidário e ter resolvido isso.
Como pedido de desculpas, deixo pequeninos e coloridos unicórnios às fadas.
Esses animaizinhos são mágicos e serão delas como novos bichinhos de estimação.
Se precisarem de mim, podem me chamar, pois estarei de vocês sempre a disposição.
Vou-me embora. Não cometerei o mesmo erro. Deixarei minhas coisas mágicas organizadas.
(O FILHO DA POETISA)
Fada das Águas! Vamos embora para a nossa casa,
está vindo uma imensa nuvem negra tomar conta do céu
e quando tomo qualquer chuvinha vem a gripe e me arrasa,
fazendo com que a minha saúde viva num verdadeiro escarcéu.
Tá bom! Tá bom! Vamos sim, minha querida amiga! Fada melada,
estou achando essa nuvem negra muito, mas muito esquisita!
O céu estava limpo, todo azul, com nuvens brancas e de repente surge do nada
uma gigantesca nuvem negra, se assenhora do firmamento e soberana nela transita.
Outra coisa bastante estranha em relação àquela grande nuvem negra
é que ela já surgiu assim, imensa, ocupando o céu do Portal por inteiro,
não seguindo em hipótese alguma por nós a tal conhecida regra
De surgir pequenina e depois juntar as companheiras na abóbada celeste
E aí sim preparando os seres vivos para receberem o aguaceiro
Todas as vezes que acontece no céu um fenômeno tão natural como este.
CAPÍTULO DOIS – UMA CHUVA DIFERENTE
Da nuvem negra desciam, pasmem, negros corações inteiraços,
Depois que eles saíam da nuvem relampejavam muito forte.
O relâmpago partia bem no meio o coração em dois pedaços
Como se fosse um açougueiro usando uma boa faca de corte.
Após cada relâmpago é que vinha da nuvem um trovão,
De novo sendo bem diferente da chuva convencional.
Os corações negros, partidos no meio, ao tocarem os seres vivos então
Faziam com que os mesmos trancafiassem o lado bom e libertassem o mau.
Ninguém do Portal sabia dessa consequência da chuva danosa,
Apenas que estavam diante de um acontecimento surreal
E por isto mesmo cada fadinha saía de sua casa muito curiosa.
O trovão não era um som estrondoso e forte e sim parecia um grito de dor
Saltado por alguém que tivera em seu peito cravado um afiado punhal,
Apavorando quem o ouvia, seja lá ele quem for.
CAPÍTULO TRÊS – AS CONSEQUÊNCIAS DA CHUVA
A Fada Arco-Íris teve as suas sete cores restritas à só uma: cinza.
A Fada Menina de sapeca e contente tornou-se infeliz e ranzinza.
A Fada Sol consubstanciou com a Fada Jady Luapompom virando eclipse lunar.
A Fada Azul tornou-se preta para que nenhuma energia positiva pudesse sair ou entrar.
A Fada Mão de Sol transformou-se em um dedinho de breu.
A fada Dourada virou Fada de Alumínio e se enferrujou.
A Fada Vermelha cujo significado da cor é a paixão que em nosso peito encerra
Continua com a sua cor vermelha, porém para representar o ódio e a guerra.
A Fada Dama Verde rapidamente ficou tão madura que apodreceu.
A Fada Rosa, coitadinha, perdeu a sua cor e com isto empalideceu.
A Fada Melada perdeu todo o seu doce, ficando com o sabor de puro fel.
A Fada das Águas virou vapor e pela nuvem negra acabou sendo absorvida
A Fada Primavera agora é outono para toda sua vida.
A Fada das Flores agora com as flores murchas não pode ser apetecida.
CAPÍTULO QUATRO – CONTINUAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cristal tornou-se um mero plástico transparente.
A Fada dos Sonhos virou um súcubo e agora assusta muita gente.
A Fada Ruiva perdeu todo o seu cabelo, passando a ter uma careca reluzente.
A Dona Carochinha transformou-se numa rebelde “aborrecente”.
A Fada Sonson não emite mais nenhum som e sem falar, que agonia!
Ficou ruim o nosso querido e feliz Portal dos Sonhos e Magia.
Agora é uma abertura de tudo que é medonho e cruel em nosso dia-a-dia.
Toda essa negativa inversão era a colossal nuvem negra que produzia.
Todos que eram tocados pelos corações negros e partidos
que desciam da nuvem negra ao chegarem aos alvos pretendidos,
perdiam todos os encantamentos que eles tinham adquiridos.
O ambiente ruim trazia mais negatividade a todos os moradores,
o clima agora ali podia ser resumido a todos os sentimentos de horrores
que todos traziam consigo. Eles só tinham direito de sentir dissabores.
CAPÍTULO CINCO – AINDA AS CONSEQUÊNCIAS...
A fada Cigana de Amor se transformou numa patricinha do tédio.
Até o Grilo Falante tentou evitar os corações negros, mas não teve jeito e nem remédio;
só que ele ficou tão deprimido que perdeu o conquistado assédio
de todos do Portal. No auge da depressão sentia uma vontade enorme de pular de um prédio.
As coisas lá para o lado do Portal estavam tão esquisitas
que ninguém foi para receber as duas novas visitas
que acabaram de chegar. Cadê as coisas bonitas
que estavam nas últimas vezes que passamos aqui? E as fadas benditas?
De onde veio a nuvem que chove corações negros e estes gritos para serem partidos?
Por que as coisas aqui no Portal estão fúnebres parecendo não fazerem sentidos?
Por que será que até agora por ninguém fomos educadamente recebidos?
Perguntas e mais perguntas, hein Gênio! O pior e o mais impressionante:
até agora uma viv’alma sequer nos informou onde mora a Lagarta que agora é Grilo Falante;
se estamos perto do tal inseto ou então quem sabe dele bem distante?
CAPÍTULO SEIS – A CORDIALIDADE DA TARTARUGA
Humano! Oh, Humano! Não posso sair da minha casa, pois se estes corações tocarem em mim
Ai! AI! AI! Não quero nem pensar! Acabarei virando em alguma coisa bastante ruim
Como aconteceram a todos os seres vivos que habitam esse ex-alegre lugar.
vocês dois... Abdala e o ex-Gênio Vingativo. Encolhem-se. Tenho muita coisa para lhes contar.
O Gênio acata o pedido da tartaruga. Os dois agora dentro do casco estão.
Gênio! Abdala! Faz dias que não sei o que é uma boa alimentação.
Estou enclausurado na minha própria casa. Ela é que me protege desses malditos corações.
Podem se livrar do escudo energético. Aqui vocês não são alvos da nuvem negra. Indagações?
Dona tartaruga, antes de entrarmos, avistamos a nuvem e os corações negros descendo
Simultaneamente gritos de dores nossos ouvidos foram recebendo,
Com isto nossos sentidos de proteção viram que algo de muito estranho estava acontecendo
Assim que pisamos neste lugar, o Gênio criou uma redoma que até agora vem nos protegendo.
Num estalar de dedos o Gênio deu a tartaruga toda comida que ela precisava
Para acabar com a fome que sem piedade nenhuma lhe atacava.
Além de uma boa quantidade de água fresca que a tartaruga necessitava.
Enquanto saciava os seus desejos vitais, a tartaruga ia contando tudo em pormenores.
Abdala e o Gênio ouviam tudo atentamente com caras de horrores.
Todos os presentes achavam que o Portal vive hoje os seus momentos piores.
CAPÍTULO SETE - NOVAMENTE O GRILO FALANTE E O GÊNIO
Num estalar de dedos os três personagens foram transportados à casa do Grilo Falante
que ao ver o Gênio Vingativo não teve reação nenhuma, de tão deprimido.
Apenas diz: acabe comigo e satisfaça todo o seu ódio por mim reprimido,
aí siga sua mesquinha feliz vida por ter conseguido algo que para você era tão importante.
Calmo Grilo! Esse Gênio que você conheceu não existe mais. Vim aqui para lhe agradecer
Por tudo de bom que você fez por mim. Deu-me a liberdade e o livre arbítrio para ser feliz;
No entanto nada mais justo do que o seu direito eu possa lhe devolver
De realizar os seus três desejos, Vamos a eles. Qual será o primeiro? Você sabe? Diz!
Tá bom! Vou fingir que credito! Diz o Grilo Falante ainda descrente:
O meu primeiro desejo é que você acabe de vez com esta minha terrível depressão.
Um novo estalar de dedos e a depressão do Grilo some num passe de mágica literalmente.
O Gênio não estava blefando! O Grilo Falante fica feliz completamente.
Posso , Gênio, fazer agora o meu segundo desejo então?!
Que esta horrível nuvem, esses corações malditos e histéricos gritos sumam imediatamente!
CAPÍTULO OITO – UM DESEJO DE BRINDE
Ao som de estalar de dedos o céu volta a ficar azul e as nuvens brancas como algodão.
Terceiro desejo é que todos do Portal voltem a ser o que era antes da maldita nuvem aparecer.
Ao fechar a boca, O Grilo sente uma infinita alegria apossar de todo o seu pequenino coração
os seres vivos do Portal estavam iguais ao Grilo, tão feliz que não sabiam o que dizer.
O Portal dos Sonhos e Magia voltara a ficar novamente lindo,
as cores se destacando na natureza, as águas cristalinas correndo no rio,
a bicharada e as fadas, todos, majestosamente sorrindo.
Como é gostoso ver o Portal livre de todo aquele diabólico mal e sombrio.
Gênio, realmente não sei como lhe agradecer o inesquecível bem que você hoje nos fez.
Que isto Grilo! “Chumbo trocado não dói”! A sala se torna uma risaiada só.
O Gênio agora se sente aliviado com sua consciência tranqüila por toda de uma vez.
Estou me sentindo tão bem que vou quebrar o protocolo e lhe conceder mais um pedido.
Não precisa, obrigado. Estou bastante satisfeito. Fui nos desejos muito bem atendido.Oh,
não faça cerimônia! Sinto que você tem um desejo que é de descobrir quem é o culpado.
CAPÍTULO NOVE – O CULPADO DE TODOS OS MALES
Todos ficam estarrecidos ao descobrir quem pelo todo mal causado é responsável.
Não acredito! Quem construiu a negra nuvem foi você, grande mago Merlin?!
Totalmente sem graça, o mago assume que fora o causador de toda aquela desgraça sim.
Apesar de ser um erro primário, vou justificar o que a princípio parece injustificável.
Estava fazendo uma nova porção do amor, uma vez que a minha estava acabando...
Para nós, grandes magos, isso é corriqueiro fazer, algo assim bem banal.
Sem óculos, deixei-o na cômoda do meu quarto, pedi ao meu aprendiz os ingredientes afinal,
Só que os ingredientes estavam com os prazos de validade vencidos. Eu não sabia quando
Misturei os ingredientes exigidos pela fórmula e estes provocaram uma grande explosão
que veio formar aquela nuvem negra de grande dimensão.
Como ventava muito naquele momento, os ventos a trouxeram para este lugar.
Insisto! Juro que não sabia que os ingredientes estavam vencidos, senão não os teria colocado.
Além de bastante experiente, sou um mago altamente conceituado
e não deixaria o meu respeitado nome no lixo ir parar.
CAPÍTULO DEZ – PEDIDO DE DESCULPAS
Estou aqui neste momento pedindo a todos os seres vivos do portal, desculpa.
Os transtornos por mim causados pela nuvem negra não foi intencional.
O erro foi do meu aprendiz, mas o erro faz parte da aprendizagem, portanto a culpa
Deve ser totalmente credenciado a mim. Confiei no meu aprendiz... falhei como profissional.
Se não tivesse dado cartaz ao comodismo, pegado os meus óculos e lido o prazo de validade,
Com certeza não usaria aqueles ingredientes com o prazo de validade expirado;
Usaria os ingredientes novos, lógico, portanto não aconteceria tal calamidade.
Chamo a responsabilidade. O material é meu. Se perdeu validade deveria por mim ser trocado.
Olha, não há nada que fazer aqui, o Gênio já fez o maravilhosamente meu serviço.
Só me resta agradecer ao Gênio pelo seu gesto solidário e ter resolvido isso.
Como pedido de desculpas, deixo pequeninos e coloridos unicórnios às fadas.
Esses animaizinhos são mágicos e serão delas como novos bichinhos de estimação.
Se precisarem de mim, podem me chamar, pois estarei de vocês sempre a disposição.
Vou-me embora. Não cometerei o mesmo erro. Deixarei minhas coisas mágicas organizadas.
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